Impulso Materno

Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Quando nasce um bebê, surge também uma mãe. Tudo é novo. São adaptações, aprendizados, noites sem dormir e, principalmente, um ser que agora depende de você. Enfim, ser mãe já é difícil por si só. Lidar com tudo isso paralelamente a uma vida profissional, então, é um desafio a mais. Infelizmente, a maternidade ainda é um tabu para o mercado de trabalho e as políticas públicas referentes ao tema também não colaboram. Fácil não é, mas sim possível conciliar as duas coisas e, foi pensando nisso, que eu e Virgínia Luz criamos o Impulso Materno.

O processo da licença maternidade é um tanto complexo. Temos a chance de estar com aquele(a) que durante nove meses esperamos conhecer, ainda que estivéssemos juntos o tempo todo. Queremos aproveitar ao máximo e assim fazemos. Não saímos de casa, a vontade é de ficar sozinha com ele, e é difícil até mesmo desviar o olhar. Então, o tempo acaba e é preciso voltar a rotina, aos horários, que são diferentes dos horários do bebê.

+Sou mãe: construo um futuro para meu filho sem esquecer de mim mesma

+As grandes transformações da vida

O mercado não aceita a maternidade com bons olhos. Já na gravidez, muitas vezes, a mulher é colocada de escanteio e após a licença corre o risco de ser mandada embora ou ser alocada de área sem nem uma opção de escolha. Fico assustada com empresas que não estão preparadas para abarcar lactentes, sem local propício para que a mãe possa ordenhar leite e armazená-lo. Além disso é esperado que a mulher volte ao trabalho da mesma forma que antes e “esqueça” que tem um filho recém nascido em casa de 4 ou 6 meses. Se a posição ocupada demanda fazer viagens a trabalho, por exemplo, não há escolha. O normal é voltar a trabalhar de forma ininterrupta das 9h às 18h, no mínimo. Mas quem disse que esse é saudável para o bebê? Além disso, só conseguem aquelas que têm uma rede de suporte em casa.

O mais curioso é que ser mãe é uma função social desde sempre. Até onde eu sei todo mundo que nasceu neste planeta tem mãe.

Almoçar com o filho, pegá-lo no colo, brincar ou acolhê-lo em caso de doença são motivos suficientes para que a mulher reivindique mais liberdade e autonomia para estar mais presente na vida dos filhos. .

Muitas começam a pensar em formas alternativas de trabalho para estarem mais próximas de suas crias e começam a empreender. Porém, nem sempre o trabalho encontrado está alinhado com o que gostam e sabem fazer bem. Acabam topando qualquer coisa para gerar renda, sem considerar o que as realizar e minando prazer no trabalho em troca de uma renda.

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos, então, o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo serão muito ricos pela troca de experiências com quem vive os mesmos desafios.

programa tem 12 encontros e tem a proposta de alinhar o propósito pessoal com profissional para empreender algo que a realize com perspectiva de gerar uma estabilidade financeira alinhada a escolha de estilo de maternagem.

> Para se inscrever, clique aqui.

Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

 

Outro dia estava em uma reunião por Skype, em casa, enquanto o Bento desfazia a minha estante de livros. Andrea Scagliuse, fotógrafa e amiga, capturava tudo com sua câmera, em fotos que integram uma série de tema “maternidade real”. Eu tive que escolher entre continuar a minha ligação e deixar ele fazer o que queria ou parar para arrumar a casa. Decidi pela primeira opção.

Isso tem sido bem recorrente, quando não consigo ativar a minha rede de apoio. Trabalho muitas vezes com ele passeando pelo chão. Lança um olhar de aprovação, para mostrar o que está fazendo, e eu preciso olhá-lo e me mostrar presente. Fora os momentos que ele morde a roda do carrinho, derruba um vaso ou fica preso em algum lugar.

Por isso, entendi alguns comportamentos e necessidades, e passei a desenvolver atividades e formas para não deixá-lo entediado. Por exemplo, o busy board (quadro sensorial), passear de carrinho (que me possibilita ouvir poadcasts, responder mensagens e ainda fazer exercício), aulas de natação e de música (práticas que fazem ele chegar cansado em casa).

Passei a buscar várias variações das coisas que ele gosta, por exemplo bola, rodas e instrumentos musicais. Busco sempre ter algum desses por perto, em cores diferentes. Mas a atenção em algum desses tipos de entretenimento dura no máximo meia hora, se está sozinho.

Então, coisas que exigem a minha atenção direta e fluida, que não sejam atendimentos, não tenho conseguido fazer tão frequentemente. Com isso, aprendi que preciso primeiro pedir ajuda e distribuir as minhas tarefas. Além de aproveitar o período de sono dele para fazer o que mais demanda a minha atenção.

Procuro criar parcerias com pessoas que entendam a dinâmica da maternidade e curtam estar por perto. Isso tem me aproximado de mulheres, mães e profissionais sensíveis a esse universo e me ajudado a fortalecer e expandir meu trabalho. Estou encontrando o meu lugar nisso tudo, na compreensão que existe aí uma demanda e um campo a serem explorados, nessa área de maternidade e trabalho. Daí surgiu o Impulso Materno.

Para os momentos de cursos, atendimentos e estudos, priorizo mesmo a minha rede de apoio, para que eu esteja 100% presente. Então chamo pai, mãe, irmã, amigas e marido para ficar com ele, o que também é bom para que o pequeno crie vínculos fortes com outras pessoas, sem sobrecarregar ninguém.

Também tenho recorrido a Casa de Viver, um espaço de coworking onde tenho a possibilidade de deixar o Bento com cuidadoras enquanto trabalho no andar de cima. Mas que não tem dado conta das minhas necessidades, por causa da distância. Por isso, comecei a desenvolver um projeto que se alinha melhor a essa e diferentes demandas que também vejo em outras famílias. Trata-se de um espaço que integra trabalho e desenvolvimento infantil.

Resumindo, não há fórmula mágica, mas a adequação das situações individuais. Nessa fase, é muito importante ser flexível e buscar as seguintes ferramentas:

  • rede de apoio
  • ferramentas e atividades que o deixem ocupado e que também trabalhem o desenvolvimento infantil
  • compartilhamento com outras mães para se encontrar entre iguais
  • alinhamento das relações com pessoas que entendam e curtam a dinâmica materna

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo enriquecem o programa, pela troca de experiências entre quem vive os mesmos desafios.

O programa acontece em 12 etapas e tem como proposta o alinhamento do propósito pessoal com o profissional, de forma que a participante se assegure de empreender em algo que a realize profissionalmente e pessoalmente, sem perder de vista a estabilidade financeira.

> Para se inscrever, clique aqui.

Como fica o trabalho quando o filho adoece?

Eu lido muito com planejamento, principalmente depois que virei mãe. Listas, calendário, aplicativos e rotina têm me ajudado bastante. Mas nunca deixo de falar sobre a vida em Beta, que também tem muito a ver com a maternidade. Esta semana, o Bento foi internado no hospital com problemas respiratórios, e eu, que tantas vezes tenho que responder a perguntas, me vi ainda mais sem certezas.

Depois de três dias de internação sem um prazo definido, saímos do hospital ontem. Durante este tempo que pode ser curto mas parecer uma eternidade, tive que reagendar workshop, coaching e reuniões. Não havia outra opção que não a de ficar com meu filho.

Me perguntei, então, como seria se eu trabalhasse em uma grande empresa. Como eu e meu marido somos donos de nossas agendas, temos autonomia para cancelar nossos compromissos. Claro que é preciso lidar com a compreensão das pessoas e abrir mão de uma série de coisas. Mas, felizmente, a cobrança que pesa mais é a interna – talvez a mais pesada de todas, mas nos faz responsáveis por nós mesmos.

Não somos obrigados a provar para ninguém com atestado, ir até RH, ter cota anual para levar filho ao médico. Trabalhamos com nossos clientes e parceiros de uma forma transparente, na base da confiança, que é o que acreditamos. Além de nos aproximar, funciona como uma via de mão dupla, pois as respostas aos e-mails ou telefonemas de reagendamento são carregadas de carinho e apoio.


E você, como faz com o trabalho quando seu filho fica doente? Tem alguma dica que possa ajudar outras mães?

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+ Os sinais que o trabalho que estamos fazendo não é o melhor para a nossa realização

+ Hora de começar a repensar trabalho e me aliar a outras maternas

As inscrições para o Impulso Materno estão abertas. A próxima turma começa em agosto. Inscreva-se! 

HORA DE COMEÇAR A REPENSAR TRABALHO E ME ALIAR A OUTRAS MATERNAS

 

Já falei aqui o quanto a chegada do Bento mudou a minha vida. Foi como surgiu o Impulso Materno e toda a nova dinâmica de dia a dia que tenho hoje. É comum que as mães comecem a repensar seus trabalhos e suas vidas com o nascimento de um bebê. Para quem está despertando incômodos e a necessidade de uma nova forma de trabalho, listo algumas dicas que podem ajudar neste processo.

- PARTICIPE DE GRUPOS LIGADOS A MATERNIDADE NO FACEBOOK

Recomendo o Maternativa e Buxixo de Mães. Todas são muito solíticas e uma ajuda a outra.

- FREQUENTE GRUPOS QUE OUTRAS MÃES FREQUENTAM

Frequente grupos de troca: Seja grupos de pós parto, de yoga, de coaching ou para falar do desenvolvimento dos bebês. Esteja perto de quem vive a sua realidade.

Encontro com mães que conciliam maternidade e trabalho

Mães que Inspiram - um bate-papo informal e compartilhar experiências entre mães que não abrem mão de suas vidas profissionais. Eu e Virgínia Luz recebemos uma convidada que nos conta a sua experiência, nos dá dicas do que fazer e aproveitamos para tomar café da manhã juntas.

- ACOMPANHE PODCASTS (rádios digitais) 

Costumo escutar o Real Life at Home, o Working Motherhood, e o Soul Work for Moms no PodCastAddict enquanto passeio com o Bento na praça. 

- ESTABELECER HORÁRIOS DIÁRIOS PARA FAZER COMPROMISSO COM VOCÊ MESMA

Assim conseguirá manter certo o que será feito. Com tantas coisas a resolver, é capaz de você se perder, caso não determine previamente (exemplo: fazer as unhas). Dessa forma, você poderá se colocar também como uma prioridade.

- PROCURE REFERÊNCIAS

Procure saber se as pessoas que você admira profissionalmente têm filhos e como elas fazem para administrar família e trabalho. 

- FAÇA CURSOS

Conheça o Impulso Materno, um curso com 12 encontros voltados ao tema do trabalho em paralelo à maternidade. Em agosto faremos a segunda edição e você pode se inscrever aqui

Achou o artigo útil? Por favor aperte no coraçãozinho para que mais pessoas tenham acesso ao texto. Obrigada ❤

Sou mãe: construo um futuro para meu filho sem esquecer de mim mesma

Há nove meses virei mãe. Também faz nove meses que meu mundo virou de cabeça pra baixo. Isso porque comecei a enxergar o trabalho e a vida de uma outra forma, passei a entender que o meu tempo não era mais só meu, mas de um outro ser, que para sobreviver depende totalmente de mim.

A maternidade me trouxe um novo olhar em relação ao tempo. Percebi, mais do que nunca, que eu não posso me dar ao luxo de fazer o que não importa. Quero usá-lo para construir a realidade que vislumbro para o meu filho. Porém para isso precisei olhar para mim e entender o que eu realmente me realiza, me satisfaz e me traz felicidade. Não abro mão de estar próxima do Bento, mas também sei que além de mãe tenho minhas necessidades que envolvem desde trabalho, até estudo e de lazer.

Meu principal objetivo de vida (por hora) é a busca pela autosuficiência compreendendo a interdependência que existe entre nós. Também não abro mão da minha autonomia de ir e vir e da minha liberdade de expressão.

Como missão tenho a tarefa de amparar as pessoas na relação delas com os seus trabalhos. Afinal passamos a maior parte das nossas vidas trabalhando e tempo é o nosso recurso mais finito. Precisamos usá-lo de forma nobre com o objetivo, de resolver problemas reais e nos tornarmos melhores versões de nós mesmas.

Então, para cada coisa que faço, procuro pensar se está realmente alinhado com o futuro que desejo. Uso essas perguntas para me balizar: Eu devo fazer isso? Se sim, por que? Como isso está me ajudando a construir o futuro almejado para meu filho? Existe um jeito mais fácil de fazer, uma forma que não me canse, me estresse e que não tire meu tempo ao lado do Bento?

Toda mãe tem o direito de ficar mais tempo com os seus filhos. Afinal, quatro meses de licença maternidade é praticamente nada para um serzinho que está chegando no planeta agora. Sou a favor da criação de vínculos profundos e uma relação de proximidade entre mãe e filhos. E sei o quão alto é esse preço.

Impulso materno

Pensando em tudo isso, eu e Virgínia Luz criamos um programa chamado Impulso Materno. São 12 encontros em grupo — para que as mulheres possam compartilhar experiências entre si — com o intuito de preparar melhor as mães, de forma que não fiquem “patinando” no mercado. A ideia é que usem as habilidades em que já são reconhecidas a serviço de uma causa que as preencha, sem deixar de lado o estilo de maternagem que desejam.

Vamos pensar juntas?

> Para se inscrever no Impulso Maternoclique aqui.

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Sou mãe: investi e não deu certo. Por quê?

lella sa trabalho com significado

Acompanho alguns grupos de mães no Facebook. Todos os dias, vejo pelo menos uma que seguiu o caminho do empreendedorismo e que agora se encontra em uma situação precária. Foi diante desse cenário que eu e Virgínia montamos o curso Impulso Materno, que lançamos em abril. Também inspirada por estas mulheres, levanto alguns possíveis motivos para a falta de sucesso e os listo a seguir.

Investi e não deu certo. Por quê?

OFERECE ALGO QUE NÃO NECESSARIAMENTE SABE FAZER BEM

Empreender não necessariamente é fazer comida e artesanato, principalmente se a pessoa não é boa nisso. Prefiro pensar que empreender é aplicar talentos e paixões individuais para resolver uma necessidade real.

NÃO SABE O SEU DIFERENCIAL

Todo mundo tem sua contribuição única e isso deve ser colocado em destaque para as pessoas saberem.

NÃO FAZ O QUE GOSTA

Geralmente vemos situações das mulheres empreenderem a partir de um hobby. Quando isso não acontece, e empreendem qualquer coisa pela necessidade financeira, se sentem sem energia desde a hora que acordam. Cuidar de um bebê já é difícil. Fazer o que não alimenta enquanto pessoa está fora de cogitação.

NÃO CONSEGUE GERAR LUCRO

Fazem pela necessidade de gerar renda mas não conseguem pagar as contas mínimas. Isso muitas vezes acontece pela falta de planejamento e da compreensão sobre os gastos.

FALTA DE CLAREZA NO PRODUTO E NA PROPOSTA DE VALOR

Vender talento é como um restaurante vender farinha de trigo no prato. Talento é matéria-prima! O que seria o prato final a ser oferecido pelo restaurante está mais para seus serviços/produtos. Por isso, é importante ter clareza sobre o que está oferecendo e todo o seu processo produtivo. A partir daí, fica mais fácil precificar e se manter firme diante de tentativa de negociações. Cada um precisa saber o valor do seu trabalho!

NÃO ESTÁ MOTIVADA

Ao descobrir o propósito do trabalho, ou seja, aquilo que preenche internamente, tudo fica mais fácil. Só não vale a resposta “pagar as contas”, por que só pagar as contas não realiza ninguém.

FALTA DE CONHECIMENTO SOBRE PÚBLICO ALVO

Com o medo da falta muitas dizem que querem vender para todo mundo mas quem vende para todos não vende para ninguém. É preciso saber endereçar o produto para um perfil alinhado com as necessidades que se pretende sanar.

Impulso materno

São 12 encontros em grupo — para que as mulheres possam compartilhar experiências entre si — com o intuito de preparar melhor as mães, de forma que não fiquem “patinando” no mercado. A ideia é que usem as habilidades em que já são reconhecidas a serviço de uma causa que as preencha, sem deixar de lado o estilo de maternagem que desejam.

> Para se inscrever, clique aqui

Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Quando nasce um bebê, surge também uma mãe. Tudo é novo. São adaptações, aprendizados, noites sem dormir e, principalmente, um ser que agora depende de você. Enfim, ser mãe já é difícil por si só. Lidar com tudo isso paralelamente a uma vida profissional, então, é um desafio a mais. Infelizmente, a maternidade ainda é um tabu para o mercado de trabalho e as políticas públicas referentes ao tema também não colaboram. Fácil não é, mas sim possível conciliar as duas coisas e, foi pensando nisso, que eu e Virgínia Luz criamos o Impulso Materno.

O processo da licença maternidade é um tanto complexo. Temos a chance de estar com aquele(a) que durante nove meses esperamos conhecer, ainda que estivéssemos juntos o tempo todo. Queremos aproveitar ao máximo e assim fazemos. Não saímos de casa, a vontade é de ficar sozinha com ele, e é difícil até mesmo desviar o olhar. Então, o tempo acaba e é preciso voltar a rotina, aos horários, que são diferentes dos horários do bebê.

+Sou mãe: construo um futuro para meu filho sem esquecer de mim mesma

+As grandes transformações da vida

O mercado não aceita a maternidade com bons olhos. Já na gravidez, muitas vezes, a mulher é colocada de escanteio e após a licença corre o risco de ser mandada embora ou ser alocada de área sem nem uma opção de escolha. Fico assustada com empresas que não estão preparadas para abarcar lactentes, sem local propício para que a mãe possa ordenhar leite e armazená-lo. Além disso é esperado que a mulher volte ao trabalho da mesma forma que antes e “esqueça” que tem um filho recém nascido em casa de 4 ou 6 meses. Se a posição ocupada demanda fazer viagens a trabalho, por exemplo, não há escolha. O normal é voltar a trabalhar de forma ininterrupta das 9h às 18h, no mínimo. Mas quem disse que esse é saudável para o bebê? Além disso, só conseguem aquelas que têm uma rede de suporte em casa.

O mais curioso é que ser mãe é uma função social desde sempre. Até onde eu sei todo mundo que nasceu neste planeta tem mãe.

Almoçar com o filho, pegá-lo no colo, brincar ou acolhê-lo em caso de doença são motivos suficientes para que a mulher reivindique mais liberdade e autonomia para estar mais presente na vida dos filhos. .

Muitas começam a pensar em formas alternativas de trabalho para estarem mais próximas de suas crias e começam a empreender. Porém, nem sempre o trabalho encontrado está alinhado com o que gostam e sabem fazer bem. Acabam topando qualquer coisa para gerar renda, sem considerar o que as realizar e minando prazer no trabalho em troca de uma renda.

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos, então, o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo serão muito ricos pela troca de experiências com quem vive os mesmos desafios.

programa tem 12 encontros e tem a proposta de alinhar o propósito pessoal com profissional para empreender algo que a realize com perspectiva de gerar uma estabilidade financeira alinhada a escolha de estilo de maternagem.

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Sou mãe: aprendi a lidar com o imprevisível

lella sa

Hoje foi um dia intenso. Daqueles que você faz várias coisas e, no fim, tem a impressão de que não fez nada direito — mesmo tendo acordado às cinco da manhã. Percebi que isso costuma acontecer quando eu não tenho muita clareza sobre o que eu preciso fazer no dia.

Coloquei o alarme para acordar a essa hora e fazer yoga antes do meu marido sair de casa (para a prática dele). O objetivo era dar de mamar pro Bento, meu filho de quase dez meses, e conseguir fazer meu exercício diário sem ser interrompida. Não deu certo, ele quis mamar mais.

Então decidi sair para andar com ele em volta da pracinha, pelo menos conseguiria fazer a endorfina passear pelo meu corpo. Geralmente ando uma hora e meia, mas dessa vez não deu certo. Ele quis sair do carrinho e brincar.

Chegou a hora da natação. Era a segunda aula dele nessa escolinha, então fui ansiosa para vê-lo dar os sorrisos que ele costuma fazer no banho. Coloquei a touca em mim, tirei o roupão do Bento e entramos na água. Quando ele encostou o dedinho do pé, abriu um berreiro e não parou por quinze minutos. Geralmente ele chora quando o tiramos da água, mas dessa vez foi o contrário. Ele quis sair da água.

> Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

Fomos para a casa da minha mãe, que é onde almoçamos e geralmente passamos o dia, na esperança de conseguir trabalhar enquanto ele se ocupava com os diversos bichinhos que tem. Normalmente ele fica bastante entretido com a onça e a girafa, mas dessa vez não deu a mínima, quis era ficar no meu colo.

Resumindo, a minha vida tem se tornado um improviso. Eu, que sempre gostei de controlá-la, não tenho mais poder sobre o meu próprio tempo. Claro que eu me frustro e fico chateada. Afinal, tenho que partir da premissa que tudo que eu planejo pode não dar certo. Mas sei que foi uma escolha e que é uma fase — deliciosa, por sinal! Criar este vínculo com o meu filho é a coisa mais importante neste momento, por mais apaixonada que eu seja pelo trabalho.

Isso não tira a minha vontade de trabalhar e nem de me sentir realiza. Não acredito em abdicar totalmente de tudo. Por isso, trabalho em horários diversos, principalmente enquanto ele dorme. Além de ter criado mecanismos para garantir a minha produtividade. Mas isso fica pro próximo post. ;)

> Sou mãe: investi e não deu certo. Por quê?

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo enriquecem o programa, pela troca de experiências entre quem vive os mesmos desafios.

O programa acontece em 12 etapas e tem como proposta o alinhamento do propósito pessoal com o profissional, de forma que a participante se assegure de empreender em algo que a realize profissionalmente e pessoalmente, sem perder de vista a estabilidade financeira.

> Para se inscrever, clique aqui.

Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

Outro dia estava em uma reunião por Skype, em casa, enquanto o Bento desfazia a minha estante de livros. Andrea Scagliuse, fotógrafa e amiga, capturava tudo com sua câmera, em fotos que integram uma série de tema “maternidade real”. Eu tive que escolher entre continuar a minha ligação e deixar ele fazer o que queria ou parar para arrumar a casa. Decidi pela primeira opção.

Isso tem sido bem recorrente, quando não consigo ativar a minha rede de apoio. Trabalho muitas vezes com ele passeando pelo chão. Lança um olhar de aprovação, para mostrar o que está fazendo, e eu preciso olhá-lo e me mostrar presente. Fora os momentos que ele morde a roda do carrinho, derruba um vaso ou fica preso em algum lugar.

Por isso, entendi alguns comportamentos e necessidades, e passei a desenvolver atividades e formas para não deixá-lo entediado. Por exemplo, o busy board (quadro sensorial), passear de carrinho (que me possibilita ouvir poadcasts, responder mensagens e ainda fazer exercício), aulas de natação e de música (práticas que fazem ele chegar cansado em casa).

Passei a buscar várias variações das coisas que ele gosta, por exemplo bola, rodas e instrumentos musicais. Busco sempre ter algum desses por perto, em cores diferentes. Mas a atenção em algum desses tipos de entretenimento dura no máximo meia hora, se está sozinho.

Então, coisas que exigem a minha atenção direta e fluida, que não sejam atendimentos, não tenho conseguido fazer tão frequentemente. Com isso, aprendi que preciso primeiro pedir ajuda e distribuir as minhas tarefas. Além de aproveitar o período de sono dele para fazer o que mais demanda a minha atenção.

Procuro criar parcerias com pessoas que entendam a dinâmica da maternidade e curtam estar por perto. Isso tem me aproximado de mulheres, mães e profissionais sensíveis a esse universo e me ajudado a fortalecer e expandir meu trabalho. Estou encontrando o meu lugar nisso tudo, na compreensão que existe aí uma demanda e um campo a serem explorados, nessa área de maternidade e trabalho. Daí surgiu o Impulso Materno.

Para os momentos de cursos, atendimentos e estudos, priorizo mesmo a minha rede de apoio, para que eu esteja 100% presente. Então chamo pai, mãe, irmã, amigas e marido para ficar com ele, o que também é bom para que o pequeno crie vínculos fortes com outras pessoas, sem sobrecarregar ninguém.

Também tenho recorrido a Casa de Viver, um espaço de coworking onde tenho a possibilidade de deixar o Bento com cuidadoras enquanto trabalho no andar de cima. Mas que não tem dado conta das minhas necessidades, por causa da distância. Por isso, comecei a desenvolver um projeto que se alinha melhor a essa e diferentes demandas que também vejo em outras famílias. Trata-se de um espaço que integra trabalho e desenvolvimento infantil.

Resumindo, não há fórmula mágica, mas a adequação das situações individuais. Nessa fase, é muito importante ser flexível e buscar as seguintes ferramentas:

  • rede de apoio
  • ferramentas e atividades que o deixem ocupado e que também trabalhem o desenvolvimento infantil
  • compartilhamento com outras mães para se encontrar entre iguais
  • alinhamento das relações com pessoas que entendam e curtam a dinâmica materna

Impulso materno

Eu e Virginia Luz apresentamos o Impulso Materno, um novo curso, voltado para mães que buscam mais flexibilidade, liberdade e autonomia para conciliar a maternidade com o trabalho. Os encontros em grupo enriquecem o programa, pela troca de experiências entre quem vive os mesmos desafios.

O programa acontece em 12 etapas e tem como proposta o alinhamento do propósito pessoal com o profissional, de forma que a participante se assegure de empreender em algo que a realize profissionalmente e pessoalmente, sem perder de vista a estabilidade financeira.

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Antes e depois da maternidade: a mudança nas pequenas e grandes coisas da vida

Se as questões da maternidade já borbulhavam na minha mente, agora, com o início do Impulso Materno, elas podem ser expressadas e trocadas com iguais. Percebo que muitas mães se sentem sobrecarregadas, principalmente nos primeiros anos da criança. Pra mim, tudo tem sido novo, desde a minha alimentação até a minha forma de trabalhar. Listei abaixo algumas mudanças:

  • Meu tempo não mais só meu. Agora eu sou responsável por um outro ser humano, que tem suas necessidades e precisam ser supridas em momentos que nem imaginava . Trocar fralda quando estava quase saindo de casa virou algo comum. Então me programo para estar nos lugares com no mínimo meia hora de antecedência por que sei que posso atrasar. — lidar constantemente com imprevistos
  • Essencializo as coisas, priorizo a minha lista de tarefas. Quando eu vou fazer algo, ativo as pessoas que, junto comigo, criam o Bento. Meu marido principalmente. Depois meus pais, minha irmã, meus sogros e minhas amigas. Busco compartilhar cuidados com quem eu quero que esteja presente na vida do meu filho é que ele os reconheça como referências também. — criação com rede de apoio.
  • Diminuí meu tempo de trabalho. Era workaholic, trabalhava das 8h às 23h. Tinha dia que eu tinha sessão de coaching às 7h15 da manha e terminava meu dia depois das 23h, no Programa Travessia. Fazia minha ginástica às 11h, almoçava e seguia. Se hoje por 2h seguidas na semana, é um sucesso. Aula de natação, pediatra, coisas que não ocupavam minha agenda. Claro que as atividades são compartilhadas com a rede de apoio, por exemplo, a aula de música é o momento do paizão. Então tenho a oportunidade de trabalhar nesses momentos ou então trabalho picado, com o filhote na barra da minha saia, entre uma brincadeira e outra. — fragmentar tarefas em bloco

> Sou mãe: o mercado de trabalho formal não me acolhe

  • Antes eu encontrava muito os amigos para sair, jantar, ir na casa de alguém. Hoje, 21h30 eu já estou cansada do dia dinâmico. Então prefiro usar as últimas horas do meu dia relaxando com meu marido. Mas sei que sempre posso contar com meu marido para dar uma escapada e encontrar as amigas. — novo estilo de vida
  • Antes eu tinha que lidar só com a minha própria frustração de não conseguir fazer as coisas. Agora, lido com a vida de um outro ser. Ainda bem que compartilho bastante minhas questões e discuto com o meu parceiro. Refletimos bastante sobre a forma que criamos o Bento. — maturidade
  • Antes eu podia errar, porque tinha muito tempo pra consertar. Hoje sinto que tenho que prever as situações porque não quero ficar corrigindo meus erros. O tempo para tudo que não envolve o Bento é bem mais escasso e não ouso desperdiçar o que tenho com ele. — mudança de foco
  • Passei a buscar ser cada vez mais coerente entre o que eu faço, falo e como. Se eu não quero que ele coma alguma coisa, eu não como, por exemplo: carne. Se eu não quero que ele mexa no celular, tento não ficar mexendo. Então tenho que olhar para meus atos e fazer apenas o que eu quero que ele absorva. — coerência
  • Parei de tomar muito café, tomava demais. Hoje tomo cevada torrada, por causa da amamentação. Gostava muito de cerveja artesanal, hoje tomo só uns goles do copo do meu marido. No começo, restringi muito a minha alimentação pois os bebês não têm o intestino desenvolvido. Cortei pimenta, por exemplo, para que ele não tivesse cólicas. Hoje como moderadamente. — consciência.

> Sou mãe: trabalho com o filho do lado e não perco a produtividade [ou perco]

  • Estava há dois anos sem carro, até os 3 meses dele. Achava lindo não precisar procurar vaga, pagar estacionamento, e todos os outros gastos que vem junto com o carro. Aí comecei a ter que carregar muita coisa. Conversando com meu marido, decidimos que um carro seria uma opção que faria meus dias ficarem menos estressantes, mais fáceis e felizes. Isso, nesse momento da minha vida traz mais benefícios do que não ter. — repensar escolhas junto com o parceiro
  • Comia muito fora e estou amando cozinhar mais. Comida caseira é outra coisa. Estou realmente podendo olhar pra uma base alimentar balanceada. Compro muito mais coisas alinhadas ao que acredito, tipo marcas que conheço e confio na procedência, inclusive cosméticos e produtos de limpeza. Assim também posso fortalecer o empreendedorismo. — alinhamento de valores com a ação
  • Antes eu não era tão regrada com exercícios físicos, mas hoje é uma necessidade vital. Não troco enquanto eu posso. Me sinto com mais energia, mais confiante e consigo fazer o que me proponho. Isso aumenta a minha autoestima. — disciplina
  • Vejo muito mais minha família, porque almoço na casa deles e os tenho como rede de apoio. Fortaleceu muito a minha relação com a minha irmã, madrinha do Bento. Antes os via uma vez por semana, no máximo. Agora, nosso encontro acontece todos os dias. Passei a entender mais os meus pais sobre suas atitudes e tenho uma relação muito mais de gratidão. — fortalecimento de vínculos
  • Passei a precisar marcar dates com meu marido. Enquanto antes “namorávamos o tempo todo” agora passamos a marcar momentos pra ficar junto e cuidar de nós, não só do Bento. Isso alimenta a minha alma. — cuidado adicional com os afetos
  • Comecei a me ver formando um núcleo familiar que transcende a minha família de origem. Hoje eu, meu marido e meu filho formamos uma família. Não vejo mais meu marido só como parceiro. Agora ele é também o pai do meu filho. — Pensar em planos familiares

> Quer saber mais sobre o Impulso Materno e participar da próxima turma? Acesse o site e fique ligada nas novas datas. Também acompanhe a página no Facebook, onde sempre coloco dicas, informações, reflexões sobre maternidade e empreendedorismo.

Perguntas e comentários para NÃO fazer a uma mãe [com respostas]

Você engravidou, carregou um ser em seu ventre durante quase um ano — enquanto trabalhava, cuidava da casa, da vida social e de todo o resto — , pariu com dores absurdas (ou não, mas, no mínimo, num processo cansativo), tem míseros seis meses para se dedicar “exclusivamente” à sua cria e sabe que, em breve, precisa voltar à antiga rotina. Parece pesado, não? Agora imagina se a cada vez que você pisa fora de casa, vem alguém com alguma indagação sobre sua vida, seu filho e seu trabalho?

Não é à toa que várias mães entram em um processo de reclusão nos primeiros meses de sua criança. Se já é difícil se tornar mãe, fica mais ainda quando é necessário prestar contas a curiosos de plantão. Listo abaixo algumas perguntas e comentários inoportunos que NÃO são legais de se fazer a uma mãe — com direito a respostas indicadas pelas participantes da primeira edição do Impulso Materno.

“Quando você volta a trabalhar?”

Não seria maternidade um dos trabalhos mais complexos?

“Nossa, nem parece que você é mãe!”

¯ \ _ (ツ) _ / ¯

“Ah, agora que a filhota está com seis meses você já consegue cuidar mais de você.”

“Ela dorme bem?”

Você dorme bem?

“Ela ainda mama?”

*Tira o peito e esguicha na cara.

“Quando vem o segundo?”

Oi?

“Nossa, mas e a filha, tá com quem?”

Amarrei no pé da cama.

“Nossa, pra quem tá no puerpério, tá até de unha feita.”

Preciso estar no puerpério e virar miserável?

“Ela é a cara do pai.”

Tem que ter a cara do pai pra ele saber que é dele, porque saiu da minha vagina.

“Você não liga?”

Se eu ligasse, não teria casado com ele.

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