Por que temos tanto medo de mudar?

Por que temos tanto medo de mudar?

Como já disse o filósofo Heráclito, "ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois quando isto acontece já não se é mais o mesmo". Somos seres mutáveis, estamos sempre nos transformando. Então por que será que quando temos ciência desses momentos, seja por uma pequena ou grande mudança, uma das primeiras sensações que vem é medo? Por que há tanta gente insatisfeita com o trabalho e simplesmente não muda? A resposta está no nosso entorno. 

A sociedade em que vivemos preza por status fama e glamour. É mais importante ser rico que ser feliz, de acordo com o senso comum. Por isso, esses indicadores de sucesso ficam no nosso radar e podem acabar amarrando a vontade de mudar, causando medo e paralisia. 

Vivemos um momento de muitos dilemas e muitas polaridades. A pressão externa indica que o melhor a fazer é seguir um caminho já conhecido, enquanto a pressão interna diz para seguir o coração. 

Quando vendi meu carro, as pessoas lamentavam como se fosse uma perda, enquanto que pra mim significava uma mudança de estilo de vida. Me fez pensar que, por mais que os nossos valores mudem, o entorno ainda valoriza outras coisas, o que pode fazer com que duvidemos das nossas próprias decisões e sintamos medo – do que as pessoas pensam, do que vai acontecer, de não achar a melhor forma, da frustração.

Quando temos uma atividade ativa, tomamos as rédeas da própria vida e isso nem sempre e confortável. Não esperar o chefe falar o que é preciso fazer, ou que chegue uma promoção para mudar de cargo, pode ser duro. Não há ninguém dando respostas ou ordens, você é responsável pelas próprias escolhas e não tem mais a quem culpar. Ocupar esse lugar exige maturidade e pode ser um caminho a ser preparado.

A sugestão é dar pequenos passos, com uma rede de apoio que acredita e valoriza as mesmas coisas que você. Se colocar num lugar de eterno aprendiz te ajuda a mudar de rota se for necessário e aprender com tudo o que você fizer.

A primeira etapa começa com a identificação dos medos. Entender o que é que precisa cuidar ao fazer a transição. Por exemplo: tenho medo de não ter uma estabilidade financeira. Então a primeira coisa que eu vou cuidar é isso, depois seguir com outros objetivos.

Quando a gente tem medo, aparecem as nossas sombras. E as nossas sombras são nossos talentos em demasia. Use seus medos a seu favor e transforme-os em objetivos pra serem alcançados na transição.

Na antroposofia podemos dividir o ser humano em três – pensar, sentir e fazer. No âmbito do pensar, criamos ideias, crenças e convicções. No âmbito do sentir, desenvolvemos valores, sensações e auto-estima. No âmbito do querer ou do fazer, desenvolvemos hábitos, rotinas e capacidades. Todas essas coisas precisam ser levadas em consideração quando queremos fazer uma transição.

Dúvidas

O que fazer, quando você tem dúvidas do caminho a seguir? Experimente novas possibilidades, pesquise referências, leia sobre o assunto. Conheça outros temas e principalmente invista no autoconhecimento. No âmbito do sentir, quando nos sentimos inseguros e com medo do desconhecido, rejeitamos ou criamos uma antipatia e não aceitamos fazer a transição, por mais que racionalmente faça sentido. Neste caso precisamos desenvolver confiança.

Confiança

Então o que fazer para desenvolver confiança? Coloque em perspectiva o seu momento e entenda a sua história. Se aproprie dela e faça movimentações de teste. Peça feedback e pergunte o que você faz que os outros não fazem. Mapeie os momentos de pique e performance na sua vida, ou seja, os momentos em que você mais entregou e teve impacto – seja por reconhecimento externo ou por auto realização. 

Se liberte!

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Participe do workshop Reset, focado na identificação dos sinais da insatisfação até os primeiros passos da mudança! Acontece no dia 31 de agosto. 

Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia, que começa em 4 de setembro.