O movimento da vida

A vida é a integração 

É o desafio de desorganizar para evoluir e organizar para sobreviver. 

É o alinhamento do ter com o ser. 

É a junção da vida para criar e da morte para transmutar. 

É a relação da causa com o efeito.

É a união da materialização com a intuição.

É o balanço entre seguir um caminho já percorrido e um caminho próprio.

É o equilíbrio entre a dependência e a autosuficiência.

É a dança entre a tradição e a originalidade.

É o diálogo entre a ordem e o caos.

É o namoro entre o conhecido e o desconhecido.

É o envolvimento do eterno com o moderno.

É a alternância entre a estabilidade e a mudança.

É a convivência do medo com o amor.

É o movimento pendular entre a segurança e a liberdade.

É a mistura da horizontalidade com a verticalidade.

 

É discernir para poder servir.

É respeitar as regras coletivas sem deixar de seguir as suas próprias simultaneamente.

É considerar o outro sem deixar de levar em conta si próprio.

É colaborar com os outros e produzir suas próprias possibilidades sincronicamente.

É cuidar do que foi criado e parir novas criações concomitantemente.

É abrir-se para o novo sem deixar de honrar o que veio primeiro.

É a ação mútua do fazer com o sonhar.

 

É a subjetividade dentro da objetividade.

É a pausa dentro do movimento.

É o coletivo dentro do indivíduo e o indivíduo dentro do coletivo.

 

A vida é a constante transformação.

 

Fiz esse poema inspirada na vida em rede, na economia colaborativa, na minha experiência convivendo com pessoas que querem mudar e que querem viver a vida com mais autonomia. Afinal de contas, "o mundo só muda se existe a necessidade de mudança" como o Oswaldo Oliveira coloca. 

Obrigada Larusso, Oswaldo Oliveira, Gui Neves, Anna Haddad, Camila Haddad, Giovana Camargo, Daniel Izzo, Mari Pelli, Giana Andonini, Mayara Castro, Daphne Baroukh, Diego Mouro, Victor Pontes, Andrea Barrichello, Raquel Brust, Renata Bellaver e Tutu Lombardi por fazerem parte do meu processo atual de transformação.