[Fiz a travessia] Abri mão de ser gestora de uma empresa para trabalhar com estiloterapia

A entrevistada de hoje é a Mariana Themoteo Ianuzzi, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Mariana Themoteo Iannuzzi

Idade: 34

 

Antes era: sócia gestora de uma fábrica de balas naturais funcionais: Arte da Roça e gestora da Moretti Administração e Contabilidade.

Hoje trabalha com: Psicologia da imagem e autoconhecimento criativo

Lella Sá : Por que você faz o que você faz hoje?

Mariana Iannuzzi : Na minha trajetória sempre tive que lidar com várias questões relacionadas a minha beleza, a minha sexualidade e ao feminino. Minha auto estima era bem instável e a minha percepção sobre mim mesma era bem diferente do que as pessoas diziam. Nesta minha jornada de resgate de mim mesma, de empoderamento e da busca de como lidar e enfrentar meus próprios monstros, passei por várias experiências, tive grandes desafios. Se puder resumir: descobri que a chave está dentro de cada um de nós. Basta assumirmos o comando da nossa vida e darmos um passo de cada vez, sempre na direção da nossa essência que o resto é consequência.

Hoje sou facilitadora na jornada de pessoas que estão em busca de si mesmas e de se expressarem no mundo de forma autêntica. Pessoas que queiram fazer da sua essência o seu estilo de se vestir, se comportar, viver e de ser.

A cura delas também é a minha cura e isso torna o processo ainda mais enriquecedor. Minha intenção é que elas expandam a consciência e percebam que através do auto amor e do cuidado somos capazes de curar, superar, reescrever a nossa história e trazer um novo significado ao que passamos, ao que ouvimos e ao que já sentimos.

Lella Sá : Por que você decidiu sair da onde estava?

Mariana Iannuzzi : A Arte da Roça foi uma escola para mim, me descobri empreendedora, gestora e reafirmei minha paixão por pessoas. Como era uma empresa familiar, tinham questões que ultrapassavam os negócios e eu já não pertencia mais naquele cenário. Eu queria fazer a diferença na minha vida e na das pessoas de outra forma, com outra linguagem e outras vias de acesso: aquelas que tocassem a alma.

Lella Sá : Como fez essa mudança?

Mariana Iannuzzi : A oportunidade foi quando decidi me mudar para São Paulo para morar com o meu atual marido. Iria mudar de cidade, de profissão e de estado civil, amei a ideia e agarrei, literalmente!

Ainda não tinha a menor ideia em que área atuar e passei pelo segundo processo de coaching da minha vida, o primeiro foi em 2005 quando o coaching ainda não era difundido no Brasil e eu voltei para casa após 6 meses na Califórnia. Já sabendo do potencial dos resultados da técnica, embarquei em mais uma jornada e fui me redescobrir profissionalmente.

Quando decidi me mudar para São Paulo, achei que era a hora de realizar uma vontade antiga: contratar alguém para me ajudar a me vestir! Insegura e com a crença que paulistanos eram muito arrumados e cariocas viviam de havaianas, parecia a coisa certa a fazer… e foi mesmo!

O processo me ajudou muito e com o tempo, percebi que para me expressar de forma autêntica precisaria ir muito além das roupas e das regras que me foram sugeridas.

A partir daí comecei a estudar consultoria de imagem em São Paulo e em Nova Iorque. Me formei em professional and personal coaching, em cromoterapia e em terapia alimentar ayurvédica. Resgatei meus valores, minhas verdades, a dança, o meu corpo e muito mais. A jornada continua e é muito especial encontrar tantas pessoas incríveis pelo caminho. Fico feliz em poder fazer parte da trajetória delas e de estar cada vez mais perto da minha verdade.

Lella Sá : Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Mariana Iannuzzi : O primeiro foi assumir que eu já não pertencia mesmo ao lugar que me encontrava e que faria o que fosse preciso para mudar aquele cenário. As vezes passamos um tempão fugindo de nós mesmas, né? A incerteza de não saber exatamente para onde ir e o medo do desconhecido também me acompanharam neste processo e me renderam vários momentos de ansiedade e confusão. Tive que me perder para me encontrar. Estabelecer um círculo de relacionamentos também foi um grande desafio (e ainda é), em uma nova cidade, sem um cartão de visitas com uma empresa para ser meu sobrenome, ufa, não foi nada confortável.

 

Lella Sá : Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Mariana Iannuzzi : A questão financeira também foi delicada, repensar o consumo, abrir mão do que não era necessário e ter consciência do meu custo de vida foi fundamental para seguir em frente. O fator principal que viabilizou a minha mudança foi contar com a parceria do meu marido, que acreditou desde o primeiro minuto junto comigo, mesmo quando eu não sabia se casava ou comprava uma bicicleta.

Minha renda era muito pequena e contar com ele foi imprescindível, inclusive financeiramente. Aceitar este suporte foi um rompimento importante de uma crença que me limitava — a que eu deveria ser independente sempre e não contar com ninguém. Isso me ensinou a receber e ainda hoje exercito pedir ajuda em outros aspectos, quando preciso.

Lella Sá : Qual futuro você está ajudando a criar?

 

Mariana Iannuzzi : Um futuro mais sustentável com pessoas que se percebam de forma integral, que se respeitem, se cuidem e se amem para aí sim contribuírem para a humanidade e para o planeta. Com pessoas que valorizem a sua beleza da forma que é, independente de padrões sociais e esteriótipos, que saibam reconhecer o seu potencial, que acolham suas histórias e que queiram ser felizes e melhores a cada dia. Que reconheçam a importância da sua imagem como forma de expressão, comunicação e transformação. Um futuro com pessoas que não se conformem com a situação que estão, mas que também não se rebelem. Que expandam a consciência de que somos únicos, de que a riqueza está na diversidade e de que o amor é o caminho!

Lella Sá : Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Mariana Iannuzzi : Descasquem a cebola e tenham coragem para ouvir o seu coração.

Abrem mão dos velhos hábitos, deixem suas máscaras de lado e se permitam acessar o núcleo da sua alma! Para alguns serve uma viagem, para outros um negócio, para uns dança, para outros coaching, vale até uma religião, uma perda, uma terapia, um amor… Só não espere que a vida faça isso por você ou que é preciso acontecer algo ruim para você acordar. Se responsabilizeIndependente da forma, dê o primeiro passo, saia da zona da inércia, busque, arrisque, se permita e se entregue! Tudo o que somos e precisamos está contido em nós. Grite, pule, peça ajuda, se resgate e simplesmente, seja!

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça para do Programa Travessia.

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