Ao virarem mães, muitas mulheres se tornam também desempregadas

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AO VIRAREM MÃES, MUITAS MULHERES SE TORNAM TAMBÉM DESEMPREGADAS

Esses dias li uma matéria, atraída pelo título: "Metade das brasileiras ouvidas em pesquisa foram demitidas dois anos após licença-maternidade". Era um alerta para o desemprego feminino, apontado por uma pesquisa realizada pela FGV. Pensei na urgência de elaborarmos outras possibilidades, já que a mulher, no geral, não é acolhida pelo mercado de trabalho formal. Em paralelo ao Impulso Materno e ao Mães que Inspiram, estou preparando outro projeto voltado para mulheres - anuncio em breve.

Este mercado que conhecemos já está defasado há muito tempo. A mulher nunca foi bem-vinda. Já na contratação tem menos chances pela simples possibilidade de engravidar, dentre outros fatores. Depois, muitas têm medo de anunciar a vinda do bebê, pelo temor de ser demitida. E aí, estudos como este mostram como esse temor de fato é fundamentado (e alarmante). 

A pesquisa ouviu 247 mil mulheres, entre 25 a 35 anos, e o resultado apontou que metade delas foi demitida depois de dois anos da licença-maternidade. Metade! No segundo mês de trabalho, quando essas mulheres voltam do período de resguardo, já encaram a probabilidade de 10% para a demissão, segundo o texto. 

Como driblar tudo isso? Ando pensando muito a respeito, conversado com outras mulheres, acompanhado grupos voltados ao empreendedorismo feminino. Além de empresas e projetos mistos que estão se reinventando para acolher a mulher de uma forma digna. 

Se você é mulher e quer pensar conjuntamente ou homem interessado no assunto, envie um email para lellasa@lellasa.com. Estou preparando um projeto bem legal e outros estudos. 

Aqui você é bem-vinda! 

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+ Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

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Meu próximo curso é o Travessia, no dia 4 de setembro. Voltado para pessoas que desejam pensar novas possibilidades profissionais e fazer uma transição de trabalho. Participe!

Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Quando nasce um bebê, surge também uma mãe. Tudo é novo. São adaptações, aprendizados, noites sem dormir e, principalmente, um ser que agora depende de você. Enfim, ser mãe já é difícil por si só. Lidar com tudo isso paralelamente a uma vida profissional, então, é um desafio a mais. Infelizmente, a maternidade ainda é um tabu para o mercado de trabalho e as políticas públicas referentes ao tema também não colaboram. Fácil não é, mas sim possível conciliar as duas coisas e, foi pensando nisso, que eu e Virgínia Luz criamos o Impulso Materno.

O processo da licença maternidade é um tanto complexo. Temos a chance de estar com aquele(a) que durante nove meses esperamos conhecer, ainda que estivéssemos juntos o tempo todo. Queremos aproveitar ao máximo e assim fazemos. Não saímos de casa, a vontade é de ficar sozinha com ele, e é difícil até mesmo desviar o olhar. Então, o tempo acaba e é preciso voltar a rotina, aos horários, que são diferentes dos horários do bebê.

+Sou mãe: construo um futuro para meu filho sem esquecer de mim mesma

+As grandes transformações da vida

O mercado não aceita a maternidade com bons olhos. Já na gravidez, muitas vezes, a mulher é colocada de escanteio e após a licença corre o risco de ser mandada embora ou ser alocada de área sem nem uma opção de escolha. Fico assustada com empresas que não estão preparadas para abarcar lactentes, sem local propício para que a mãe possa ordenhar leite e armazená-lo. Além disso é esperado que a mulher volte ao trabalho da mesma forma que antes e “esqueça” que tem um filho recém nascido em casa de 4 ou 6 meses. Se a posição ocupada demanda fazer viagens a trabalho, por exemplo, não há escolha. O normal é voltar a trabalhar de forma ininterrupta das 9h às 18h, no mínimo. Mas quem disse que esse é saudável para o bebê? Além disso, só conseguem aquelas que têm uma rede de suporte em casa.

O mais curioso é que ser mãe é uma função social desde sempre. Até onde eu sei todo mundo que nasceu neste planeta tem mãe.

Almoçar com o filho, pegá-lo no colo, brincar ou acolhê-lo em caso de doença são motivos suficientes para que a mulher reivindique mais liberdade e autonomia para estar mais presente na vida dos filhos. .

Muitas começam a pensar em formas alternativas de trabalho para estarem mais próximas de suas crias e começam a empreender. Porém, nem sempre o trabalho encontrado está alinhado com o que gostam e sabem fazer bem. Acabam topando qualquer coisa para gerar renda, sem considerar o que as realizar e minando prazer no trabalho em troca de uma renda.

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos, então, o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo serão muito ricos pela troca de experiências com quem vive os mesmos desafios.

programa tem 12 encontros e tem a proposta de alinhar o propósito pessoal com profissional para empreender algo que a realize com perspectiva de gerar uma estabilidade financeira alinhada a escolha de estilo de maternagem.

> Para se inscrever, clique aqui.

Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

 

Outro dia estava em uma reunião por Skype, em casa, enquanto o Bento desfazia a minha estante de livros. Andrea Scagliuse, fotógrafa e amiga, capturava tudo com sua câmera, em fotos que integram uma série de tema “maternidade real”. Eu tive que escolher entre continuar a minha ligação e deixar ele fazer o que queria ou parar para arrumar a casa. Decidi pela primeira opção.

Isso tem sido bem recorrente, quando não consigo ativar a minha rede de apoio. Trabalho muitas vezes com ele passeando pelo chão. Lança um olhar de aprovação, para mostrar o que está fazendo, e eu preciso olhá-lo e me mostrar presente. Fora os momentos que ele morde a roda do carrinho, derruba um vaso ou fica preso em algum lugar.

Por isso, entendi alguns comportamentos e necessidades, e passei a desenvolver atividades e formas para não deixá-lo entediado. Por exemplo, o busy board (quadro sensorial), passear de carrinho (que me possibilita ouvir poadcasts, responder mensagens e ainda fazer exercício), aulas de natação e de música (práticas que fazem ele chegar cansado em casa).

Passei a buscar várias variações das coisas que ele gosta, por exemplo bola, rodas e instrumentos musicais. Busco sempre ter algum desses por perto, em cores diferentes. Mas a atenção em algum desses tipos de entretenimento dura no máximo meia hora, se está sozinho.

Então, coisas que exigem a minha atenção direta e fluida, que não sejam atendimentos, não tenho conseguido fazer tão frequentemente. Com isso, aprendi que preciso primeiro pedir ajuda e distribuir as minhas tarefas. Além de aproveitar o período de sono dele para fazer o que mais demanda a minha atenção.

Procuro criar parcerias com pessoas que entendam a dinâmica da maternidade e curtam estar por perto. Isso tem me aproximado de mulheres, mães e profissionais sensíveis a esse universo e me ajudado a fortalecer e expandir meu trabalho. Estou encontrando o meu lugar nisso tudo, na compreensão que existe aí uma demanda e um campo a serem explorados, nessa área de maternidade e trabalho. Daí surgiu o Impulso Materno.

Para os momentos de cursos, atendimentos e estudos, priorizo mesmo a minha rede de apoio, para que eu esteja 100% presente. Então chamo pai, mãe, irmã, amigas e marido para ficar com ele, o que também é bom para que o pequeno crie vínculos fortes com outras pessoas, sem sobrecarregar ninguém.

Também tenho recorrido a Casa de Viver, um espaço de coworking onde tenho a possibilidade de deixar o Bento com cuidadoras enquanto trabalho no andar de cima. Mas que não tem dado conta das minhas necessidades, por causa da distância. Por isso, comecei a desenvolver um projeto que se alinha melhor a essa e diferentes demandas que também vejo em outras famílias. Trata-se de um espaço que integra trabalho e desenvolvimento infantil.

Resumindo, não há fórmula mágica, mas a adequação das situações individuais. Nessa fase, é muito importante ser flexível e buscar as seguintes ferramentas:

  • rede de apoio
  • ferramentas e atividades que o deixem ocupado e que também trabalhem o desenvolvimento infantil
  • compartilhamento com outras mães para se encontrar entre iguais
  • alinhamento das relações com pessoas que entendam e curtam a dinâmica materna

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo enriquecem o programa, pela troca de experiências entre quem vive os mesmos desafios.

O programa acontece em 12 etapas e tem como proposta o alinhamento do propósito pessoal com o profissional, de forma que a participante se assegure de empreender em algo que a realize profissionalmente e pessoalmente, sem perder de vista a estabilidade financeira.

> Para se inscrever, clique aqui.

Alguns aprendizados que tenho tido ao conciliar a maternidade com o trabalho

ALGUNS aprendizados que tenho tido ao conciliar a maternidade com o trabalho

Vou lidar constantemente com o improviso.

A maternidade me trouxe a nítida noção do que é não ter controle das situações. Não precisa de muito, basta uma fralda suja quando estou descendo o elevador para ir a uma reunião. A cabeça já começa a maquinar para conseguir cumprir com o horário sem deixar de trocar a fralda.

Assim como é com um nariz entupido, uma dor de ouvido, cólica, cansaço, irritação, manha, dente nascendo: paramos tudo para dar colo, cuidar deles e dar carinho e atenção que eles merecem.

Seja de noite ou de dia, nosso desempenho e nossa agenda já precisam ser readequadas.

Preciso cuidar para não me cobrar excessivamente

A consequência dos improvisos é a cobrança. Devido aos acontecimentos não esperados, não há condições de cumprir com tudo o que planejamos fazer. Seja para dar conta da casa, do trabalho ou até mesmo de ir a manicure ou receber uma massagem. Precisamos sempre nos lembrar o que conseguimos dar conta e que cuidar dx filhx também é uma super tarefa.

Estou constantemente aprendendo a não posso comparar a minha produtividade no trabalho com a de quem não tem filho. Se não, vou me deparar com uma constante frustração.

Fico me lembrando que meu tempo agora é ocupado por tardes de brincadeiras com meu filho e, por consequência, o tempo dedicado ao trabalho é bem menor do que era antes. Ler, ver uma série ou dormir também são necessários para relaxarmos. Eu quero conseguir fazer mais disso sem culpa e te convido a fazer o mesmo!

Se estiver bem comigo mesma vou estar melhor para meu filho

Embora eu ainda tenha dificuldade de me colocar com a mesma ordem de prioridade,  fazer uma massagem, meditar, tomar um chá com as amigas também é tão importante quanto o trabalho e arrumar a casa.

Ter um espaço na agenda para cuidar de nós mesmas é essencial. Se você, assim como eu, se coloca por último na lista, precisamos melhorar. Devemos nos sentir merecedoras e pedir ajuda à nossa rede de apoio. Afinal, filhos estão aí para serem criados por várias pessoas. Ser a única referência para a criança também não é saudável.

A culpa, frustração e a cobrança SÃO DESNECESSÁRIAS

Três palavrinhas que são malditas, mas estão aí para nos ajudar a identificar quando esses sentimentos que acontecem. No meu caso, me sinto culpada, frustrada e por consequência me cobro mais em relação aos dois movimentos opostos: ficar com meu filho ou trabalhar? São as duas atividades que mais quero fazer durante meus dias e me pego muitas vezes buscando o equilíbrio delas.

PRECISO ME SENTIR ProdutivA dentro do tempo que disponibilizO para o trabalho

Por que nos cobramos tanto em ser profissionais de alta performance e também mães incríveis? Como aproveitar o que cada fase nos oferece? Será que conseguimos produzir com qualidade em curtos períodos de tempo? Como viver no fluxo sem gerar frustração?

Estou em busca de respostas para essas questões. Por ora acredito que quanto mais organização tenho, mais fácil é seguir o fluxo.

Para ter acesso a um material com dicas sobre produtividade que construí a partir destes aprendizados, clique aqui

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Quer se aprofundar no tema trabalho & maternidade? Conheça o Impulso Materno

Precisamos nos permitir viver de forma caórdica - um relato

 

Muitas vezes parece que precisamos abdicar de alguma coisa, seja da dedicação aos filhos ou do trabalho que nos realiza. Eu acredito que é possível fazer os dois se estivermos dispostas a pensar em novas formas de criar os filhos e de trabalhar. No fim do texto, compartilho um PDF com algumas dicas para lidar com a produtividade na maternidade. 

Compreender o estilo de vida que queremos ter e a forma como queremos criar nossos filhos é essencial para criar um formato de trabalho que se adeque. Afinal de contas, ambos ditam nosso estilo de vida.

Sou mãe do Bento, que tem um ano de idade, e penso muito sobre a forma que quero apresentar o mundo para ele, como estou educando, os ambientes que eu gostaria que ele estivesse inserido e as pessoas com as quais gostaria que ele convivesse.

Sinto a necessidade de ter tempo para mim e para o meu trabalho que tanto amo fazer, sem onerar a criação do meu filho. Não quero terceirizar a educação dele e nem colocá-lo na creche o dia todo. Uma vez que decidi isso, preciso ter a consciência que essas escolhas trazem consequências.

Meu propósito é contribuir para o desenvolvimento de autonomia, a partir da criação de  um trabalho com significado, levando em conta um estilo de vida com propósito. Por isso, ajudo mães a conciliarem a maternidade com o trabalho, através de atendimentos individuais e encontros em grupo - como o Impulso Materno, um programa que ajuda mulheres a empreender de forma alinhada ao seu estilo de maternagem.

Em diversas conversas do Impulso Materno, do Mães que Inspiram e das trocas nos grupos de maternidade no Facebook fui colhendo dicas sobre como elas conseguem dar conta de todas as suas responsabilidades no dia a dia levando em consideração a casa, o trabalho, família, filhxs e elas mesmas.

Quando estamos com a cabeça cheia, preocupada com algo ou estressadas, sentimos a necessidade de dar conta de tudo imediatamente e parece que vai virando uma bola de neve. Ficamos sem foco, sem clareza e não sabemos por onde começar. Sinto que vivo um caos organizado.

Como o Dee Hock coloca, precisamos nos permitir viver de forma caórdica. Quando há caos e ordem simultaneamente, na medida certa, a auto-organização ocorre. Os sentimentos que encontramos no caminho caórdico frequentemente são a ansiedade, o medo e a insegurança. Quando reconhecemos estes sentimentos e permitimos que continuemos nesse caminho, impressionantes e imprevisíveis resultados surgem espontaneamente internamente e na interação coletiva. A alegria da descoberta e da criação é uma consequência natural quando temos a coragem de atravessar o caórdico.

Para ter acesso ao material com dicas, clique aqui

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Quer se aprofundar no tema trabalho & maternidade? Conheça o Impulso Materno

Aceite, a maternidade vai mudar a sua vida e você não precisa lidar com isso sozinha

Foto de 2016, em um encontro do Coaching em Grupo para Mães da Rita Monte na Casa Cuore.

Foto de 2016, em um encontro do Coaching em Grupo para Mães da Rita Monte na Casa Cuore.

No primeiro dia do Impulso Materno, abrimos a fala para que as participantes colocassem as suas questões. Todas estavam "perdidas", sem saber como lidar com aquele sentimento que a maternidade havia despertado. Era uma vontade unânime de mudança, uma crise geral. Não só o dia a dia, mas a maternidade de fato transforma tudo, inclusive o modo de ver e fazer as coisas. O melhor a fazer é aceitar.

Esqueça aquela correria do dia a dia, fazer tudo numa tarde só e sair em cima da hora! O bebê sempre vai arrumar um jeito de te fazer demorar, pelo menos, mais uns 10 minutos em casa. Esqueça as oito horas de sono, os sábados sem fazer nada, sair de casa com apenas uma bolsinha e, principalmente, a ideia de que você pode fazer tudo sozinha!

Esses dias escutei uma história de uma mulher que nem havia parido ainda, e já se planejava para voltar ao trabalho depois de um mês. Isso porque ela e o companheiro sempre dividiram as contas da casa e, se ela não retornasse, não teria dinheiro para pagar sua parte naquele mês, enquanto empreendedora. A resposta do marido foi: "eu te empresto".

A licença maternidade não foi criada à toa, ela é uma necessidade. Deve ser respeitada e necessita de uma organização para acontecer, seja por parte da empresa que emprega ou pela própria família. Sim, a família, pois a mulher não pode ser a única responsável neste momento tão delicado. 

Talvez esse companheiro da história tenha entendido isso. Pois, no fim, decidiu arcar com as contas da casa no mês do parto. Mas vejo como um exemplo geral de como a mulher também acaba muitas vezes se responsabilizando por tudo como se fosse algo natural - o que de fato é, na nossa sociedade. 

É importante a mulher se colocar e, principalmente, receber. Parar de achar que consegue fazer tudo sozinha. Eu sempre falo aqui sobre a importância de ser criada uma rede de apoio. Neste momento, é essencial aprender a pedir e receber ajuda. Além de se unir com outras maternas que passam pelo mesmo processo que você, para compartilhar as angústias, os anseios e a felicidade que a maternidade traz.

E em relação a seus companheiros, entender que não estão fazendo nenhum favor, mas colaborando em uma construção conjunta pela qual ambos são responsáveis. Esses dias vi um quadrinho muito interessante sobre isso, o link está aqui. A série se chama "Era só pedir" e retrata como a mulher é tida como a responsável da casa e o homem o que ajuda. Entendam de uma vez por todas, não é uma ajuda!

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Não adianta querer sair do parto direto para o trabalho

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Sempre falo aqui sobre como ser mãe mudou o meu tempo e a minha forma de lidar com o trabalho. Facilitar o Programa Impulso Materno me dá a oportunidade de olhar para este processo de uma forma distanciada. Semanalmente converso e oriento mulheres cheias de vontade de criar um trabalho com significado e que se encontram em um momento de aprendizado parecido com o meu na experiência como mãe. Além da vivência prática em casa, acabo me deparando com situações que indicam cada vez mais a necessidade por organização e paciência quando o assunto é maternidade e trabalho.

Ser mãe já é uma grande ocupação, não por acaso é motivo para uma licença no trabalho. Então, no primeiro momento, é preciso assimilar este processo, curti-lo e se enxergar no meio do novo cenário.

Não adianta sair do parto já achando que a vida retoma ao normal. Ela retoma, mas o normal se transforma em algo totalmente diferente. Com a profissão não é tão diferente. É preciso gestá-la, vivê-la, experimentá-la, se ver como parte dela. Aí, então, colocá-la para andar. Principalmente diante de uma transição.

No Impulso Materno, costumo passar tarefas para casa a cada encontro. Nada muito demorado. Mesmo assim, foram algumas as vezes que alguém deixou de fazer, por falta de tempo. Vejo o curso, além de uma experiência de troca e aprofundamento, como um protótipo da vida profissional que se almeja.

Se não há tempo para a lição de casa, haverá tempo para investir em um novo negócio?

Indico, então, que as famílias se organizem diante das transformações da maternidade, antes de qualquer coisa. A vontade de retomar a vida profissional é grande por parte das mães, na maioria das vezes, mas não é possível ignorar a nova vida em casa. É preciso se organizar primeiro, para conseguir dar conta de todos os afazeres. Principalmente se é o caso de um novo empreendimento.  

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Como fica o trabalho quando o filho adoece?

Eu lido muito com planejamento, principalmente depois que virei mãe. Listas, calendário, aplicativos e rotina têm me ajudado bastante. Mas nunca deixo de falar sobre a vida em Beta, que também tem muito a ver com a maternidade. Esta semana, o Bento foi internado no hospital com problemas respiratórios, e eu, que tantas vezes tenho que responder a perguntas, me vi ainda mais sem certezas.

Depois de três dias de internação sem um prazo definido, saímos do hospital ontem. Durante este tempo que pode ser curto mas parecer uma eternidade, tive que reagendar workshop, coaching e reuniões. Não havia outra opção que não a de ficar com meu filho.

Me perguntei, então, como seria se eu trabalhasse em uma grande empresa. Como eu e meu marido somos donos de nossas agendas, temos autonomia para cancelar nossos compromissos. Claro que é preciso lidar com a compreensão das pessoas e abrir mão de uma série de coisas. Mas, felizmente, a cobrança que pesa mais é a interna – talvez a mais pesada de todas, mas nos faz responsáveis por nós mesmos.

Não somos obrigados a provar para ninguém com atestado, ir até RH, ter cota anual para levar filho ao médico. Trabalhamos com nossos clientes e parceiros de uma forma transparente, na base da confiança, que é o que acreditamos. Além de nos aproximar, funciona como uma via de mão dupla, pois as respostas aos e-mails ou telefonemas de reagendamento são carregadas de carinho e apoio.


E você, como faz com o trabalho quando seu filho fica doente? Tem alguma dica que possa ajudar outras mães?

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+ Os sinais que o trabalho que estamos fazendo não é o melhor para a nossa realização

+ Hora de começar a repensar trabalho e me aliar a outras maternas

As inscrições para o Impulso Materno estão abertas. A próxima turma começa em agosto. Inscreva-se! 

A importância de marcar compromissos com você mesma

Quantas mulheres não começam o dia antes do sol aparecer e vão dormir quando o calendário já virou? Nos sentimos orgulhosas por fazer três ou quatro turnos, conseguir limpar a casa antes do trabalho e ainda colocar os filhos na cama. Mas, no fundo, sabemos que descuidamos de nós mesmas.

Percebi que desde que o Bento nasceu, perdi muito da espontaneidade. Tenho dificuldade em separar um tempo na minha agenda só pra mim, de ler um livro, tomar um café num lugar bonito. O pouco tempo que tenho, acabo atribuindo ao trabalho, e sei que isso não é saudável.

Como conciliar trabalho e maternidade e ainda cuidar de mim mesma?

Uma participante do Impulso Materno contou em um dos encontros que marca dates consigo mesma. Ela aciona sua rede de apoio alegando que vai fazer algo muito importante por duas horas. Deixa a criança e vai direto para um café, onde consegue desfrutar do tempo do jeito que ela quiser, seja respondendo e-mails ou simplesmente observando o movimento. Achei a ótima ideia e vou experimentar!

Esta foto foi tirada no início de 2016. Adoro descobrir cafés novos e quero retomar esse hábito.

Esta foto foi tirada no início de 2016. Adoro descobrir cafés novos e quero retomar esse hábito.

Como eu faço hoje

O que eu tenho feito é organizar a semana em blocos. Toda terça de manhã organizo os workshops do Ser.Vir. Às quintas, faço as apostilas do Impulso Materno. Assim, vou criando mais ritmo naquilo que tenho que fazer e não acumulo tarefas. Caso contrario, eu paraliso e acabo apagando incêndios, em vez de me focar em pequenas doses e realmente fazer as coisas com qualidade.

Quando consigo me organizar desta forma, encaixo minhas vontades na agenda. Ainda não consegui ler um livro inteiro, mas tiro tempo para testar receitas veganas ou ver um seriado. Sempre, consciente que é uma fase e que meu desejo é fazer mais por mim mesma, exclusivamente.

Não deixe a economia de tempo virar hábito!

Hoje, pode ser que você prefira tomar banho junto com o filho e comprar comida pronta, para economizar tempo. Mas vamos fazer um combinado? Proponho pelo menos um banho na semana na sua própria companhia e uma refeição longa, com comida fresquinha. Mesmo se for depois que o bebê dormir!

Quer pensar junto a outras mães sobre como conciliar trabalho, maternidade e autocuidado? Participe da próxima edição do Impulso Materno, que começa em agosto. As inscrições já estão abertas! 

HORA DE COMEÇAR A REPENSAR TRABALHO E ME ALIAR A OUTRAS MATERNAS

 

Já falei aqui o quanto a chegada do Bento mudou a minha vida. Foi como surgiu o Impulso Materno e toda a nova dinâmica de dia a dia que tenho hoje. É comum que as mães comecem a repensar seus trabalhos e suas vidas com o nascimento de um bebê. Para quem está despertando incômodos e a necessidade de uma nova forma de trabalho, listo algumas dicas que podem ajudar neste processo.

- PARTICIPE DE GRUPOS LIGADOS A MATERNIDADE NO FACEBOOK

Recomendo o Maternativa e Buxixo de Mães. Todas são muito solíticas e uma ajuda a outra.

- FREQUENTE GRUPOS QUE OUTRAS MÃES FREQUENTAM

Frequente grupos de troca: Seja grupos de pós parto, de yoga, de coaching ou para falar do desenvolvimento dos bebês. Esteja perto de quem vive a sua realidade.

Encontro com mães que conciliam maternidade e trabalho

Mães que Inspiram - um bate-papo informal e compartilhar experiências entre mães que não abrem mão de suas vidas profissionais. Eu e Virgínia Luz recebemos uma convidada que nos conta a sua experiência, nos dá dicas do que fazer e aproveitamos para tomar café da manhã juntas.

- ACOMPANHE PODCASTS (rádios digitais) 

Costumo escutar o Real Life at Home, o Working Motherhood, e o Soul Work for Moms no PodCastAddict enquanto passeio com o Bento na praça. 

- ESTABELECER HORÁRIOS DIÁRIOS PARA FAZER COMPROMISSO COM VOCÊ MESMA

Assim conseguirá manter certo o que será feito. Com tantas coisas a resolver, é capaz de você se perder, caso não determine previamente (exemplo: fazer as unhas). Dessa forma, você poderá se colocar também como uma prioridade.

- PROCURE REFERÊNCIAS

Procure saber se as pessoas que você admira profissionalmente têm filhos e como elas fazem para administrar família e trabalho. 

- FAÇA CURSOS

Conheça o Impulso Materno, um curso com 12 encontros voltados ao tema do trabalho em paralelo à maternidade. Em agosto faremos a segunda edição e você pode se inscrever aqui

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Como falar de 2016, se foi o ano em que tudo mudou?

Até agora foi o ano mais importante da minha vida. Tive um filho e considero essa a maior revolução na vida de uma mulher. Ser responsável e cuidar de outro ser humano me fez repensar ainda mais as atividades essenciais do meu dia a dia.

“Se não estamos fazendo o que importa com o nosso tempo, por que fazer?” Foi das perguntas que mais me fizeram refletir durante o ano.

Ser mãe, para mim, é buscar novos ritmos diários para conseguir encaixar atividades valiosas na agenda. O tempo passa a ser muito precioso. Achar tempo pra me cuidar, pra eu trabalhar, pra namorar, pra ler, pra encontrar as amigas, são atividades que, mais do que nunca, exigem planejamento.

Meu ano parece que se dividiu em duas grandes partes. O antes e o depois de nascer o Bento.

Enquanto estava grávida aproveitei ao máximo para fazer todas as coisas que eu queria. Tive tamanha energia no final da gravidez que eu nem acreditei no tanto de coisa que eu fiz. Facilitei duas turmas do Programa Travessia, quatro workshops Criando seu Trabalho com Significado e fiz 22 processos de coaching individuais de pessoas em transição. Consegui preparar tudo para tirar um tempo e ficar com o Bento na outra metade do ano. Sabia que tudo iria mudar, mas ainda não tinha ideia do quanto.

Na espera da chegada do Bento

Na espera da chegada do Bento

Minhas grandes conquistas do ano começam em junho quando fiz meu parto em casa!

Graças à minha querida parteira, Vilma Nishi e ao meu querido marido, Daniel Izzo, consegui me sentir confiante o suficiente para assumir esse desafio. Foi um dos momentos mais marcantes da minha história, afinal lidei com a vida e a morte simultaneamente. Mas vou deixar esse assunto para outro post.

Depois do parto veio o puerpério, momento delicado e muito importante para mim. Um período intenso de autoconhecimento, onde buscar meu próprio eixo foi o grande desafio.

Encontrar a mãe dentro de mim foi uma conquista. Conhecer o meu lado cuidador, acolhedor e materno gerou em mim outras vontades, outros anseios e outras reflexões.

Uma conquista diária foi e é sentir o amor crescente na relação mãe-pai-filho. É uma dança incrível. A troca de olhares, os sorrisos e a gentileza gerada em cada gesto me encanta.

Meu parceiro e meu filhote! <3 

Meu parceiro e meu filhote! <3 

Conquistas profissionais

Depois que o Bento nasceu só foi possível fazer o que fiz graças a minha incrível rede de apoio. Sem eles não conseguiria fazer nem metade. Mencionei nesse post aqui sobre isso.

Facilitei mais uma turma do Programa Travessia com pessoas que me acolheram enquanto eu descobria como lidar com as vontades do Bento durante os encontros.

Lancei o Programa SerVir: A Biografia do Trabalho e convidei a Karina Schmidt para co-facilitar comigo. Juntas ajudamos as pessoas a criarem uma visão panorâmica da vida sob a ótica do trabalho.

Fiz 6 processos de coaching individuais porque priorizei ficar com o Bento. Facilitei dois workshops e fiz três palestras.

Lancei um desafio online para ajudar quem quer fazer uma transição. Tive muitos aprendizados e farei uma versão melhor no ano que vem!

O Dilema do Ano

Terminei o ano com o mesmo dilema que me encontrei no meio do ano.

Como conciliar a maternidade com o trabalho? Amo o que eu faço e a maternidade também é incrível. Não quero e não vou abrir mão de nenhum.
O tempo para quando ele faz isso comigo!

O tempo para quando ele faz isso comigo!

A questão é criar tempo e espaço para que as duas coisas sejam possíveis. Estou chegando à conclusão de que é uma equação personalizada para cada pessoa. Não tem formula mágica nem trabalho ideal para que dê certo. É muito particular porque depende dos valores e das necessidades de cada mãe, cada família e da sua rede de apoio.

Todas essas conquistas e reflexões geraram aprendizados e vão dar frutos no ano que vem! Aguardem que a criatividade está a mil!

Os aprendizados do meu ano

- dê passos pequenos em direção ao objetivo final

- busque a sintonia fina para conciliar todas as suas vontades e obrigações da melhor forma possível

  • saiba abrir mão do que não é essencial.

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Outra sugestão de leitura para você:

7 dicas que uso pras minhas resoluções de ano novo

Sou mãe: construo um futuro para meu filho sem esquecer de mim mesma

Há nove meses virei mãe. Também faz nove meses que meu mundo virou de cabeça pra baixo. Isso porque comecei a enxergar o trabalho e a vida de uma outra forma, passei a entender que o meu tempo não era mais só meu, mas de um outro ser, que para sobreviver depende totalmente de mim.

A maternidade me trouxe um novo olhar em relação ao tempo. Percebi, mais do que nunca, que eu não posso me dar ao luxo de fazer o que não importa. Quero usá-lo para construir a realidade que vislumbro para o meu filho. Porém para isso precisei olhar para mim e entender o que eu realmente me realiza, me satisfaz e me traz felicidade. Não abro mão de estar próxima do Bento, mas também sei que além de mãe tenho minhas necessidades que envolvem desde trabalho, até estudo e de lazer.

Meu principal objetivo de vida (por hora) é a busca pela autosuficiência compreendendo a interdependência que existe entre nós. Também não abro mão da minha autonomia de ir e vir e da minha liberdade de expressão.

Como missão tenho a tarefa de amparar as pessoas na relação delas com os seus trabalhos. Afinal passamos a maior parte das nossas vidas trabalhando e tempo é o nosso recurso mais finito. Precisamos usá-lo de forma nobre com o objetivo, de resolver problemas reais e nos tornarmos melhores versões de nós mesmas.

Então, para cada coisa que faço, procuro pensar se está realmente alinhado com o futuro que desejo. Uso essas perguntas para me balizar: Eu devo fazer isso? Se sim, por que? Como isso está me ajudando a construir o futuro almejado para meu filho? Existe um jeito mais fácil de fazer, uma forma que não me canse, me estresse e que não tire meu tempo ao lado do Bento?

Toda mãe tem o direito de ficar mais tempo com os seus filhos. Afinal, quatro meses de licença maternidade é praticamente nada para um serzinho que está chegando no planeta agora. Sou a favor da criação de vínculos profundos e uma relação de proximidade entre mãe e filhos. E sei o quão alto é esse preço.

Impulso materno

Pensando em tudo isso, eu e Virgínia Luz criamos um programa chamado Impulso Materno. São 12 encontros em grupo — para que as mulheres possam compartilhar experiências entre si — com o intuito de preparar melhor as mães, de forma que não fiquem “patinando” no mercado. A ideia é que usem as habilidades em que já são reconhecidas a serviço de uma causa que as preencha, sem deixar de lado o estilo de maternagem que desejam.

Vamos pensar juntas?

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Sou mãe: investi e não deu certo. Por quê?

lella sa trabalho com significado

Acompanho alguns grupos de mães no Facebook. Todos os dias, vejo pelo menos uma que seguiu o caminho do empreendedorismo e que agora se encontra em uma situação precária. Foi diante desse cenário que eu e Virgínia montamos o curso Impulso Materno, que lançamos em abril. Também inspirada por estas mulheres, levanto alguns possíveis motivos para a falta de sucesso e os listo a seguir.

Investi e não deu certo. Por quê?

OFERECE ALGO QUE NÃO NECESSARIAMENTE SABE FAZER BEM

Empreender não necessariamente é fazer comida e artesanato, principalmente se a pessoa não é boa nisso. Prefiro pensar que empreender é aplicar talentos e paixões individuais para resolver uma necessidade real.

NÃO SABE O SEU DIFERENCIAL

Todo mundo tem sua contribuição única e isso deve ser colocado em destaque para as pessoas saberem.

NÃO FAZ O QUE GOSTA

Geralmente vemos situações das mulheres empreenderem a partir de um hobby. Quando isso não acontece, e empreendem qualquer coisa pela necessidade financeira, se sentem sem energia desde a hora que acordam. Cuidar de um bebê já é difícil. Fazer o que não alimenta enquanto pessoa está fora de cogitação.

NÃO CONSEGUE GERAR LUCRO

Fazem pela necessidade de gerar renda mas não conseguem pagar as contas mínimas. Isso muitas vezes acontece pela falta de planejamento e da compreensão sobre os gastos.

FALTA DE CLAREZA NO PRODUTO E NA PROPOSTA DE VALOR

Vender talento é como um restaurante vender farinha de trigo no prato. Talento é matéria-prima! O que seria o prato final a ser oferecido pelo restaurante está mais para seus serviços/produtos. Por isso, é importante ter clareza sobre o que está oferecendo e todo o seu processo produtivo. A partir daí, fica mais fácil precificar e se manter firme diante de tentativa de negociações. Cada um precisa saber o valor do seu trabalho!

NÃO ESTÁ MOTIVADA

Ao descobrir o propósito do trabalho, ou seja, aquilo que preenche internamente, tudo fica mais fácil. Só não vale a resposta “pagar as contas”, por que só pagar as contas não realiza ninguém.

FALTA DE CONHECIMENTO SOBRE PÚBLICO ALVO

Com o medo da falta muitas dizem que querem vender para todo mundo mas quem vende para todos não vende para ninguém. É preciso saber endereçar o produto para um perfil alinhado com as necessidades que se pretende sanar.

Impulso materno

São 12 encontros em grupo — para que as mulheres possam compartilhar experiências entre si — com o intuito de preparar melhor as mães, de forma que não fiquem “patinando” no mercado. A ideia é que usem as habilidades em que já são reconhecidas a serviço de uma causa que as preencha, sem deixar de lado o estilo de maternagem que desejam.

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Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Quando nasce um bebê, surge também uma mãe. Tudo é novo. São adaptações, aprendizados, noites sem dormir e, principalmente, um ser que agora depende de você. Enfim, ser mãe já é difícil por si só. Lidar com tudo isso paralelamente a uma vida profissional, então, é um desafio a mais. Infelizmente, a maternidade ainda é um tabu para o mercado de trabalho e as políticas públicas referentes ao tema também não colaboram. Fácil não é, mas sim possível conciliar as duas coisas e, foi pensando nisso, que eu e Virgínia Luz criamos o Impulso Materno.

O processo da licença maternidade é um tanto complexo. Temos a chance de estar com aquele(a) que durante nove meses esperamos conhecer, ainda que estivéssemos juntos o tempo todo. Queremos aproveitar ao máximo e assim fazemos. Não saímos de casa, a vontade é de ficar sozinha com ele, e é difícil até mesmo desviar o olhar. Então, o tempo acaba e é preciso voltar a rotina, aos horários, que são diferentes dos horários do bebê.

+Sou mãe: construo um futuro para meu filho sem esquecer de mim mesma

+As grandes transformações da vida

O mercado não aceita a maternidade com bons olhos. Já na gravidez, muitas vezes, a mulher é colocada de escanteio e após a licença corre o risco de ser mandada embora ou ser alocada de área sem nem uma opção de escolha. Fico assustada com empresas que não estão preparadas para abarcar lactentes, sem local propício para que a mãe possa ordenhar leite e armazená-lo. Além disso é esperado que a mulher volte ao trabalho da mesma forma que antes e “esqueça” que tem um filho recém nascido em casa de 4 ou 6 meses. Se a posição ocupada demanda fazer viagens a trabalho, por exemplo, não há escolha. O normal é voltar a trabalhar de forma ininterrupta das 9h às 18h, no mínimo. Mas quem disse que esse é saudável para o bebê? Além disso, só conseguem aquelas que têm uma rede de suporte em casa.

O mais curioso é que ser mãe é uma função social desde sempre. Até onde eu sei todo mundo que nasceu neste planeta tem mãe.

Almoçar com o filho, pegá-lo no colo, brincar ou acolhê-lo em caso de doença são motivos suficientes para que a mulher reivindique mais liberdade e autonomia para estar mais presente na vida dos filhos. .

Muitas começam a pensar em formas alternativas de trabalho para estarem mais próximas de suas crias e começam a empreender. Porém, nem sempre o trabalho encontrado está alinhado com o que gostam e sabem fazer bem. Acabam topando qualquer coisa para gerar renda, sem considerar o que as realizar e minando prazer no trabalho em troca de uma renda.

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos, então, o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo serão muito ricos pela troca de experiências com quem vive os mesmos desafios.

programa tem 12 encontros e tem a proposta de alinhar o propósito pessoal com profissional para empreender algo que a realize com perspectiva de gerar uma estabilidade financeira alinhada a escolha de estilo de maternagem.

> Para se inscrever, clique aqui.

Sou mãe: aprendi a lidar com o imprevisível

lella sa

Hoje foi um dia intenso. Daqueles que você faz várias coisas e, no fim, tem a impressão de que não fez nada direito — mesmo tendo acordado às cinco da manhã. Percebi que isso costuma acontecer quando eu não tenho muita clareza sobre o que eu preciso fazer no dia.

Coloquei o alarme para acordar a essa hora e fazer yoga antes do meu marido sair de casa (para a prática dele). O objetivo era dar de mamar pro Bento, meu filho de quase dez meses, e conseguir fazer meu exercício diário sem ser interrompida. Não deu certo, ele quis mamar mais.

Então decidi sair para andar com ele em volta da pracinha, pelo menos conseguiria fazer a endorfina passear pelo meu corpo. Geralmente ando uma hora e meia, mas dessa vez não deu certo. Ele quis sair do carrinho e brincar.

Chegou a hora da natação. Era a segunda aula dele nessa escolinha, então fui ansiosa para vê-lo dar os sorrisos que ele costuma fazer no banho. Coloquei a touca em mim, tirei o roupão do Bento e entramos na água. Quando ele encostou o dedinho do pé, abriu um berreiro e não parou por quinze minutos. Geralmente ele chora quando o tiramos da água, mas dessa vez foi o contrário. Ele quis sair da água.

> Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Fomos para a casa da minha mãe, que é onde almoçamos e geralmente passamos o dia, na esperança de conseguir trabalhar enquanto ele se ocupava com os diversos bichinhos que tem. Normalmente ele fica bastante entretido com a onça e a girafa, mas dessa vez não deu a mínima, quis era ficar no meu colo.

Resumindo, a minha vida tem se tornado um improviso. Eu, que sempre gostei de controlá-la, não tenho mais poder sobre o meu próprio tempo. Claro que eu me frustro e fico chateada. Afinal, tenho que partir da premissa que tudo que eu planejo pode não dar certo. Mas sei que foi uma escolha e que é uma fase — deliciosa, por sinal! Criar este vínculo com o meu filho é a coisa mais importante neste momento, por mais apaixonada que eu seja pelo trabalho.

Isso não tira a minha vontade de trabalhar e nem de me sentir realiza. Não acredito em abdicar totalmente de tudo. Por isso, trabalho em horários diversos, principalmente enquanto ele dorme. Além de ter criado mecanismos para garantir a minha produtividade. Mas isso fica pro próximo post. ;)

> Sou mãe: investi e não deu certo. Por quê?

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo enriquecem o programa, pela troca de experiências entre quem vive os mesmos desafios.

O programa acontece em 12 etapas e tem como proposta o alinhamento do propósito pessoal com o profissional, de forma que a participante se assegure de empreender em algo que a realize profissionalmente e pessoalmente, sem perder de vista a estabilidade financeira.

> Para se inscrever, clique aqui.

Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

Outro dia estava em uma reunião por Skype, em casa, enquanto o Bento desfazia a minha estante de livros. Andrea Scagliuse, fotógrafa e amiga, capturava tudo com sua câmera, em fotos que integram uma série de tema “maternidade real”. Eu tive que escolher entre continuar a minha ligação e deixar ele fazer o que queria ou parar para arrumar a casa. Decidi pela primeira opção.

Isso tem sido bem recorrente, quando não consigo ativar a minha rede de apoio. Trabalho muitas vezes com ele passeando pelo chão. Lança um olhar de aprovação, para mostrar o que está fazendo, e eu preciso olhá-lo e me mostrar presente. Fora os momentos que ele morde a roda do carrinho, derruba um vaso ou fica preso em algum lugar.

Por isso, entendi alguns comportamentos e necessidades, e passei a desenvolver atividades e formas para não deixá-lo entediado. Por exemplo, o busy board (quadro sensorial), passear de carrinho (que me possibilita ouvir poadcasts, responder mensagens e ainda fazer exercício), aulas de natação e de música (práticas que fazem ele chegar cansado em casa).

Passei a buscar várias variações das coisas que ele gosta, por exemplo bola, rodas e instrumentos musicais. Busco sempre ter algum desses por perto, em cores diferentes. Mas a atenção em algum desses tipos de entretenimento dura no máximo meia hora, se está sozinho.

Então, coisas que exigem a minha atenção direta e fluida, que não sejam atendimentos, não tenho conseguido fazer tão frequentemente. Com isso, aprendi que preciso primeiro pedir ajuda e distribuir as minhas tarefas. Além de aproveitar o período de sono dele para fazer o que mais demanda a minha atenção.

Procuro criar parcerias com pessoas que entendam a dinâmica da maternidade e curtam estar por perto. Isso tem me aproximado de mulheres, mães e profissionais sensíveis a esse universo e me ajudado a fortalecer e expandir meu trabalho. Estou encontrando o meu lugar nisso tudo, na compreensão que existe aí uma demanda e um campo a serem explorados, nessa área de maternidade e trabalho. Daí surgiu o Impulso Materno.

Para os momentos de cursos, atendimentos e estudos, priorizo mesmo a minha rede de apoio, para que eu esteja 100% presente. Então chamo pai, mãe, irmã, amigas e marido para ficar com ele, o que também é bom para que o pequeno crie vínculos fortes com outras pessoas, sem sobrecarregar ninguém.

Também tenho recorrido a Casa de Viver, um espaço de coworking onde tenho a possibilidade de deixar o Bento com cuidadoras enquanto trabalho no andar de cima. Mas que não tem dado conta das minhas necessidades, por causa da distância. Por isso, comecei a desenvolver um projeto que se alinha melhor a essa e diferentes demandas que também vejo em outras famílias. Trata-se de um espaço que integra trabalho e desenvolvimento infantil.

Resumindo, não há fórmula mágica, mas a adequação das situações individuais. Nessa fase, é muito importante ser flexível e buscar as seguintes ferramentas:

  • rede de apoio
  • ferramentas e atividades que o deixem ocupado e que também trabalhem o desenvolvimento infantil
  • compartilhamento com outras mães para se encontrar entre iguais
  • alinhamento das relações com pessoas que entendam e curtam a dinâmica materna

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo enriquecem o programa, pela troca de experiências entre quem vive os mesmos desafios.

O programa acontece em 12 etapas e tem como proposta o alinhamento do propósito pessoal com o profissional, de forma que a participante se assegure de empreender em algo que a realize profissionalmente e pessoalmente, sem perder de vista a estabilidade financeira.

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Antes e depois da maternidade: a mudança nas pequenas e grandes coisas da vida

Se as questões da maternidade já borbulhavam na minha mente, agora, com o início do Impulso Materno, elas podem ser expressadas e trocadas com iguais. Percebo que muitas mães se sentem sobrecarregadas, principalmente nos primeiros anos da criança. Pra mim, tudo tem sido novo, desde a minha alimentação até a minha forma de trabalhar. Listei abaixo algumas mudanças:

  • Meu tempo não mais só meu. Agora eu sou responsável por um outro ser humano, que tem suas necessidades e precisam ser supridas em momentos que nem imaginava . Trocar fralda quando estava quase saindo de casa virou algo comum. Então me programo para estar nos lugares com no mínimo meia hora de antecedência por que sei que posso atrasar. — lidar constantemente com imprevistos
  • Essencializo as coisas, priorizo a minha lista de tarefas. Quando eu vou fazer algo, ativo as pessoas que, junto comigo, criam o Bento. Meu marido principalmente. Depois meus pais, minha irmã, meus sogros e minhas amigas. Busco compartilhar cuidados com quem eu quero que esteja presente na vida do meu filho é que ele os reconheça como referências também. — criação com rede de apoio.
  • Diminuí meu tempo de trabalho. Era workaholic, trabalhava das 8h às 23h. Tinha dia que eu tinha sessão de coaching às 7h15 da manha e terminava meu dia depois das 23h, no Programa Travessia. Fazia minha ginástica às 11h, almoçava e seguia. Se hoje por 2h seguidas na semana, é um sucesso. Aula de natação, pediatra, coisas que não ocupavam minha agenda. Claro que as atividades são compartilhadas com a rede de apoio, por exemplo, a aula de música é o momento do paizão. Então tenho a oportunidade de trabalhar nesses momentos ou então trabalho picado, com o filhote na barra da minha saia, entre uma brincadeira e outra. — fragmentar tarefas em bloco

> Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

  • Antes eu encontrava muito os amigos para sair, jantar, ir na casa de alguém. Hoje, 21h30 eu já estou cansada do dia dinâmico. Então prefiro usar as últimas horas do meu dia relaxando com meu marido. Mas sei que sempre posso contar com meu marido para dar uma escapada e encontrar as amigas. — novo estilo de vida
  • Antes eu tinha que lidar só com a minha própria frustração de não conseguir fazer as coisas. Agora, lido com a vida de um outro ser. Ainda bem que compartilho bastante minhas questões e discuto com o meu parceiro. Refletimos bastante sobre a forma que criamos o Bento. — maturidade
  • Antes eu podia errar, porque tinha muito tempo pra consertar. Hoje sinto que tenho que prever as situações porque não quero ficar corrigindo meus erros. O tempo para tudo que não envolve o Bento é bem mais escasso e não ouso desperdiçar o que tenho com ele. — mudança de foco
  • Passei a buscar ser cada vez mais coerente entre o que eu faço, falo e como. Se eu não quero que ele coma alguma coisa, eu não como, por exemplo: carne. Se eu não quero que ele mexa no celular, tento não ficar mexendo. Então tenho que olhar para meus atos e fazer apenas o que eu quero que ele absorva. — coerência
  • Parei de tomar muito café, tomava demais. Hoje tomo cevada torrada, por causa da amamentação. Gostava muito de cerveja artesanal, hoje tomo só uns goles do copo do meu marido. No começo, restringi muito a minha alimentação pois os bebês não têm o intestino desenvolvido. Cortei pimenta, por exemplo, para que ele não tivesse cólicas. Hoje como moderadamente. — consciência.

> Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

  • Estava há dois anos sem carro, até os 3 meses dele. Achava lindo não precisar procurar vaga, pagar estacionamento, e todos os outros gastos que vem junto com o carro. Aí comecei a ter que carregar muita coisa. Conversando com meu marido, decidimos que um carro seria uma opção que faria meus dias ficarem menos estressantes, mais fáceis e felizes. Isso, nesse momento da minha vida traz mais benefícios do que não ter. — repensar escolhas junto com o parceiro
  • Comia muito fora e estou amando cozinhar mais. Comida caseira é outra coisa. Estou realmente podendo olhar pra uma base alimentar balanceada. Compro muito mais coisas alinhadas ao que acredito, tipo marcas que conheço e confio na procedência, inclusive cosméticos e produtos de limpeza. Assim também posso fortalecer o empreendedorismo. — alinhamento de valores com a ação
  • Antes eu não era tão regrada com exercícios físicos, mas hoje é uma necessidade vital. Não troco enquanto eu posso. Me sinto com mais energia, mais confiante e consigo fazer o que me proponho. Isso aumenta a minha autoestima. — disciplina
  • Vejo muito mais minha família, porque almoço na casa deles e os tenho como rede de apoio. Fortaleceu muito a minha relação com a minha irmã, madrinha do Bento. Antes os via uma vez por semana, no máximo. Agora, nosso encontro acontece todos os dias. Passei a entender mais os meus pais sobre suas atitudes e tenho uma relação muito mais de gratidão. — fortalecimento de vínculos
  • Passei a precisar marcar dates com meu marido. Enquanto antes “namorávamos o tempo todo” agora passamos a marcar momentos pra ficar junto e cuidar de nós, não só do Bento. Isso alimenta a minha alma. — cuidado adicional com os afetos
  • Comecei a me ver formando um núcleo familiar que transcende a minha família de origem. Hoje eu, meu marido e meu filho formamos uma família. Não vejo mais meu marido só como parceiro. Agora ele é também o pai do meu filho. — Pensar em planos familiares

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Perguntas e comentários para NÃO fazer a uma mãe [com respostas]

Você engravidou, carregou um ser em seu ventre durante quase um ano — enquanto trabalhava, cuidava da casa, da vida social e de todo o resto — , pariu com dores absurdas (ou não, mas, no mínimo, num processo cansativo), tem míseros seis meses para se dedicar “exclusivamente” à sua cria e sabe que, em breve, precisa voltar à antiga rotina. Parece pesado, não? Agora imagina se a cada vez que você pisa fora de casa, vem alguém com alguma indagação sobre sua vida, seu filho e seu trabalho?

Não é à toa que várias mães entram em um processo de reclusão nos primeiros meses de sua criança. Se já é difícil se tornar mãe, fica mais ainda quando é necessário prestar contas a curiosos de plantão. Listo abaixo algumas perguntas e comentários inoportunos que NÃO são legais de se fazer a uma mãe — com direito a respostas indicadas pelas participantes da primeira edição do Impulso Materno.

“Quando você volta a trabalhar?”

Não seria maternidade um dos trabalhos mais complexos?

“Nossa, nem parece que você é mãe!”

¯ \ _ (ツ) _ / ¯

“Ah, agora que a filhota está com seis meses você já consegue cuidar mais de você.”

“Ela dorme bem?”

Você dorme bem?

“Ela ainda mama?”

*Tira o peito e esguicha na cara.

“Quando vem o segundo?”

Oi?

“Nossa, mas e a filha, tá com quem?”

Amarrei no pé da cama.

“Nossa, pra quem tá no puerpério, tá até de unha feita.”

Preciso estar no puerpério e virar miserável?

“Ela é a cara do pai.”

Tem que ter a cara do pai pra ele saber que é dele, porque saiu da minha vagina.

“Você não liga?”

Se eu ligasse, não teria casado com ele.

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