Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

Outro dia estava em uma reunião por Skype, em casa, enquanto o Bento desfazia a minha estante de livros. Andrea Scagliuse, fotógrafa e amiga, capturava tudo com sua câmera, em fotos que integram uma série de tema “maternidade real”. Eu tive que escolher entre continuar a minha ligação e deixar ele fazer o que queria ou parar para arrumar a casa. Decidi pela primeira opção.

Isso tem sido bem recorrente, quando não consigo ativar a minha rede de apoio. Trabalho muitas vezes com ele passeando pelo chão. Lança um olhar de aprovação, para mostrar o que está fazendo, e eu preciso olhá-lo e me mostrar presente. Fora os momentos que ele morde a roda do carrinho, derruba um vaso ou fica preso em algum lugar.

Por isso, entendi alguns comportamentos e necessidades, e passei a desenvolver atividades e formas para não deixá-lo entediado. Por exemplo, o busy board (quadro sensorial), passear de carrinho (que me possibilita ouvir poadcasts, responder mensagens e ainda fazer exercício), aulas de natação e de música (práticas que fazem ele chegar cansado em casa).

Passei a buscar várias variações das coisas que ele gosta, por exemplo bola, rodas e instrumentos musicais. Busco sempre ter algum desses por perto, em cores diferentes. Mas a atenção em algum desses tipos de entretenimento dura no máximo meia hora, se está sozinho.

Então, coisas que exigem a minha atenção direta e fluida, que não sejam atendimentos, não tenho conseguido fazer tão frequentemente. Com isso, aprendi que preciso primeiro pedir ajuda e distribuir as minhas tarefas. Além de aproveitar o período de sono dele para fazer o que mais demanda a minha atenção.

Procuro criar parcerias com pessoas que entendam a dinâmica da maternidade e curtam estar por perto. Isso tem me aproximado de mulheres, mães e profissionais sensíveis a esse universo e me ajudado a fortalecer e expandir meu trabalho. Estou encontrando o meu lugar nisso tudo, na compreensão que existe aí uma demanda e um campo a serem explorados, nessa área de maternidade e trabalho. Daí surgiu o Impulso Materno.

Para os momentos de cursos, atendimentos e estudos, priorizo mesmo a minha rede de apoio, para que eu esteja 100% presente. Então chamo pai, mãe, irmã, amigas e marido para ficar com ele, o que também é bom para que o pequeno crie vínculos fortes com outras pessoas, sem sobrecarregar ninguém.

Também tenho recorrido a Casa de Viver, um espaço de coworking onde tenho a possibilidade de deixar o Bento com cuidadoras enquanto trabalho no andar de cima. Mas que não tem dado conta das minhas necessidades, por causa da distância. Por isso, comecei a desenvolver um projeto que se alinha melhor a essa e diferentes demandas que também vejo em outras famílias. Trata-se de um espaço que integra trabalho e desenvolvimento infantil.

Resumindo, não há fórmula mágica, mas a adequação das situações individuais. Nessa fase, é muito importante ser flexível e buscar as seguintes ferramentas:

  • rede de apoio
  • ferramentas e atividades que o deixem ocupado e que também trabalhem o desenvolvimento infantil
  • compartilhamento com outras mães para se encontrar entre iguais
  • alinhamento das relações com pessoas que entendam e curtam a dinâmica materna

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo enriquecem o programa, pela troca de experiências entre quem vive os mesmos desafios.

O programa acontece em 12 etapas e tem como proposta o alinhamento do propósito pessoal com o profissional, de forma que a participante se assegure de empreender em algo que a realize profissionalmente e pessoalmente, sem perder de vista a estabilidade financeira.

> Para se inscrever, clique aqui.