[Fiz a Travessia] Depois de 20 anos numa multinacional, saí para trabalhar com várias coisas diferentes: TI, Yoga, Massagem e cocriar uma empresa horizontal.

O entrevistado de hoje é o Henrique Ka, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Henrique Katahira

Idade: 40
Antes: Analista de TI numa multinacional japonesa. Trabalhei na área de TI por 20 anos no total, dos quais 8 anos no Japão

Hoje: Instrutor de yoga, massagista (aplico Thai Yoga Massagem), consultor de TI, catalisador de projetos e cocriador da Baobbá (uma empresa horizontal onde todos são sócios e todos tem o mesmo valor)

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?

Henrique Ka: Porque descobri que trabalhar com propósito é a única opção para ser realmente feliz e realizado.

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

Henrique Ka: Porque não via muito sentido no sistema atual onde o empregado trabalha para realizar os sonhos do dono da empresa e a única recompensa é financeira. Depois de trabalhar como voluntário numa ecovila, descobri que o propósito é muito mais importante que a forma. Estava muito mais feliz servindo um propósito limpando banheiros que qualquer outro projeto de TI que participei. Escrevi um artigo contando esta história nesse link.

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Henrique Ka: Depois dessa experiência na ecovila, fui fazer cursos e vivências para tentar me conhecer melhor e descobrir o que realmente me faz feliz. Apostei em autoconhecimento. Fiz um curso de formação para instrutores de yoga, outro de massagem, dois módulos do curso Gaia Education, vivências em permacultura e ações voluntárias. Tudo isso simultaneamente com meu trabalho anterior. Conforme fui entendendo melhor quem eu sou e o que me faz feliz, desenhei um plano de negócios e, por meio de uma amiga em comum, conheci o Gustavo Tanaka que compartilhava do mesmo sonho e me convidou para fazer parte da Baobbá.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Henrique Ka: Um dos maiores desafios é aprender a confiar e colaborar. É o oposto do que aprendemos em casa e na escola. A primeira coisa que a gente aprende em casa é de não confiar em estranhos. E a primeira coisa que a gente aprende na escola é que devemos competir pois não há recursos suficientes para todos.

Outra coisa que aprendi é que a transição é o caminho e o caminho é a transiçãoNão existe voltar para trás e não existe ponto de chegada. Quando você chegar acha que chegou lá, vai ter outro lugar pra chegar.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Henrique Ka: Sempre fui um bom poupador e cuidei bem da grana que ganhava. Iniciei a transição com zero de dívida. Outra coisa é tentar simplificar cada vez mais a vida e ter um padrão de vida compatível com o que você vai ganhar no começo da transição. Isso me fez ter uma segurança para viver alguns meses sem renda.

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Henrique Ka: Acredito que estamos vivendo uma revolução silenciosa sem centro. Essa revolução vai mudar a forma que nos relacionamos com as pessoas e o planeta. Já estamos caminhando para um modelo onde competição dará espaço para colaboração, amor e confiança.

 

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Henrique Ka: Invista em autoconhecimento. Você só será feliz quando descobrir o que realmente te faz feliz.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

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