Sou mãe: construo um futuro para meu filho sem esquecer de mim mesma

Há nove meses virei mãe. Também faz nove meses que meu mundo virou de cabeça pra baixo. Isso porque comecei a enxergar o trabalho e a vida de uma outra forma, passei a entender que o meu tempo não era mais só meu, mas de um outro ser, que para sobreviver depende totalmente de mim.

A maternidade me trouxe um novo olhar em relação ao tempo. Percebi, mais do que nunca, que eu não posso me dar ao luxo de fazer o que não importa. Quero usá-lo para construir a realidade que vislumbro para o meu filho. Porém para isso precisei olhar para mim e entender o que eu realmente me realiza, me satisfaz e me traz felicidade. Não abro mão de estar próxima do Bento, mas também sei que além de mãe tenho minhas necessidades que envolvem desde trabalho, até estudo e de lazer.

Meu principal objetivo de vida (por hora) é a busca pela autosuficiência compreendendo a interdependência que existe entre nós. Também não abro mão da minha autonomia de ir e vir e da minha liberdade de expressão.

Como missão tenho a tarefa de amparar as pessoas na relação delas com os seus trabalhos. Afinal passamos a maior parte das nossas vidas trabalhando e tempo é o nosso recurso mais finito. Precisamos usá-lo de forma nobre com o objetivo, de resolver problemas reais e nos tornarmos melhores versões de nós mesmas.

Então, para cada coisa que faço, procuro pensar se está realmente alinhado com o futuro que desejo. Uso essas perguntas para me balizar: Eu devo fazer isso? Se sim, por que? Como isso está me ajudando a construir o futuro almejado para meu filho? Existe um jeito mais fácil de fazer, uma forma que não me canse, me estresse e que não tire meu tempo ao lado do Bento?

Toda mãe tem o direito de ficar mais tempo com os seus filhos. Afinal, quatro meses de licença maternidade é praticamente nada para um serzinho que está chegando no planeta agora. Sou a favor da criação de vínculos profundos e uma relação de proximidade entre mãe e filhos. E sei o quão alto é esse preço.

Impulso materno

Pensando em tudo isso, eu e Virgínia Luz criamos um programa chamado Impulso Materno. São 12 encontros em grupo — para que as mulheres possam compartilhar experiências entre si — com o intuito de preparar melhor as mães, de forma que não fiquem “patinando” no mercado. A ideia é que usem as habilidades em que já são reconhecidas a serviço de uma causa que as preencha, sem deixar de lado o estilo de maternagem que desejam.

Vamos pensar juntas?

> Para se inscrever no Impulso Maternoclique aqui.

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