O processo criativo para escrever meu manifesto

O processo criativo para escrever meu manifesto

 

Queria escrever um texto que me relembrasse todos os dias do que eu valorizo na vida, uma declaração do que desejo viver no dia a dia, para me lembrar do que é realmente importante para mim.

Queria escrever um texto que me orientasse nos momentos de dúvida no momento de tomar uma decisão.

Já que a atividade dessa semana, no desafio 9 semanas, é extrair seus valores, a partir de um resgate biográfico, e pontencialmente escrever seu manifesto. Então compartilho com vocês o meu processo criativo e meu manifesto.

 

Meu processo criativo

Como eu estudo antroposofia e sei da importância da nossa história de vida, decidi fazer um mini resgate biográfico temático. Mapeei as decisões mais importantes, relevantes e difíceis que tomei na vida para entender quais eram os valores que moravam por trás das decisões tomadas. Sempre quando tomamos uma decisão, estamos dizendo sim para algo. E foi essa investigação que eu fiz. Se você quiser fazer também, se inscreva no desafio 9 semanas.

Depois de chegar numa lista de valores, refleti se eram exatamente aqueles que eu gostaria de levar adiante ou se algum poderia ser descartado e outros adicionados. Quando consegui criar a lista dos valores que eu realmente não queria abrir mão, e que gostaria de cultivar no futuro, decidi criar um “dicionários” dos significado de cada um deles. Dei uma definição de um ou duas sentenças para cada valor. Afinal cada um atribui o sentido que quiser e queria deixar mais claro o significado que cada valor tem para mim.

Uma vez com as definições dos valores, estava pronta para criar meu manifesto. Eu fiz como se eu, com 90 anos estava conversando comigo me dando conselhos. Aproveitei para sublinhar os valores para eu me lembrar do que estava em jogo.

Leio esse texto principalmente quando estou indecisa precisando tomar alguma decisão.

Meu Manifesto

A vida é muito curta para ser desperdiçada então não se dê o luxo de gastar tempo fazendo o que não importa.

Empreenda a vida e crie seu próprio caminho honrando quem e o que veio primeiro.

Conecte-se com o sentido da vida, com seu entorno e com o planeta. Volte para dentro e lembre-se o que veio fazer aqui e agora.

Esteja alinhada com a sua missão de vida e ao da humanidade: evoluir.

Ocupe seu lugar e disponibilize o lugar que você está ocupando para quem é responsável por ele.

Crie um trabalho com significado, não espere ele bater na sua porta. Alinhe sua missão com a sua ação.

Seja autêntica e coloque a serviço sua contribuição única. Ninguém poderá fazer isso por você.

Desenvolva uma visão sistêmica para fazer escolhas conscientes do impacto que você causa no seu entorno e na sociedade.

Faça o que você ama sem deixar de resolver problemas reais do mundo

.Não trabalhe por dinheiro. Trabalhe pelo trabalho de melhorar o mundo, principalmente o seu entorno. Se isso for genuíno, fará sentido para os outros e você será reconhecida por isso.

Comece dando o que você precisa e você receberá o que necessita.

Confie na sua intuição e incorpore seu poder pessoal.

Coloque o Ter a serviço do Ser. Não se apegue a formas, só a essência. Flua mais. Não sofra com mudanças, ela é o que tem de mais estável na vida.

Tenha um estilo de vida com propósito. Deixe um legado.

Tenha discernimento para tomar decisões baseados nos seus valores de vida e no que é prioridade. Busque a coerência entre seu pensar, seu sentir e seu querer.

Ajude a criar um senso de comunidade distribuindo poder e aumentando o acesso a bens e ao conhecimento.

Colabore para cocriar caminhos e cultive relações verdadeiras. Esteja perto de quem quer criar um futuro parecido com o seu.

Busque sempre ter um novo olhar para enxergar o mundo e a vida de outras formas. Leve em consideração outros pontos de vista.

Desenvolva autonomia e busque a autosuficiência, consciente da interdependência.

Não separe. Integre. Siga o caminho do meio.

Concretize sonhos que você se sentirá realizada.

Sonhe com a sua visão de futuro e a transforme em realidade. Foque no futuro e esteja presente no agora.

Tenha disciplina, por que ela liberta.

Esteja sempre em movimento, independente do que acontecer. É isso que gera vida.

Seja responsável e tenha maturidade para responder com consciência a tudo que vier na sua direção.

Opte por qualidade versus quantidade.

Prazer é uma premissa para viver com leveza.

Viva a vida alinhada com a sua verdade. Só a sua.

Faça da felicidade a trajetória.

Crie uma família com todo seu amor e dê tempo de qualidade.

Seja protagonista da sua vida e não aceite nada menos que do que o incrível.

Lembre-se que a simplicidade é o grau máximo da sofisticação.

Saia da sua zona de conforto, busque ir além. Terão momentos difíceis mas não desista. Vale a pena. Quem não arrisca não petisca.

Tudo dará certo se você tiver garravontade e amor para fazer a diferença enquanto tiver vida.

Te incentivo a fazer o seu manifesto. Aproveite e deixe bonito visualmente e enquadre, como o Holstee Manifesto fez. Coloque em um lugar estratégico na sua casa que você vai ler todos os dias para te relembrar do que é realmente importante na sua vida.

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Essa é uma das atividades que fazemos no Programa Travessia com 12 encontros para ajudar a criar um trabalho com significado a partir do que cada um tem de mais autêntico.

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Por que temos tanto medo de mudar?

Por que temos tanto medo de mudar?

Como já disse o filósofo Heráclito, "ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo". Somos seres mutáveis, estamos sempre nos transformando. Então por que será que quando temos ciência desses momentos, seja por uma pequena ou grande mudança, uma das primeiras sensações que vem é medo? Por que há tanta gente insatisfeita com o trabalho e simplesmente não muda? A resposta está no nosso entorno. 

A sociedade em que vivemos preza por status fama e glamour. É mais importante ser rico que ser feliz, de acordo com o senso comum. Por isso, esses indicadores de sucesso ficam no nosso radar e podem acabar amarrando a vontade de mudar, causando medo e paralisia. 

Vivemos um momento de muitos dilemas e muitas polaridades. A pressão externa indica que o melhor a fazer é seguir um caminho já conhecido, enquanto a pressão interna diz para seguir o coração. 

Quando vendi meu carro, as pessoas lamentavam como se fosse uma perda, enquanto que pra mim significava uma mudança de estilo de vida. Me fez pensar que, por mais que os nossos valores mudem, o entorno ainda valoriza outras coisas, o que pode fazer com que duvidemos das nossas próprias decisões e sintamos medo – do que as pessoas pensam, do que vai acontecer, de não achar a melhor forma, da frustração.

Quando temos uma atividade ativa, tomamos as rédeas da própria vida e isso nem sempre e confortável. Não esperar o chefe falar o que é preciso fazer, ou uma promoção para mudar de cargo pode ser duro. Não há ninguém dando respostas ou mesmo ordens, portanto você é mais responsável pelas próprias escolhas e não tem mais a quem culpar. Ocupar esse lugar exige maturidade, então pode ser um caminho a ser preparado.

A sugestão é dar pequenos passos, com uma rede de apoio que acredita e valoriza as mesmas coisas que você. Se colocar num lugar de eterno aprendiz te ajuda a mudar de rota se for necessário e aprender com tudo o que você fizer.

A primeira etapa começa com a identificação dos medos. Entender o que é que precisa cuidar ao fazer a transição. Por exemplo: tenho medo de não ter uma estabilidade financeira. Então a primeira coisa que eu vou cuidar é isso, depois seguir com outros objetivos.

Quando a gente tem medo, aparecem as nossas sombras. E as nossas sombras são nossos talentos em demasia. Use seus medos a seu favor e transforme-os em objetivos pra serem alcançados na transição.

Na antroposofia podemos dividir o ser humano em três – pensar, sentir e fazer. No âmbito do pensar, criamos ideias, crenças e convicções. No âmbito do sentir, desenvolvemos valores, sensações e auto-estima. No âmbito do querer ou do fazer, desenvolvemos hábitos, rotinas e capacidades. Todas essas coisas precisam ser levadas em consideração quando queremos fazer uma transição.

Dúvidas

O que fazer, quando você tem dúvidas do caminho a seguir? Experimente novas possibilidades, pesquise referências, leia sobre o assunto. Conheça outros temas e principalmente invista no autoconhecimento. No âmbito do sentir, quando nos sentimos inseguros e com medo do desconhecido, rejeitamos ou criamos uma antipatia e não aceitamos fazer a transição, por mais que racionalmente faça sentido. Neste caso precisamos desenvolver confiança.

Confiança

Então o que fazer para desenvolver confiança? Coloque em perspectiva o seu momento e entenda a sua história. Se aproprie dela e faça movimentações de teste. Peça feedback e pergunte o que você faz que os outros não fazem. Mapeie os momentos de pique e performance na sua vida, ou seja, os momentos em que você mais entregou e teve impacto – seja por reconhecimento externo ou por auto realização. 

Se liberte!

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Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

Para ter um trabalho com significado, não é preciso ter uma ideia genial; é preciso acreditar em si mesmo

Esqueça a ideia que para empreender é necessário ser criativo. Às vezes, presas nesta ideia, as pessoas deixam de investir em uma ideia ou partem para uma franquia, na vontade de tocar um negócio. Mais que criatividade, o importante mesmo é saber reconhecer os próprios talentos e entender como empregá-los na área desejada.

Para começar, é importante se perguntar qual é a necessidade do mundo que você quer sanar. E talvez isso seja mais fácil do que você imagina. Olhe pra sua própria necessidade, o que te faz falta neste mundo?

A Miri Stock, que participou de um do Programa Travessia, sentia a necessidade de trabalhar o seu feminino através do prazer. Percebeu que isso era uma questão para muitas outras mulheres e criou o Prazerelas, projeto que visa empoderar mulheres por meio de sua própria sexualidade.

Empreender não acontece de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. É necessário se identificar com a causa, até para conseguir enfrentar os momentos de dificuldade que irão surgir. Sem uma afinidade com o projeto, fica mais fácil desistir que tentar se reerguer. 

Por isso que digo que autoconhecimento é fundamental para criar um trabalho com significado, seja empreendendo ou não. Iniciar um negócio nem sempre é a melhor opção, e se você conhecer seus incômodos e prazeres, vai saber o que fazer, onde investir - pode ser dentro da própria empresa de atuação. 

Pergunte às pessoas pelo que elas te reconhecem, compartilhe sua ideia e peça feedback. Para isso não é preciso que o projeto esteja perfeito e "redondinho", isso vai acontecer com o tempo e conforme for amadurecendo. Acredite!

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Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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As crises são boas porque elas abalam o nosso mundo

Você já ouviu que “depois da tempestade sempre vem a calmaria”? Pois é, por isso tendo a crer que as crises são as melhores coisas que podem existir em nossas vidas. Isso porque elas nos deixam expostos ao inusitado, nos obrigam a sair da zona de conforto e a estarmos porosos à inovação.

Na antroposofia, como já disse, dividimos a vida em setênios. E o que marca a mudança entre elas são elas mesmas, as crises. Isso mesmo! Vou falar sobre as principais, relacionadas ao trabalho.

Aos 21 anos, sofremos a crise da identidade, na qual a gente se pergunta quem somos, o que viemos fazer. Estamos em busca de compreender o nosso próprio ser, se fazendo diferente dos nossos pais.

Aos 28 anos, temos a crise dos talentos, que é um momento onde a gente já adquiriu uma certa experiência de trabalho e aí se pergunta: “No que de fato sou bom?”. Já percorremos um caminho de experimentação e chega um momento de escolha no que é preciso se aprofundar. É hora de colocar em xeque tudo o que faz e muitas vezes seguir por um caminho diferente do que vinha fazendo ou se comprometer e focar no que tem sido feito.  

Entre os 35 e 40, acontece a crise da autenticidade, quando já foi percorrido um caminho profissional sólido. Já trabalha em algo que é reconhecido, mas não necessariamente sabe o seu lugar único no mundo. Começa uma busca do lugar verdadeiro, para viver de acordo com a essência e os valores. As obrigações começam a ser questionadas.

Dos 40 em diante, começa a despertar a vontade de transmitir aos outros aquilo que já foi aprendido, de forma a doar os frutos mais maduros e retribuir à humanidade por tudo aquilo que ganhou. É comum, nesta fase, as pessoas saírem das organizações, para trabalhar com projetos sociais.

Fique tranquilo e continue a caminhada! Saber dessas crises pode te ajudar a se localizar e compreender que elas fazem parte da vida e são importantes. É durante os momentos mais difíceis que temos acesso às nossas sombras. Podemos encará-los como uma oportunidade de olhar para o que há de fragilidade e transformá-las em fortalezas.

Se quiser entender mais sobre as diferentes fases da vida e sobre a sua própria biografia, conheça o Programa SerVir ou então o Programa Travessia para te ajudar a fazer uma transição para um trabalho com significado baseado na sua biografia. 

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Por que separamos vida profissional de vida pessoal?

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Herdamos da revolução industrial a necessidade de ser quase uma máquina que produz incessantemente, ignorando necessidades pessoais. Assim se mantém o sistema a que estamos submetidos. Então, muitas vezes as pessoas encaram o trabalho como algo onde não é permitido mostrar sentimentos e emoções.  Muitas vezes é preciso agir de uma forma completamente diferente de quem se é.

Ao meu ver, é impossível um trabalho com significado se não houver a quebra dessa barreira que divide as duas coisas.

Recentemente fiz a pergunta: "O que significa a trabalho para você?". Algumas respostas foram:

Trabalho pra mim é um local/ação que eu aprendo coisas novas todos os dias, da maneira que esse conhecimento se apresentar e no final tenho um sentimento de satisfação/propósito. – Nathan Parada

‘Aquela parte chata da vida que proporciona aquelas coisas legais da vida” – Beatriz Izzo

“Vida, fluxo, complemento, meio para um fim/propósito.” – Mari Viana

TRABALHO = DIGNIDADE?

Acho estranho que passado tanto tempo e diante de tantas revoluções, aquele pensamento antigo se mantenha, onde a dignidade se faz do trabalho suado. Se já o nome, com raíz do latim, carrega as marcas de um objeto de tortura da antiguidade, tripalium, já deveria ter sido ressignificado.

Pelo contrário, temos a mania de valorizar o que é referente a trabalho e desmerecer o que é lazer ou cuidado pessoal. Quantas vezes as pessoas não justificam faltas em compromissos por causa de trabalho. E se é trabalho, está tudo bem! O mesmo se faz do contrário, quando só aceitam algo se for por esse motivo. Até quando?

Uma participante do workshop Reset que ministrei no mês passado, contou que numa mesma época perdeu o pai, o emprego e mudou de casa. Quando as pessoas se dirigiam a ela só perguntavam quando voltaria a trabalhar.

TRABALHO VIROU OBJETO DE STATUS E ESCUDO E DESCULPA PARA NÃO LIDARMOS COM OS SENTIMENTOS – OS NOSSOS E OS ALHEIOS.

Resta saber o quanto cada um de nós está realmente a mudar essas crenças. Cabe a nós começar a fazer essa mudança e introjetar dentro de nós. Responder diferente do que é dito e posto. 

Quando eu falo sobre trabalho com significado, é algo que gere remuneração sim, pois é necessário, mas que esteja intimamente ligado ao que se é individualmente – o propósito, a história de vida de cada um, os talentos, etc. Por isso está totalmente ligado ao pessoal e ao autoconhecimento. Falo sobre isso num próximo post.

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Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

Por que temos que viver dentro de formatos?

Já me perguntaram por que não uso a palavra coach pra me denominar. A resposta é: eu não caibo dentro deste termo. Na verdade, eu não me encaixo em nenhum. Coach diz respeito a uma das formas que eu posso oferecer para exercitar o meu propósito, relacionado ao desenvolvimento da autonomia. Então, por que me fechar em uma palavra, sendo que eu também facilito eventos, fotografo, administro um espaço, dou consultoria e e outras coisas mais?

A vida inteira somos estimulados a ocupar caixas, mesmo sem saber a que de fato servimos dentro delas. Somos reconhecidos mais pelos formatos que pelos propósitos, então não importa se somos felizes como médicos, engenheiras, atrizes, arquitetos, mas se temos o título.

Por isso o vestibular é algo tão grandioso por aqui. É o momento onde escolhemos o que vamos fazer para o resto de nossas vidas. Será? A gente já saiu da era das profissões e passamos aos seres multifacetados onde exercemos diversas atividades com funções distintas. Uma maneira muito mais liquida e maleável. Ancoramos a nossa carreira no propósito e não mais no formato. Zigmund Bauman fala que estamos sempre mudando de forma – assim podemos exercer todos os nossos potenciais e habilidades em prol de um propósito. Muitas vezes isso pode ser visto como falta de foco, mas acredito que podemos, sim, nos dedicar integralmente com todos nossas habilidades. 

Ao ter consciência sobre o propósito individual, fica mais fácil encontrar um jeito de amarrar todos os interesses, habilidades, talentos e paixões em alguma ou algumas atividades. Quando há essa clareza, é possível compreender  a causa que deseja dedicar-se integralmente.

Gostaria que as pessoas se apresentassem cada vez mais como elas podem ajudar pessoas, qual é a bandeira que elas levantam e aí usar isso em favor das atividades que vão executar. Não o contrário.

Isso ajudará também no momento em que a "caixa" ocupa  ou profissão que exerce passa a não fazer mais sentido.

Quanto mais as pessoas são reconhecidas pelo propósito que elas querem dedicar a sua vida, ou seja, pela realidade que elas querem criar mais fácil é para fazer mudanças no trabalho.

Já o oposto não é possível. Quando se muda de profissão sem que haja um reconhecimento da nova habilidade que quer se firmar,  a transição pode ser mais dolorosa.

Como gastamos muito tempo da nossa vida trabalhando,  que tal ter clareza da diferença que quer fazer?  

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3 Hábitos que mudaram minha vida

3 Hábitos que mudaram minha vida

Simples ações diárias que transformaram a forma como me relaciono com o mundo.

1 — Colei no chuveiro a frase “Eu sou responsável por tudo que me acontece sem exceção”

 

Toda vez que eu vou tomar banho reflito sobre essa frase. Eu comecei a perceber que culpar os outros já não era uma alternativa, muito menos terceirizar a minha responsabilidade perante as situações que não me satisfaziam. Se tem algo que eu não estou feliz em determinada situação, eu fico pensando sobre o que eu poderia fazer para mudar aquela situação. A forma como os outros agem não está sob meu controle, mas como eu reajo perante os outros é escolha minha. Quando tomei conta disso, foi uma mudança tremenda.

Não podemos mais nos dar o luxo de reclamar sobre qualquer situação. Afinal de contas, escolhemos absolutamente tudo. E só cabe a cada um de nós fazer algo para mudar.

2 — Só fazer escolhas que contribuem para o mundo que eu quero criar.

Percebi que qualquer escolha que eu faço gera uma reação sistêmica. Onde eu invisto meu dinheiro, meu tempo e minha energia, vai continuar existindo. Então, por que comprar produtos de marcas que não me agradam? Por que trabalhar em lugares que não fazem sentido?

Aqui vai um simples exemplo: Um dia fui pagar o estacionamento no shopping. Tinha duas opções de pagamento: pagar no caixa eletrônico ou com uma pessoa no guichê do caixa. Nenhum dos dois tinham fila. Parei e pensei: “o que eu quero que continue existindo no futuro?” e escolhi o caixa eletrônico porque quero mais pessoas fazendo coisas criativas e menos mecanizadas.

Outro exemplo: Fui comprar leite de vegetais no supermercado. Tinha um leite de arroz orgânico da Jasmine, por R$21,00 e outro da Nestlé por R$9,00. Escolhi o mais caro mesmo não querendo gastar tanto por que sabia que eu estaria contribuindo para uma marca com produtos orgânicos continuar existindo. É isso que eu quero para o mundo.

3 — Ouvir a vozinha. A verdade mais verdadeira é ela.

Tem muita coisa bacana sendo falada por aí, mas nem sempre o que serve para um serve para todos. Quando passei a checar as informações ditas com a minha intuição, comecei a seguir somente aquilo que fazia sentido pra mim e a vida começou a fluir.

A verdade mais verdadeira é a sua. E ninguém tem essas respostas para te dar.

Essas simples mudanças fizeram toda a diferença na minha vida. Se você gostou dessas dicas, aperte o coraçãozinho para que mais pessoas leiam.

Quais atitudes que mudaram a sua vida? Adoraria ouví-las!

Se achou essas dicas úteis, aperte no coraçãozinho, ajudará o texto a chegar a mais gente. 

9 perigos da autocrítica

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9 perigos da autocrítica

Avaliar a si mesmo é essencial. Parar para se observar, enxergar o que é preciso mudar, aprimorar ou permanecer. Mas quando o julgamento toma conta e começa a determinar ou impossibilitar ações, a autocrítica para de ser produtiva e passa a ser impeditiva. Durante um processo de transição, ela se torna uma armadilha quando:

#1 A busca pelo perfeccionismo

A pessoa nunca está pronta, quer ser perfeita para se apresentar ao mundo ou dar o próximo passo. Quando isso acontecer, é importante projetar, prototipar e agir.

#2 Paralisa porque a opinião alheia se torna o foco

A transição exige muitas renúncias e é difícil se desapegar dos indicadores de sucesso que a sociedade preza para dar espaço ao que é realmente importante pra cada um

#3 Medo da frustração

Se vê diante de uma possível frustração, que pode ser muito dolorosa já que terá investido muita energia em vão. Então acha melhor ficar onde está. Quando isso acontecer, se permita errar. Certamente você vai errar ao longo do caminho. Lembre-se: errar é aprender.

#4 Não vê um diferencial no que quer fazer

Não faz por não ter um projeto único. "Tem tanta gente fazendo e a concorrência é enorme, então por que o meu seria interessante?" - se pergunta. 

Já é único pelo simples fato de ser você quem está fazendo.

#5 Se colocar como especialista sobre determinado assinto, então não pode errar.

Saber tudo sobre algo enrijece e impossibilita aprimoramento. Estamos sempre aprendendo.

#6 Acha que tem uma ideia genial e não quer compartilhar.

Quanto mais você compartilha, mais se escuta e mais feedback tem. Ao colocar algo como perfeito, mesmo que cru, se não der certo, aí sim a frustração pode ser grande.

#7 Controlar 100% o caminho

Traça um caminho e se fixa nele, sem espaço para novas possibilidades que possam surgir. Valoriza o imediatismo, no lugar do processo.

É importante enxergar entre os tons das cores, possibilidades entre cada passo a ser seguido. Se abrir para o caos organizado e permitir que o imprevisto aconteça. Você pode se surpreender com os resultados.

#8 Naturaliza habilidades, sem enxergar o valor que elas têm.

Às vezes os talentos não são extraordinários, podem ser as coisas mais simples e mais fáceis para você, mas não para outra pessoa. 

#9 Não faz porque não tem todas as habilidades.

Executar bem uma coisa só já é o suficiente. Entender quais são as habilidades complementares pode fazer surgir ótimas parcerias ou até despertar novos interesses

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Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

DESAFIO EM 9 SEMANAS: SAIR DA ZONA DE CONFORTO E COMEÇAR A CRIAR UM TRABALHO COM SIGNIFICADO

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DESAFIO EM 9 SEMANAS: SAIR DA ZONA DE CONFORTO E COMEÇAR A CRIAR UM TRABALHO COM SIGNIFICADO

A mudança só ocorre quando nos colocamos em movimento. Por isso decidi criar um desafio, uma série de atividades semanais para ajudar quem quer fazer uma transição e criar um trabalho com significado.

VOCÊ ESTÁ PRONTA PARA REMAR UM POUCO MAIS EM DIREÇÃO AO QUE TE MOVE?

Durante 9 semanas, vou sugerir uma ação prática ou reflexiva  —  ambas com base no autoconhecimento e no relacionamento interpessoal. O intuito é explorar sua rede e extrair novas possibilidades para buscar o que faz sentido para você criar um trabalho com mais significado.

Vamos te colocar em movimento em direção ao que faz sentido pra você e desenvolver a sua força de vontade, uma das principais habilidades necessárias para você criar um caminho autêntico que faça sentido.

Na ausência dela, fica fácil seguir a maré, ir em direção dos ventos, fazer só o que os outros querem e por consequência terceirizar as decisões da sua vida e fazer coisas que não fazem sentido. Não é isso que você quer, né?

De nada adianta só querer mudar, se você não for agir efetivamente para transformar a situação. Então agora é a hora de desenvolver a sua força de vontade e sua disciplina! O primeiro passo é se comprometer com o seu próprio desejo de mudar. Desta forma você estará disposta a sair da sua zona de conforto para começar a fazer coisas diferentes.

As atividades propostas são uma pequena parte do Programa Travessia. Uma série encontros para quem quer planejar uma transição e criar um trabalho com significado. Como o programa só começa dia 4 de setembro, você vai ter um gostinho do que se trata ao participar deste desafio.

SE VOCÊ REALMENTE SE COMPROMETER COM O DESAFIO E FAZER AS ATIVIDADES PROPOSTAS NAS 12 SEMANAS, EU QUERO TE AJUDAR!

Estarei disponível pra tirar suas dúvidas e te incentivar na sua jornada. É só entrar nesse grupo no facebook e ir postando quaisquer questões, angústias, obstáculos, e juntos vamos criar uma rede de apoio para incentivar uns aos outros.

PARA FAZER O DESAFIO E SER AVISADO POR EMAIL, CLIQUE AQUI VOCê VERÁ A CAIXINHA EMBAIXO DO LADO DIREITO. TODA SEMANA SAI UMA NOVA AÇÃO E A ATIVIDADE INTROSPECTIVA PRA VOCÊ FAZER EM CASA.

GOSTOU DO DESAFIO?

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Antroposofia: como avaliar a sua própria vida a partir dos setênios?

Olhar para o passado para projetar um futuro melhor é um caminho possível para quem busca viver mais realizado na vida e no trabalho.

 

A Antroposofia, a filosofia que explora a sabedoria do homem, criada por Rudolf Steiner, está a nossa disposição e nos convida a usar a nossa própria história como fonte de referência para criar uma vida com mais significado.

Os setênios são as chamadas transformações que vivemos a cada 7 anos, segundo a Antroposofia. Passamos por setênios e cada um reflete uma fase da vida, que merece ser olhada com carinho e cuidado.

Podemos observar uma grande fase que vai dos 0 aos 21 anos, outra que vai dos 21 aos 42 anos e uma terceira que vai dos 42 aos 63 anos. Dos zero aos 21, ao passo que a gente se desenvolve fisicamente, o nosso foco está em aprender. Dos 21 aos 42, amadurecemos piscológicamente e precisamos lutar e dos 42 aos 63, nos tornamos sábios.

O que cada setênio representa é o que vamos contar, brevemente, hoje.

Primeira grande fase: 0 aos 21 anos

No primeiro setênio, dos 0 aos 7 anos, é o momento em que formamos o nosso sistema sensorial, onde a nossa percepção sobre o mundo começa a ser criada. Observamos as pessoas com as quais convivemos (geralmente os pais e avós) e queremos imitar. No segundo, dos 7 aos 14 anos, começamos a trabalhar a socialização, entender o papel da nossa individualidade no mundo. As atividades que realizamos muitas vezes dizem respeito aos nossos talentos e paixões. No terceiro setênio, dos 14 aos 21 anos, começamos a desenvolver nossa liberdade com responsabilidade.

Segunda grande fase: 21 aos 42 anos

No quarto setênio, a fase dos 21 aos 28, com os pés no chão, buscamos nossa direção. É aqui que formamos as nossas competências técnicas e temos desejo de experimentar a vida como um todo. Só deixamos de agir por impulso e começamos a tomar as rédeas da nossa vida quando chegamos no quinto setênio, dos 28 aos 35 anos, quando somos convidados a consolidar o nosso lugar no mundo. Aqui, vivemos a crise dos talentos. No sexto setênio, dos 35 aos 42 anos, vem a crise da autenticidade: “eu sei muita coisa, mas, com o que, de fato, eu posso contribuir?”

Terceira grande fase: 42 aos 63 anos

O sétimo setênio vai dos 42 aos 49 anos. Geralmente as mulheres entram na menopausa nessa fase e isso é bem interessante porque parece que perdemos a vitalidade, mas Steiner diz que quando as forças param de ser usadas para a reprodução, elas são liberadas em forma de criatividade. Espiritualmente, ganhamos outra energia. No oitavo setênio, dos 49 aos 56 anos, vivemos um começamos a viver um momento diferente, onde o corpo importa cada vez menos e o espírito cada vez mais. Somos convidados a refletir a luz de dentro para fora. A força é substituída pelo ritmo. E dos 56 aos 63, somos convidados a revisitar a nossa missão de vida e, aos poucos vamos deixando as diferenças de lado para viver o que de fato é essencial à nossa natureza humana.

Usar a Antroposofia como ferramenta para o autoconhecimento é um grande exercício que pode contribuir muito para identificar os nossos padrões de vida, entender as raízes das nossas escolhas e refletir sobre a possibilidade de um futuro melhor.

No Programa Ser.Vir, eu e a Karina ajudamos nesse processo de autodescoberta para que você se reconecte com os principais acontecimentos da sua vida e assim consiga identificar suas habilidades, talentos e paixões, para assim, aplicar em sua vida profissional.

A próxima edição acontecerá em outubro, em uma série de 11 encontros. Para conhecer o Programa e se inscrever, acesse: http://www.lellasa.com/ser-vir

Quando a segunda-feira vira o pior dia da semana

Chega o domingo à noite e já começa uma agonia? Na segunda, fica difícil levantar da cama ao pensar que é necessário ir ao trabalho? Talvez seja a hora de repensar ao que você tem dedicado seu tempo e sua energia, pois a síndrome da segunda-feira é um dos indicativos que as coisas não vão lá muito bem.

Conheço gente que todas as vezes que ia abrir o e-mail de trabalho, tinha uma dor de barriga. Ela tinha medo dos emails de seu chefe e, se já era difícil encarar o virtual, chegar na agência e ter que conversar com ele era pior ainda. Os valores que aquela pessoa aplicava no dia a dia de trabalho e na dinâmica entre a equipe eram muito contrários ao que a funcionária acreditava. 

Outro problema se relaciona com o tempo dentro de um escritório, que leva muitas pessoas a terem uma sensação de estarem jogando a vida fora. Com a jornada de oito horas, que em vários casos se estende pra dez ou até catorze horas, instaura-se uma dinâmica obrigatória, entre trabalho e casa/casa e trabalho, que não é passível de desvio. 

A partir desses dois incômodos, o fim de semana fica intenso, como se fosse o único tempo do mundo para ser aproveitado. Isso quando ele existe enquanto momento de lazer ou quando não é usado integralmente para restaurar o sono. Em ambos os casos, fica difícil de desapegar desse período que acaba se tornando potencializadamente especial. 

Quando isso acontece, aconselho uma atenção à situação e que seja revisitado o propósito naquilo que está sendo feito. Ainda faz sentido continuar?

No dia 28, promovo o workshop Reset, sobre os primeiros sinais de insatisfação no trabalho e como iniciar uma mudança. Ainda dá tempo de se inscrever!

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[Fiz a Travessia] Abandonei a publicidade e me encontrei na cerâmica

A entrevistada de hoje é a Sofia Oliveira, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

 

Nome: Sofia Oliveira

Idade: 28 anos

Antes fazia: formata em publicidade, trabalhava em agência

Agora faz: tenho minha marca de cerâmicas, a Olive

1. Por que você faz o que você faz hoje? 

Sinto que me encontrei na cerâmica, mesmo com todos os perrengues do empreendedorismo, noites mal dormidas, trabalhando mais ainda que em agência e mil preocupações, eu faço o que eu gosto e nada supera isso.

2. Por que você decidiu sair da onde estava? 

Eu trabalhava com publicidade e era mega infeliz. Tentei trabalhar em empresa, agência, mas sentia que não queria fazer aquilo pro resto da vida de jeito nenhum, não só por ser um mercado difícil mas também porque fiz a faculdade sem saber exatamente o que queria.

3. Como fez essa mudança?

Um dia simplesmente resolvi largar o trabalho, peguei uns freelas e comecei a pensar no que fazer a partir dali. Comecei a fazer um monte de cursos e, sem querer, me deparei com a cerâmica. Me apaixonei de cara. Não foi logo no primeiro momento que entendi que queria fazer isso pro resto da vida, mas aos poucos fui entendendo que era isso e curtindo muito o processo e a ideia de ter minha própria empresa fazendo o que gostava.

4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Acho que os maiores desafios eu ainda estou enfrentando. Ter sua própria empresa não é fácil, especialmente sendo a primeira vez, pra quem trabalhou pros outros a vida toda. Tudo é novo. Cada NF, cada burocracia, cada problema com o banco e fornecedores é um desafio. Já posso dizer que, depois de um ano e meio de empresa, muitas coisas já se tornaram mais fáceis pra mim, agora que lido com isso com certa frequência, mas não tenho dúvida que ainda vou me deparar com muitas outras situações complicadas no caminho. Tudo faz parte do processo de crescimento como pessoa e crescimento da empresa. 


5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

No início o apoio dos meus pais foi fundamental, mas as coisas aconteceram mais rápido do que eu imaginava. Com a ajuda do Bruno, que faz a parte financeira da Olive, eu consegui organizar as contas e atingir um equilíbrio financeiro.


6. Qual necessidade do mundo você, através do trabalho, está ajudando a sanar? 

Acho que o trabalho manual, especialmente dos pequenos produtores, vem na contra mão da fast fashion e do consumo excessivo. 


7. Qual futuro você está ajudando a criar? 

Espero que a gente consiga se tornar uma sociedade do consumo consciente. O apoio de produtores locais é um ato que faz muito mais diferença que as pessoas se dão conta.

8. Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado? 

Eu sei que a oportunidade que eu tive que fazer o que faço também aconteceu por eu ser uma pessoa privilegiada. Não é qualquer pessoa que consegue largar tudo pra descobrir o que quer fazer da vida, tenho muita noção disso, mas acredito que a gente tenha que se abrir mais pro mundo e pra nós mesmos pra descobrirmos o que a gente gosta de fazer, ao invés de simplesmente seguir o que sociedade espera de nós.

> Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

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Workshop: Reset - dos primeiros incômodos à mudança no trabalho

 

Todos os dias nos deparamos com um diferente nome que "largou tudo e foi fazer o que gosta". De fato agora é uma tendência, talvez porque as pessoas estejam entendendo que as tradicionais formas de trabalho não são únicas e podem ser transformadas. O problema é que essa máxima acabou se tornando uma propaganda tentadora e, por vezes, enganadora - por tratar de forma simplista algo que é bem complexo. Mudar de carreira leva tempo, dinheiro e muito esforço. 

No workshop Reset, que acontece no dia 21 de junho, vamos mapear os primeiros sinais de insatisfação, que vão desde o cansaço extremo até a falta de afinidade com as pessoas no entorno. A partir do incômodo, refletiremos sobre as formas de ultrapassá-lo e como continuar no caminho do propósito individual. 

Objetivos do encontro

  • Compartilhar as etapas do ciclo de transição e o que precisa para fazer uma transição de carreira

  • Mapear os primeiros sinais de insatisfação 

  • Entender os níveis de resistência (obstáculos) à mudança e o que fazer em cada momento

  • Trocar experiências e aprender com quem também está passando pela mesma situação

Programação

19.30 - Início

Palestra

Atividades em grupos

Plenária

22.30 - Encerramento

Serviço:

[RESET] Transição de Carreira e Estilo de Vida - dos primeiros sinais ao processo construtivo da mudança

Local: Casa Cuore - Rua Miragaia, 432, Butantã. São Paulo

Investimento: R$ 130.

Inscrições em:

http://www.cinese.me/encontros/reset-transicao-de-vida-e-carreira

 

Cansaço extremo: hora de repensar o trabalho!

Cansaço extremo: hora de repensar o trabalho!

Não é que viramos super-homens ou super-mulheres quando temos um trabalho com significado. Ou então que trabalhamos menos – na maioria dos casos fazemos o dobro ou mais. A questão é que o cansaço físico se transforma e ocupa um lugar menos importante em relação a sensação de realização e todo o resto que envolve aquela atividade a qual nos dedicamos.

Para quem você direciona seu trabalho? —  como e por que definir

Você já ouviu falar em persona? Muito usado no marketing, o termo se refere à pessoa para quem você direciona seu trabalho. Definir isso é fundamental antes de iniciar qualquer empreendimento.

Diferentemente do público-alvo, que é um perfil que contêm várias pessoas, a persona é um personagem que representa seu público alvo. Quando traçado a persona fica muito mais fácil pensar em como se comunicar e o que oferecer. Não há como circular de maneira fluida em um espaço que você não conhece.

Para te ajudar, algumas reflexões são importantes:

  • Qual é o perfil das pessoas com quem você gostaria de colocar seus talentos a serviço?
  • Quais são os problemas do público que você deseja atender? — Foque nos problemas.
  • Quais são as coisas que ela precisa fazer? — Entenda as necessidades, objetivos e desejos (usar verbos).
  • Quais são as coisas que a motivam? — Busque o que a faz movimentar, o significado pessoal.

A partir daí, crie a sua frase: um nome; adjetivos que representam a pessoa em mente e suas necessidades.

Exemplo:

Giovana, uma jovem que saiu do mercado corporativo há alguns anos. Engajada na economia colaborativa e nas “novas formas de viver”, precisa de uma maneira para suprir a sua necessidade de ser reconhecida pelo que faz e ser valorizada financeiramente — de forma que a faça sentir mais confiante e tranquila para continuar trabalhando alinhada ao que acredita.

Traçada a persona, hora de planejar e prototipar como sanar essas necessidades. Falo sobre isso em um próximo post.

Fazer a transição é gratificante mas exige coragem, enfrentar os medos, planejar os próximos passos e começar. Se você quiser um empurrãozinho para seguir seus objetivos, conte comigo!