Aceite, a maternidade vai mudar a sua vida e você não precisa lidar com isso sozinha

Foto de 2016, em um encontro do Coaching em Grupo para Mães da Rita Monte na Casa Cuore.

Foto de 2016, em um encontro do Coaching em Grupo para Mães da Rita Monte na Casa Cuore.

No primeiro dia do Impulso Materno, abrimos a fala para que as participantes colocassem as suas questões. Todas estavam "perdidas", sem saber como lidar com aquele sentimento que a maternidade havia despertado. Era uma vontade unânime de mudança, uma crise geral. Não só o dia a dia, mas a maternidade de fato transforma tudo, inclusive o modo de ver e fazer as coisas. O melhor a fazer é aceitar.

Esqueça aquela correria do dia a dia, fazer tudo numa tarde só e sair em cima da hora! O bebê sempre vai arrumar um jeito de te fazer demorar, pelo menos, mais uns 10 minutos em casa. Esqueça as oito horas de sono, os sábados sem fazer nada, sair de casa com apenas uma bolsinha e, principalmente, a ideia de que você pode fazer tudo sozinha!

Esses dias escutei uma história de uma mulher que nem havia parido ainda, e já se planejava para voltar ao trabalho depois de um mês. Isso porque ela e o companheiro sempre dividiram as contas da casa e, se ela não retornasse, não teria dinheiro para pagar sua parte naquele mês, enquanto empreendedora. A resposta do marido foi: "eu te empresto".

A licença maternidade não foi criada à toa, ela é uma necessidade. Deve ser respeitada e necessita de uma organização para acontecer, seja por parte da empresa que emprega ou pela própria família. Sim, a família, pois a mulher não pode ser a única responsável neste momento tão delicado. 

Talvez esse companheiro da história tenha entendido isso. Pois, no fim, decidiu arcar com as contas da casa no mês do parto. Mas vejo como um exemplo geral de como a mulher também acaba muitas vezes se responsabilizando por tudo como se fosse algo natural - o que de fato é, na nossa sociedade. 

É importante a mulher se colocar e, principalmente, receber. Parar de achar que consegue fazer tudo sozinha. Eu sempre falo aqui sobre a importância de ser criada uma rede de apoio. Neste momento, é essencial aprender a pedir e receber ajuda. Além de se unir com outras maternas que passam pelo mesmo processo que você, para compartilhar as angústias, os anseios e a felicidade que a maternidade traz.

E em relação a seus companheiros, entender que não estão fazendo nenhum favor, mas colaborando em uma construção conjunta pela qual ambos são responsáveis. Esses dias vi um quadrinho muito interessante sobre isso, o link está aqui. A série se chama "Era só pedir" e retrata como a mulher é tida como a responsável da casa e o homem o que ajuda. Entendam de uma vez por todas, não é uma ajuda!

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