[Fiz a Travessia] Saí da indústria farmacêutica para ajudar a empoderar as pessoas

Nome: Giselle da Silva Cabral
Antes fazia: Gerente de Vendas na Indústria Farmacêutica, até  começo de 2014
Hoje faz: Consultora de Estilo e Imagem Pessoal/Persona Stylist

Lella Sá: Por que você faz o que você faz?

Giselle Cabral: E se eu te falar que aconteceu? Sempre fui muito curiosa. Todo começo de ano separo um budget pra fazer um curso novo e conhecer gente. Como 99% do público pro qual eu trabalhava era feminino, fazer um curso onde teria maior habilidade em unir informação e ainda poder usar isso como uma ferramenta para ajudar a empoderar as pessoas, me deixou super animada!
 

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Giselle Cabral: A mudança aconteceu naturalmente. não tinha previsto trabalhar fora da indústria farmacêutica tão rápido, até porque a minha fase profissional era ascendente. Pra mim era só mais um curso que eu estava fazendo. Mas eu fui demitida. Nesse meio tempo eu estava fazendo um "estágio" como personal stylist. Foi nessa época que a até então colega de curso (Andrea) me convidou pra trabalharmos como parceiras. Cheguei em casa, conversei com o Otávio, meu marido, e senti que era a hora de tentar.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Giselle Cabral: O maior de todos os desafios foi a mente. Se você não coloca a mente em ordem, ela joga contra!  Abrir mão dos benefícios da indústria farmacêutica com a incerteza de estar ingressando num mercado novo e a falta de dinheiro foram as maiores sombras.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Giselle Cabral: Como disse anteriormente, eu não havia me preparado, tive um desfalque três meses antes do esperado, mas também tive meu marido ao meu lado, sempre parceiro, que deu todo o suporte financeiro e  psicológico. Se tem uma coisa que eu tenho a dizer pra ele, é o quanto eu sou grata!

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Giselle Cabral: Meu desejo é que todas as mulheres percebam o quanto elas são únicas e que estamos todas conectadas. Não precisamos ser tão críticas com nós mesmas e com as outras mulheres. Podemos aceitar quem somos e temos que aprender a nos conectarmos com a nossa autoestima e com o nosso eu, por que pra mim, esse é o estado de felicidade.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Giselle Cabral: A minha inquietude sempre fez com que eu me questionasse colocando meus valores em pauta. Meu pensamento sempre foi o de olhar pra daqui 20 anos e perceber se o que eu estava fazendo hoje fazia sentido e se de alguma forma estava criando uma marca positiva nas pessoas ao meu redor, por que pra mim essa marca retorna pra nós como um desatador de nós de algo que não ficou tão claro na nossa caminhada. Eu acredito em formas de autoconhecimento, sejam elas terapia, coaching, curso de teatro, individual ou em grupo.

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

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