fiz a travessia

[Fiz a Travessia] Deixei a área de TI para eternizar momentos importantes

Foto: divulgação (http://tainanbasile.com)

Foto: divulgação (http://tainanbasile.com)

A entrevistada de hoje é a Tainan Basile, na série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Tainan Basile
Idade: 33
Antes fazia: Coordenadora da área de TI
Hoje faz: Fotógrafa de gestantes, newborns e bebês de até 1 ano


1. Por que você faz o que você faz hoje? 

Trabalho com fotografia até hoje porque me sinto realizada e feliz. Trabalhar com fotografia foi realizar um sonho que estava adormecido, ou melhor, que de forma consciente nem sabia que era um sonho. A fotografia era algo que eu sempre gostei, mas fazia parte da minha vida apenas como lazer, nunca imaginei em transformar em profissão...


2. Por que você decidiu sair da onde estava?

Eu decidi buscar outro caminho pois eu não estava me sentindo feliz. Eu gostava muito do que eu fazia, mas toda manhã eu pensava: tenho que ir hoje?? Eu estava cansada há um bom tempo, mas era um cansaço que não passava. E comecei a questionar se deveríamos viver daquela forma para o resto da vida. E percebi que não era saudável, que alguma coisa precisava mudar.


3. Como fez essa mudança?

Enquanto eu trabalhava iniciei um curso profissionalizante de fotografia, queria um curso onde eu pudesse aprender tudo o que envolvia a fotografia, onde eu pudesse adquirir conhecimento "de cabo a rabo". Foram pouco mais de 6 meses de curso, e eu fazia depois do expediente. Alguns meses terminado o curso resolvi abrir meu estúdio e trabalhar com fotografia.


4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Um dos grandes desafios de entrar neste mercado é adquirir experiência. Para isso, fiz muitos trabalhos gratuitos, participava de vários eventos, levava a câmera para todos os lugares que eu ia para poder praticar. E aos poucos fui construindo o meu portfólio e conseguindo meus primeiros clientes.


5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

A questão da grana foi outro grande desafio. No primeiro ano foi basicamente de investimento. Saí de um cargo e salários bons para apenas investir em conhecimento, em estúdio, em materiais, etc. Então não reclamo nunca da área e do que eu fazia, foi justamente por ter trabalhado tantos anos com TI e ter investido que tive a oportunidade de fazer esta tentativa de mudança de carreira - e que deu certo :)


6. Qual problema (do mundo) você está ajudando a resolver através do seu trabalho?


Não sei se posso dizer que eu estou ajudando a resolver um problema do mundo com o meu trabalho, pois ele é considerado algo supérfluo, mas eu acho que de certa forma dou a chance das pessoas resgatarem momentos únicos de suas vidas, momentos que muitas vezes não damos valor, e que lá na frente certamente farão falta. 

 

7. Qual futuro você está ajudando a criar?

Espero que com o meu trabalho as pessoas possam valorizar as memórias, os momentos únicos, que normalmente passam num piscar de olhos. São momentos que não voltam, e que muitas vezes olhamos pra trás e nos arrependemos de não ter feito.  Eu mesma me arrependo de não ter tirado mais fotos com minha mãe ou meu pai, hoje eles não estão mais aqui, mas gostaria de ter um pouco mais de recordação deles junto comigo. 


8. Que dica(s) você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

É preciso muita dedicação e muita determinação. Ter apoio é sempre muito bom, eu tive  e me ajudou muito. Muitas pessoas vão te chamar de louco, pode ser que dê certo, pode ser que não, mas acho que se é algo que nos motiva e nos fará felizes é preciso pelo menos tentar! Se não der certo, plano B!

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

ESSA HISTÓRIA FOI ÚTIL PARA VOCÊ?

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[Fiz a Travessia] Cansei de me sentir vazia e infeliz, me reconectei e decidi ajudar pessoas no mesmo processo

A entrevistada de hoje é a Angela Duarte Pereira (Angie), na série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Angela Duarte Pereira (mas todos me chamam de Angie)
Idade: 38 anos, 2 de travessia
Antes fazia: executiva latam de marketing em multinacionais de tecnologia (Siemens, Nokia e Atos)
Hoje faz: coach de saúde e professora de yoga e meditação


1. Por que você faz o que você faz hoje?

Porque encontrei minha missão, um trabalho que esta alinhado com meus valores, minha verdade, onde posso ser eu mesma. Cansei de me sentir vazia e infeliz. Hoje meu trabalho me preenche, me faz feliz e realizada. Faço o que eu faço hoje porque me reconectei comigo mesma. Sou coach de saúde integrativa, e meu trabalho é ajudar as pessoas a passarem pelo processo de autorreconexão, para viverem de forma mais harmônica, feliz e saudável, conectadas com sua essência. Sinto que eu "walk the talk" pois vivenciei esse processo de reconexão, e isso me ajuda a me conectar com meus clientes, conheço a dor deles porque um dia ela ja foi minha. E a cada cliente que eu ajudo, eu sinto que estou me ajudando também a viver minha verdade, minha essência. Ocupando-me de algo em que acredito, vivi e que se transformou em minha paixão.


2. Por que você decidiu sair da onde estava?

Estava infeliz, desconectada, doente, cansada, sem perspectiva de mudança, sem propósito. Dos 15 anos que trabalhei no mundo corporativo, 8 eu trabalhei fora do Brasil como expatriada. Desde os 30 anos eu era diretora para a America Latina e respondia diretamente para o presidente dessas empresas. Eu sentia que eu vivia um personagem que não era eu. Muitos admiravam minha carreira, meu salário, o fato de eu viajar o tempo todo e participar de eventos em hoteis de luxo, mas nos bastidores esse mundo me trazia muita solidão, tristeza, falta de identidade com a missão da empresa. Decidi sair quando vi que as coisas não iriam mudar nunca, eu é que tinha que mudar. Eu havia acabado de ser impedida, mais uma vez, de implantar um projeto que "humanizava" um pouco a empresa. Eu era responsavel pela comunicação interna e externa e me encantava criar iniciativas de cunho social e de integração entre as pessoas. Junto a isso, eu recebi vários diagnósticos médicos de que minha saúde nao ia bem. Foi ai que eu decidi sair da empresa, deixar essa carreira de lado e buscar uma ocupação que preenchesse esse vazio que eu sentia dentro de mim.


3. Como fez essa mudança?

Após deixar minha carreira de 15 anos no mundo corporativo, tomei 1 ano sabático e fiz uma viagem de volta ao mundo. Entre trabalhos voluntários e vários cursos que fiz durante a viagem, sempre me hospedando em casas de família locais, me redescobri, me reconectei comigo mesma, foi então que descobri que eu queria trabalhar ajudando as pessoas a passarem por esse mesmo processo de redescoberta que eu passei de uma forma tão natural, mas que nem todos tem a possibilidade de fazer da mesma forma que eu fiz, portanto os guio através de uma metodologia e ferramentas de autoconhecimento, e incorporação de hábitos saudáveis de vida que estejam em harmonia com a natureza de cada um. Quando voltei de viagem eu comecei a dar aula de yoga e meditação, enquanto fazia diversas formações (4 em coaching, 2 em programação neurolinguistica, etc.), muitas pessoas me procuraram dizendo que eu as inspirei por ter deixado o mundo corporativo onde eu tinha um bom cargo e salário (desde os 30 anos eu ja estava atuando como diretora para a América Latina), para me dedicar a um trabalho que eu amo, mas ao mesmo tempo tão novo e incerto no Brasil.

 

4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

A falta de compreensão e apoio de pessoas próximas a mim, a incerteza financeira e a mudança de modelo mental de deixar de ser funcionário para ser dono do meu proprio negocio com toda a liberdade e responsabilidade que isso implica. O processo de transição foi um grande aprendizado para mim, digo que valeu mais que qualquer faculdade que eu poderia ter feito.

 

5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Já estou conseguindo sobreviver da minha remuneração do novo trabalho, mas isso porque, não só mudei de profissão, como mudei meu estilo de vida para que algo de acordo com a minha nova ocupação. E acredito que só assim você consegue sucesso com a mudança, quando tudo está alinhado, em harmonia. É muito difícil mudar de ocupação e seguir exatamente com o mesmo estilo de vida que você tinha antes. Sua rede de contatos, seus horários, até sua roupa e seu almoço provavelmente vão mudar, e até mesmo seu vocabulário. Essa é uma pergunta que me fazem com bastante frequência. Quando decidi sair do mundo corporativo eu tinha certeza do que eu não queria mais fazer, mas não tinha ainda claro qual seria minha nova ocupação. O que sim foi planejado, como boa economista que sou (formação universitária), foi meu ano sabático, pois eu não queria ter que voltar à profissão anterior simplesmente porque o dinheiro acabou, porque gastei toda minha reserva. Esse período de 1 ano sabático foi fundamental para minha decisão sobre a nova profissão.


6. Qual problema (do mundo) você está ajudando a resolver através do seu trabalho?

Hoje, através do meu trabalho, tenho mais senso de responsabilidade em melhorar o mundo a minha volta e ajudar as pessoas. Sentia que na atividade anterior, no final, eu só estava ajudando aos acionistas da empresa a ficarem ainda mais ricos. Acredito na frase do Ghandi “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, e sinto que estou fazendo a minha parte na minha nova ocupação. Em síntese, através do meu trabalho, eu ajudo as pessoas a passarem pelo processo de autorreconexão, para viverem de forma mais harmônica, feliz e saudável, conectadas com sua essência.


7. Qual futuro você está ajudando a criar?

O futuro de pessoas mais felizes, saudáveis, conectadas com sua essências, que são empáticas e conseguem viver em harmonia e colaboração, com outras pessoas, com a natureza e com elas mesmas.  


8. Que dica(s) você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

A transição não é facil, o incerto assusta. Mas, em uma só palavra, fazer essa travessia para ter um trabalho com significado VALE A PENA. O senso de liberdade e empoderamento é muito grande após a primeira transição de carreira bem sucedida, como foi no meu caso, onde se encontra um trabalho com significado já na primeira transição. A gente passa a se sentir capaz de mudar de novo e de novo se for preciso, o céu é o limite. Se eu tivesse a oportunidade de ter uma conversa com alguém que está pensando em iniciar essa busca pelo trabalho com significado eu descreveria todas as barreiras e dificuldades que ela pode vir a enfrentar, e daria dicas e ferramentas sobre planejamento financeiro, recomendaria capacitação e principalmente entrevistar a maior quantidade de pessoas possíveis que estejam atuando na nova carreira para a qual essa pessoa quer mudar. Mas no final, a mensagem é a mesma. O trabalho é só uma parte da sua vida, mas uma parte muito importante, não dá para negligenciar nossa felicidade e ir empurrando a vida com a barriga. Temos que assumir a responsabilidade de nossa vida e de nossa felicidade. A felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia. Vai dar medo de mudar, dá trabalho, mas não desista e continue com medo mesmo, porque o resultado final vale muito a pena.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

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[Fiz a Travessia] Parei de gerenciar shoppings para transformar espaços em comunidades

[Fiz a Travessia] Parei de gerenciar shoppings para transformar espaços em comunidades

A entrevistada de hoje é a Andrea Sender, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Andréa Sender

Idade: 35

Antes: Trabalhava em escritórios de arquitetura e em uma gerenciadora de projetos

Hoje: Transformo espaços em comunidades :) na Acupuntura Urbana

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?

Andréa Sender: Porque isso faz todo o sentido para mim! Me sinto uma pessoa plena e realizada como o que eu posso oferecer para o mundo e para as pessoas que estão ao meu redor.

Perceber o impacto positivo do meu trabalho é uma satisfação imensa que trabalho e vida se confundem em uma coisa só e eu sempre sonhei com esta osmose :)

Lella Sá : Por que você decidiu sair da onde estava?

Andréa Sender: Gostava muito de gerenciar pessoas e transformar os processos mais leves e humanos para todos, mas os projetos que eu gerenciava (no caso, grandes projetos de shoppings centers e clubes esportivos), não faziam mais sentigo para mim. Queria uma causa maior, gerar um impacto positivo para a humanidade, poder levar um ritmo de vida mais flexível, com pessoas que acreditam nas mesmas coisas que eu e que sejam apaixonadas pelo que fazem, como as que estão ao meu lado atualmente.

 

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Andréa Sender: Em 2011, depois de 8 anos trabalhando de forma convencional com arquitetura e gerenciamento de projetos, decidi tirar seis meses sabáticos e fui realizar um grande sonho: morar em Paris.

Em fevereiro de 2014, volter de uma temporada de quase três anos morando na França, onde tive uma vida totalmente diferente da que costumava ter em São Paulo. E estas perguntas não me saiam da cabeça…

Lá o espaço público era o meu maior companheiro. O transporte público e as bicicletas de aluguel também eram o meu principal meio de transporte. Por sua vez, o medo e a sensação de insegurança nunca estavam comigo! Quantas atividades eu fazia gratuitamente, com pessoas de todos os tipos e de maneiras inusitadas… Estes eram os meus sonhos para São Paulo!

Foi aí que comecei a prestar atenção em como as pessoas se relacionavam com a cidade. Muitas, reclamavam e não faziam nada, outras, sonhavam e concretizavam um mundo melhor, e fui em busca deste segundo grupo.

Em abril de 2014 fui apresentada ao Jogo Oasis, quando participei de uma formação oferecida pelo Instituto Elos, parte do Programa GVT na Praça. Foi também neste treinamento que conheci a Renata Minerbo, fundadora do Acupuntura Urbana, e atualmente, companheira de vida, de sonhos e de transformações. No Acupuntura Urbana, trabalhamos a transformação de espaços públicos com base no engajamento comunitário e um dos primeiros passos da nossa metodologia é a “Troca de Sonhos”, na qual trocamos um sonho de padaria, por um sonho para São Paulo e/ou para um local público específico.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Andréa Sender: Como a minha transição foi feita durante um momento de muitas mudanças (para quem morou em outro país, sabe que a readaptação leva um tempinho para acontecer…), é difícil distinguir exatamente essas dificuldades, mas elas sempre vieram acompanhadas da certeza de que um novo e lindo caminho estava sendo traçado.

Como tinha uma carreira estável antes de ir para a França, a grana era uma grande questão e entender o que exatamente eu faria profissionalmente também. Além disso, tinha um círculo de amizades e uma família bastante convencional que não entendi muito bem a minha escolha, então no início, me senti bastante solitária nos meus questionamentos.

Mas o sentido desta transição era tão grande que mergulhei em mim mesma e tive um momento de busca muito importante, durante o qual me aproximei de pessoas por que tinha muita admiração e nas quais me inspirei muito para tornar esta transição mais leve.

Um coach querido me ajudou bastante também.

Lella Sá: Como ficou a questão da grana em meio a incerteza?

Andréa Sender: Sem dúvida que a grana era um ponto importante, pois tinha morado três anos sozinha, tinha um salário bom e estável antes de ir para a França. Voltei praticamente com uma mão na frente e outra atrás, voltei a morar com os meus pais, mas minha independência era muito importante.

Como eu acredito muito que, quando caminhamos na direção certa, as coisas se ajeitam… elas também se ajeitaram :)

Durante esta transição um antigo parceiro de trabalho muito especial entrou em contato comigo e me convidou para ajudá-lo no gerenciamento dos Planos Municipais de Iluminação Pública de diversas cidades brasileiras. Não consegui dormir este dia, pensando que seria uma ótima oportunidade, mas que não queria voltar a fazer o que eu fazia antes. Foi aí que encarei o convite como uma oportunidade de levar um olhar mais social para este projeto de larga escala e qual não foi a minha grande alegria quando ele topou! Começamos a desenvolver uma pesquisa social e esta oportunidade, além de garantir a minha renda, me abriu um novo horizonte de aplicação. Sou muito grata a esta parceria, que me permitiu entrar de corpo e alma no Acupuntura Urbana e a desenvolver um trabalho social junto a Citylights também.

Lella Sá: Qual futuro que você está ajudando a criar?

Andréa Sender: Um futuro no qual os indivíduos entendam que somos responsáveis pelo mundo que queremos e o mundo que eu quero ´e um lugar com mais amor, mais respeito, mais espaços coletivos de qualidade, mais sonhos realizados, mais cooperação, mais abundância e menos escassez.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Andréa Sender: Se aproxime de pessoas que você tenha profunda admiração, que te inspirem. Preste atenção nas pequenas coisas do dia a dia que te fazem sentir pleno e busque se aproximar, cada vez mais, da sua melhor versão ❤

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça para do Programa Travessia.

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