O que é propósito e como achar o seu

Propósito é algo tão importante que o termo está se tornando batido. As pessoas, infelizmente, estão usando o termo sem mesmo entender seu real significado. Assim como já passamos com os termos “reciclagem”, “sustentabilidade” e “qualidade de vida”.

Não é só “coisa boa” que tem um propósito. Tudo tem um propósito, ou seja, uma razão, ou a necessidade, pelo qual determinada coisa existe ou foi feita. Por exemplo, o propósito de produzir armas pode ser matar pessoas ou mesmo se proteger. Se esse propósito faz sentido, ou não, já é outro papo.


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O que diferencia um propósito de outro é o sentido que faz para a pessoa. Cada um julga o que faz sentido através dos seus valores de vida e da consequência de determinada ação.

Propósito para mim é a mistura de quatro pilares:

1 — Valores de vida: aquilo que você não abre mão.

2 — Visão de Futuro: o futuro que você quer criar.

3 — Missão: o problema que você quer ajudar a resolver.

4 — Contribuição única: Aquilo que só você tem para oferecer a partir da sua experiência de vida.

Comece fazendo uma investigação interna do que faz sentido para você. Além disso, a forma de você manifestar o seu propósito vai mudar de acordo com os problemas mais latentes que você sente vontade de resolver.

Responda as seguintes perguntas:

1 — Do que você não abre mão na vida?

Busque o seu lado mais essencial e intangível. Se quiser, olhe para o seu passado e liste as decisões importantes que tomou na vida e reflita o que estava buscando ao abrir mão de outras coisas. Esses são possíveis valores que você carregou na vida. Veja se eles ainda fazem sentido hoje.

2 — Qual futuro você quer ajudar a criar para você e para a humanidade?

Sonhe com o que faz sentido você viver daqui sete anos e perceba o que você deseja para a sociedade e as pessoas a sua volta.

3 — Qual problema te incomoda tanto que te maltrata, te tira o sono e te vira do avesso?

Perceba aquilo que te provoca e traz um sentimento de ira e injustiça. Esses problemas são os problemas que você pode ajudar a resolver com as suas habilidades.

4 — O que o mundo perderia se você morresse?

Pergunte para as pessoas que te conhecem o que você tem que é único.

Cada pessoa tem a sua maneira de ver o mundo e isso conta na hora de pensar no seu propósito.

10 Livros que me ajudaram a empreender a vida e criar meu trabalho com significado

Ler me ajuda a aprender coisas novas e aumenta o meu campo de visão. Indico aqui alguns livros sobre empreendedorismo e desenvolvimento humano que me ajudaram na minha travessia.

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1- Artista do Invisível do Allan Kaplan

Sobre a importância de dançar entre as polaridades para viver com mais harmonia. Ele acolhe toda a complexidade do processo de transformação social. Aborda diversos temas que podem interessar a qualquer pessoa que trabalha com seres humanos.

2- A arte de Pedir da Amanda Palmer

Ela conta diversas histórias da sua vida e como ela aprendeu a criar uma conexão com seu público. Amanda Palmer foi a primeira a arrecadar mais de 1 milhão de dólares no Kickstarter, uma plataforma de financiamento coletivo. As histórias dela são geniais para aprender a recorrer ao outro sem medo. Quem quiser, assista o TED dela aqui.

3-Assuma a Direção de Sua Carreira do Jair Moggi e Daniel Bukhard

Por mais que eu não acredito em uma única carreira, esse livro me ajudou a entrar em contato com questões essenciais da vida. Aborda questões que ajudam a encontrar a missão de vida, projetar o futuro e entender as fases da vida e as forças que atuam em cada uma. Além disso, explica a diferença entre habilidade, talento, missão de vida e vocação. Curtinho e fácil de ler.

4- Show your Work do Austin Kleon

Ele mostra como é possível ser visto e lembrado através de uma outra lógica que não a tradicional. Como ele mesmo coloca “Se você quer ser visto, você tem que ver. Se você quer ser interessante, você tem que ser interessado.” O livro dele é sobre como reconhecer a sua rede já existente ao invés de gastar tempo fazendo networking. Dicas incríveis. Como só tem em inglês, eu fiz um resumo que você pode baixar aqui.

5- Roube como um Artista do Austin Kleon

O segundo livro do Austin ensina a importância de juntar referências e imitá-las. Ele comenta que roubar de várias pessoas que você admira é pesquisa, já roubar de só uma pessoa é plágio. Leitura para uma tarde deliciosa!

6- Reinvente sua empresa do David Heinemeier Hansson e Jason Fried

Ótimas dicas para otimizar os processos e torná-los mais verdadeiros. Eu li com a ótica de me reinventar. Eles mostram cases de sucesso e explicam como o jeito feito nem sempre é o mais eficiente. É um livro curto e direto ao ponto.

7- Tomar a vida nas próprias mãos da Gudrun Bukhard

Excelente livro para desvendar as leis biográficas e entender mais sobre as diferentes fases da vida. Ela passa detalhadamente pela crises nas diferentes faixas etárias. Ajuda a nos situar e entender o que está por vir num olhar arquetípico. É o primeiro livro que li antes de começar a formação de biografias.

8- O Espírito Transformador do Jair Moggi e Daniel Bukhard

Linguagem simples e direta para entender processos de mudança organizacionais. Eles trazem conceitos básicos de antroposofia com um olhar para o desenvolvimento das organizações. Ótimo para facilitar o entendimento sobre a transformação de si mesmo e das organizações.

9- Business Model You

Pragmático. Tem uma boa apresentação visual de aspectos para entender si mesmo como uma organização. Ótimo para quem quer empreender si mesmo e busca ser auto sustentável, revelando novas possibilidades de estratégias no modelo de negócios.

10- Pedagogia Social do Lex Bos

Numa linguagem simples porém complexa ele explica sobre o momento atual da humanidade e o que precisamos fazer para nos desenvolver e evoluir coletivamente. Ele explica a pedagogia social como um processo de agir, sobre si mesmo, coletivamente baseado nas perguntas da sociedade, de tal forma que a ação seja em prol do desenvolvimento sadio de outras pessoas e das condições sociais. (Não achei o link)

Boa leitura! Compartilhem os livros que vocês leram e te ajudaram!

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Trabalho com significado: utopia ou realidade?

Lella nunca se deixou impressionar pelo mar agitado. Afinal, mudanças sempre fizeram parte da sua vida. Filha de um brasileiro com uma tailandesa italiana, saltou de cidade em cidade, de país em país, por anos. Na vida adulta, especializou-se em travessias e faz disso hoje o seu ganha-pão. “Trabalho para mim é um ato de servir e aplicar seu propósito na sua ocupação produtiva principal da vida. É quando conseguimos aplicar nossos talentos e paixões para sanar uma necessidade real do mundo e ainda seguir em direção ao futuro que desejamos viver”.

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Lella fez duas travessias até chegar ao seu destino atual. “Na primeira, decidi não ser mais modelo por não enxergar coerência e alinhamento dos meus valores com as marcas e os produtos que eu estava atrelando à minha imagem”. A ficha caiu quando escutou uma diretora dizer ao produtor:

— “Você poderia mudar a mesa para a direita e a modelo para a esquerda?”

Ao ser tratada como um objeto, ela tomou consciência da sua própria postura e escolhas. Entendeu que deveria investir seu trabalho e tempo de vida no futuro que ela gostaria de criar. Partiu, então, para uma carreira em produção de eventos. Com o tempo, aquele incômodo voltou a aparecer e, com ele, mais um processo de reflexão. A busca por sentido é, para qualquer um, repleta de incertezas e dificuldades. “Só quando entendi a importância de me ancorar no meu propósito, e não na forma, é que eu me aquietei”.

Como coach, Lella criou o programa Travessia , voltado para pessoas que buscam uma mudança capaz de injetar no dia a dia mais felicidade, bem-estar e realização. “Não tem resposta pronta nem caminho certo para seguir”. Em geral, os participantes saem com mais clareza do que desejam transformar em suas vidas e quais os próximos passos. Os 500 marujos que já se aventuraram nessa travessia têm em comum:

  • o desejo de mudar o ambiente em que atuam

  • o sucesso externo e a insatisfação interna

  • a infelicidade com a vida que estão levando

  • a irritação por não terem controle do seu tempo

  • a vontade de trabalhar com algo que amem

  • a intenção de ter um estilo de vida mais alinhado com os seus valores

  • o interesse em deixar um legado para as futuras gerações

  • a busca por autonomia e liberdade para viver

  • a necessidade de uma relação mais harmônica entre vida e trabalho

  • a frustração por não estarem fazendo algo útil para ajudar as pessoas

  • a determinação para procurar caminhos diferentes

  • a abertura para aprender, se desvendar e se reinventar

  • a ânsia por ser mais honesto consigo mesmo e com o coletivo.

Se você se identificou com um ou mais pontos, saiba que, de acordo com Lella, não há momento certo para fazer sua transição; só aquele que você escolher. “Se você estiver procrastinando, lembre-se que o seu tempo é tempo de vida. Então tome cuidado para que a sua vida não passe em vão”.

Como um dia escreveu a poeta americana Mary Oliver, “diga-me: o que é que você pretende fazer com a sua selvagem e preciosa vida?”.

Obrigada ao texto Texto originalmente publicado no Blog Doce Viagem

E aí o que você está esperando para se colocar em movimento e criar um trabalho com significado? Quer ajuda?

Participe do Programa Travessia! Junto com mais 15 pessoas você vai passar por 12 encontros presenciais em são paulo durante dois meses e meio mergulhando no seu processo de transição para caminhar em direção a mudança que deseja!

Por onde começar a procurar por um trabalho com significado?

Quem não quer ter um trabalho que traga felicidade, realização e sentido, não é mesmo? Essa oportunidade é para todos, sem exceção. Só que uma transição não é feita da noite para o dia. Exige calma, cuidado, planejamento e experimentação para saber o caminho que deseja seguir. Ou seja, força de vontade é pré-requisito para criar um trabalho com significado.

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Aqui vão algumas dicas que me ajudaram a fazer a transição da forma mais suave possível:

Abra espaço na sua vida para o novo entrar. Não adianta querer fazer uma mudança e achar que ela vai cair do céu. É importante começar a criar espaço interno, para pensar sobre o assunto, e tempo para fazer o que precisa ser feito.

Reconheça seu passado. Use suas habilidades porque elas já são reconhecidas pelas pessoas a sua volta. Busque pensar em alternativas para
atuar de outra forma. Muitas vezes acabamos confundindo o que não gostamos no trabalho e negamos absolutamente tudo envolvido nele. É preciso separar o joio do trigo e entender de fato o que você não gosta. Pode ser a cultura da empresa, seu chefe, sua área ou a indústria. Aproveite suas potencialidades e use-as a seu favor nesse momento de transição. Aplique-as nas áreas que você deseja estar para fazer a transição de forma mais amena.

Conheça suas áreas de interesse. Nossas paixões nos movem. Você sabe o que gosta de fazer e nem vê o tempo passar? Essas coisas não são só hobbies. Elas podem ser vistas como áreas em que você pode aplicar seus talentos!

Saiba seus talentos. Coloque suas habilidades a serviço do que você realmente acredita. Não disponibilize sua maior ferramenta a qualquer custo. Se você não sabe quais são seus talentos, talvez esse formulário te ajude a descobri-los. Muitas vezes não sabemos nossos talentos porque é tão fácil fazer determinada coisa que até o desvalorizamos. Se quiser, pergunte para as pessoas a sua volta o que elas reconhecem como talentos em você. Isso pode te ajudar a chegar a algumas respostas.

Saiba o que você busca no seu trabalho. Faça uma lista do que você quer. Se você ainda não sabe o que deseja, comece fazendo uma lista do que você não quer mais no seu trabalho e veja quais são as coisas opostas a isso.

Entenda o que ainda faz sentido fazer. Mapeie suas experiências em trabalhos anteriores e levante o que você gostou de fazer em cada um. Depois faça uma lista do que você gostaria de continuar fazendo.

Experimente fazer coisas diferentes. Quais são as vontades que você teve ao longo da vida e não realizou? Agora é a hora de experimentar e realizar essas vontades que ainda continuam vivas. Além disso, busque viver novas experiências que estão reverberando em você hoje. A transição não precisa ser brusca. Não é preciso parar tudo que você está fazendo para começar a fazer o que deseja. Faça aos poucos! E lembre-se: não tem a desculpa de não ter tempo para fazer algo já que trabalha o dia todo. Busque tempo de manhã, a noite ou no final de semana.

Conheça um pouco mais a fundo o que você gostaria de fazer. Faça um curso daquilo que você tanto tem vontade de aprender, mesmo que seja de noite ou no final de semana. Converse com pessoas que trabalham na área que gostaria de estar e pergunte para elas como é seu dia a dia. Entenda os desafios de quem tem a rotina que você deseja viver.

Saiba onde você quer chegar. Faça um mural de imagens e frases ilustrando como vai ser seu ano de 2022. O importante é saber o que você quer ser, ter e fazer a longo prazo. Não se preocupe [ainda] em como chegar lá. Se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho vale. Por isso, é fundamental “pintar” a paisagem que você quer viver.

Procure entender mais sobre seu propósito. A vida é muito curta para não fazer o que importa. Nosso tempo (de vida) é o nosso maior recurso. Ele pode ser visto como o dinheiro que você investe na bolsa. Escolher onde investimos nosso tempo é escolher o mundo que desejamos criar. Saiba quais iniciativas você quer ajudar a fortalecer para dedicar seu tempo e criar o futuro que você deseja. Investigue mais sobre a causa que você quer ajudar a defender. Lembrando que propósito você cria, não espere ele cair do céu. Talvez essas perguntas te ajudem a pensar mais sobre isso: “Você gostaria de estar a serviço de que?”, “Qual é o futuro que você quer ajudar a criar?”, “Procure um trabalho que ajude a tornar sua visão em realidade.”

Fique atento para não confundir conforto com a realização dos seus sonhos. Cuidado para não cair na armadilha da algema de ouro. A empresa te pagar um bom salário, ter o carro do ano, o celular e laptop que todos querem, o seguro de saúde que cobre até esporte radicais, a ajuda de custo para a creche do seu filho, o vale refeição que te paga um ótimo almoço e tantos outros benefícios não realizam seus sonhos. Eles te trazem conforto. Se esses benefícios fazem parte do seu sonho, ótimo. Só não vale dizer que topa trabalhar em qualquer empresa para ter isso. Saiba a que você está a serviço para receber em troca esses benefícios. Que seja em prol de algo que você realmente acredita e faria independente dos benefícios. Procure por uma empresa na qual você se identifica com a missão, visão e valores.

Entenda o que você realmente precisa para (sobre)viver. No momento de mudança é importante entender o que é essencial para sobreviver. Mapeie suas reais necessidades e liste o que é “luxo” na sua vida. Isso não significa que você passará por dificuldades durante o caminho, mas é importante entender o que você estaria disposta(o) a abrir mão para seguir em direção dos seus sonhos.

Saiba seus reais valores. Entenda o que você realmente não abre mão. É importante que você encontre um trabalho que esteja alinhado com seus valores, mas se você não sabe quais são eles, qualquer trabalho servirá. Então, entenda o que é realmente importante. Nesse link tem um formulário que pode te ajudar a descobri-los. Uma vez que você tem clareza do que você valoriza, ficará mais fácil saber o que seu trabalho precisa ter.

Busque entender seus critérios para tomar uma decisão. Saber o que “tem que ter”, sem exceção, no trabalho te ajuda a tomar decisões com mais facilidade. Crie um checklist para te ajudar a procurar oportunidades que estejam alinhadas aos itens que você almeja.

Levante os prós e contras de todas as situações. Antes de aceitar qualquer proposta, se pergunte: como seria se você trabalhasse com aquelas pessoas naquele lugar? Quais seriam as consequências de escolher essa oportunidade? Como vai ser a sua rotina? Enfim, avalie as consequências e as possibilidades que existem para que você possa fazer a melhor escolha! Essas são algumas dicas para começar a criar um trabalho com mais significado. Lembrando que a oportunidade é você quem cria. Não espere que ela caia do céu. Saiba o que você quer para buscar possibilidades alinhadas ao que você almeja.

Se você quiser ajuda para fazer essas atividades e encontrar mais clareza do que é um trabalho com significado para você, o programa Ser.Vir pode te ajudar!

Ele baseia-se em 9 encontros para ajudar pessoas a resgatarem o que é importante para criar um trabalho com significado. Esse programa foi feito especialmente para quem está disposto a refletir sobre o papel do trabalho e quer se sentir mais realizado.

Texto escrito por mim publicado no Portal Carreira & Sucesso da Catho.

Saber o propósito do que você faz muda tudo

A Ana Amélia Feijó, participante do Programa Travessia, conseguiu traduzir, em suas palavras, o porque eu faço o que eu faço.

Como eu disse no post anterior, a formatura do Travessia mexeu muito comigo. Principalmente por escutar cada “Travesseiro” se comprometer com a mudança que as tornam melhores versões delas mesmas.

A Ana Amélia Feijó conseguiu colocar no seu discurso muitas coisas que eu sinto. Então, com a sua permissão, compartilho o que ela falou naquela noite especial:

“Sou engenheira, trabalhei com marketing, moda, e hoje em dia com propaganda, sempre em empresas “líderes” em seus mercados.

Trabalho há 21 anos e durante todo esse tempo me senti um peixe fora d’água. Me perguntava “líder” em quê?

Em não saber lidar com as emoções e talentos individuais? Em não conseguir motivar seus funcionários a acordarem todas as manhãs? Líder em destruir o meio ambiente produzindo seus produtos de forma desordenada e pensando somente em redução de custos? Líderes em fomentar um espírito de concorrência desleal entre concorrentes do mercado e seus funcionários?

Por isso, sempre tive um prazo máximo em que aguentei estar em uma empresa, sempre achando que o problema era eu e que na próxima oportunidade tudo seria diferente. Mas nunca é. Nunca é porque o mundo corporativo é assim, salvo raras exceções de empresas que cuidam de seus funcionários, onde o RH é mais atuante. Mas, mesmo assim, possuem o mesmo propósito de todas, gerar lucros para uma minoria com mais dinheiro que a grande maioria das pessoas nunca verão na vida. Isso sempre me incomodou muito.

No primeiro dia do Programa Travessia, a Lella disse que nós somos CEOs da nossa própria vida. Isso me deprimiu porque na vida profissional eu sempre fui estagiária da minha vida, sempre fazendo o que me mandavam, me deixando afogar em reuniões, emails, prazos, jobs, happy hours com pessoas que não têm nada a ver comigo, almoços com sanduiches na minha mesa, planilhas, power points. Me matei de trabalhar pra vender apartamento, junkie food, carros, sabão em pó, bolsas de milhares de reais, coisas que destroem o planeta, a saúde e até nossos valores. Uma hora isso tem que parar.

A segunda lição do Travessia foi que eu não sou um peixe fora d’água, só estava nadando em aquários fechados quando nasci pra viver no mar. Aquários que nos ensinam que valemos pelo cargo que ocupamos, pelo bônus que recebemos, pelo carro que temos, pelas festas que somos convidados.

Aqui, encontrei pessoas que, assim como eu, acreditam numa sociedade diferente, menos consumista, mais consciente pelo planeta, formada por uma rede de autônomos, indivíduos multifacetados voltados para construir um mundo melhor, mais acessível, mais voltado para o sentir, não somente pelo fazer.

Sonho com uma sociedade na qual, ao conhecer uma nova pessoa, ela não vai me perguntar “o que você faz” e sim “quem você é?”.

Depois, ao longo do Travessia, mergulhei no meu universo interno, relembrando meus valores, revisando minha visão de mundo, redefinindo minha missão na vida. Descobri que, resolvendo minhas dores, posso ajudar a resolver algumas dores do mundo.

O autoconhecimento nos liberta para ser quem somos.

Trabalhar o inconsciente e o auto conhecimento. Como fazer isso?

Conhecendo pessoas novas, lendo coisas diferentes, visitando lugares inusitados, se expondo e, então, você mudará de verdade. Essa é o meu momento agora, estou conhecendo um universo novo e me inserindo dentro dele.

No meu caso, minha missão, o que vai realmente me fazer feliz, é livrar um pouco o mundo da dependência de grandes indústrias, grandes “fundos de investimento”, incentivando a produção nacional, artesanal, sustentável, a economia criativa. Pessoas que ousam fazer o que gostam, o que acreditam, que ousam usar seus talentos natos, aqueles que nascem com a gente. Pessoas que trabalham com um propósito, que têm mais clareza do impacto social e ecológico que sua atividade pode trazer. Quero ajudar a criar uma sociedade de pessoas com mais liberdade e autonomia. Empoderar pequenas empresas criativas na preservação da natureza. Quero conectar pessoas que possuem os mesmos ideais de uma vida voltada para o “viver” e não somente para o “trabalhar”.

Voltando ao nosso primeiro encontro, que foi muito marcante pra mim: escrevemos nossa pergunta inicial para estarmos aqui neste grupo. A minha foi: “como o trabalho passa a ser um prazer e não uma obrigação?”. Com certeza essa pergunta foi respondida. Fazendo algo que eu me orgulhe e acredite. Ontem, no último encontro, tivemos que formular a pergunta que vai permear nosso futuro próximo, de amanhã em diante. Escrevi: “como posso ter coragem para começar a colocar em prática o que descobri que quero fazer como meu trabalho?”. Não sei ainda essa resposta mas me comprometo a buscá-la. Se vou conseguir não sei. Mas como dizia meu amado Guimarães Rosa, “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”.

Agradeço a Lella e aos meus amigos nesta jornada do Travessia que acabamos de iniciar. Torço para que a Lella continue seu incrível trabalho ajudando pessoas que, como eu, estavam fazendo atividades automáticas e sem propósito, sem paixão. Torço demais por cada um de vocês.”

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Quando ela terminou o discurso eu estava bastante emocionada. Acredito que cada pessoa precisa investir seu tempo de vida a causas que realmente dão sentido a vida de cada uma. Oferecendo nossos talentos a causas que realmente satisfazem e tragam o senso de realização. Assim não vivemos em vão e criamos um futuro que seja realmente desejável.

Veja a situação a distância. Pense no seu trabalho. A atividade que você faz está contribuindo para criar algo que faz sentido para você? Entenda qual realidade você está ajudando a criar ao colocar seus talentos nessa determinada função.

Se você busca um trabalho com significado, primeiro saiba a causa para a qual faz sentido colocar seu tempo (de vida) e sua energia à disposição.

Qual é o problema do mundo que você gostaria de ajudar a resolver?

No caso da Ana, ela falou que quer livrar um pouco o mundo da dependência de grandes indústrias, grandes “fundos de investimento”, incentivando a produção nacional, artesanal, sustentável, a economia criativa. Ela faria isso mesmo se ganhasse na loteria porque isso a satisfaz e traz um sentido maior para sua vida e seu entorno.

Esse é o norte dela. Independente da atividade que ela escolher atuar, idealmente ela servirá a essa causa. Como eu falei numa entrevista para o Projeto Draft:

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No meu caso, minha missão é ajudar pessoas a entenderem o sentido de suas vidas e a criarem um trabalho que tenha um impacto positivo no mundo. Eu faço isso através de conversas individuais e em grupos.

Acredito que, quando há clareza na nossa missão, ou da diferença que queremos fazer no mundo, temos mais foco e disciplina para fazer o que realmente o que for necessário.

Se você quer descobrir seu propósito, seus talentos, paixões e valores para criar um Trabalho com Significado, o Programa Travessia pode te ajudar.

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Sugestões de leitura relacionados ao tema:

Planejar ou não sua transição rumo a um trabalho com mais significado?

O objetivo de planejar é sempre realizar. Porém, as pessoas muitas vezes acabam presas demais ao que escreveram no papel e não enxergam o que acontece no entorno. Consequentemente, acabam perdendo oportunidades que surgem ao longo do trajeto ou não sabem lidar com imprevistos. Por isso, se sua forma de se programar não está te ajudando a concretizar seus objetivos, talvez seja a hora de repensá-la. Saber a dose certa entre planejar e improvisar é o grande desafio.


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Fazer uma transição não é fácil. Então o ideal é entender o que se torna necessário para fazê-la da maneira mais suave possível. Uma possibilidade é elencar os passos, pois, além de melhorar a compreensão sobre o caminho a ser percorrido, dá mais confiança a quem o trilha. Isso porque fica mais fácil enxergar a etapa seguinte a partir de uma perspectiva mais próxima. Porém, sistematização e rigidez demais podem prejudicar a criatividade e fechar as portas para novas oportunidades.

Não ter nenhum tipo de esboço sobre as metas também é complicado, pois pode ocasionar repetições maçantes e desnecessárias. A pessoa acaba caminhando em torno de um ponto que nunca chega, sem precisão alguma.

O equilíbrio entre o planejamento e o improviso não é simples, mas é a dose certa. Quando achamos a medida exata, passamos a cuidar melhor do que precisamos conhecer e da maneira como seguimos em busca do nosso objetivo.

Quatro perguntinhas que podem te ajudar:

Onde você quer chegar? Saiba as suas ambições e como gostaria de ser reconhecido.

Qual é a mensagem que quer que as pessoas saibam por de trás de tudo que você faz? Ter clareza disso é fundamental para conseguir decidir os caminhos a seguir.

Qual é o estilo de vida que você quer ter? O seu trabalho dita seu estilo de vida. Então pense bem qual é o tipo de trabalho que cabe no estilo de vida que você quer ter.

Quais são os seus medos e o que eles estão “pedindo” para você resguardar ao longo da sua transição? Não a toa que os medos existem. Eles te ajudam a lembrar do que precisa ser cuidado durante essa mudança.

Planejar faz parte mas só se te ajudar a chegar.

Amo ajudar as pessoas a fazerem a sua transição para criar um trabalho com significado. Se você quiser ajuda no seu processo, o Programa Travessiaajuda quem quer fazer a transição rumo a um trabalho com mais significado. Começa dia 15 de Março em São Paulo.

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9 APRENDIZADOS PARA FAZER A TRANSIÇÃO E CRIAR UM TRABALHO COM SIGNIFICADO

Vamos ver se você se identifica: Você sempre trabalhou num mesmo formato, com chefe, regime CLT, horários fixos a cumprir, em ambientes com uma estrutura “engessada” (por mais que mudasse a empresa) e com pessoas “certinhas” (provavelmente corporativo). Só que um belo dia algo começou a te incomodar e aos poucos, seu trabalho começou a não fazer mais tanto sentido. As pessoas a sua volta já não tem os mesmos interesses que os seus e valorizam coisas bem diferentes. Aí você começou a sentir como um peixe fora d’agua e está angustiado. Então você se pergunta: “o que eu vou fazer para me sentir mais realizado?” Afinal já ralou tanto e estudou mais ainda para chegar onde está.

Não é da noite para o dia que vem as respostas do que se quer fazer e do lugar ideal para se trabalhar.

Bem vindo! Esse é o período de transição, a fase da falta de sentido e das incertezas.

Nessa fase, é bom (soltar os quadris) e aprender a dançar com as polaridades, ou seja, os dilemas internos e a instabilidade. Se colocar em um estado de “suspensão” enquanto você observa o que poderia fazer te dá a chance de viver um momento rico em oportunidades. É intenso, abundante e impermanente ao mesmo tempo. O importante nessa travessia é fazer uma investigação interna e buscar se conhecer melhor, já que o que faz sentido, para você, vem de dentro. Não tem como você buscá-lo fora. O que faz sentido para uns pode não fazer para outros. E você tem que buscar o seu. Esteja aberto para explorar possibilidades que te ajudam a descobrir o que faz sentido para você. Depois de uma certa vivência é possível convergir as possibilidades e tomar uma decisão da onde faz sentido ficar e no que se quer dedicar. Até que isso aconteça, se permita experimentar tudo que você quiser.

Como sabemos, a fase de transição pode ser dolorosa se não for encarada de frente e também solitária se não tiver ao lado de quem também está nessa busca, por isso criei o Programa Travessia. Conta com 12 encontros para criar um trabalho com significado e planejar a transição da forma mais suave possível. A quarta turma se inicia no dia 14 de setembro.

No último dia da primeira turma do Programa Travessia, revisitamos o processo fazendo uma dinâmica, chamada aquário para levantar os aprendizados essenciais de uma transição e chegamos nessa síntese:

1 — É um processo de quebra de crenças e padrões.

O que fazia sentido antes não faz mais. O que faz sentido agora, você já achou loucura antes. Tudo muda. Há uma mudança de perspectiva e por consequência a criação de novos paradigmas. Mas só mudamos, de verdade, quando entendemos (lá no fundo) que cada um de nós é totalmente responsável por tudo que nos acontece sem exceção. Não cabe mais reclamar da vida e terceirizar a responsabilidade. É preciso tomar a vida nas próprias mãos e fazer algo para mudar. E para isso precisa de autoconhecimento.
 
2 — Tudo está conectado. Quando queremos viver a vida com mais propósito, não tem como separar o profissional do pessoal.

Precisamos fazer o que realmente acreditamos para nos sentirmos realizados e satisfeitos. Fugir é perda de tempo. Por isso que vale a pena só trabalhar em ambientes com valores alinhados com os seus.
 
3 — Nosso tempo de vida é o recurso mais escasso que existe, por isso é necessário criar o senso de urgência para mudar.

Temos uma única vida (ao menos nesse corpinho físico) para nos tornarmos melhores do que quando chegamos nascemos. Um bom começo é se desvencilhar do drama alheio para pensar em si mesmo. Foca em transformar a sua vida que já é um bom começo.

4 — É bom termos “espelhos” ou pessoas que estão passando pela mesma situação, para nos apoiar e nos ajudar nessa travessia.

Nos abrir e nos vulnerabilizar para compartilhar questões profundas é essencial para receber ajuda (e muita). É em grupo que temos a oportunidade de vivenciar a vida do outro e nos inspiramos a olhar ainda mais para a nossa própria história. Ouvir o problema dos outros, nos conecta e dá vontade de acompanhar a construção e evolução de quem está próximo.

5 — Para o trabalho ter significado, ele precisa resolver um problema seu, genuinamente seu.

Quando estamos resolvendo algo necessário através do trabalho, ele se torna incrível, impactante e vai trazer satisfação. Crie soluções, para o seu próprio problema, colocando a serviço seus talentos para quem tem a mesma dor que a sua. (lembre-se: esse é o pulo do gato). Quando a necessidade é verdadeira, ela também é a necessidade de outros. Trabalho social é lidar com a dor de alguém, então qualquer trabalho que lida com uma dor real é social. (só lembra que ela tem que ser real e não criada hein?)

6 — O que te toca é o que tem potencial para virar parte do seu trabalho e consequentemente sucesso.

Dor e amor é o que nos mobiliza. Olhar a nossa dor é muito difícil, mas sem entrar em contato com ela, fica mais difícil de transformar o que não faz sentido. Descubra o que mais dói em você, seu problema raiz, sua necessidade real, aquilo que for mais genuíno. Depois entre em contato com suas paixões e seus talentos (veja aqui como descobrir os seus) e principalmente seus valores para agir através deles. Resolver o seu problema usando seus talentos, paixões e valores, te mobiliza por que cria o senso de urgência. E quando sabemos que precisamos agir, precisamos começar de algum lugar. É errando que acertamos. Antes feito do que perfeito.

7 — Saiba onde você quer chegar mas não precisa saber como você vai chegar lá.

Se permita sonhar e criar uma imagem do futuro desejável. É crucial para olha lá na frente e dar um passo de cada vez. Não planeja todos os passos, só o próximo. Lembrando que ele precisa conter a essência do que você quer viver lá na frente. Se não para e pensa “Estou fazendo isso por medo ou por amor?”.

8 — Esteja perto de pessoas e ambientes alinhados com o que você quer viver.

Interagir com quem está vivendo da forma que você deseja, te conecta a grupos e comunidades ligadas àquele “novo mundo”. Olhe a sua volta e pensa quem poderia te introduzir um lugar diferente para conhecer. Entre no grupo do facebook “Transição para um Trabalho com Significado”, plataforma para conectar pessoas que se interessam pelo tema da transição. Lá sempre tem dicas.

9 — A transição é um processo cíclico.

Passamos por várias fases na vida, e todas essas fases estão contidas nesse ciclo de transição. Não somos os mesmos que acordaram hoje de manhã. Estamos em constante movimento e por isso que estamos numa constante transformação. Vamos passar várias vezes por todas as fases o que significa que vamos também passar pela fase “falta de sentido”, só que numa oitava acima. Buscando outras coisas em outros momentos. Quem quiser, baixe o ciclo de transição para se situar nessa travessia.

Enfim, a vida é complicada, os passos podem ser difíceis mas vale a pena. Como Guimarães Rosa colocou sabiamente:

“O correr da vida embrulha tudo.

A vida é assim: esquenta e esfria,

aperta e daí afrouxa,

sossega e depois desinquieta.

O que ela quer da gente é coragem.”

Se quiser fazer a sua transição o Programa Travessia! Entre no meu site e saiba mais www.lellasa.com/travessia

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O seu trabalho dita seu estilo de vida ou seu estilo de vida molda o seu trabalho?

Você já pensou em qual “lógica” você opera? Vive a mercê do trabalho ou o trabalho vive ao seu mercê?

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Até pouco tempo atrás eu estava operando na lógica onde o “trabalho” dita meu estilo de vida. Mesmo praticando um trabalho com significado há 10 anos, eu estava colocando em foco o impacto positivo e esqueci da minha qualidade de vida.

Percebi que o senso de urgência para resolver as necessidades do mundo com mais rapidez é o que me movia. Continuo sentindo, no âmago do meu ser, que mais pessoas poderiam ser mais felizes no trabalho. Quanto mais pessoas realizadas criando positivo melhor é para todos.

Porém nosso tempo de vida é o recurso mais escasso que existe. Então me dei conta que estava se tornando insustentável trabalhar tanto mesmo sendo para uma causa que acredito tanto. Primeiro quero cuidar de mim e do que me realiza.

Apesar de saber que muitas pessoas se beneficiariam do meu trabalho, coloquei na balança também a minha qualidade de vida e o estilo de vida que desejo viver. Amo o que eu faço e poderia passar “vidas inteiras” apoiando as pessoas nos seus processos de autoconhecimento. Só que estaria esquecendo de levar em consideração outras áreas da minha vida que são tão importantes quanto o trabalho. Me dei conta que o essa é apenas uma parte da minha vida que me realiza.

Ter tempo para curtir meu filho é algo que me realiza muito e dei conta que é um tempo que não volta. Além de qualidade quero tempo “em quantidade” para de fato estar presente.

Me livrei da pressão que me coloquei em ajudar tantas pessoas apesar de continuar me fazendo sentido. Saí do lugar da “correria maluca” que eu mesma tinha me colocado.

Coloquei o papel do trabalho no lugar que ele merece estar na minha vida. Desde que eu me realize e me sinta útil ajudando as pessoas a serem as suas melhores versões, estou feliz e plena. Hoje dedico meu tempo e também “share of mind” com outras coisas que também me importam.

Dose de reflexão:

Quatro passos para te ajudar a pensar no estilo de vida que deseja viver para depois pensar no trabalho que te permita viver de tal forma.

1 — Qual é o estilo de vida que você quer viver?

Tire um tempo em silêncio, de preferência sem ser interrompida para projetar o seu dia, mês e ano perfeito. Além disso faça um mapeamento dos principais desejos e vontades que têm e precisa realizar antes de morrer. O que você acha que se arrependeria, no leito da morte, se deixasse de fazer?

Se quiser aproveite para escrever suas reflexões de forma descritiva. Quanto mais específico forem as suas ações, mais clareza terá dos valores que estão por de trás das atividades.

2 — Sublinhe o que é importante para você no dia, mês e ano

Ficará mais fácil de saber os seus indicadores de sucesso e assim servirá como base para pensar num trabalho ideal.

Alguns exemplos da minha lista:

  • Criar meus filhos para terem autonomia. Basear a educação deles no que é bom para eles e não necessariamente o que for conveniente para mim.

  • Meditar e fazer yoga de manhã.

  • Passar bastante tempo do meu dia com meus filho(s) (ao menos no primeiro setênio).

  • Ter uma família grande.

  • Almoçar comida caseira em casa em família.

  • Ser vegana.

  • Marcar encontros a hora que eu quiser. Seja com clientes, seja com amigos.

  • Ter uma comunidade de apoio que compartilham os mesmos valores que eu em relação aos filhos.

  • Curtir delicatessen artesanais.

  • Comer orgânicos.

  • Experimentar restaurantes diferentes.

  • Ter tempo para fazer experiências na cozinha.

  • Viajar para o mato ou a praia ao menos duas vezes por mês. Sem ser de final de semana necessariamente.

  • Viajar duas vezes por ano para o exterior e conhecer culturas diversas.

  • Passar uma temporada de seis meses a um ano viajando com a família inteira.

  • Morar na Tailândia com minha família.

  • Possuir apenas bens “de qualidade” e necessários sem exageros.

  • Comprar de produtores locais.

  • Consumir conhecimento de qualidade e estudar antroposofia e educação.

  • Estudar e me aprofundar nos meus temas de interesse

  • Facilitar retiros.

  • Ter tempo para fazer nada.

Para conquistar os objetivos acima preciso criar as condições para tal.

Abaixo as 5 condições “base” que preciso para realizar meus objetivos:

  • Ter domínio do meu tempo

  • Gerar recursos para viabilizar os meus desejos materiais

  • Ter vitalidade

  • Ter ritmo, coerência e disciplina

  • Me relacionar com outras pessoas

Critérios para criar um trabalho que te permita ter o estilo de vida desejado

Sem critérios para tomar uma decisão, qualquer decisão é válida. Nesse caso, os pré requisitos são as coisas que te darão as condições para viver esse estilo de vida.

No meu caso, ter o domínio do meu tempo, gerar recursos o suficiente para viabilizar os meus desejos, instaurar ritmo na minha vida, exercer atividades alinhadas com meus valores e também me relacionar com pessoas criam as condições para viver o estilo de vida que desejo. Portanto eles são a “base” do que eu preciso num trabalho ideal.

3 — Como poderia aplicar seus talentos e paixões de forma que contribuísse para viver dessa forma?

Faça um mapeamento dos seus talentos e paixões e procure formatos viáveis de acordo com seus critérios. Antes de considerar qualquer possibilidade reflita se criará as condições para viver o estilo de vida desejável.

4 — O que falta para chegar colocar tudo isso em prática?

Se você já sabe o seu estilo de vida ideal e tem clareza dos talentos que têm para oferecer, o que está te impedindo de viver isso? Não vale a desculpa de que “é impossível”. Se manter no conformismo de que “trabalho não se escolhe” e que apenas “dando duro que se ganha dinheiro” são crenças. Escolhemos acreditar nelas.

Cada um cocria a sua realidade.

Se quiser ajuda para mapear o que te move e os seus talentos, paixões, valores e visão de futuro, posso te ajudar a partir de um resgate biográfico.

Ao analisar o seu passado podemos levantar os valores que pautaram as principais decisões que tomou ao longo da sua vida. Além disso podemos resgatar o que você fazia bem e nem via o tempo passar.

Faço isso em grupo no Programa Travessia e também individualmenteconforme a necessidade.

Se esse artigo te ajudou, aperte nas palminhas para que chegue em mais gente ❤

Abuso de Poder Econômico

 Imagem da Pexels.com

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Senti-me abusada recentemente pelo Bradesco e essa situação está me servindo de muitos aprendizados. O banco fez a renovação de alguns títulos de capitalização de forma indevida sem a minha autorização, sem a minha assinatura. 

Um belo dia recebi uma ligação  da minha gerente do banco. Ela me avisou que os  meus títulos de capitalização venceram e me perguntou se eu queria renovar. Eu disse pra ela  me mandar o contrato que eu iria pensar a respeito. Depois me dei conta que além de querer usar aquele dinheiro para outra coisa, tinha caído numa furada quando aceitei esse investimento no passado e, portanto, não iria renovar. 

Quando cheguei na minha agência para avisar que eu não iria assinar o contrato, a minha gerente disse que ele já havia sido renovado. 

O meu primeiro sentimento foi de estranhamento. Ela disse que era fácil de refazer. Era só eu pedir o resgate via fone fácil já que tinha o direito de fazer o resgate antes de 60 dias de renovação sem cobrar taxas.

Foi aqui que começou o efeito "batata quente" que muitos clientes sofrem. Um departamento culpando o outro.

Pedi o resgate mas não foi possível, afinal foi renovado a pouquíssimo tempo e pediram que eu voltasse a falar com a gerente. Num telefonema com ela, fui informada que não estava nas sua mãos a resolução do problema e sim do departamento de capitalização. 

As palavras dela foram, literalmente, "vou ver se alguém aqui da agência conhece alguém lá do departamento para acelerar o processo, mas não garanto." 

Depois que eu insisti no fato de que eu não havia assinado nada e que eu tinha o direito de ter o meu dinheiro na conta imediatamente, ela pediu que eu escrevesse uma carta a próprio punho pedindo o resgate.

Mesmo achando um absurdo, preferi redigir a carta para receber a quantia logo. Entreguei para a gerente em mãos e depois de ler, sua reação para a frase "não assinei nenhum documento permitindo a renovação" foi "falando isso você me ferra. Só escreve que você não permitiu a renovação." 

Mesmo pasma que ela não admitiu o erro e muito menos se responsabilizou por ele, reescrevi a carta e coloquei o prazo do dia 31/10 para o dinheiro cair na minha conta. Achei que dei até um prazo bastante amigo, visto que nem era para o dinheiro ter saído da minha conta. Tinham 12 dias para resolver o absurdo. Mesmo assim, o meu dinheiro não me foi devolvido.

Resumindo, o drama começou no dia 17/09 quando o dinheiro foi retirado da  minha conta e até hoje não voltou o que é meu por direito. 

Fiquei bem calma e busquei tratar isso de forma civilizada com a gerente. Mas a cada ação irresponsável, eu me sentia mais abusada. Eu não aguentei mais ser tratada como tola. Os envolvidos estavam se colocando como se estivessem me fazendo um favor ao devolver o meu dinheiro mesmo sabendo que eu não tinha assinado nada autorizando a renovação. 

Recebi comentários de duas pessoas da agência que achei um tanto quanto agressivos:

"Mas você precisa desse dinheiro para  fazer qual tipo de pagamento?" - é meu dinheiro e quem decide o que vou fazer com ele sou eu. Não o banco.

"É caso de vida ou morte? Não tem como esperar voltar na sua conta? Já foi feito a solicitação no departamento de capitalização. Agora é aguardar até 15 dias." - quem decide para que e o nível de urgência do uso do meu dinheiro sou eu. Não o banco.   

"Você pode fazer um crédito pessoal e nós reembolsamos os juros pra você." - sempre foi contra meus princípios pegar dinheiro emprestado e não é agora, por erro do banco, que vou fazer isso. Quem decide o que eu vou fazer, ou não, sou eu. Não eles.

Eu estou com raiva e angustiada porque eu fui enganada em vários níveis, porém essa situação me trouxe muitos aprendizados:

Fui uma das centenas de milhares de pessoas que tercerizou a responsabilidade de onde investem seu dinheiro e fui vítima do modelo de remuneração e metas dos gerentes de banco, aplicadas e apoiadas pelos grandes dirigentes e acionistas desses mesmos bancos.

Caí na armadilha dos títulos de capitalização Pé Quente do Bradesco, uma forma civilizada de roubar dinheiro dos leigos.

Quando eu tinha 18 anos, recém chegada no Brasil, morando sozinha,  fui ao banco e pedi ajuda. Coloquei-me com toda a minha ingenuidade para a gerente. Queria começar a investir em algo e ter um retorno depois de vários anos. Sabe o que ela me apresentou? Pé Quente Bradesco. Só posso imaginar quantas pessoas e famílias são levadas a esse tipo de produto, com retornos muito abaixo do mercado, por profissionais inescrupulosos guiados por incentivos de seus chefes, para empurrar produtos ruins e que exploram os desinformados... Até quando isso ainda vai poder existir?

Aprendizado 

Estou revendo minhas escolhas e avaliando para quem peço ajuda. Quero pessoas próximas que desejam genuinamente estar a serviço, sem outras agendas e sem metas a cumprir. Quero conviver com pessoas mais verdadeiras e ser tratada menos como número. 

Passei a querer saber onde o banco investe meu dinheiro. Então estou pesquisando mais sobre formas de investimentos para escolher opções que além de me darem um retorno, podem usar o dinheiro para construir um mundo no qual eu julgo ser melhor. 

Muitas vezes acabamos como vítima de metas dos gerentes dos bancos e de outras corporações que não fazem isso por mal... "Só estão fazendo o seu trabalho". A consciência deles fica limpa, porque eles estão fazendo o que foi pedido pelo chefe, mas não levam em conta os absurdos aos quais se submetem. É isso que mais me indignou.  

Qual é o custo de atingir metas apenas pelo status e pelo dinheiro? Será que vale oferecer produtos ou serviços que, no fundo, não beneficiam nem o indivíduo nem a sociedade?

É ético tirar vantagem de indivíduos e extorquir a sociedade para se beneficiar? 

A mentalidade nesse tipo de ação é egoísmo. "Quem importa aqui sou eu. Você se vira. Não é problema meu."

A falta de responsabilidade no processo todo me mostrou o quanto eu valorizo quando as pessoas se colocam como responsáveis. A falta de empoderamento, a síndrome da "departamentalização" joga responsabilidade para o outro como batata quente. 

Qual é o mundo que vamos criar com esse tipo de atitude?

Quero fazer escolhas por mais cuidado, honestidade e transparência onde as ações das pessoas sejam muito mais do que relações comerciais.

A forma que o banco me impactou foi muito negativa.

Porém enxergo que há duas relações que quero tratar:

A minha relação institucional com o banco e a minha relação, de ser humano para ser humano, com as duas pessoas que intermediaram essa relação institucional.

Como separar isso?

Diante da situação que eu me encontro, gostaria de provocar atitudes e sentimentos positivos para que todos se beneficiassem. Qual é a ação que vocês fariam para que o sistema todo ganhasse?

Peço ajuda porque eu realmente não sei o que vai gerar mais impacto positivo. Como eu deveria proceder? Alguém também já passou por algo semelhante e resolveu sem apelar e ficar no mesmo nível dos ofensores?''

Me sinto num processo de libertação e também num abismo

O que vou contar para vocês nunca na história do Programa Travessia aconteceu e é difícil pra eu expor isso.

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Pela primeira vez na história do programa, a 6a turma não tem nem 12 pessoas sendo que faltam apenas 9 dias para começar. Isso mexe muito comigo. Fico triste por que sei o quão potente é o processo. Já ajudou mais de 100 pessoas a criarem uma realidade onde é possível trabalhar fazendo o bem, amando o que faz e também ganhando dinheiro. Os Travesseiros enxergaram a sua potência e, cada um no seu tempo, coloca ela a serviço para resolver problemas reais. Essas pessoas repensarem suas prioridades na vida com o objetivo de criar uma relação de mais liberdade e autonomia no trabalho. Além disso criaram condições para ter um trabalho que traga mais felicidade, realização, prazer e propósito. Afinal, estamos vivendo uma crise de valores no país (e no mundo) então ressignificar o papel do trabalho, alinhar a os valores com a prática do dia a dia, ao meu ver é mais do que necessário.

Ver as pessoas terminarem o Travessia e usarem o seu tempo (de vida) a serviço do que faz mais sentido, me energiza e me realiza. Deixar de fazer isso me angustia. Disse no início do texto que é difícil eu dizer que a turma do Travessia não está fechando, justamente por que me coloca numa situação delicada, como se o programa não tivesse mais valor. Mas eu sei que isso não é verdade. 

Me sinto responsável pelo conhecimento que tenho e sinto necessidade de compartilhá-lo. Por isso, decidi que não vou deixar o Programa Travessia morrer.

Por isso, peço a sua ajuda que está lendo isso agora: faça essa mensagem chegar para quem precisa de ajuda para fazer uma transição e criar um trabalho com mais significado.

Depois de passar por uma experiência transformadora no Semente, um percurso maravilhoso durante uma semana, tive a oportunidade de conhecer o Dominic Barter que mexeu muito comigo e minhas crenças sobre a escassez e a abundância.

Resolvi abrir o Programa Travessia para qualquer pessoa participar em troca de uma contribuição consciente, ou seja, não é gratuito mas também não será cobrado um valor fechado. 

Confesso que não é fácil falar isso. Abrir o Programa Travessia para ser feito em troca de um valor monetário que cabe no bolso de cada pessoa, esbarra no meu medo da escassez mas também me abre a porta para acreditar na abundância. Estou sentindo como se estivesse pulando de um abismo. Mas confio que no final terá um colchão molinho para me acolher da queda. 

Vou oferecer o que sei fazer de melhor para quem quiser ser ajudado. Espero que quem precise receba essa mensagem.

Não quero que o dinheiro seja um impeditivo para as pessoas participarem, mas também não estou disposta a me onerar nesse processo. Gostaria de receber quem vai se comprometer com seu próprio processo e se dedicar para se sentir mais realizado. Eu só consigo ajudar quem quer se ajudar.

Há duas formas de participação

A turma 6 é presencial em São Paulo e começa dia 12/09 em São Paulo. Você pode saber mais sobre as datas e os temas aqui.

Já a turma 7 começa dia 13/09 e é online, dando a oportunidade para pessoas de outros lugares participarem.

Ambos tem 12 encontros semanais de terça-feira e quarta-feira respectivamente. Quem quiser se inscrever, é só acessar o link.

Agora vem o pedido:

Me ajude a espalhar para o máximo de pessoas possível para que chegue em quem está insatisfeito no trabalho em busca de mais felicidade, propósito e realização. Adorarei recebê-los no Travessia. Veja o link aqui: www.travessia.life

10 conselhos para uma pessoa insatisfeita com o trabalho

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Se a rotina não vai bem, segunda-feira é sempre um sofrimento, o cansaço não acaba nunca, algo precisa ser transformado. Abaixo, listo dez atitudes que podem ressignificar o dia a dia no trabalho e, assim, melhorar a qualidade de vida. 

1. Busque entender a sua insatisfação. Você se incomoda com o local, as pessoas, o propósito da organização ou com o que você faz? Busque observar o que é que tira a sua paz.

2. Mude algo em você! Isso certamente ajudará a mudar o todo. Entenda o que está no seu alcance para mudar. Veja o que pode fazer para conviver com pessoas de uma forma mais agradável, se for possível converse com seu chefe e peça para mudar aquilo que te incomoda.

3. Assuma algo que te dê prazer mesmo que não esteja no seu job description. Certamente você se sentirá mais energizado, para aguentar um pouco mais aquilo que não gosta.

4. Peça uma sessão de feedback. Assim entenderá mais sobre a sua performance e também poderá falar um pouco sobre aquilo que te deixa insatisfeito.

5. Seja protagonista e tome iniciativa. Nem sempre é possível ter espaço para mudar. Mas sempre há algo que você pode tomar as rédeas e fazer.

6. Se você realmente não se vê mais trabalhando nessa organização, se pergunte: por que eu ainda estou aqui? Lembre do motivo pelo qual vai trabalhar todos os dias. Esse é o significado que o seu trabalho tem para você.

7. Se deseja sair desse trabalho, e não sabe para onde ir. Não saia! Primeiro, saiba o que busca num trabalho. Depois, pense se vai querer empreender ou procurar um novo emprego.

8. Procure um emprego! Primeiro pense em que empresas compartilham da sua visão de mundo dos seus valores e seu propósito. Quando você cria uma ponte de identificação com a organização, fica muito mais fácil se motivar e por consequência se dedicar nas tarefas a serem executadas.

9. Empreenda! Mas lembre de fazer isso desde que faça sentido. Coloque seus talentos e paixões a serviço de uma causa com a qual você se identifique. Contribua para construir a realidade que você quiser viver.

10. Faça o Programa Travessia! Em 12 encontros semanais você vai poder planejar a sua transição para um trabalho com significado.

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Os 4 mitos em torno da transição profissional que paralisam as pessoas

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Escuto muitos temores das pessoas em relação a mudanças na carreira. Resolvi, então, selecionar algumas crenças que não são verdades absolutas e precisam ser repensadas. 

- Cargo é sinônimo de felicidade

A gente está saindo da era de cargos e buscando cada vez mais a atuação em funções – menos profissões e mais atividades. Felicidade é sinônimo de satisfação e autorrealização, não de status. Ter um cargo é ter status e isso não traz felicidade. Então, busque entender quais são as funções que você gostaria de exercer a partir dos seus talentos e formas de aplicá-los. Isso pode te trazer mais felicidade que um cargo!

- Trabalho fixo é sinônimo de tranquilidade

Pode parecer tranquilo ter um trabalho, encerrar o expediente às seis da tarde e não pensar mais a respeito. Trabalho fixo é sinônimo de estabilidade financeira, mas não necessariamente emocional. Além disso, não pulverizar a renda, concentrando toda a segurança em um único trabalho, pode dar uma sensação de segurança, mas não elimina a possibilidade de demissão. A maior estabilidade está em se ancorar em si mesmo, não em uma organização.

- Fazer o bem e ganhar dinheiro são antagônicos

Fazer o bem e ter impacto positivo é possível em qualquer setor ou indústria. A questão é saber qual é o tipo de impacto que você quer causar e compreender que fazer o bem não é fazer caridade ou assistencialismo, mas melhorar a vida de alguém. Fazer o bem e ganhar dinheiro são equivalentes e, na minha opinião, são a única opção. O caos já está instaurado e cada um precisa fazer a sua parte resolvendo problemas reais, ganhando dinheiro para conseguir sobreviver e agir em prol dos outros.

- Empreender é para quem é criativo

Eu acredito que criatividade é algo nato de todo o mundo. Todos temos este potencial que pode se tornar uma habilidade. A questão é se permitir a olhar para novos mindsets e conceitos a respeito de alguma coisa. Empreender acaba sendo estigmatizado para quem é criativo, mas na verdade é para qualquer um que tenha condições, principalmente as de tomar as rédeas da própria vida e se responsabilizar pelos seus próprios atos. 

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MEU PRÓXIMO CURSO É O TRAVESSIA, NO DIA 4 DE SETEMBRO. VOLTADO PARA PESSOAS QUE DESEJAM PENSAR NOVAS POSSIBILIDADES PROFISSIONAIS E FAZER UMA TRANSIÇÃO DE TRABALHO. PARTICIPE!

10 lugares para quem está cansado do ambiente corporativo e quer "abrir a mente"

Quando a gente passa muito tempo no mundo corporativo, acaba convivendo muito com pessoas específicas, seus hábitos, assuntos, dinâmicas, etc. Para quem está no período de transição profissional, é de extrema importância começar a acessar outras realidades, não só de trabalho, mas de espaços de lazer e vivências. Na semana passada, fiz uma enquete na minha rede, onde pedia recomendações de lugares "para abrir a mente". As respostas foram diversas e eu reuni algumas neste post. Caso tenha alguma sugestão, me mande! :)

1. Google Campus

2. Escola Schumacher

3. Happy hour no Impact Hub

4. Terra Luminous

5. Núcleo de Estudos do Futuro

6. Festival Path

7. Eventos do Couchsurfing

8. Nasala

9. Espaçonave

10. Encontros de Comunicação Não-Violenta

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Participe do workshop Reset, focado na identificação dos sinais da insatisfação até os primeiros passos da mudança! Acontece no dia 31 de agosto. 

Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia, que começa em 4 de setembro. 

Travessia: perguntas e respostas sobre o curso

Em breve, inicio mais uma turma do Travessia, um curso voltado para pessoas que buscam realização profissional e impacto positivo no mundo por meio do trabalho. Neste post, esclareço alguns pontos sobre o programa e suas possibilidades.

Para se inscrever, clique aqui

Qual é o foco do curso?

O foco é alinhar o que o participante gosta de fazer com o que o mundo precisa - resolver problemas, fazendo o que gosta.  Após esse alinhamento é feito um plano para conseguir, na prática, realizar isso.

- Para participar, preciso saber exatamente o trabalho que quero desenvolver?

Não. Saber que existe um incômodo já é suficiente. O intuito do Travessia é ajudar a esclarecer e organizar os pensamentos e estruturar um caminho de ação. Sua metodologia é feita em etapas justamente para que, ao fim dos 10 encontros, o participante tenha construído seu plano de carreira. As três etapas são: um mergulho na própria história; projeção do futuro desejável e planejamento de transição. 

Na primeira etapa, é feito uma busca, através de um resgate biográfico, pelos talentos, paixões e valores afim de entender quais recursos internos gostaria de colocar disponível para o mundo. 

A segunda etapa tem o foco em sonhar o futuro desejável. Entenderemos as ambições do participante e o futuro que deseja deixar para as futuras gerações. 

A terceira etapa é a parte mais prática onde é feito uma análise dos possíveis caminhos a seguir. Depois é elaborado um plano com metas claras e formas de conquistá-las. 

- Qual é o diferencial do programa?

Trabalho com base na Antroposofia com um viés prático. O Travessia tem o mote na ação concreta, ainda que trabalhe muito a partir da biografia individual. Um dos diferenciais também é o olhar para a economia colaborativa e criativa, que tem como objetivo buscar formas não convencionais para resolver problemas reais. 

- Qual é o perfil dos participantes?

Já tive participantes de 21 a 65 anos. Não é voltado a nenhuma idade específica, mas feito para pessoas que buscam realização profissional e impacto positivo através do trabalho - seja pra quem nem começou a trabalhar ainda ou para quem está se aposentando e quer se reinventar.

São pessoas que na maioria dos casos buscam autonomia e liberdade. Elas geralmente querem sair das grandes corporações, seja para migrar para empresas menores ou empreender. Há também pessoas que já empreenderam e se vêem reféns do próprio negócio. Elas vêm das mais diversas áreas: comunicação, moda, direito, recursos humanos, psicologia. Estar num grupo multidisciplinar ajuda a aumentar os pontos de vista sobre o mesmo problema. 

- Em grupo ou individual - que é a melhor opção para o meu caso?

Os dois têm seus pontos fortes e específicos. Em grupo, há a possibilidade de trocas e aprendizados a partir da experiência alheia. Além de ser criada entre as pessoas do grupo uma rede de apoio para, inclusive, momentos posteriores ao curso. Sempre uso a imagem da equipe de corrida, com pessoas que se unem em torno de uma causa comum para trocarem motivação, experiências e apoio. Parece mais fácil correr em grupo, que sozinha, não?

Ao mesmo tempo, os encontros individuais permitem que o participante se aprofunde nas questões que são mais sensíveis a ele e pode fazer o programa no seu ritmo. É um processo mais personalizado.

A minha sugestão é o processo hibrido, de forma a seguir os encontros em grupo e acrescentar sessões individuais a partir da necessidade.  

- Como são os encontros em grupo?

Cada encontro é divididos em 3 grandes momentos. Primeiro: uma apresentação do tema do dia (exemplo: aprendendo a monetizar seu trabalho com significado). Segundo: exercício individual sobre o tema e divisão do grupo em duplas ou trios para a discussão. Terceiro: plenária para compartilhar os aprendizados. 

Saliento que não é terapia. É um processo de autoconhecimento e planejamento de carreira e estilo de vida. Aqui, não olhamos para o passado de forma a resolver seus problemas, mas para compreender e trabalhar o presente e o futuro. 

- Quero muito fazer mas não tenho condições de financeiras. Tem alguma forma de eu participar?

Sim! Que a forma de pagamento não seja um impeditivo. Se quiser fale comigo para facilitar as formas de pagamento. Também há a possibilidade de pensarmos numa troca. Mande um email para mim contando do seu caso e me faça uma proposta de permuta.

- É possível fazer reposição, caso eu não possa participar de algum encontro?

O conteúdo trabalhado é disponibilizado. A palestra inicial fica gravada e os materiais são oferecidos impressos ou online. A pessoa também pode fazer a reposição com um encontro individual (pago)

Inscreva-se!

Veja o depoimento de pessoas que participaram do programa e assista ao vídeo para conhecer um pouco mais. 

Camila Haddad fala sobre movimento colaborativo no Realidade Paralela, na segunda (7)

Quando estamos em transição, enxergamos as coisas bem nebulosas - tudo fica confuso e parece difícil vislumbrar um novo caminho a ser traçado. Isso acontece porque a gente sabe que existe outros meios e formas de caminhar, mas não sabe quais e onde procurar outras realidades que não a que estamos vivendo. 

O Realidade Paralela é uma série de entrevistas que tematizam realidades não convencionais nas formas de trabalho. A ideia é mostrar diferentes modos de criar e gerir organizações, além de como se posicionar com mais autonomia e liberdade. 

Max Noland Shen foi o convidado de estreia para falar sobre sua experiência com a publicidade desde seu período em multinacionais e agências, até a criação de algumas organizações em rede, como a Dervish. 

Os episódios acontecem ao vivo e online, para que pessoas de qualquer lugar do mundo possam participar e enviar suas perguntas. 

A próxima convidada é Camila Haddad, fundadora do Cinese e estudiosa da economia colaborativa no Brasil. Em seu mestrado, pesquisou a confiança como elemento central do movimento colaborativo. Segundo ela, a colaboração é cada vez mais parte de uma transformação fundamental da sociedade, por isso fundou em 2012 a plataforma que possibilita que qualquer pessoa divulgue e faça a transação financeira de seus cursos, de forma online. 

Para participar, cadastre-se, e receba o link para a live. É gratuito!

Cursos e Encontros que recomendo para quem está em Transição

Cursos e Encontros que recomendo para quem está em Transição

Quando a vida não está fazendo muito sentido precisamos explorar alternativas diferentes. Sair da “caixa” e enxergar outros pontos de vista traz novas perspectivas para a sua situação. Albert Einstein já dizia “Não podemos resolver nossos problemas usando o mesmo tipo de pensamento que criou esses problemas.”

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Fazer cursos e encontrar pessoas diferentes foi um passo importante na minha transição e por isso compartilho com vocês alguns que eu acho interessante. Listei cursos das áreas de empreendedorismo e autoconhecimento que eu já participei ou que conheço e confio.

Espero que você goste! ❤

Encontros

Fuck up Nights

Criado em setembro de 2012, no México, o FuckUp Nights começou como um desabafo no bar entre amigos e hoje o evento já é realizado em +80 cidades em +30 países como Índia, Estados Unidos, Espanha e Colômbia.

Em uma noite leve, é compartilhado histórias de fracassos e celebrado os aprendizados dos erros. Há sempre uma dinâmica inicial para você ver que não está sozinho nos fracassos…e depois uma apresentação de três convidados mais do que especiais que compartilham uma de suas histórias de fracasso. O próximo em São Paulo será dia 28 de julho! Se inscreva aqui.

Base papo

A Base Colaborativa é um espaço, um grupo, uma associação, um movimento. Pode chamar do que quiser. A verdade é que ela é a tentativa de fazer com que pessoas que estão mudando o mundo e pessoas que querem fazer parte desse movimento se conectem. Conectem uns com os outros, conectem com a realidade, com novos conceitos e novas inspirações. Além disso, a Base se autodenomina uma escola, que quer aprender com quem já esta fazendo. Toda quarta-feira tem o “Base Papo” com pessoas renomadas que contam suas experiências e ideias que merecem ser compartilhadas e depois tem um bate papo com os convidados. Acompanhe a página no facebook para saber quem são os convidados dos próximos encontros.

Hoffice

O Hoffice tem tudo a ver com o conceito de economia colaborativa e pode ser definido como um coworking gratuito ou uma reunião de profissionais de diferentes empresas e áreas em um mesmo lugar, sem intenção de lucro, com o objetivo de compartilhar o espaço e trocar ideias e experiências. É considerada uma rede para todos com flexibilidade que necessitam de espaços de trabalho criem uma atmosfera de trabalho em locais diferentes, como a casa ou o escritório de alguém. Entre no grupo do facebook e veja quando e onde será o próximo encontro!

Conversas de impacto

É um ótimo evento para conhecer pessoas interessadas em fazer uma mudança com impacto positivo na sociedade. O evento é mensal e realizado pela Vox Capital. Um encontro informal de convivência para conectar com pessoas que compartilham o desejo real de mudança. E que fazem acontecer, claro! Cada mês um tema é abordado. Para saber mais sobre as próximas edições acompanhe a página do facebook.

Impact Hub

Uma comunidade de empreendedores presente em mais de 80 cidades do mundo com pessoas inspiradoras e oportunidade de trabalho e negócios. Com duas unidades em São Paulo, contam com uma gama de eventos para você conhecer pessoas e aprender novas habilidades. Quando eu estava num processo de mudança, foi essencial participar para aumentar a minha rede, conhecer um universo novo e me conectar com pessoas mais alinhadas aos meus valores. Saiba mais sobre o Impact Hub e suas formas de participação.

Cursos

Ninho dos escritores

Escrever é uma forma de se conhecer melhor e explorar alguns temas latentes. É um projeto voltado para pessoas que desejam escrever, encontrar outros escritores e construir uma comunidade de pessoas que possam contribuir umas com as outras. É um projeto sem professor, mas não sem guia. É colaborativo e todos têm voz e espaço para manifestar o que sabem e o que desejam saber. São propostos exercícios semanais com críticas individuais e coletivas, pautando as discussões sobre os temas que estiverem mais latentes na escrita do grupo. Deixe seu email nesse link para receber a newsletter e saber quando será a próxima turma.

Germinar

O Programa apresenta ferramentas para o desenvolvimento social e considera a pessoa como o centro desta transformação. ao

Depois da formação é percebido indivíduos mais conscientes, com autopercepção de si e isso tem reflexo em seus entornos imediatos, relações de trabalho, família, amigos e comunidade. O diferencial do programa está em estimular a vontade de trabalhar e aprender em grupo. Há turmas em diversos estados do Brasil e na América Latina. Entre nesse link para ver quando será a próxima turma perto de você!

Art of hosting

É chamado de Arte de Anfitriar, porque é uma arte tornar-se hábil em ajudar a nós mesmos e os outros a funcionarmos bem juntos, especialmente nestes tempos de crescente complexidade. Arte de Anfitriar combina um conjunto de poderosos processos conversacionais para convidar as pessoas a agir e lidar com os desafios que encontram. Grupos e organizações que usam a Arte de Anfitriar em suas práticas de trabalho relatam melhorias no processo de tomada de decisão, bem como processos mais eficientes e eficazes de desenvolvimento de capacidades, e uma maior capacidade de responder rapidamente às oportunidades, desafios e mudanças. Infelizmente não sei quando será a próxima turma no Brasil, mas fique antenado nesse link.

Criando o meu Manual de Identidade Digital

Todo mundo que quer ter mais autonomia e liberdade, na minha opinião, precisa saber usar as mídias digitais a seu favor para se tornar relevante. Isso é possível ao se posicionar e expressar a sua autenticidade. Os dois primeiros encontros são voltados para o autoconhecimento e os dois últimos encontros são voltados para o posicionamento e expressão, usando a internet como plataforma base. O curso foi feito para quem não sabe por onde começar e precisa de auxílio para se comunicar com quem precisa de você. Saiba mais no site da Mayara Castro.

Seu site feito por você

Eu acredito que todo mundo deve ter uma “casa online” para se expressar no mundo. Fazer o meu próprio site foi um processo de autoinvestigação e continua sendo a medida que mexo nele. Eu aprendi a fazer meu site sozinha no squarespace mas eu adoraria ter tido uma ajuda incial. Por isso recomendo tanto esse curso de dois dias com a Mari Pelli ! O Squarespace é uma ferramenta para criar e administrar lindos projetos com autonomia, sem depender de especialistas. O próximo workshop em São Paulo acontece dia 6 de agosto! Saiba mais nesse link.

Launch

Um curso online que recomendo muito. Tem ótimas dicas para dar vida à sua ideia e lançar seu projeto significativo. O curso conta com conteúdos em vídeo, ferramentas em PDF, missões online e uma comunidade para trocar experiências. Você pode adquirir o curso pelo valor que achar justo e pode fazer a hora que quiser! É só baixar o material nesse link!

Líder de si

É considerada uma escola de autoconhecimento e autodesenvolvimento com um encontro por mês durante um ano. O objetivo é ajudar o indivíduo a realizar sonhos e projetos de vida, baseados no protagonismo adquirido da própria biografia. Tudo isso, através da formação de vínculos de afeto, de alegria, de espaços de compartilhamento e do senso de comunidade. Atuam a partir da Antroposofia, uma ciência espiritual capaz de transformá-lo em agente da própria história e lhe dar autonomia sobre suas decisões e sobre seu futuro. A próxima turma em São Paulo começa dia 6 de agosto! Saiba mais aqui.

O que sua vida diz pra você?

Um workshop de dois dias que passa pelos ciclos da vida para compreender em que lugar da caminhada você está. Ter um vislumbre de sua vocação, de sua missão de vida e de seus anos sagrados (30 aos 33 anos) é uma oportunidade para integrar e tomar consciência de sua caminhada na vida. Usando a metodologia biográfica baseada nos conceitos da antroposofia. Se você quiser entender mais, fale com a Karina Schmidt nesse email ou no facebook.

Curso Florescer

É uma alternativa para mulheres empreendedoras, que precisam de uma pausa no tempo, conectar-se consigo mesma e realinhar os ponteiros. O curso acontece durante um final de semana, em um chalé charmoso em Campos do Jordão — SP em pleno contato com a natureza. É trabalhado o autoconhecimento e o autodesenvolvimento através de estudos baseados na Antroposofia. A próxima turma será do dia 2 a 4 de setembro! Saiba mais nesse link.

Travessia

Claro que não poderia deixar de falar do Programa Travessia que desenhei especialmente para ajudar a elaborar um plano de transição para quem quer criar um trabalho com significado e deseja viver a sua autenticidade. O programa tem 12 encontros presenciais e começa dia 14 de setembro em São Paulo! Saiba mais nesse link.

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O processo criativo para escrever meu manifesto

O processo criativo para escrever meu manifesto

 

Queria escrever um texto que me relembrasse todos os dias do que eu valorizo na vida, uma declaração do que desejo viver no dia a dia, para me lembrar do que é realmente importante para mim.

Queria escrever um texto que me orientasse nos momentos de dúvida no momento de tomar uma decisão.

Já que a atividade dessa semana, no desafio 9 semanas, é extrair seus valores, a partir de um resgate biográfico, e pontencialmente escrever seu manifesto. Então compartilho com vocês o meu processo criativo e meu manifesto.

 

Meu processo criativo

Como eu estudo antroposofia e sei da importância da nossa história de vida, decidi fazer um mini resgate biográfico temático. Mapeei as decisões mais importantes, relevantes e difíceis que tomei na vida para entender quais eram os valores que moravam por trás das decisões tomadas. Sempre quando tomamos uma decisão, estamos dizendo sim para algo. E foi essa investigação que eu fiz. Se você quiser fazer também, se inscreva no desafio 9 semanas.

Depois de chegar numa lista de valores, refleti se eram exatamente aqueles que eu gostaria de levar adiante ou se algum poderia ser descartado e outros adicionados. Quando consegui criar a lista dos valores que eu realmente não queria abrir mão, e que gostaria de cultivar no futuro, decidi criar um “dicionários” dos significado de cada um deles. Dei uma definição de um ou duas sentenças para cada valor. Afinal cada um atribui o sentido que quiser e queria deixar mais claro o significado que cada valor tem para mim.

Uma vez com as definições dos valores, estava pronta para criar meu manifesto. Eu fiz como se eu, com 90 anos estava conversando comigo me dando conselhos. Aproveitei para sublinhar os valores para eu me lembrar do que estava em jogo.

Leio esse texto principalmente quando estou indecisa precisando tomar alguma decisão.

Meu Manifesto

A vida é muito curta para ser desperdiçada então não se dê o luxo de gastar tempo fazendo o que não importa.

Empreenda a vida e crie seu próprio caminho honrando quem e o que veio primeiro.

Conecte-se com o sentido da vida, com seu entorno e com o planeta. Volte para dentro e lembre-se o que veio fazer aqui e agora.

Esteja alinhada com a sua missão de vida e ao da humanidade: evoluir.

Ocupe seu lugar e disponibilize o lugar que você está ocupando para quem é responsável por ele.

Crie um trabalho com significado, não espere ele bater na sua porta. Alinhe sua missão com a sua ação.

Seja autêntica e coloque a serviço sua contribuição única. Ninguém poderá fazer isso por você.

Desenvolva uma visão sistêmica para fazer escolhas conscientes do impacto que você causa no seu entorno e na sociedade.

Faça o que você ama sem deixar de resolver problemas reais do mundo

.Não trabalhe por dinheiro. Trabalhe pelo trabalho de melhorar o mundo, principalmente o seu entorno. Se isso for genuíno, fará sentido para os outros e você será reconhecida por isso.

Comece dando o que você precisa e você receberá o que necessita.

Confie na sua intuição e incorpore seu poder pessoal.

Coloque o Ter a serviço do Ser. Não se apegue a formas, só a essência. Flua mais. Não sofra com mudanças, ela é o que tem de mais estável na vida.

Tenha um estilo de vida com propósito. Deixe um legado.

Tenha discernimento para tomar decisões baseados nos seus valores de vida e no que é prioridade. Busque a coerência entre seu pensar, seu sentir e seu querer.

Ajude a criar um senso de comunidade distribuindo poder e aumentando o acesso a bens e ao conhecimento.

Colabore para cocriar caminhos e cultive relações verdadeiras. Esteja perto de quem quer criar um futuro parecido com o seu.

Busque sempre ter um novo olhar para enxergar o mundo e a vida de outras formas. Leve em consideração outros pontos de vista.

Desenvolva autonomia e busque a autosuficiência, consciente da interdependência.

Não separe. Integre. Siga o caminho do meio.

Concretize sonhos que você se sentirá realizada.

Sonhe com a sua visão de futuro e a transforme em realidade. Foque no futuro e esteja presente no agora.

Tenha disciplina, por que ela liberta.

Esteja sempre em movimento, independente do que acontecer. É isso que gera vida.

Seja responsável e tenha maturidade para responder com consciência a tudo que vier na sua direção.

Opte por qualidade versus quantidade.

Prazer é uma premissa para viver com leveza.

Viva a vida alinhada com a sua verdade. Só a sua.

Faça da felicidade a trajetória.

Crie uma família com todo seu amor e dê tempo de qualidade.

Seja protagonista da sua vida e não aceite nada menos que do que o incrível.

Lembre-se que a simplicidade é o grau máximo da sofisticação.

Saia da sua zona de conforto, busque ir além. Terão momentos difíceis mas não desista. Vale a pena. Quem não arrisca não petisca.

Tudo dará certo se você tiver garravontade e amor para fazer a diferença enquanto tiver vida.

Te incentivo a fazer o seu manifesto. Aproveite e deixe bonito visualmente e enquadre, como o Holstee Manifesto fez. Coloque em um lugar estratégico na sua casa que você vai ler todos os dias para te relembrar do que é realmente importante na sua vida.

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Essa é uma das atividades que fazemos no Programa Travessia com 12 encontros para ajudar a criar um trabalho com significado a partir do que cada um tem de mais autêntico.

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Por que temos tanto medo de mudar?

Por que temos tanto medo de mudar?

Como já disse o filósofo Heráclito, "ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo". Somos seres mutáveis, estamos sempre nos transformando. Então por que será que quando temos ciência desses momentos, seja por uma pequena ou grande mudança, uma das primeiras sensações que vem é medo? Por que há tanta gente insatisfeita com o trabalho e simplesmente não muda? A resposta está no nosso entorno. 

A sociedade em que vivemos preza por status fama e glamour. É mais importante ser rico que ser feliz, de acordo com o senso comum. Por isso, esses indicadores de sucesso ficam no nosso radar e podem acabar amarrando a vontade de mudar, causando medo e paralisia. 

Vivemos um momento de muitos dilemas e muitas polaridades. A pressão externa indica que o melhor a fazer é seguir um caminho já conhecido, enquanto a pressão interna diz para seguir o coração. 

Quando vendi meu carro, as pessoas lamentavam como se fosse uma perda, enquanto que pra mim significava uma mudança de estilo de vida. Me fez pensar que, por mais que os nossos valores mudem, o entorno ainda valoriza outras coisas, o que pode fazer com que duvidemos das nossas próprias decisões e sintamos medo – do que as pessoas pensam, do que vai acontecer, de não achar a melhor forma, da frustração.

Quando temos uma atividade ativa, tomamos as rédeas da própria vida e isso nem sempre e confortável. Não esperar o chefe falar o que é preciso fazer, ou que chegue uma promoção para mudar de cargo, pode ser duro. Não há ninguém dando respostas ou ordens, você é responsável pelas próprias escolhas e não tem mais a quem culpar. Ocupar esse lugar exige maturidade e pode ser um caminho a ser preparado.

A sugestão é dar pequenos passos, com uma rede de apoio que acredita e valoriza as mesmas coisas que você. Se colocar num lugar de eterno aprendiz te ajuda a mudar de rota se for necessário e aprender com tudo o que você fizer.

A primeira etapa começa com a identificação dos medos. Entender o que é que precisa cuidar ao fazer a transição. Por exemplo: tenho medo de não ter uma estabilidade financeira. Então a primeira coisa que eu vou cuidar é isso, depois seguir com outros objetivos.

Quando a gente tem medo, aparecem as nossas sombras. E as nossas sombras são nossos talentos em demasia. Use seus medos a seu favor e transforme-os em objetivos pra serem alcançados na transição.

Na antroposofia podemos dividir o ser humano em três – pensar, sentir e fazer. No âmbito do pensar, criamos ideias, crenças e convicções. No âmbito do sentir, desenvolvemos valores, sensações e auto-estima. No âmbito do querer ou do fazer, desenvolvemos hábitos, rotinas e capacidades. Todas essas coisas precisam ser levadas em consideração quando queremos fazer uma transição.

Dúvidas

O que fazer, quando você tem dúvidas do caminho a seguir? Experimente novas possibilidades, pesquise referências, leia sobre o assunto. Conheça outros temas e principalmente invista no autoconhecimento. No âmbito do sentir, quando nos sentimos inseguros e com medo do desconhecido, rejeitamos ou criamos uma antipatia e não aceitamos fazer a transição, por mais que racionalmente faça sentido. Neste caso precisamos desenvolver confiança.

Confiança

Então o que fazer para desenvolver confiança? Coloque em perspectiva o seu momento e entenda a sua história. Se aproprie dela e faça movimentações de teste. Peça feedback e pergunte o que você faz que os outros não fazem. Mapeie os momentos de pique e performance na sua vida, ou seja, os momentos em que você mais entregou e teve impacto – seja por reconhecimento externo ou por auto realização. 

Se liberte!

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Participe do workshop Reset, focado na identificação dos sinais da insatisfação até os primeiros passos da mudança! Acontece no dia 31 de agosto. 

Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia, que começa em 4 de setembro. 

Para ter um trabalho com significado, não é preciso ter uma ideia genial; é preciso acreditar em si mesmo

Esqueça a ideia que para empreender é necessário ser criativo. Às vezes, presas nesta ideia, as pessoas deixam de investir em uma ideia ou partem para uma franquia, na vontade de tocar um negócio. Mais que criatividade, o importante mesmo é saber reconhecer os próprios talentos e entender como empregá-los na área desejada.

Para começar, é importante se perguntar qual é a necessidade do mundo que você quer sanar. E talvez isso seja mais fácil do que você imagina. Olhe pra sua própria necessidade, o que te faz falta neste mundo?

A Miri Stock, que participou de um do Programa Travessia, sentia a necessidade de trabalhar o seu feminino através do prazer. Percebeu que isso era uma questão para muitas outras mulheres e criou o Prazerelas, projeto que visa empoderar mulheres por meio de sua própria sexualidade.

Empreender não acontece de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. É necessário se identificar com a causa, até para conseguir enfrentar os momentos de dificuldade que irão surgir. Sem uma afinidade com o projeto, fica mais fácil desistir que tentar se reerguer. 

Por isso que digo que autoconhecimento é fundamental para criar um trabalho com significado, seja empreendendo ou não. Iniciar um negócio nem sempre é a melhor opção, e se você conhecer seus incômodos e prazeres, vai saber o que fazer, onde investir - pode ser dentro da própria empresa de atuação. 

Pergunte às pessoas pelo que elas te reconhecem, compartilhe sua ideia e peça feedback. Para isso não é preciso que o projeto esteja perfeito e "redondinho", isso vai acontecer com o tempo e conforme for amadurecendo. Acredite!

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Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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