Abuso de Poder Econômico

Imagem da Pexels.com

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Senti-me abusada recentemente pelo Bradesco e essa situação está me servindo de muitos aprendizados. O banco fez a renovação de alguns títulos de capitalização de forma indevida sem a minha autorização, sem a minha assinatura. 

Um belo dia recebi uma ligação  da minha gerente do banco. Ela me avisou que os  meus títulos de capitalização venceram e me perguntou se eu queria renovar. Eu disse pra ela  me mandar o contrato que eu iria pensar a respeito. Depois me dei conta que além de querer usar aquele dinheiro para outra coisa, tinha caído numa furada quando aceitei esse investimento no passado e, portanto, não iria renovar. 

Quando cheguei na minha agência para avisar que eu não iria assinar o contrato, a minha gerente disse que ele já havia sido renovado. 

O meu primeiro sentimento foi de estranhamento. Ela disse que era fácil de refazer. Era só eu pedir o resgate via fone fácil já que tinha o direito de fazer o resgate antes de 60 dias de renovação sem cobrar taxas.

Foi aqui que começou o efeito "batata quente" que muitos clientes sofrem. Um departamento culpando o outro.

Pedi o resgate mas não foi possível, afinal foi renovado a pouquíssimo tempo e pediram que eu voltasse a falar com a gerente. Num telefonema com ela, fui informada que não estava nas sua mãos a resolução do problema e sim do departamento de capitalização. 

As palavras dela foram, literalmente, "vou ver se alguém aqui da agência conhece alguém lá do departamento para acelerar o processo, mas não garanto." 

Depois que eu insisti no fato de que eu não havia assinado nada e que eu tinha o direito de ter o meu dinheiro na conta imediatamente, ela pediu que eu escrevesse uma carta a próprio punho pedindo o resgate.

Mesmo achando um absurdo, preferi redigir a carta para receber a quantia logo. Entreguei para a gerente em mãos e depois de ler, sua reação para a frase "não assinei nenhum documento permitindo a renovação" foi "falando isso você me ferra. Só escreve que você não permitiu a renovação." 

Mesmo pasma que ela não admitiu o erro e muito menos se responsabilizou por ele, reescrevi a carta e coloquei o prazo do dia 31/10 para o dinheiro cair na minha conta. Achei que dei até um prazo bastante amigo, visto que nem era para o dinheiro ter saído da minha conta. Tinham 12 dias para resolver o absurdo. Mesmo assim, o meu dinheiro não me foi devolvido.

Resumindo, o drama começou no dia 17/09 quando o dinheiro foi retirado da  minha conta e até hoje não voltou o que é meu por direito. 

Fiquei bem calma e busquei tratar isso de forma civilizada com a gerente. Mas a cada ação irresponsável, eu me sentia mais abusada. Eu não aguentei mais ser tratada como tola. Os envolvidos estavam se colocando como se estivessem me fazendo um favor ao devolver o meu dinheiro mesmo sabendo que eu não tinha assinado nada autorizando a renovação. 

Recebi comentários de duas pessoas da agência que achei um tanto quanto agressivos:

"Mas você precisa desse dinheiro para  fazer qual tipo de pagamento?" - é meu dinheiro e quem decide o que vou fazer com ele sou eu. Não o banco.

"É caso de vida ou morte? Não tem como esperar voltar na sua conta? Já foi feito a solicitação no departamento de capitalização. Agora é aguardar até 15 dias." - quem decide para que e o nível de urgência do uso do meu dinheiro sou eu. Não o banco.   

"Você pode fazer um crédito pessoal e nós reembolsamos os juros pra você." - sempre foi contra meus princípios pegar dinheiro emprestado e não é agora, por erro do banco, que vou fazer isso. Quem decide o que eu vou fazer, ou não, sou eu. Não eles.

Eu estou com raiva e angustiada porque eu fui enganada em vários níveis, porém essa situação me trouxe muitos aprendizados:

Fui uma das centenas de milhares de pessoas que tercerizou a responsabilidade de onde investem seu dinheiro e fui vítima do modelo de remuneração e metas dos gerentes de banco, aplicadas e apoiadas pelos grandes dirigentes e acionistas desses mesmos bancos.

Caí na armadilha dos títulos de capitalização Pé Quente do Bradesco, uma forma civilizada de roubar dinheiro dos leigos.

Quando eu tinha 18 anos, recém chegada no Brasil, morando sozinha,  fui ao banco e pedi ajuda. Coloquei-me com toda a minha ingenuidade para a gerente. Queria começar a investir em algo e ter um retorno depois de vários anos. Sabe o que ela me apresentou? Pé Quente Bradesco. Só posso imaginar quantas pessoas e famílias são levadas a esse tipo de produto, com retornos muito abaixo do mercado, por profissionais inescrupulosos guiados por incentivos de seus chefes, para empurrar produtos ruins e que exploram os desinformados... Até quando isso ainda vai poder existir?

Aprendizado 

Estou revendo minhas escolhas e avaliando para quem peço ajuda. Quero pessoas próximas que desejam genuinamente estar a serviço, sem outras agendas e sem metas a cumprir. Quero conviver com pessoas mais verdadeiras e ser tratada menos como número. 

Passei a querer saber onde o banco investe meu dinheiro. Então estou pesquisando mais sobre formas de investimentos para escolher opções que além de me darem um retorno, podem usar o dinheiro para construir um mundo no qual eu julgo ser melhor. 

Muitas vezes acabamos como vítima de metas dos gerentes dos bancos e de outras corporações que não fazem isso por mal... "Só estão fazendo o seu trabalho". A consciência deles fica limpa, porque eles estão fazendo o que foi pedido pelo chefe, mas não levam em conta os absurdos aos quais se submetem. É isso que mais me indignou.  

Qual é o custo de atingir metas apenas pelo status e pelo dinheiro? Será que vale oferecer produtos ou serviços que, no fundo, não beneficiam nem o indivíduo nem a sociedade?

É ético tirar vantagem de indivíduos e extorquir a sociedade para se beneficiar? 

A mentalidade nesse tipo de ação é egoísmo. "Quem importa aqui sou eu. Você se vira. Não é problema meu."

A falta de responsabilidade no processo todo me mostrou o quanto eu valorizo quando as pessoas se colocam como responsáveis. A falta de empoderamento, a síndrome da "departamentalização" joga responsabilidade para o outro como batata quente. 

Qual é o mundo que vamos criar com esse tipo de atitude?

Quero fazer escolhas por mais cuidado, honestidade e transparência onde as ações das pessoas sejam muito mais do que relações comerciais.

A forma que o banco me impactou foi muito negativa.

Porém enxergo que há duas relações que quero tratar:

A minha relação institucional com o banco e a minha relação, de ser humano para ser humano, com as duas pessoas que intermediaram essa relação institucional.

Como separar isso?

Diante da situação que eu me encontro, gostaria de provocar atitudes e sentimentos positivos para que todos se beneficiassem. Qual é a ação que vocês fariam para que o sistema todo ganhasse?

Peço ajuda porque eu realmente não sei o que vai gerar mais impacto positivo. Como eu deveria proceder? Alguém também já passou por algo semelhante e resolveu sem apelar e ficar no mesmo nível dos ofensores?''

Me sinto num processo de libertação e também num abismo

O que vou contar para vocês nunca na história do Programa Travessia aconteceu e é difícil pra eu expor isso.

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Pela primeira vez na história do programa, a 6a turma não tem nem 12 pessoas sendo que faltam apenas 9 dias para começar. Isso mexe muito comigo. Fico triste por que sei o quão potente é o processo. Já ajudou mais de 100 pessoas a criarem uma realidade onde é possível trabalhar fazendo o bem, amando o que faz e também ganhando dinheiro. Os Travesseiros enxergaram a sua potência e, cada um no seu tempo, coloca ela a serviço para resolver problemas reais. Essas pessoas repensarem suas prioridades na vida com o objetivo de criar uma relação de mais liberdade e autonomia no trabalho. Além disso criaram condições para ter um trabalho que traga mais felicidade, realização, prazer e propósito. Afinal, estamos vivendo uma crise de valores no país (e no mundo) então ressignificar o papel do trabalho, alinhar a os valores com a prática do dia a dia, ao meu ver é mais do que necessário.

Ver as pessoas terminarem o Travessia e usarem o seu tempo (de vida) a serviço do que faz mais sentido, me energiza e me realiza. Deixar de fazer isso me angustia. Disse no início do texto que é difícil eu dizer que a turma do Travessia não está fechando, justamente por que me coloca numa situação delicada, como se o programa não tivesse mais valor. Mas eu sei que isso não é verdade. 

Me sinto responsável pelo conhecimento que tenho e sinto necessidade de compartilhá-lo. Por isso, decidi que não vou deixar o Programa Travessia morrer.

Por isso, peço a sua ajuda que está lendo isso agora: faça essa mensagem chegar para quem precisa de ajuda para fazer uma transição e criar um trabalho com mais significado.

Depois de passar por uma experiência transformadora no Semente, um percurso maravilhoso durante uma semana, tive a oportunidade de conhecer o Dominic Barter que mexeu muito comigo e minhas crenças sobre a escassez e a abundância.

Resolvi abrir o Programa Travessia para qualquer pessoa participar em troca de uma contribuição consciente, ou seja, não é gratuito mas também não será cobrado um valor fechado. 

Confesso que não é fácil falar isso. Abrir o Programa Travessia para ser feito em troca de um valor monetário que cabe no bolso de cada pessoa, esbarra no meu medo da escassez mas também me abre a porta para acreditar na abundância. Estou sentindo como se estivesse pulando de um abismo. Mas confio que no final terá um colchão molinho para me acolher da queda. 

Vou oferecer o que sei fazer de melhor para quem quiser ser ajudado. Espero que quem precise receba essa mensagem.

Não quero que o dinheiro seja um impeditivo para as pessoas participarem, mas também não estou disposta a me onerar nesse processo. Gostaria de receber quem vai se comprometer com seu próprio processo e se dedicar para se sentir mais realizado. Eu só consigo ajudar quem quer se ajudar.

Há duas formas de participação

A turma 6 é presencial em São Paulo e começa dia 12/09 em São Paulo. Você pode saber mais sobre as datas e os temas aqui.

Já a turma 7 começa dia 13/09 e é online, dando a oportunidade para pessoas de outros lugares participarem.

Ambos tem 12 encontros semanais de terça-feira e quarta-feira respectivamente. Quem quiser se inscrever, é só acessar o link.

Agora vem o pedido:

Me ajude a espalhar para o máximo de pessoas possível para que chegue em quem está insatisfeito no trabalho em busca de mais felicidade, propósito e realização. Adorarei recebê-los no Travessia. Veja o link aqui: www.travessia.life

10 conselhos para uma pessoa insatisfeita com o trabalho

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Se a rotina não vai bem, segunda-feira é sempre um sofrimento, o cansaço não acaba nunca, algo precisa ser transformado. Abaixo, listo dez atitudes que podem ressignificar o dia a dia no trabalho e, assim, melhorar a qualidade de vida. 

1. Busque entender a sua insatisfação. Você se incomoda com o local, as pessoas, o propósito da organização ou com o que você faz? Busque observar o que é que tira a sua paz.

2. Mude algo em você! Isso certamente ajudará a mudar o todo. Entenda o que está no seu alcance para mudar. Veja o que pode fazer para conviver com pessoas de uma forma mais agradável, se for possível converse com seu chefe e peça para mudar aquilo que te incomoda.

3. Assuma algo que te dê prazer mesmo que não esteja no seu job description. Certamente você se sentirá mais energizado, para aguentar um pouco mais aquilo que não gosta.

4. Peça uma sessão de feedback. Assim entenderá mais sobre a sua performance e também poderá falar um pouco sobre aquilo que te deixa insatisfeito.

5. Seja protagonista e tome iniciativa. Nem sempre é possível ter espaço para mudar. Mas sempre há algo que você pode tomar as rédeas e fazer.

6. Se você realmente não se vê mais trabalhando nessa organização, se pergunte: por que eu ainda estou aqui? Lembre do motivo pelo qual vai trabalhar todos os dias. Esse é o significado que o seu trabalho tem para você.

7. Se deseja sair desse trabalho, e não sabe para onde ir. Não saia! Primeiro, saiba o que busca num trabalho. Depois, pense se vai querer empreender ou procurar um novo emprego.

8. Procure um emprego! Primeiro pense em que empresas compartilham da sua visão de mundo dos seus valores e seu propósito. Quando você cria uma ponte de identificação com a organização, fica muito mais fácil se motivar e por consequência se dedicar nas tarefas a serem executadas.

9. Empreenda! Mas lembre de fazer isso desde que faça sentido. Coloque seus talentos e paixões a serviço de uma causa com a qual você se identifique. Contribua para construir a realidade que você quiser viver.

10. Faça o Programa Travessia! Em 12 encontros semanais você vai poder planejar a sua transição para um trabalho com significado.

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Os 4 mitos em torno da transição profissional que paralisam as pessoas

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Escuto muitos temores das pessoas em relação a mudanças na carreira. Resolvi, então, selecionar algumas crenças que não são verdades absolutas e precisam ser repensadas. 

- Cargo é sinônimo de felicidade

A gente está saindo da era de cargos e buscando cada vez mais a atuação em funções – menos profissões e mais atividades. Felicidade é sinônimo de satisfação e autorrealização, não de status. Ter um cargo é ter status e isso não traz felicidade. Então, busque entender quais são as funções que você gostaria de exercer a partir dos seus talentos e formas de aplicá-los. Isso pode te trazer mais felicidade que um cargo!

- Trabalho fixo é sinônimo de tranquilidade

Pode parecer tranquilo ter um trabalho, encerrar o expediente às seis da tarde e não pensar mais a respeito. Trabalho fixo é sinônimo de estabilidade financeira, mas não necessariamente emocional. Além disso, não pulverizar a renda, concentrando toda a segurança em um único trabalho, pode dar uma sensação de segurança, mas não elimina a possibilidade de demissão. A maior estabilidade está em se ancorar em si mesmo, não em uma organização.

- Fazer o bem e ganhar dinheiro são antagônicos

Fazer o bem e ter impacto positivo é possível em qualquer setor ou indústria. A questão é saber qual é o tipo de impacto que você quer causar e compreender que fazer o bem não é fazer caridade ou assistencialismo, mas melhorar a vida de alguém. Fazer o bem e ganhar dinheiro são equivalentes e, na minha opinião, são a única opção. O caos já está instaurado e cada um precisa fazer a sua parte resolvendo problemas reais, ganhando dinheiro para conseguir sobreviver e agir em prol dos outros.

- Empreender é para quem é criativo

Eu acredito que criatividade é algo nato de todo o mundo. Todos temos este potencial que pode se tornar uma habilidade. A questão é se permitir a olhar para novos mindsets e conceitos a respeito de alguma coisa. Empreender acaba sendo estigmatizado para quem é criativo, mas na verdade é para qualquer um que tenha condições, principalmente as de tomar as rédeas da própria vida e se responsabilizar pelos seus próprios atos. 

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MEU PRÓXIMO CURSO É O TRAVESSIA, NO DIA 4 DE SETEMBRO. VOLTADO PARA PESSOAS QUE DESEJAM PENSAR NOVAS POSSIBILIDADES PROFISSIONAIS E FAZER UMA TRANSIÇÃO DE TRABALHO. PARTICIPE!

10 lugares para quem está cansado do ambiente corporativo e quer "abrir a mente"

Quando a gente passa muito tempo no mundo corporativo, acaba convivendo muito com pessoas específicas, seus hábitos, assuntos, dinâmicas, etc. Para quem está no período de transição profissional, é de extrema importância começar a acessar outras realidades, não só de trabalho, mas de espaços de lazer e vivências. Na semana passada, fiz uma enquete na minha rede, onde pedia recomendações de lugares "para abrir a mente". As respostas foram diversas e eu reuni algumas neste post. Caso tenha alguma sugestão, me mande! :)

1. Google Campus

2. Escola Schumacher

3. Happy hour no Impact Hub

4. Terra Luminous

5. Núcleo de Estudos do Futuro

6. Festival Path

7. Eventos do Couchsurfing

8. Nasala

9. Espaçonave

10. Encontros de Comunicação Não-Violenta

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Participe do workshop Reset, focado na identificação dos sinais da insatisfação até os primeiros passos da mudança! Acontece no dia 31 de agosto. 

Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia, que começa em 4 de setembro. 

Travessia: perguntas e respostas sobre o curso

No próximo dia 12 de setembro, inicio mais uma turma do Travessia, um curso voltado para pessoas que buscam realização profissional e impacto positivo no mundo por meio do trabalho. Neste post, esclareço alguns pontos sobre o programa e suas possibilidades.

Para se inscrever, clique aqui

Qual é o foco do curso?

O foco é alinhar o que o participante gosta de fazer com o que o mundo precisa - resolver problemas, fazendo o que gosta.  Após esse alinhamento é feito um plano para conseguir, na prática, realizar isso.

- Para participar, preciso saber exatamente o trabalho que quero desenvolver?

Não. Saber que existe um incômodo já é suficiente. O intuito do Travessia é ajudar a esclarecer e organizar os pensamentos e estruturar um caminho de ação. Sua metodologia é feita em etapas justamente para que, ao fim dos 12 encontros, o participante tenha construído seu plano de carreira. As três etapas são: um mergulho na própria história; projeção do futuro desejável e planejamento de transição. 

Na primeira etapa, é feito uma busca, através de um resgate biográfico, pelos talentos, paixões e valores afim de entender quais recursos internos gostaria de colocar disponível para o mundo. 

A segunda etapa tem o foco em sonhar o futuro desejável. Entenderemos as ambições do participante e o futuro que deseja deixar para as futuras gerações. 

A terceira etapa é a parte mais prática onde é feito uma análise dos possíveis caminhos a seguir. Depois é elaborado um plano com metas claras e formas de conquistá-las. 

- Qual é o diferencial do programa?

Trabalho com base na Antroposofia. Em comparação ao Ser.Vir, por exemplo, que tem como foco o autoconhecimento, o Travessia tem o mote na ação concreta, ainda que trabalhe muito a partir da biografia individual. Um dos diferenciais também é o olhar para a economia colaborativa e criativa, que tem como objetivo buscar formas não convencionais para resolver problemas reais. 

 

- Qual é o perfil dos participantes?

Já tive participantes de 18 a 65 anos. Não é voltado a nenhuma idade específica, mas feito para pessoas que buscam realização profissional e impacto positivo através do trabalho - seja pra quem nem começou a trabalhar ainda ou para quem está se aposentando e quer se reinventar.

São pessoas que na maioria dos casos buscam autonomia e liberdade. Elas geralmente querem sair das grandes corporações, seja para migrar para empresas menores ou empreender. Há também pessoas que já empreenderam e se vêem reféns do próprio negócio. Elas vêm das mais diversas áreas: comunicação, moda, direito, recursos humanos, psicologia. Estar num grupo multidisciplinar ajuda a aumentar os pontos de vista sobre o mesmo problema. 

 

- Em grupo ou individual - que é a melhor opção para o meu caso?

Os dois têm seus pontos fortes e específicos. Em grupo, há a possibilidade de trocas e aprendizados a partir da experiência alheia. Além de ser criada entre as pessoas do grupo uma rede de apoio para, inclusive, momentos posteriores ao curso. Sempre uso a imagem da equipe de corrida, com pessoas que se unem em torno de uma causa comum para trocarem motivação, experiências e apoio. Parece mais fácil correr em grupo, que sozinha, não?

Ao mesmo tempo, os encontros individuais permitem que o participante se aprofunde nas questões que são mais sensíveis a ele e pode fazer o programa no seu ritmo. É um processo mais personalizado.

A minha sugestão é o processo hibrido, de forma a seguir os encontros em grupo e acrescentar sessões individuais a partir da necessidade.  

 

- Como são os encontros em grupo?

Cada encontro é divididos em 3 grandes momentos. Primeiro: uma apresentação do tema do dia (exemplo: aprendendo a monetizar seu trabalho com significado). Segundo: exercício individual sobre o tema e divisão do grupo em duplas ou trios para a discussão. Terceiro: plenária para compartilhar os aprendizados. 

Saliento que não é terapia. É um processo de autoconhecimento e planejamento de carreira e estilo de vida. Aqui, não olhamos para o passado de forma a resolver seus problemas, mas para compreender e trabalhar o presente e o futuro. 

 

- Quero muito fazer mas não tenho condições de financeiras. TEm alguma forma de eu participar?

Sim! Que a forma de pagamento não seja um impeditivo. Se quiser fale comigo para facilitar as formas de pagamento. Também há a possibilidade de pensarmos numa troca. Mande um email para mim contando do seu caso e me faça uma proposta de permuta.

 

- É possível fazer reposição, caso eu não possa participar de algum encontro?

O conteúdo trabalhado é disponibilizado. A palestra inicial fica gravada e os materiais são oferecidos impressos ou online. A pessoa também pode fazer a reposição com um encontro individual (pago).

 

Inscreva-se!

 

Veja o depoimento de pessoas que participaram do programa e assista ao vídeo para conhecer um pouco mais. 

 

No próximo dia 31, ofereço o workshop Reset, uma vivência de 3h SOBRE TRANSIçÃO DE CARREIRA. Lá poderá entender como funciona a dinâmica do trabalho ALÉM DE SER uma ótima oportunidade para quem quer conhecer mais o Travessia ou não pode participar do curso inteiro. 

 

Camila Haddad fala sobre movimento colaborativo no Realidade Paralela, na segunda (7)

Quando estamos em transição, enxergamos as coisas bem nebulosas - tudo fica confuso e parece difícil vislumbrar um novo caminho a ser traçado. Isso acontece porque a gente sabe que existe outros meios e formas de caminhar, mas não sabe quais e onde procurar outras realidades que não a que estamos vivendo. 

O Realidade Paralela é uma série de entrevistas que tematizam realidades não convencionais nas formas de trabalho. A ideia é mostrar diferentes modos de criar e gerir organizações, além de como se posicionar com mais autonomia e liberdade. 

Max Noland Shen foi o convidado de estreia para falar sobre sua experiência com a publicidade desde seu período em multinacionais e agências, até a criação de algumas organizações em rede, como a Dervish. 

Os episódios acontecem ao vivo e online, para que pessoas de qualquer lugar do mundo possam participar e enviar suas perguntas. 

A próxima convidada é Camila Haddad, fundadora do Cinese e estudiosa da economia colaborativa no Brasil. Em seu mestrado, pesquisou a confiança como elemento central do movimento colaborativo. Segundo ela, a colaboração é cada vez mais parte de uma transformação fundamental da sociedade, por isso fundou em 2012 a plataforma que possibilita que qualquer pessoa divulgue e faça a transação financeira de seus cursos, de forma online. 

Para participar, cadastre-se, e receba o link para a live. É gratuito!

Cursos e Encontros que recomendo para quem está em Transição

Cursos e Encontros que recomendo para quem está em Transição

Quando a vida não está fazendo muito sentido precisamos explorar alternativas diferentes. Sair da “caixa” e enxergar outros pontos de vista traz novas perspectivas para a sua situação. Albert Einstein já dizia “Não podemos resolver nossos problemas usando o mesmo tipo de pensamento que criou esses problemas.”

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Fazer cursos e encontrar pessoas diferentes foi um passo importante na minha transição e por isso compartilho com vocês alguns que eu acho interessante. Listei cursos das áreas de empreendedorismo e autoconhecimento que eu já participei ou que conheço e confio.

Espero que você goste! ❤

Encontros

Fuck up Nights

Criado em setembro de 2012, no México, o FuckUp Nights começou como um desabafo no bar entre amigos e hoje o evento já é realizado em +80 cidades em +30 países como Índia, Estados Unidos, Espanha e Colômbia.

Em uma noite leve, é compartilhado histórias de fracassos e celebrado os aprendizados dos erros. Há sempre uma dinâmica inicial para você ver que não está sozinho nos fracassos…e depois uma apresentação de três convidados mais do que especiais que compartilham uma de suas histórias de fracasso. O próximo em São Paulo será dia 28 de julho! Se inscreva aqui.

Base papo

A Base Colaborativa é um espaço, um grupo, uma associação, um movimento. Pode chamar do que quiser. A verdade é que ela é a tentativa de fazer com que pessoas que estão mudando o mundo e pessoas que querem fazer parte desse movimento se conectem. Conectem uns com os outros, conectem com a realidade, com novos conceitos e novas inspirações. Além disso, a Base se autodenomina uma escola, que quer aprender com quem já esta fazendo. Toda quarta-feira tem o “Base Papo” com pessoas renomadas que contam suas experiências e ideias que merecem ser compartilhadas e depois tem um bate papo com os convidados. Acompanhe a página no facebook para saber quem são os convidados dos próximos encontros.

Hoffice

O Hoffice tem tudo a ver com o conceito de economia colaborativa e pode ser definido como um coworking gratuito ou uma reunião de profissionais de diferentes empresas e áreas em um mesmo lugar, sem intenção de lucro, com o objetivo de compartilhar o espaço e trocar ideias e experiências. É considerada uma rede para todos com flexibilidade que necessitam de espaços de trabalho criem uma atmosfera de trabalho em locais diferentes, como a casa ou o escritório de alguém. Entre no grupo do facebook e veja quando e onde será o próximo encontro!

Conversas de impacto

É um ótimo evento para conhecer pessoas interessadas em fazer uma mudança com impacto positivo na sociedade. O evento é mensal e realizado pela Vox Capital. Um encontro informal de convivência para conectar com pessoas que compartilham o desejo real de mudança. E que fazem acontecer, claro! Cada mês um tema é abordado. Para saber mais sobre as próximas edições acompanhe a página do facebook.

Impact Hub

Uma comunidade de empreendedores presente em mais de 80 cidades do mundo com pessoas inspiradoras e oportunidade de trabalho e negócios. Com duas unidades em São Paulo, contam com uma gama de eventos para você conhecer pessoas e aprender novas habilidades. Quando eu estava num processo de mudança, foi essencial participar para aumentar a minha rede, conhecer um universo novo e me conectar com pessoas mais alinhadas aos meus valores. Saiba mais sobre o Impact Hub e suas formas de participação.

Cursos

Ninho dos escritores

Escrever é uma forma de se conhecer melhor e explorar alguns temas latentes. É um projeto voltado para pessoas que desejam escrever, encontrar outros escritores e construir uma comunidade de pessoas que possam contribuir umas com as outras. É um projeto sem professor, mas não sem guia. É colaborativo e todos têm voz e espaço para manifestar o que sabem e o que desejam saber. São propostos exercícios semanais com críticas individuais e coletivas, pautando as discussões sobre os temas que estiverem mais latentes na escrita do grupo. Deixe seu email nesse link para receber a newsletter e saber quando será a próxima turma.

Germinar

O Programa apresenta ferramentas para o desenvolvimento social e considera a pessoa como o centro desta transformação. ao

Depois da formação é percebido indivíduos mais conscientes, com autopercepção de si e isso tem reflexo em seus entornos imediatos, relações de trabalho, família, amigos e comunidade. O diferencial do programa está em estimular a vontade de trabalhar e aprender em grupo. Há turmas em diversos estados do Brasil e na América Latina. Entre nesse link para ver quando será a próxima turma perto de você!

Art of hosting

É chamado de Arte de Anfitriar, porque é uma arte tornar-se hábil em ajudar a nós mesmos e os outros a funcionarmos bem juntos, especialmente nestes tempos de crescente complexidade. Arte de Anfitriar combina um conjunto de poderosos processos conversacionais para convidar as pessoas a agir e lidar com os desafios que encontram. Grupos e organizações que usam a Arte de Anfitriar em suas práticas de trabalho relatam melhorias no processo de tomada de decisão, bem como processos mais eficientes e eficazes de desenvolvimento de capacidades, e uma maior capacidade de responder rapidamente às oportunidades, desafios e mudanças. Infelizmente não sei quando será a próxima turma no Brasil, mas fique antenado nesse link.

Criando o meu Manual de Identidade Digital

Todo mundo que quer ter mais autonomia e liberdade, na minha opinião, precisa saber usar as mídias digitais a seu favor para se tornar relevante. Isso é possível ao se posicionar e expressar a sua autenticidade. Os dois primeiros encontros são voltados para o autoconhecimento e os dois últimos encontros são voltados para o posicionamento e expressão, usando a internet como plataforma base. O curso foi feito para quem não sabe por onde começar e precisa de auxílio para se comunicar com quem precisa de você. Saiba mais no site da Mayara Castro.

Seu site feito por você

Eu acredito que todo mundo deve ter uma “casa online” para se expressar no mundo. Fazer o meu próprio site foi um processo de autoinvestigação e continua sendo a medida que mexo nele. Eu aprendi a fazer meu site sozinha no squarespace mas eu adoraria ter tido uma ajuda incial. Por isso recomendo tanto esse curso de dois dias com a Mari Pelli ! O Squarespace é uma ferramenta para criar e administrar lindos projetos com autonomia, sem depender de especialistas. O próximo workshop em São Paulo acontece dia 6 de agosto! Saiba mais nesse link.

Launch

Um curso online que recomendo muito. Tem ótimas dicas para dar vida à sua ideia e lançar seu projeto significativo. O curso conta com conteúdos em vídeo, ferramentas em PDF, missões online e uma comunidade para trocar experiências. Você pode adquirir o curso pelo valor que achar justo e pode fazer a hora que quiser! É só baixar o material nesse link!

Líder de si

É considerada uma escola de autoconhecimento e autodesenvolvimento com um encontro por mês durante um ano. O objetivo é ajudar o indivíduo a realizar sonhos e projetos de vida, baseados no protagonismo adquirido da própria biografia. Tudo isso, através da formação de vínculos de afeto, de alegria, de espaços de compartilhamento e do senso de comunidade. Atuam a partir da Antroposofia, uma ciência espiritual capaz de transformá-lo em agente da própria história e lhe dar autonomia sobre suas decisões e sobre seu futuro. A próxima turma em São Paulo começa dia 6 de agosto! Saiba mais aqui.

O que sua vida diz pra você?

Um workshop de dois dias que passa pelos ciclos da vida para compreender em que lugar da caminhada você está. Ter um vislumbre de sua vocação, de sua missão de vida e de seus anos sagrados (30 aos 33 anos) é uma oportunidade para integrar e tomar consciência de sua caminhada na vida. Usando a metodologia biográfica baseada nos conceitos da antroposofia. Se você quiser entender mais, fale com a Karina Schmidt nesse email ou no facebook.

Curso Florescer

É uma alternativa para mulheres empreendedoras, que precisam de uma pausa no tempo, conectar-se consigo mesma e realinhar os ponteiros. O curso acontece durante um final de semana, em um chalé charmoso em Campos do Jordão — SP em pleno contato com a natureza. É trabalhado o autoconhecimento e o autodesenvolvimento através de estudos baseados na Antroposofia. A próxima turma será do dia 2 a 4 de setembro! Saiba mais nesse link.

Travessia

Claro que não poderia deixar de falar do Programa Travessia que desenhei especialmente para ajudar a elaborar um plano de transição para quem quer criar um trabalho com significado e deseja viver a sua autenticidade. O programa tem 12 encontros presenciais e começa dia 14 de setembro em São Paulo! Saiba mais nesse link.

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O processo criativo para escrever meu manifesto

O processo criativo para escrever meu manifesto

 

Queria escrever um texto que me relembrasse todos os dias do que eu valorizo na vida, uma declaração do que desejo viver no dia a dia, para me lembrar do que é realmente importante para mim.

Queria escrever um texto que me orientasse nos momentos de dúvida no momento de tomar uma decisão.

Já que a atividade dessa semana, no desafio 9 semanas, é extrair seus valores, a partir de um resgate biográfico, e pontencialmente escrever seu manifesto. Então compartilho com vocês o meu processo criativo e meu manifesto.

 

Meu processo criativo

Como eu estudo antroposofia e sei da importância da nossa história de vida, decidi fazer um mini resgate biográfico temático. Mapeei as decisões mais importantes, relevantes e difíceis que tomei na vida para entender quais eram os valores que moravam por trás das decisões tomadas. Sempre quando tomamos uma decisão, estamos dizendo sim para algo. E foi essa investigação que eu fiz. Se você quiser fazer também, se inscreva no desafio 9 semanas.

Depois de chegar numa lista de valores, refleti se eram exatamente aqueles que eu gostaria de levar adiante ou se algum poderia ser descartado e outros adicionados. Quando consegui criar a lista dos valores que eu realmente não queria abrir mão, e que gostaria de cultivar no futuro, decidi criar um “dicionários” dos significado de cada um deles. Dei uma definição de um ou duas sentenças para cada valor. Afinal cada um atribui o sentido que quiser e queria deixar mais claro o significado que cada valor tem para mim.

Uma vez com as definições dos valores, estava pronta para criar meu manifesto. Eu fiz como se eu, com 90 anos estava conversando comigo me dando conselhos. Aproveitei para sublinhar os valores para eu me lembrar do que estava em jogo.

Leio esse texto principalmente quando estou indecisa precisando tomar alguma decisão.

Meu Manifesto

A vida é muito curta para ser desperdiçada então não se dê o luxo de gastar tempo fazendo o que não importa.

Empreenda a vida e crie seu próprio caminho honrando quem e o que veio primeiro.

Conecte-se com o sentido da vida, com seu entorno e com o planeta. Volte para dentro e lembre-se o que veio fazer aqui e agora.

Esteja alinhada com a sua missão de vida e ao da humanidade: evoluir.

Ocupe seu lugar e disponibilize o lugar que você está ocupando para quem é responsável por ele.

Crie um trabalho com significado, não espere ele bater na sua porta. Alinhe sua missão com a sua ação.

Seja autêntica e coloque a serviço sua contribuição única. Ninguém poderá fazer isso por você.

Desenvolva uma visão sistêmica para fazer escolhas conscientes do impacto que você causa no seu entorno e na sociedade.

Faça o que você ama sem deixar de resolver problemas reais do mundo

.Não trabalhe por dinheiro. Trabalhe pelo trabalho de melhorar o mundo, principalmente o seu entorno. Se isso for genuíno, fará sentido para os outros e você será reconhecida por isso.

Comece dando o que você precisa e você receberá o que necessita.

Confie na sua intuição e incorpore seu poder pessoal.

Coloque o Ter a serviço do Ser. Não se apegue a formas, só a essência. Flua mais. Não sofra com mudanças, ela é o que tem de mais estável na vida.

Tenha um estilo de vida com propósito. Deixe um legado.

Tenha discernimento para tomar decisões baseados nos seus valores de vida e no que é prioridade. Busque a coerência entre seu pensar, seu sentir e seu querer.

Ajude a criar um senso de comunidade distribuindo poder e aumentando o acesso a bens e ao conhecimento.

Colabore para cocriar caminhos e cultive relações verdadeiras. Esteja perto de quem quer criar um futuro parecido com o seu.

Busque sempre ter um novo olhar para enxergar o mundo e a vida de outras formas. Leve em consideração outros pontos de vista.

Desenvolva autonomia e busque a autosuficiência, consciente da interdependência.

Não separe. Integre. Siga o caminho do meio.

Concretize sonhos que você se sentirá realizada.

Sonhe com a sua visão de futuro e a transforme em realidade. Foque no futuro e esteja presente no agora.

Tenha disciplina, por que ela liberta.

Esteja sempre em movimento, independente do que acontecer. É isso que gera vida.

Seja responsável e tenha maturidade para responder com consciência a tudo que vier na sua direção.

Opte por qualidade versus quantidade.

Prazer é uma premissa para viver com leveza.

Viva a vida alinhada com a sua verdade. Só a sua.

Faça da felicidade a trajetória.

Crie uma família com todo seu amor e dê tempo de qualidade.

Seja protagonista da sua vida e não aceite nada menos que do que o incrível.

Lembre-se que a simplicidade é o grau máximo da sofisticação.

Saia da sua zona de conforto, busque ir além. Terão momentos difíceis mas não desista. Vale a pena. Quem não arrisca não petisca.

Tudo dará certo se você tiver garravontade e amor para fazer a diferença enquanto tiver vida.

Te incentivo a fazer o seu manifesto. Aproveite e deixe bonito visualmente e enquadre, como o Holstee Manifesto fez. Coloque em um lugar estratégico na sua casa que você vai ler todos os dias para te relembrar do que é realmente importante na sua vida.

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Essa é uma das atividades que fazemos no Programa Travessia com 12 encontros para ajudar a criar um trabalho com significado a partir do que cada um tem de mais autêntico.

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Por que temos tanto medo de mudar?

Por que temos tanto medo de mudar?

Como já disse o filósofo Heráclito, "ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo". Somos seres mutáveis, estamos sempre nos transformando. Então por que será que quando temos ciência desses momentos, seja por uma pequena ou grande mudança, uma das primeiras sensações que vem é medo? Por que há tanta gente insatisfeita com o trabalho e simplesmente não muda? A resposta está no nosso entorno. 

A sociedade em que vivemos preza por status fama e glamour. É mais importante ser rico que ser feliz, de acordo com o senso comum. Por isso, esses indicadores de sucesso ficam no nosso radar e podem acabar amarrando a vontade de mudar, causando medo e paralisia. 

Vivemos um momento de muitos dilemas e muitas polaridades. A pressão externa indica que o melhor a fazer é seguir um caminho já conhecido, enquanto a pressão interna diz para seguir o coração. 

Quando vendi meu carro, as pessoas lamentavam como se fosse uma perda, enquanto que pra mim significava uma mudança de estilo de vida. Me fez pensar que, por mais que os nossos valores mudem, o entorno ainda valoriza outras coisas, o que pode fazer com que duvidemos das nossas próprias decisões e sintamos medo – do que as pessoas pensam, do que vai acontecer, de não achar a melhor forma, da frustração.

Quando temos uma atividade ativa, tomamos as rédeas da própria vida e isso nem sempre e confortável. Não esperar o chefe falar o que é preciso fazer, ou que chegue uma promoção para mudar de cargo, pode ser duro. Não há ninguém dando respostas ou ordens, você é responsável pelas próprias escolhas e não tem mais a quem culpar. Ocupar esse lugar exige maturidade e pode ser um caminho a ser preparado.

A sugestão é dar pequenos passos, com uma rede de apoio que acredita e valoriza as mesmas coisas que você. Se colocar num lugar de eterno aprendiz te ajuda a mudar de rota se for necessário e aprender com tudo o que você fizer.

A primeira etapa começa com a identificação dos medos. Entender o que é que precisa cuidar ao fazer a transição. Por exemplo: tenho medo de não ter uma estabilidade financeira. Então a primeira coisa que eu vou cuidar é isso, depois seguir com outros objetivos.

Quando a gente tem medo, aparecem as nossas sombras. E as nossas sombras são nossos talentos em demasia. Use seus medos a seu favor e transforme-os em objetivos pra serem alcançados na transição.

Na antroposofia podemos dividir o ser humano em três – pensar, sentir e fazer. No âmbito do pensar, criamos ideias, crenças e convicções. No âmbito do sentir, desenvolvemos valores, sensações e auto-estima. No âmbito do querer ou do fazer, desenvolvemos hábitos, rotinas e capacidades. Todas essas coisas precisam ser levadas em consideração quando queremos fazer uma transição.

Dúvidas

O que fazer, quando você tem dúvidas do caminho a seguir? Experimente novas possibilidades, pesquise referências, leia sobre o assunto. Conheça outros temas e principalmente invista no autoconhecimento. No âmbito do sentir, quando nos sentimos inseguros e com medo do desconhecido, rejeitamos ou criamos uma antipatia e não aceitamos fazer a transição, por mais que racionalmente faça sentido. Neste caso precisamos desenvolver confiança.

Confiança

Então o que fazer para desenvolver confiança? Coloque em perspectiva o seu momento e entenda a sua história. Se aproprie dela e faça movimentações de teste. Peça feedback e pergunte o que você faz que os outros não fazem. Mapeie os momentos de pique e performance na sua vida, ou seja, os momentos em que você mais entregou e teve impacto – seja por reconhecimento externo ou por auto realização. 

Se liberte!

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Participe do workshop Reset, focado na identificação dos sinais da insatisfação até os primeiros passos da mudança! Acontece no dia 31 de agosto. 

Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia, que começa em 4 de setembro. 

Para ter um trabalho com significado, não é preciso ter uma ideia genial; é preciso acreditar em si mesmo

Esqueça a ideia que para empreender é necessário ser criativo. Às vezes, presas nesta ideia, as pessoas deixam de investir em uma ideia ou partem para uma franquia, na vontade de tocar um negócio. Mais que criatividade, o importante mesmo é saber reconhecer os próprios talentos e entender como empregá-los na área desejada.

Para começar, é importante se perguntar qual é a necessidade do mundo que você quer sanar. E talvez isso seja mais fácil do que você imagina. Olhe pra sua própria necessidade, o que te faz falta neste mundo?

A Miri Stock, que participou de um do Programa Travessia, sentia a necessidade de trabalhar o seu feminino através do prazer. Percebeu que isso era uma questão para muitas outras mulheres e criou o Prazerelas, projeto que visa empoderar mulheres por meio de sua própria sexualidade.

Empreender não acontece de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. É necessário se identificar com a causa, até para conseguir enfrentar os momentos de dificuldade que irão surgir. Sem uma afinidade com o projeto, fica mais fácil desistir que tentar se reerguer. 

Por isso que digo que autoconhecimento é fundamental para criar um trabalho com significado, seja empreendendo ou não. Iniciar um negócio nem sempre é a melhor opção, e se você conhecer seus incômodos e prazeres, vai saber o que fazer, onde investir - pode ser dentro da própria empresa de atuação. 

Pergunte às pessoas pelo que elas te reconhecem, compartilhe sua ideia e peça feedback. Para isso não é preciso que o projeto esteja perfeito e "redondinho", isso vai acontecer com o tempo e conforme for amadurecendo. Acredite!

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Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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As crises são boas porque elas abalam o nosso mundo

Você já ouviu que “depois da tempestade sempre vem a calmaria”? Pois é, por isso tendo a crer que as crises são as melhores coisas que podem existir em nossas vidas. Isso porque elas nos deixam expostos ao inusitado, nos obrigam a sair da zona de conforto e a estarmos porosos à inovação.

Na antroposofia, como já disse, dividimos a vida em setênios. E o que marca a mudança entre elas são elas mesmas, as crises. Isso mesmo! Vou falar sobre as principais, relacionadas ao trabalho.

Aos 21 anos, sofremos a crise da identidade, na qual a gente se pergunta quem somos, o que viemos fazer. Estamos em busca de compreender o nosso próprio ser, se fazendo diferente dos nossos pais.

Aos 28 anos, temos a crise dos talentos, que é um momento onde a gente já adquiriu uma certa experiência de trabalho e aí se pergunta: “No que de fato sou bom?”. Já percorremos um caminho de experimentação e chega um momento de escolha no que é preciso se aprofundar. É hora de colocar em xeque tudo o que faz e muitas vezes seguir por um caminho diferente do que vinha fazendo ou se comprometer e focar no que tem sido feito.  

Entre os 35 e 40, acontece a crise da autenticidade, quando já foi percorrido um caminho profissional sólido. Já trabalha em algo que é reconhecido, mas não necessariamente sabe o seu lugar único no mundo. Começa uma busca do lugar verdadeiro, para viver de acordo com a essência e os valores. As obrigações começam a ser questionadas.

Dos 40 em diante, começa a despertar a vontade de transmitir aos outros aquilo que já foi aprendido, de forma a doar os frutos mais maduros e retribuir à humanidade por tudo aquilo que ganhou. É comum, nesta fase, as pessoas saírem das organizações, para trabalhar com projetos sociais.

Fique tranquilo e continue a caminhada! Saber dessas crises pode te ajudar a se localizar e compreender que elas fazem parte da vida e são importantes. É durante os momentos mais difíceis que temos acesso às nossas sombras. Podemos encará-los como uma oportunidade de olhar para o que há de fragilidade e transformá-las em fortalezas.

Se quiser entender mais sobre as diferentes fases da vida e sobre a sua própria biografia, conheça o Programa SerVir ou então o Programa Travessia para te ajudar a fazer uma transição para um trabalho com significado baseado na sua biografia. 

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Por que separamos vida profissional de vida pessoal?

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Herdamos da revolução industrial a necessidade de ser quase uma máquina que produz incessantemente, ignorando necessidades pessoais. Assim se mantém o sistema a que estamos submetidos. Então, muitas vezes as pessoas encaram o trabalho como algo onde não é permitido mostrar sentimentos e emoções.  Muitas vezes é preciso agir de uma forma completamente diferente de quem se é.

Ao meu ver, é impossível um trabalho com significado se não houver a quebra dessa barreira que divide as duas coisas.

Recentemente fiz a pergunta: "O que significa a trabalho para você?". Algumas respostas foram:

Trabalho pra mim é um local/ação que eu aprendo coisas novas todos os dias, da maneira que esse conhecimento se apresentar e no final tenho um sentimento de satisfação/propósito. – Nathan Parada

‘Aquela parte chata da vida que proporciona aquelas coisas legais da vida” – Beatriz Izzo

“Vida, fluxo, complemento, meio para um fim/propósito.” – Mari Viana

TRABALHO = DIGNIDADE?

Acho estranho que passado tanto tempo e diante de tantas revoluções, aquele pensamento antigo se mantenha, onde a dignidade se faz do trabalho suado. Se já o nome, com raíz do latim, carrega as marcas de um objeto de tortura da antiguidade, tripalium, já deveria ter sido ressignificado.

Pelo contrário, temos a mania de valorizar o que é referente a trabalho e desmerecer o que é lazer ou cuidado pessoal. Quantas vezes as pessoas não justificam faltas em compromissos por causa de trabalho. E se é trabalho, está tudo bem! O mesmo se faz do contrário, quando só aceitam algo se for por esse motivo. Até quando?

Uma participante do workshop Reset que ministrei no mês passado, contou que numa mesma época perdeu o pai, o emprego e mudou de casa. Quando as pessoas se dirigiam a ela só perguntavam quando voltaria a trabalhar.

TRABALHO VIROU OBJETO DE STATUS E ESCUDO E DESCULPA PARA NÃO LIDARMOS COM OS SENTIMENTOS – OS NOSSOS E OS ALHEIOS.

Resta saber o quanto cada um de nós está realmente a mudar essas crenças. Cabe a nós começar a fazer essa mudança e introjetar dentro de nós. Responder diferente do que é dito e posto. 

Quando eu falo sobre trabalho com significado, é algo que gere remuneração sim, pois é necessário, mas que esteja intimamente ligado ao que se é individualmente – o propósito, a história de vida de cada um, os talentos, etc. Por isso está totalmente ligado ao pessoal e ao autoconhecimento. Falo sobre isso num próximo post.

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Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

Por que temos que viver dentro de formatos?

Já me perguntaram por que não uso a palavra coach pra me denominar. A resposta é: eu não caibo dentro deste termo. Na verdade, eu não me encaixo em nenhum. Coach diz respeito a uma das formas que eu posso oferecer para exercitar o meu propósito, relacionado ao desenvolvimento da autonomia. Então, por que me fechar em uma palavra, sendo que eu também facilito eventos, fotografo, administro um espaço, dou consultoria e e outras coisas mais?

A vida inteira somos estimulados a ocupar caixas, mesmo sem saber a que de fato servimos dentro delas. Somos reconhecidos mais pelos formatos que pelos propósitos, então não importa se somos felizes como médicos, engenheiras, atrizes, arquitetos, mas se temos o título.

Por isso o vestibular é algo tão grandioso por aqui. É o momento onde escolhemos o que vamos fazer para o resto de nossas vidas. Será? A gente já saiu da era das profissões e passamos aos seres multifacetados onde exercemos diversas atividades com funções distintas. Uma maneira muito mais liquida e maleável. Ancoramos a nossa carreira no propósito e não mais no formato. Zigmund Bauman fala que estamos sempre mudando de forma – assim podemos exercer todos os nossos potenciais e habilidades em prol de um propósito. Muitas vezes isso pode ser visto como falta de foco, mas acredito que podemos, sim, nos dedicar integralmente com todos nossas habilidades. 

Ao ter consciência sobre o propósito individual, fica mais fácil encontrar um jeito de amarrar todos os interesses, habilidades, talentos e paixões em alguma ou algumas atividades. Quando há essa clareza, é possível compreender  a causa que deseja dedicar-se integralmente.

Gostaria que as pessoas se apresentassem cada vez mais como elas podem ajudar pessoas, qual é a bandeira que elas levantam e aí usar isso em favor das atividades que vão executar. Não o contrário.

Isso ajudará também no momento em que a "caixa" ocupa  ou profissão que exerce passa a não fazer mais sentido.

Quanto mais as pessoas são reconhecidas pelo propósito que elas querem dedicar a sua vida, ou seja, pela realidade que elas querem criar mais fácil é para fazer mudanças no trabalho.

Já o oposto não é possível. Quando se muda de profissão sem que haja um reconhecimento da nova habilidade que quer se firmar,  a transição pode ser mais dolorosa.

Como gastamos muito tempo da nossa vida trabalhando,  que tal ter clareza da diferença que quer fazer?  

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3 Hábitos que mudaram minha vida

3 Hábitos que mudaram minha vida

Simples ações diárias que transformaram a forma como me relaciono com o mundo.

1 — Colei no chuveiro a frase “Eu sou responsável por tudo que me acontece sem exceção”

 

Toda vez que eu vou tomar banho reflito sobre essa frase. Eu comecei a perceber que culpar os outros já não era uma alternativa, muito menos terceirizar a minha responsabilidade perante as situações que não me satisfaziam. Se tem algo que eu não estou feliz em determinada situação, eu fico pensando sobre o que eu poderia fazer para mudar aquela situação. A forma como os outros agem não está sob meu controle, mas como eu reajo perante os outros é escolha minha. Quando tomei conta disso, foi uma mudança tremenda.

Não podemos mais nos dar o luxo de reclamar sobre qualquer situação. Afinal de contas, escolhemos absolutamente tudo. E só cabe a cada um de nós fazer algo para mudar.

2 — Só fazer escolhas que contribuem para o mundo que eu quero criar.

Percebi que qualquer escolha que eu faço gera uma reação sistêmica. Onde eu invisto meu dinheiro, meu tempo e minha energia, vai continuar existindo. Então, por que comprar produtos de marcas que não me agradam? Por que trabalhar em lugares que não fazem sentido?

Aqui vai um simples exemplo: Um dia fui pagar o estacionamento no shopping. Tinha duas opções de pagamento: pagar no caixa eletrônico ou com uma pessoa no guichê do caixa. Nenhum dos dois tinham fila. Parei e pensei: “o que eu quero que continue existindo no futuro?” e escolhi o caixa eletrônico porque quero mais pessoas fazendo coisas criativas e menos mecanizadas.

Outro exemplo: Fui comprar leite de vegetais no supermercado. Tinha um leite de arroz orgânico da Jasmine, por R$21,00 e outro da Nestlé por R$9,00. Escolhi o mais caro mesmo não querendo gastar tanto por que sabia que eu estaria contribuindo para uma marca com produtos orgânicos continuar existindo. É isso que eu quero para o mundo.

3 — Ouvir a vozinha. A verdade mais verdadeira é ela.

Tem muita coisa bacana sendo falada por aí, mas nem sempre o que serve para um serve para todos. Quando passei a checar as informações ditas com a minha intuição, comecei a seguir somente aquilo que fazia sentido pra mim e a vida começou a fluir.

A verdade mais verdadeira é a sua. E ninguém tem essas respostas para te dar.

Essas simples mudanças fizeram toda a diferença na minha vida. Se você gostou dessas dicas, aperte o coraçãozinho para que mais pessoas leiam.

Quais atitudes que mudaram a sua vida? Adoraria ouví-las!

Se achou essas dicas úteis, aperte no coraçãozinho, ajudará o texto a chegar a mais gente. 

9 perigos da autocrítica

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9 perigos da autocrítica

Avaliar a si mesmo é essencial. Parar para se observar, enxergar o que é preciso mudar, aprimorar ou permanecer. Mas quando o julgamento toma conta e começa a determinar ou impossibilitar ações, a autocrítica para de ser produtiva e passa a ser impeditiva. Durante um processo de transição, ela se torna uma armadilha quando:

#1 A busca pelo perfeccionismo

A pessoa nunca está pronta, quer ser perfeita para se apresentar ao mundo ou dar o próximo passo. Quando isso acontecer, é importante projetar, prototipar e agir.

#2 Paralisa porque a opinião alheia se torna o foco

A transição exige muitas renúncias e é difícil se desapegar dos indicadores de sucesso que a sociedade preza para dar espaço ao que é realmente importante pra cada um

#3 Medo da frustração

Se vê diante de uma possível frustração, que pode ser muito dolorosa já que terá investido muita energia em vão. Então acha melhor ficar onde está. Quando isso acontecer, se permita errar. Certamente você vai errar ao longo do caminho. Lembre-se: errar é aprender.

#4 Não vê um diferencial no que quer fazer

Não faz por não ter um projeto único. "Tem tanta gente fazendo e a concorrência é enorme, então por que o meu seria interessante?" - se pergunta. 

Já é único pelo simples fato de ser você quem está fazendo.

#5 Se colocar como especialista sobre determinado assinto, então não pode errar.

Saber tudo sobre algo enrijece e impossibilita aprimoramento. Estamos sempre aprendendo.

#6 Acha que tem uma ideia genial e não quer compartilhar.

Quanto mais você compartilha, mais se escuta e mais feedback tem. Ao colocar algo como perfeito, mesmo que cru, se não der certo, aí sim a frustração pode ser grande.

#7 Controlar 100% o caminho

Traça um caminho e se fixa nele, sem espaço para novas possibilidades que possam surgir. Valoriza o imediatismo, no lugar do processo.

É importante enxergar entre os tons das cores, possibilidades entre cada passo a ser seguido. Se abrir para o caos organizado e permitir que o imprevisto aconteça. Você pode se surpreender com os resultados.

#8 Naturaliza habilidades, sem enxergar o valor que elas têm.

Às vezes os talentos não são extraordinários, podem ser as coisas mais simples e mais fáceis para você, mas não para outra pessoa. 

#9 Não faz porque não tem todas as habilidades.

Executar bem uma coisa só já é o suficiente. Entender quais são as habilidades complementares pode fazer surgir ótimas parcerias ou até despertar novos interesses

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Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

DESAFIO EM 9 SEMANAS: SAIR DA ZONA DE CONFORTO E COMEÇAR A CRIAR UM TRABALHO COM SIGNIFICADO

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DESAFIO EM 9 SEMANAS: SAIR DA ZONA DE CONFORTO E COMEÇAR A CRIAR UM TRABALHO COM SIGNIFICADO

A mudança só ocorre quando nos colocamos em movimento. Por isso decidi criar um desafio, uma série de atividades semanais para ajudar quem quer fazer uma transição e criar um trabalho com significado.

VOCÊ ESTÁ PRONTA PARA REMAR UM POUCO MAIS EM DIREÇÃO AO QUE TE MOVE?

Durante 9 semanas, vou sugerir uma ação prática ou reflexiva  —  ambas com base no autoconhecimento e no relacionamento interpessoal. O intuito é explorar sua rede e extrair novas possibilidades para buscar o que faz sentido para você criar um trabalho com mais significado.

Vamos te colocar em movimento em direção ao que faz sentido pra você e desenvolver a sua força de vontade, uma das principais habilidades necessárias para você criar um caminho autêntico que faça sentido.

Na ausência dela, fica fácil seguir a maré, ir em direção dos ventos, fazer só o que os outros querem e por consequência terceirizar as decisões da sua vida e fazer coisas que não fazem sentido. Não é isso que você quer, né?

De nada adianta só querer mudar, se você não for agir efetivamente para transformar a situação. Então agora é a hora de desenvolver a sua força de vontade e sua disciplina! O primeiro passo é se comprometer com o seu próprio desejo de mudar. Desta forma você estará disposta a sair da sua zona de conforto para começar a fazer coisas diferentes.

As atividades propostas são uma pequena parte do Programa Travessia. Uma série encontros para quem quer planejar uma transição e criar um trabalho com significado. Como o programa só começa dia 4 de setembro, você vai ter um gostinho do que se trata ao participar deste desafio.

SE VOCÊ REALMENTE SE COMPROMETER COM O DESAFIO E FAZER AS ATIVIDADES PROPOSTAS NAS 12 SEMANAS, EU QUERO TE AJUDAR!

Estarei disponível pra tirar suas dúvidas e te incentivar na sua jornada. É só entrar nesse grupo no facebook e ir postando quaisquer questões, angústias, obstáculos, e juntos vamos criar uma rede de apoio para incentivar uns aos outros.

PARA FAZER O DESAFIO E SER AVISADO POR EMAIL, CLIQUE AQUI VOCê VERÁ A CAIXINHA EMBAIXO DO LADO DIREITO. TODA SEMANA SAI UMA NOVA AÇÃO E A ATIVIDADE INTROSPECTIVA PRA VOCÊ FAZER EM CASA.

GOSTOU DO DESAFIO?

Então clica no coraçãozinho aí embaixo, fazendo isso, você ajuda essa história a ser encontrada por mais pessoas.

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Antroposofia: como avaliar a sua própria vida a partir dos setênios?

Olhar para o passado para projetar um futuro melhor é um caminho possível para quem busca viver mais realizado na vida e no trabalho.

 

A Antroposofia, a filosofia que explora a sabedoria do homem, criada por Rudolf Steiner, está a nossa disposição e nos convida a usar a nossa própria história como fonte de referência para criar uma vida com mais significado.

Os setênios são as chamadas transformações que vivemos a cada 7 anos, segundo a Antroposofia. Passamos por setênios e cada um reflete uma fase da vida, que merece ser olhada com carinho e cuidado.

Podemos observar uma grande fase que vai dos 0 aos 21 anos, outra que vai dos 21 aos 42 anos e uma terceira que vai dos 42 aos 63 anos. Dos zero aos 21, ao passo que a gente se desenvolve fisicamente, o nosso foco está em aprender. Dos 21 aos 42, amadurecemos piscológicamente e precisamos lutar e dos 42 aos 63, nos tornamos sábios.

O que cada setênio representa é o que vamos contar, brevemente, hoje.

Primeira grande fase: 0 aos 21 anos

No primeiro setênio, dos 0 aos 7 anos, é o momento em que formamos o nosso sistema sensorial, onde a nossa percepção sobre o mundo começa a ser criada. Observamos as pessoas com as quais convivemos (geralmente os pais e avós) e queremos imitar. No segundo, dos 7 aos 14 anos, começamos a trabalhar a socialização, entender o papel da nossa individualidade no mundo. As atividades que realizamos muitas vezes dizem respeito aos nossos talentos e paixões. No terceiro setênio, dos 14 aos 21 anos, começamos a desenvolver nossa liberdade com responsabilidade.

Segunda grande fase: 21 aos 42 anos

No quarto setênio, a fase dos 21 aos 28, com os pés no chão, buscamos nossa direção. É aqui que formamos as nossas competências técnicas e temos desejo de experimentar a vida como um todo. Só deixamos de agir por impulso e começamos a tomar as rédeas da nossa vida quando chegamos no quinto setênio, dos 28 aos 35 anos, quando somos convidados a consolidar o nosso lugar no mundo. Aqui, vivemos a crise dos talentos. No sexto setênio, dos 35 aos 42 anos, vem a crise da autenticidade: “eu sei muita coisa, mas, com o que, de fato, eu posso contribuir?”

Terceira grande fase: 42 aos 63 anos

O sétimo setênio vai dos 42 aos 49 anos. Geralmente as mulheres entram na menopausa nessa fase e isso é bem interessante porque parece que perdemos a vitalidade, mas Steiner diz que quando as forças param de ser usadas para a reprodução, elas são liberadas em forma de criatividade. Espiritualmente, ganhamos outra energia. No oitavo setênio, dos 49 aos 56 anos, vivemos um começamos a viver um momento diferente, onde o corpo importa cada vez menos e o espírito cada vez mais. Somos convidados a refletir a luz de dentro para fora. A força é substituída pelo ritmo. E dos 56 aos 63, somos convidados a revisitar a nossa missão de vida e, aos poucos vamos deixando as diferenças de lado para viver o que de fato é essencial à nossa natureza humana.

Usar a Antroposofia como ferramenta para o autoconhecimento é um grande exercício que pode contribuir muito para identificar os nossos padrões de vida, entender as raízes das nossas escolhas e refletir sobre a possibilidade de um futuro melhor.

No Programa Ser.Vir, eu e a Karina ajudamos nesse processo de autodescoberta para que você se reconecte com os principais acontecimentos da sua vida e assim consiga identificar suas habilidades, talentos e paixões, para assim, aplicar em sua vida profissional.

A próxima edição acontecerá em outubro, em uma série de 11 encontros. Para conhecer o Programa e se inscrever, acesse: http://www.lellasa.com/ser-vir

Quando a segunda-feira vira o pior dia da semana

Chega o domingo à noite e já começa uma agonia? Na segunda, fica difícil levantar da cama ao pensar que é necessário ir ao trabalho? Talvez seja a hora de repensar ao que você tem dedicado seu tempo e sua energia, pois a síndrome da segunda-feira é um dos indicativos que as coisas não vão lá muito bem.

Conheço gente que todas as vezes que ia abrir o e-mail de trabalho, tinha uma dor de barriga. Ela tinha medo dos emails de seu chefe e, se já era difícil encarar o virtual, chegar na agência e ter que conversar com ele era pior ainda. Os valores que aquela pessoa aplicava no dia a dia de trabalho e na dinâmica entre a equipe eram muito contrários ao que a funcionária acreditava. 

Outro problema se relaciona com o tempo dentro de um escritório, que leva muitas pessoas a terem uma sensação de estarem jogando a vida fora. Com a jornada de oito horas, que em vários casos se estende pra dez ou até catorze horas, instaura-se uma dinâmica obrigatória, entre trabalho e casa/casa e trabalho, que não é passível de desvio. 

A partir desses dois incômodos, o fim de semana fica intenso, como se fosse o único tempo do mundo para ser aproveitado. Isso quando ele existe enquanto momento de lazer ou quando não é usado integralmente para restaurar o sono. Em ambos os casos, fica difícil de desapegar desse período que acaba se tornando potencializadamente especial. 

Quando isso acontece, aconselho uma atenção à situação e que seja revisitado o propósito naquilo que está sendo feito. Ainda faz sentido continuar?

promovo o workshop Reset, sobre os primeiros sinais de insatisfação no trabalho e como iniciar uma mudança. Talvez seja uma oportunidade para entender melhor o seu próprio processo.

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