Por que eu criei a Bússola Interna?

Eu queria mudar. Estava insatisfeita com o jeito que minha vida estava configurada. Mas não sabia quais eram os aspectos da vida que precisariam ser melhorados para eu me sentir bem, em paz e integrada com o que tinha significado para mim. Como eu acredito que o trabalho é uma grande forma de manifestar quem somos no mundo, fazia muito sentido buscar formas de trabalhar com o que eu amava, mas não sabia direito o que aquilo era.

Sinto muita necessidade da vida fazer sentido para mim e de ela fazer a diferença para as pessoas a minha volta. Então decidi iniciar uma pesquisa sobre o sentido da vida e do papel do ser humano para entender melhor os passos que eu precisava dar para mudar e ser uma pessoa mais satisfeita comigo e minha vida.

Lella Sá - Processo Criativo 2
Processo criativo Lella Sá

Meu maior medo desde quando larguei a minha primeira carreira, como modelo (veja o post dessa história aqui), era não conseguir fazer a diferença no meu entorno. Não queria só viver uma vida medíocre apenas com status, poder e vaidade. Além disso, eu queria propósito, realização e verdade. Eu queria transformar a minha volta. E continuo querendo. Por isso a partir de 2008 comecei a entrar em contato com o universo de desenvolvimento humano, espiritualidade, inovação e empreendedorismo. 

Busquei várias fontes para responder a pergunta “Qual trabalho pode fazer sentido com o âmago do meu ser?”. Ela foi norteadora para fundamentar a minha pesquisa e criar a Bússola Interna. 

Processo Criativo Lella Sá - 1

A Bússola Interna é uma síntese dos meus aprendizados dos últimos anos. Ela é uma metodologia que ajuda a desenvolver autonomia com autoria através da exploração dos principais aspectos para levar uma vida com propósito. Ela é resultado de uma vasta pesquisa que eu venho fazendo sobre os arquétipos da vida e do desenvolvimento do ser humano. Ela tem como intuito ajudar as pessoas a adquirirem autnomia, liberdade, discernimento e responsabilidade. 

De 2008 para cá comecei meu caminho de exploração na antroposofia, na programação neuro linguística, na comunicação não-violenta, na comunicação genuína, no design thinking, na observação goethianística, no Holoplex, na meditação, no xamanismo, no dragon dreaming, na teoria integral, no coaching integrado e no reiki.

Minha pesquisa se aprofundou quando eu comecei a minha segunda transição de organizadora de eventos para facilitadora de grupos em 2010. 

Desde então pessoas essenciais fizeram parte dessa caminhada. Tive contato, em ordem cronológica, com o Fernando Dalgalarrondo da Actius. Com a Blenda Oliveira na Casa Movimento. Com o Ivan Boscariol na Hub Escola. Com as pessoas da AIESEC. Com o  Allan Kaplan e a Sue Davidoff no Proteus Intiative. Com a equipe do Usina de Idéias da Artemísia. Com o Henrique Pistilli e o Marcos Vianna na IOU. Com o Robert Happé do CEE. Com o Jaime Moggi, o Jair Moggi, o Daniel Bukhard, o Marcus Baptista, a Filomena Rosa e o Luiz Antônio na Adigo. Com o Fabio Novo do Holoplex. Com o Lucas de Abreu Pinto, a Raquel Rosenberg, a Thatiana Passi, o Claudio Lente e muitas outras pessoas na criação do movimento EvoluSomos.  Com o Marcelo Sando e a Milene Mizuta em muitos cafés filosóficos. Com o Oswaldo Oliveira no Empreender-se. Com a Mari Pelli, Giovana Camargo, Camila Haddad, Anna Haddad na Laboriosa, 89. Com o Larusso e o Gui Neves nos círculos de confiança que fazemos no Estaleiro Liberdade. E hoje mais intensamente com a Gudrum Bukhard, Amparo Del Moral, M.Fátima Helou, Matias Klinke, Solange Castilho, Simone Ceregatti na Formação de Biografia e Caminho Iniciático na Associação Sagres.

Todas essas possibilidades me levaram a agregar conhecimento e entender melhor os aspectos que precisam de atenção para a vida fazer sentido. Mapeei as dimensões que, para mim, são essenciais para criar um trabalho com significado e não deixar a vida ser vivida em vão.

Senti a necessidade de integrar as informações das diversas teorias que entrei em contato. Então através de esquemas comecei sintetizar e facilitar minha compreensão sobre os padrões arquetípicos do ser humano e seus comportamentos. Inicialmente fiz isso para que eu mesma pudesse me entender. Até que eu percebi que esses esquemas poderiam ser úteis para outras pessoas também.

Por fim, baseado na antroposofia juntei os esquemas da minha pesquisa e surgiu a Bússola Interna. Atualmente ela virou minha metodologia-base para ajudar outras pessoas a desenvolver autonomia com autoria para criar um trabalho com significado e viver um estilo de vida com propósito. 

Entendi que o melhor é fazer as coisas para suprir nossas próprias necessidades. Se forem verdadeiras, as soluções poderão suprir as necessidades de outras pessoas.

Hoje, com a Bússola Interna, ficou mais fácil entender o que tem significado para mim e como eu devo atibuí-lo ao meu trabalho e a minha vida.  

Graças a exploração da minha inquietude, foi possível sintetizar meus aprendizados e criar uma metodologia para ajudar pessoas com a mesma necessidade que a minha: levar uma vida com mais propósito. A Bússola Interna está em constante melhorias e se desenvolve a partir da síntese dos meus aprendizados. 

Essa semana você vai conseguir baixar ela e entender melhor do que estou falando! 

P.S: As fotos são desenhos que deram resultado ao esquema principal: a Bússola Interna. Aos poucos irei compartilhar outros.