[Fiz a Travessia] Cansei de me sentir vazia e infeliz, me reconectei e decidi ajudar pessoas no mesmo processo

A entrevistada de hoje é a Angela Duarte Pereira (Angie), na série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Angela Duarte Pereira (mas todos me chamam de Angie)
Idade: 38 anos, 2 de travessia
Antes fazia: executiva latam de marketing em multinacionais de tecnologia (Siemens, Nokia e Atos)
Hoje faz: coach de saúde e professora de yoga e meditação


1. Por que você faz o que você faz hoje?

Porque encontrei minha missão, um trabalho que esta alinhado com meus valores, minha verdade, onde posso ser eu mesma. Cansei de me sentir vazia e infeliz. Hoje meu trabalho me preenche, me faz feliz e realizada. Faço o que eu faço hoje porque me reconectei comigo mesma. Sou coach de saúde integrativa, e meu trabalho é ajudar as pessoas a passarem pelo processo de autorreconexão, para viverem de forma mais harmônica, feliz e saudável, conectadas com sua essência. Sinto que eu "walk the talk" pois vivenciei esse processo de reconexão, e isso me ajuda a me conectar com meus clientes, conheço a dor deles porque um dia ela ja foi minha. E a cada cliente que eu ajudo, eu sinto que estou me ajudando também a viver minha verdade, minha essência. Ocupando-me de algo em que acredito, vivi e que se transformou em minha paixão.


2. Por que você decidiu sair da onde estava?

Estava infeliz, desconectada, doente, cansada, sem perspectiva de mudança, sem propósito. Dos 15 anos que trabalhei no mundo corporativo, 8 eu trabalhei fora do Brasil como expatriada. Desde os 30 anos eu era diretora para a America Latina e respondia diretamente para o presidente dessas empresas. Eu sentia que eu vivia um personagem que não era eu. Muitos admiravam minha carreira, meu salário, o fato de eu viajar o tempo todo e participar de eventos em hoteis de luxo, mas nos bastidores esse mundo me trazia muita solidão, tristeza, falta de identidade com a missão da empresa. Decidi sair quando vi que as coisas não iriam mudar nunca, eu é que tinha que mudar. Eu havia acabado de ser impedida, mais uma vez, de implantar um projeto que "humanizava" um pouco a empresa. Eu era responsavel pela comunicação interna e externa e me encantava criar iniciativas de cunho social e de integração entre as pessoas. Junto a isso, eu recebi vários diagnósticos médicos de que minha saúde nao ia bem. Foi ai que eu decidi sair da empresa, deixar essa carreira de lado e buscar uma ocupação que preenchesse esse vazio que eu sentia dentro de mim.


3. Como fez essa mudança?

Após deixar minha carreira de 15 anos no mundo corporativo, tomei 1 ano sabático e fiz uma viagem de volta ao mundo. Entre trabalhos voluntários e vários cursos que fiz durante a viagem, sempre me hospedando em casas de família locais, me redescobri, me reconectei comigo mesma, foi então que descobri que eu queria trabalhar ajudando as pessoas a passarem por esse mesmo processo de redescoberta que eu passei de uma forma tão natural, mas que nem todos tem a possibilidade de fazer da mesma forma que eu fiz, portanto os guio através de uma metodologia e ferramentas de autoconhecimento, e incorporação de hábitos saudáveis de vida que estejam em harmonia com a natureza de cada um. Quando voltei de viagem eu comecei a dar aula de yoga e meditação, enquanto fazia diversas formações (4 em coaching, 2 em programação neurolinguistica, etc.), muitas pessoas me procuraram dizendo que eu as inspirei por ter deixado o mundo corporativo onde eu tinha um bom cargo e salário (desde os 30 anos eu ja estava atuando como diretora para a América Latina), para me dedicar a um trabalho que eu amo, mas ao mesmo tempo tão novo e incerto no Brasil.

 

4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

A falta de compreensão e apoio de pessoas próximas a mim, a incerteza financeira e a mudança de modelo mental de deixar de ser funcionário para ser dono do meu proprio negocio com toda a liberdade e responsabilidade que isso implica. O processo de transição foi um grande aprendizado para mim, digo que valeu mais que qualquer faculdade que eu poderia ter feito.

 

5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Já estou conseguindo sobreviver da minha remuneração do novo trabalho, mas isso porque, não só mudei de profissão, como mudei meu estilo de vida para que algo de acordo com a minha nova ocupação. E acredito que só assim você consegue sucesso com a mudança, quando tudo está alinhado, em harmonia. É muito difícil mudar de ocupação e seguir exatamente com o mesmo estilo de vida que você tinha antes. Sua rede de contatos, seus horários, até sua roupa e seu almoço provavelmente vão mudar, e até mesmo seu vocabulário. Essa é uma pergunta que me fazem com bastante frequência. Quando decidi sair do mundo corporativo eu tinha certeza do que eu não queria mais fazer, mas não tinha ainda claro qual seria minha nova ocupação. O que sim foi planejado, como boa economista que sou (formação universitária), foi meu ano sabático, pois eu não queria ter que voltar à profissão anterior simplesmente porque o dinheiro acabou, porque gastei toda minha reserva. Esse período de 1 ano sabático foi fundamental para minha decisão sobre a nova profissão.


6. Qual problema (do mundo) você está ajudando a resolver através do seu trabalho?

Hoje, através do meu trabalho, tenho mais senso de responsabilidade em melhorar o mundo a minha volta e ajudar as pessoas. Sentia que na atividade anterior, no final, eu só estava ajudando aos acionistas da empresa a ficarem ainda mais ricos. Acredito na frase do Ghandi “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, e sinto que estou fazendo a minha parte na minha nova ocupação. Em síntese, através do meu trabalho, eu ajudo as pessoas a passarem pelo processo de autorreconexão, para viverem de forma mais harmônica, feliz e saudável, conectadas com sua essência.


7. Qual futuro você está ajudando a criar?

O futuro de pessoas mais felizes, saudáveis, conectadas com sua essências, que são empáticas e conseguem viver em harmonia e colaboração, com outras pessoas, com a natureza e com elas mesmas.  


8. Que dica(s) você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

A transição não é facil, o incerto assusta. Mas, em uma só palavra, fazer essa travessia para ter um trabalho com significado VALE A PENA. O senso de liberdade e empoderamento é muito grande após a primeira transição de carreira bem sucedida, como foi no meu caso, onde se encontra um trabalho com significado já na primeira transição. A gente passa a se sentir capaz de mudar de novo e de novo se for preciso, o céu é o limite. Se eu tivesse a oportunidade de ter uma conversa com alguém que está pensando em iniciar essa busca pelo trabalho com significado eu descreveria todas as barreiras e dificuldades que ela pode vir a enfrentar, e daria dicas e ferramentas sobre planejamento financeiro, recomendaria capacitação e principalmente entrevistar a maior quantidade de pessoas possíveis que estejam atuando na nova carreira para a qual essa pessoa quer mudar. Mas no final, a mensagem é a mesma. O trabalho é só uma parte da sua vida, mas uma parte muito importante, não dá para negligenciar nossa felicidade e ir empurrando a vida com a barriga. Temos que assumir a responsabilidade de nossa vida e de nossa felicidade. A felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia. Vai dar medo de mudar, dá trabalho, mas não desista e continue com medo mesmo, porque o resultado final vale muito a pena.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

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