Antroposofia: como avaliar a sua própria vida a partir dos setênios?

Olhar para o passado para projetar um futuro melhor é um caminho possível para quem busca viver mais realizado na vida e no trabalho.

A Antroposofia, a filosofia que explora a sabedoria do homem, criada por Rudolf Steiner, está a nossa disposição e nos convida a usar a nossa própria história como fonte de referência para criar uma vida com mais significado.

Os setênios são as chamadas transformações que vivemos a cada 7 anos, segundo a Antroposofia. Passamos por setênios e cada um reflete uma fase da vida, que merece ser olhada com carinho e cuidado.

Podemos observar uma grande fase que vai dos 0 aos 21 anos, outra que vai dos 21 aos 42 anos e uma terceira que vai dos 42 aos 63 anos. Dos zero aos 21, ao passo que a gente se desenvolve fisicamente, o nosso foco está em aprender. Dos 21 aos 42, amadurecemos piscológicamente e precisamos lutar e dos 42 aos 63, nos tornamos sábios.

O que cada setênio representa é o que vamos contar, brevemente, hoje.

Primeira grande fase: 0 aos 21 anos

No primeiro setênio, dos 0 aos 7 anos, é o momento em que formamos o nosso sistema sensorial, onde a nossa percepção sobre o mundo começa a ser criada. Observamos as pessoas com as quais convivemos (geralmente os pais e avós) e queremos imitar. No segundo, dos 7 aos 14 anos, começamos a trabalhar a socialização, entender o papel da nossa individualidade no mundo. As atividades que realizamos muitas vezes dizem respeito aos nossos talentos e paixões. No terceiro setênio, dos 14 aos 21 anos, começamos a desenvolver nossa liberdade com responsabilidade.

Segunda grande fase: 21 aos 42 anos

No quarto setênio, a fase dos 21 aos 28, com os pés no chão, buscamos nossa direção. É aqui que formamos as nossas competências técnicas e temos desejo de experimentar a vida como um todo. Só deixamos de agir por impulso e começamos a tomar as rédeas da nossa vida quando chegamos no quinto setênio, dos 28 aos 35 anos, quando somos convidados a consolidar o nosso lugar no mundo. Aqui, vivemos a crise dos talentos. No sexto setênio, dos 35 aos 42 anos, vem a crise da autenticidade: “eu sei muita coisa, mas, com o que, de fato, eu posso contribuir?”

Terceira grande fase: 42 aos 63 anos

O sétimo setênio vai dos 42 aos 49 anos. Geralmente as mulheres entram na menopausa nessa fase e isso é bem interessante porque parece que perdemos a vitalidade, mas Steiner diz que quando as forças param de ser usadas para a reprodução, elas são liberadas em forma de criatividade. Espiritualmente, ganhamos outra energia. No oitavo setênio, dos 49 aos 56 anos, vivemos um começamos a viver um momento diferente, onde o corpo importa cada vez menos e o espírito cada vez mais. Somos convidados a refletir a luz de dentro para fora. A força é substituída pelo ritmo. E dos 56 aos 63, somos convidados a revisitar a nossa missão de vida e, aos poucos vamos deixando as diferenças de lado para viver o que de fato é essencial à nossa natureza humana.

Usar a Antroposofia como ferramenta para o autoconhecimento é um grande exercício que pode contribuir muito para identificar os nossos padrões de vida, entender as raízes das nossas escolhas e refletir sobre a possibilidade de um futuro melhor.

No Programa Ser.Vir, eu e a Karina ajudamos nesse processo de autodescoberta para que você se reconecte com os principais acontecimentos da sua vida e assim consiga identificar suas habilidades, talentos e paixões, para assim, aplicar em sua vida profissional.

A próxima edição acontecerá em outubro, em uma série de 11 encontros. Para conhecer o Programa e se inscrever, acesse: http://www.lellasa.com/ser-vir