Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Quando nasce um bebê, surge também uma mãe. Tudo é novo. São adaptações, aprendizados, noites sem dormir e, principalmente, um ser que agora depende de você. Enfim, ser mãe já é difícil por si só. Lidar com tudo isso paralelamente a uma vida profissional, então, é um desafio a mais. Infelizmente, a maternidade ainda é um tabu para o mercado de trabalho e as políticas públicas referentes ao tema também não colaboram. Fácil não é, mas sim possível conciliar as duas coisas e, foi pensando nisso, que eu e Virgínia Luz criamos o Impulso Materno.

O processo da licença maternidade é um tanto complexo. Temos a chance de estar com aquele(a) que durante nove meses esperamos conhecer, ainda que estivéssemos juntos o tempo todo. Queremos aproveitar ao máximo e assim fazemos. Não saímos de casa, a vontade é de ficar sozinha com ele, e é difícil até mesmo desviar o olhar. Então, o tempo acaba e é preciso voltar a rotina, aos horários, que são diferentes dos horários do bebê.

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O mercado não aceita a maternidade com bons olhos. Já na gravidez, muitas vezes, a mulher é colocada de escanteio e após a licença corre o risco de ser mandada embora ou ser alocada de área sem nem uma opção de escolha. Fico assustada com empresas que não estão preparadas para abarcar lactentes, sem local propício para que a mãe possa ordenhar leite e armazená-lo. Além disso é esperado que a mulher volte ao trabalho da mesma forma que antes e “esqueça” que tem um filho recém nascido em casa de 4 ou 6 meses. Se a posição ocupada demanda fazer viagens a trabalho, por exemplo, não há escolha. O normal é voltar a trabalhar de forma ininterrupta das 9h às 18h, no mínimo. Mas quem disse que esse é saudável para o bebê? Além disso, só conseguem aquelas que têm uma rede de suporte em casa.

O mais curioso é que ser mãe é uma função social desde sempre. Até onde eu sei todo mundo que nasceu neste planeta tem mãe.

Almoçar com o filho, pegá-lo no colo, brincar ou acolhê-lo em caso de doença são motivos suficientes para que a mulher reivindique mais liberdade e autonomia para estar mais presente na vida dos filhos. .

Muitas começam a pensar em formas alternativas de trabalho para estarem mais próximas de suas crias e começam a empreender. Porém, nem sempre o trabalho encontrado está alinhado com o que gostam e sabem fazer bem. Acabam topando qualquer coisa para gerar renda, sem considerar o que as realizar e minando prazer no trabalho em troca de uma renda.

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos, então, o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo serão muito ricos pela troca de experiências com quem vive os mesmos desafios.

programa tem 12 encontros e tem a proposta de alinhar o propósito pessoal com profissional para empreender algo que a realize com perspectiva de gerar uma estabilidade financeira alinhada a escolha de estilo de maternagem.

> Para se inscrever, clique aqui.