Perguntas e comentários para NÃO fazer a uma mãe [com respostas]

Você engravidou, carregou um ser em seu ventre durante quase um ano — enquanto trabalhava, cuidava da casa, da vida social e de todo o resto — , pariu com dores absurdas (ou não, mas, no mínimo, num processo cansativo), tem míseros seis meses para se dedicar “exclusivamente” à sua cria e sabe que, em breve, precisa voltar à antiga rotina. Parece pesado, não? Agora imagina se a cada vez que você pisa fora de casa, vem alguém com alguma indagação sobre sua vida, seu filho e seu trabalho?

Não é à toa que várias mães entram em um processo de reclusão nos primeiros meses de sua criança. Se já é difícil se tornar mãe, fica mais ainda quando é necessário prestar contas a curiosos de plantão. Listo abaixo algumas perguntas e comentários inoportunos que NÃO são legais de se fazer a uma mãe — com direito a respostas indicadas pelas participantes da primeira edição do Impulso Materno.

“Quando você volta a trabalhar?”

Não seria maternidade um dos trabalhos mais complexos?

“Nossa, nem parece que você é mãe!”

¯ \ _ (ツ) _ / ¯

“Ah, agora que a filhota está com seis meses você já consegue cuidar mais de você.”

“Ela dorme bem?”

Você dorme bem?

“Ela ainda mama?”

*Tira o peito e esguicha na cara.

“Quando vem o segundo?”

Oi?

“Nossa, mas e a filha, tá com quem?”

Amarrei no pé da cama.

“Nossa, pra quem tá no puerpério, tá até de unha feita.”

Preciso estar no puerpério e virar miserável?

“Ela é a cara do pai.”

Tem que ter a cara do pai pra ele saber que é dele, porque saiu da minha vagina.

“Você não liga?”

Se eu ligasse, não teria casado com ele.

Posts relacionados para você ler:

> Conheça o Impulso Materno, um curso e espaço de compartilhamento voltado para mães que querem empreender ou que pensam em uma transição de carreira.