Bússola Interna

Abuso de Poder Econômico

 Imagem da Pexels.com

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Senti-me abusada recentemente pelo Bradesco e essa situação está me servindo de muitos aprendizados. O banco fez a renovação de alguns títulos de capitalização de forma indevida sem a minha autorização, sem a minha assinatura. 

Um belo dia recebi uma ligação  da minha gerente do banco. Ela me avisou que os  meus títulos de capitalização venceram e me perguntou se eu queria renovar. Eu disse pra ela  me mandar o contrato que eu iria pensar a respeito. Depois me dei conta que além de querer usar aquele dinheiro para outra coisa, tinha caído numa furada quando aceitei esse investimento no passado e, portanto, não iria renovar. 

Quando cheguei na minha agência para avisar que eu não iria assinar o contrato, a minha gerente disse que ele já havia sido renovado. 

O meu primeiro sentimento foi de estranhamento. Ela disse que era fácil de refazer. Era só eu pedir o resgate via fone fácil já que tinha o direito de fazer o resgate antes de 60 dias de renovação sem cobrar taxas.

Foi aqui que começou o efeito "batata quente" que muitos clientes sofrem. Um departamento culpando o outro.

Pedi o resgate mas não foi possível, afinal foi renovado a pouquíssimo tempo e pediram que eu voltasse a falar com a gerente. Num telefonema com ela, fui informada que não estava nas sua mãos a resolução do problema e sim do departamento de capitalização. 

As palavras dela foram, literalmente, "vou ver se alguém aqui da agência conhece alguém lá do departamento para acelerar o processo, mas não garanto." 

Depois que eu insisti no fato de que eu não havia assinado nada e que eu tinha o direito de ter o meu dinheiro na conta imediatamente, ela pediu que eu escrevesse uma carta a próprio punho pedindo o resgate.

Mesmo achando um absurdo, preferi redigir a carta para receber a quantia logo. Entreguei para a gerente em mãos e depois de ler, sua reação para a frase "não assinei nenhum documento permitindo a renovação" foi "falando isso você me ferra. Só escreve que você não permitiu a renovação." 

Mesmo pasma que ela não admitiu o erro e muito menos se responsabilizou por ele, reescrevi a carta e coloquei o prazo do dia 31/10 para o dinheiro cair na minha conta. Achei que dei até um prazo bastante amigo, visto que nem era para o dinheiro ter saído da minha conta. Tinham 12 dias para resolver o absurdo. Mesmo assim, o meu dinheiro não me foi devolvido.

Resumindo, o drama começou no dia 17/09 quando o dinheiro foi retirado da  minha conta e até hoje não voltou o que é meu por direito. 

Fiquei bem calma e busquei tratar isso de forma civilizada com a gerente. Mas a cada ação irresponsável, eu me sentia mais abusada. Eu não aguentei mais ser tratada como tola. Os envolvidos estavam se colocando como se estivessem me fazendo um favor ao devolver o meu dinheiro mesmo sabendo que eu não tinha assinado nada autorizando a renovação. 

Recebi comentários de duas pessoas da agência que achei um tanto quanto agressivos:

"Mas você precisa desse dinheiro para  fazer qual tipo de pagamento?" - é meu dinheiro e quem decide o que vou fazer com ele sou eu. Não o banco.

"É caso de vida ou morte? Não tem como esperar voltar na sua conta? Já foi feito a solicitação no departamento de capitalização. Agora é aguardar até 15 dias." - quem decide para que e o nível de urgência do uso do meu dinheiro sou eu. Não o banco.   

"Você pode fazer um crédito pessoal e nós reembolsamos os juros pra você." - sempre foi contra meus princípios pegar dinheiro emprestado e não é agora, por erro do banco, que vou fazer isso. Quem decide o que eu vou fazer, ou não, sou eu. Não eles.

Eu estou com raiva e angustiada porque eu fui enganada em vários níveis, porém essa situação me trouxe muitos aprendizados:

Fui uma das centenas de milhares de pessoas que tercerizou a responsabilidade de onde investem seu dinheiro e fui vítima do modelo de remuneração e metas dos gerentes de banco, aplicadas e apoiadas pelos grandes dirigentes e acionistas desses mesmos bancos.

Caí na armadilha dos títulos de capitalização Pé Quente do Bradesco, uma forma civilizada de roubar dinheiro dos leigos.

Quando eu tinha 18 anos, recém chegada no Brasil, morando sozinha,  fui ao banco e pedi ajuda. Coloquei-me com toda a minha ingenuidade para a gerente. Queria começar a investir em algo e ter um retorno depois de vários anos. Sabe o que ela me apresentou? Pé Quente Bradesco. Só posso imaginar quantas pessoas e famílias são levadas a esse tipo de produto, com retornos muito abaixo do mercado, por profissionais inescrupulosos guiados por incentivos de seus chefes, para empurrar produtos ruins e que exploram os desinformados... Até quando isso ainda vai poder existir?

Aprendizado 

Estou revendo minhas escolhas e avaliando para quem peço ajuda. Quero pessoas próximas que desejam genuinamente estar a serviço, sem outras agendas e sem metas a cumprir. Quero conviver com pessoas mais verdadeiras e ser tratada menos como número. 

Passei a querer saber onde o banco investe meu dinheiro. Então estou pesquisando mais sobre formas de investimentos para escolher opções que além de me darem um retorno, podem usar o dinheiro para construir um mundo no qual eu julgo ser melhor. 

Muitas vezes acabamos como vítima de metas dos gerentes dos bancos e de outras corporações que não fazem isso por mal... "Só estão fazendo o seu trabalho". A consciência deles fica limpa, porque eles estão fazendo o que foi pedido pelo chefe, mas não levam em conta os absurdos aos quais se submetem. É isso que mais me indignou.  

Qual é o custo de atingir metas apenas pelo status e pelo dinheiro? Será que vale oferecer produtos ou serviços que, no fundo, não beneficiam nem o indivíduo nem a sociedade?

É ético tirar vantagem de indivíduos e extorquir a sociedade para se beneficiar? 

A mentalidade nesse tipo de ação é egoísmo. "Quem importa aqui sou eu. Você se vira. Não é problema meu."

A falta de responsabilidade no processo todo me mostrou o quanto eu valorizo quando as pessoas se colocam como responsáveis. A falta de empoderamento, a síndrome da "departamentalização" joga responsabilidade para o outro como batata quente. 

Qual é o mundo que vamos criar com esse tipo de atitude?

Quero fazer escolhas por mais cuidado, honestidade e transparência onde as ações das pessoas sejam muito mais do que relações comerciais.

A forma que o banco me impactou foi muito negativa.

Porém enxergo que há duas relações que quero tratar:

A minha relação institucional com o banco e a minha relação, de ser humano para ser humano, com as duas pessoas que intermediaram essa relação institucional.

Como separar isso?

Diante da situação que eu me encontro, gostaria de provocar atitudes e sentimentos positivos para que todos se beneficiassem. Qual é a ação que vocês fariam para que o sistema todo ganhasse?

Peço ajuda porque eu realmente não sei o que vai gerar mais impacto positivo. Como eu deveria proceder? Alguém também já passou por algo semelhante e resolveu sem apelar e ficar no mesmo nível dos ofensores?''

O processo criativo para escrever meu manifesto

O processo criativo para escrever meu manifesto

 

Queria escrever um texto que me relembrasse todos os dias do que eu valorizo na vida, uma declaração do que desejo viver no dia a dia, para me lembrar do que é realmente importante para mim.

Queria escrever um texto que me orientasse nos momentos de dúvida no momento de tomar uma decisão.

Já que a atividade dessa semana, no desafio 9 semanas, é extrair seus valores, a partir de um resgate biográfico, e pontencialmente escrever seu manifesto. Então compartilho com vocês o meu processo criativo e meu manifesto.

 

Meu processo criativo

Como eu estudo antroposofia e sei da importância da nossa história de vida, decidi fazer um mini resgate biográfico temático. Mapeei as decisões mais importantes, relevantes e difíceis que tomei na vida para entender quais eram os valores que moravam por trás das decisões tomadas. Sempre quando tomamos uma decisão, estamos dizendo sim para algo. E foi essa investigação que eu fiz. Se você quiser fazer também, se inscreva no desafio 9 semanas.

Depois de chegar numa lista de valores, refleti se eram exatamente aqueles que eu gostaria de levar adiante ou se algum poderia ser descartado e outros adicionados. Quando consegui criar a lista dos valores que eu realmente não queria abrir mão, e que gostaria de cultivar no futuro, decidi criar um “dicionários” dos significado de cada um deles. Dei uma definição de um ou duas sentenças para cada valor. Afinal cada um atribui o sentido que quiser e queria deixar mais claro o significado que cada valor tem para mim.

Uma vez com as definições dos valores, estava pronta para criar meu manifesto. Eu fiz como se eu, com 90 anos estava conversando comigo me dando conselhos. Aproveitei para sublinhar os valores para eu me lembrar do que estava em jogo.

Leio esse texto principalmente quando estou indecisa precisando tomar alguma decisão.

Meu Manifesto

A vida é muito curta para ser desperdiçada então não se dê o luxo de gastar tempo fazendo o que não importa.

Empreenda a vida e crie seu próprio caminho honrando quem e o que veio primeiro.

Conecte-se com o sentido da vida, com seu entorno e com o planeta. Volte para dentro e lembre-se o que veio fazer aqui e agora.

Esteja alinhada com a sua missão de vida e ao da humanidade: evoluir.

Ocupe seu lugar e disponibilize o lugar que você está ocupando para quem é responsável por ele.

Crie um trabalho com significado, não espere ele bater na sua porta. Alinhe sua missão com a sua ação.

Seja autêntica e coloque a serviço sua contribuição única. Ninguém poderá fazer isso por você.

Desenvolva uma visão sistêmica para fazer escolhas conscientes do impacto que você causa no seu entorno e na sociedade.

Faça o que você ama sem deixar de resolver problemas reais do mundo

.Não trabalhe por dinheiro. Trabalhe pelo trabalho de melhorar o mundo, principalmente o seu entorno. Se isso for genuíno, fará sentido para os outros e você será reconhecida por isso.

Comece dando o que você precisa e você receberá o que necessita.

Confie na sua intuição e incorpore seu poder pessoal.

Coloque o Ter a serviço do Ser. Não se apegue a formas, só a essência. Flua mais. Não sofra com mudanças, ela é o que tem de mais estável na vida.

Tenha um estilo de vida com propósito. Deixe um legado.

Tenha discernimento para tomar decisões baseados nos seus valores de vida e no que é prioridade. Busque a coerência entre seu pensar, seu sentir e seu querer.

Ajude a criar um senso de comunidade distribuindo poder e aumentando o acesso a bens e ao conhecimento.

Colabore para cocriar caminhos e cultive relações verdadeiras. Esteja perto de quem quer criar um futuro parecido com o seu.

Busque sempre ter um novo olhar para enxergar o mundo e a vida de outras formas. Leve em consideração outros pontos de vista.

Desenvolva autonomia e busque a autosuficiência, consciente da interdependência.

Não separe. Integre. Siga o caminho do meio.

Concretize sonhos que você se sentirá realizada.

Sonhe com a sua visão de futuro e a transforme em realidade. Foque no futuro e esteja presente no agora.

Tenha disciplina, por que ela liberta.

Esteja sempre em movimento, independente do que acontecer. É isso que gera vida.

Seja responsável e tenha maturidade para responder com consciência a tudo que vier na sua direção.

Opte por qualidade versus quantidade.

Prazer é uma premissa para viver com leveza.

Viva a vida alinhada com a sua verdade. Só a sua.

Faça da felicidade a trajetória.

Crie uma família com todo seu amor e dê tempo de qualidade.

Seja protagonista da sua vida e não aceite nada menos que do que o incrível.

Lembre-se que a simplicidade é o grau máximo da sofisticação.

Saia da sua zona de conforto, busque ir além. Terão momentos difíceis mas não desista. Vale a pena. Quem não arrisca não petisca.

Tudo dará certo se você tiver garravontade e amor para fazer a diferença enquanto tiver vida.

Te incentivo a fazer o seu manifesto. Aproveite e deixe bonito visualmente e enquadre, como o Holstee Manifesto fez. Coloque em um lugar estratégico na sua casa que você vai ler todos os dias para te relembrar do que é realmente importante na sua vida.

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Essa é uma das atividades que fazemos no Programa Travessia com 12 encontros para ajudar a criar um trabalho com significado a partir do que cada um tem de mais autêntico.

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A Tração da Mudança: Gerindo suas relações e os ambientes que frequenta

Se passamos a maior parte da nossa vida trabalhando, por que não estar rodeada de pessoas que nos fazem bem?

Dependendo do ambiente em que está, as pessoas podem ao redor podem tanto te incentivar a criar mudanças significativas e melhores na sua vida , como podem trazer pensamentos duvidosos cheios de medo, que desencorajam a sua ação. Por isso que é tão importante escolher os ambientes e as pessoas que incentivam o crescimento e a melhoria contínua de todos.

O que faz a gente querer viver uma vida mais feliz é o sentimento de autorrealização que vem geralmente quando estamos com pessoas que nos fazem bem e frequentamos lugares que nos energizam.

Somos merecedores de boa companhia e ambientes maravilhosos. Podemos estar rodeadas diariamente por pessoas que realmente importam para nós e que também nos inspiram a ser uma pessoa melhor. Isso significa que também podemos e devemos estar com essas pessoas e nesses lugares durante o trabalho.

O trabalho é mais uma esfera na nossa vida que podemos aplicar nossa missão de vida, exercer a nossa contribuição única e fazer uma diferença no mundo. Se passamos a maior parte da nossa vida trabalhando, por que não estar rodeada de pessoas que nos fazem bem?

Um jeito de descobrir quem são essas pessoas e esses lugares que podem te energizar e ajudar a criar um trabalho com significado e uma vida com propósito é listando os seus valores, aquilo que você preza, para depois lembrar quem também pensa assim.

Quando eu entendi que eu sou responsável por criar a realidade que desejo viver tendo um trabalho com significado e um estilo de vida alinhado com meus valores, aprendi que:

Vida e trabalho são uma coisa só: Por isso não há razão em separar as relações e os ambientes. Todas as pessoas e os lugares que você frequenta podem ser alinhados com seus valores e com aquilo que deseja viver e criar para o seu futuro.

Criar parcerias com quem nos inspira: É uma forma de aprender como essas pessoas, que trabalham com o que amam, pensam e se comportam. A partir da convivência fica mais fácil seguir seus passos e adquirir competências e atitudes que elas tem.

Frequentar ambientes alinhados com aquilo que desejamos viver: nos ajudam a encontrar pessoas que pensam e agem como a gente.

O ritmo de vida saudável vem quando acontece um alinhamento com os valores pessoais: A busca pela coerência do que falamos com o que fazemos nos ajuda nesse processo. Além disso estar em contato com pessoas com a mesma visão de mundo em ambientes que nos alimentam contribuem para um ritmo mais saudável. 

A transformação é um casamento de uma transição interna com mudanças externas: Quando as coisas mudam internamente acabamos agindo de outra forma, damos valor a outras relações, fazemos outras atividades e frequentamos lugares novos.

A responsabilidade de mudar o que nos insatisfaz é de cada um de nós: Ambientes e pessoas nos ajudam no processo de mudança mas sem a vontade interna, nada se transforma.

Sabendo que falar é mais fácil que fazer, criei alguns exercícios que podem te ajudar a entender melhor, na prática, como criar uma tração na sua mudança através do gerenciamento das suas relações e dos ambientes que frequenta.  

Fiz um PDF especialmente para quem não está frequentando ambientes tão bacanas e nem está rodeado de pessoas que as inspiram. Lá você encontra uma explicação mais detalhada da ferramenta “Gerindo relações e alinhando ambientes com os valores vida” e exercícios que podem te ajudar a começar esse processo. Para baixar o PDF, basta clicar nesse link.

E para quem quer apoio nesse processo. pode participar do Programa Travessia e fazer isso junto comigo.

Por que abandonar o barco pode não ser uma boa: Uma visão critica sobre transição de carreira

Você se apavora nas segundas-feiras por saber que ainda tem uma semana inteira pela frente? Então respire fundo e comece a fazer um planejamento para mudar isso. Não vale a pena abandonar o barco de forma tão repentina.

Se o seu barco estiver atracado em terra firme e você decidir abandoná-lo, terá que ir a nado e pode te dar muito mais trabalho. Terá que alocar recursos, como seu fôlego, sua energia e o seu tempo nessa travessia de forma desnecessária. Se o seu destino desejado é bem diferente do atual, acalme-se. Você não chegará lá nadando. 

Se você quiser fazer algo completamente diferente do que faz hoje, não tem problema, você poderá chegar lá sem abandonar o barco repentinamente. Se permita fazer um processo de autoconhecimento para ter mais segurança da mudança que deseja fazer para realizar a transição com mais tranquilidade. 

Saiba o destino desejado antes abandonar o barco

Ouço muito a frase “Não aguento mais, quero mudar”. Mas saber para onde quer ir já é mais raro de ouvir. Entenda qual é o futuro que você quer viver. Em outro post explico melhor como você pode definir “seu mundo melhor”. Afinal de contas, se você não sabe onde quer chegar, qual quer rota servirá. 

Dica: reflita o que já te fez sentir viva e pense como você poderia trabalhar com isso.

Não negue as suas origens

Considere-as suas referências por que elas podem enriquecer o seu processo de transição. As pessoas já te reconhecem por determinada atividade. Portanto usufrua dela e aplique ela na área que desejar atuar.  Rejeitar o que você já sabe fazer e que as pessoas reconhecem é perda de tempo. Partir para outro lado não necessariamente te levará a lugares melhores em menos tempo. 

Descubra novas terras

Aplique suas habilidades nas áreas que você tem interesse em atuar. Ofereça o que você sabe fazer. Faça cursos nas áreas desejadas para saber se realmente quer se aprofundar nisso ou se é só um hobby. Experimente atuar na área por períodos curtos como um final de semana, uma noite ou um mês. Atue. Não tire conclusões sem antes tentar fazer algo. 

Faça um inventário dos recursos que você levará do seu barco

A soma dos recursos que você acumulou até o dia de hoje não merecem ser jogados fora. Além do conhecimento que você adquiriu passando anos se formando em determinada área, você ganhou experiência e habilidades realizando as atividades propostas. Você também possui relações que cultivou ao longo do tempo e elas poderão te ajudar nessa travessia.

Avalie quanto recurso você precisa para fazer a travessia de forma tranquila

Faça um levantamento das suas prioridades para saber o mínimo que precisa nessa jornada para navegar de forma tranquila. Mapeie suas responsabilidades para fazer os cálculos necessários. 

Crie um plano de emergência caso não consiga navegar na velocidade que deseja

Chegar onde você quer pode te levar muito mais tempo do que imagina. Então busque alternativas que você pode fazer para aguentar essa travessia que pode levar alguns anos até você chegar onde deseja.   

Aviste outros barcos que estão na proximidade

Olhe para o horizonte e fique atento para avistar outros “barcos”, ou iniciativas, que te atraem. Se aproxime. Esteja perto de pessoas que te inspiram, peça dicas. Se coloque a disposição. Ofereça o que você pode dar para experimentar o que precisa.

Reflita sobre as consequências de abandonar o barco

O que você vai fazer se você abandonar o barco amanhã? Não vale falar que tirará férias. Afinal de contas não teria um trabalho para tirar férias. Vamos dizer que você reservou uma semana ou duas para descansar, e depois disso? O que faria?

Certifique-se de que você tem disposição, fôlego e sabe nadar antes de decidir abandonar o barco e entrar em desespero. Pense nas consequências e tenha consciência de que é possível fazer uma transição sem cortes drásticos. 

Se você não quer demorar muito para fazer uma mudança, comece fazendo uma jangadinha, que mesmo frágil e rústica pode te ajudar a flutuar. Porém é preciso que essa jangada flutue em direção ao seu destino desejado, senão estará à deriva. Por isso tenha clareza do seu norte para navegar naquela direção. Talvez a Bússola Interna pode te ajudar a chegar lá.

Dia 31/08 farei um workshop explicando os principais aspectos para criar um Trabalho com Significado. Saiba mais nesse post. 

Esse post foi criado inspirado numa conversa que tive com a Mariesa Mas de Camargo - terapeuta, amiga e companheira de formação do Caminho Iniciático e Biografias da Associação Sagres. 

Defina seu “mundo melhor”

Defina seu “mundo melhor”

Sempre pergunto para as pessoas “Que futuro você quer criar?” E a maioria das pessoas respondem:  "quero criar um mundo melhor, que seja diferente da realidade que vivemos.  Mas o que isso significa? O que é melhor para uns pode ser pior para outros. Quanto mais específico for a visão de futuro, mais fácil será de torná-lo realidade.

ALERTA: Resolva um problema real que beneficie você e a humanidade. Foque em formas de materializar seus valores em ações concretas. Você é o criador desse futuro desejável então cuidado para não pegar desejos alheios, que contemplem necessidades ditadas importantes pela cultura da sociedade, pela sua família, amigos ou qualquer outra pessoa que não seja você. 

Uma sugestão para ter clareza do tal mundo melhor que quer criar é elaborar uma afirmação da sua visão de futuro. Ela te inspirará e te dará mais foco por que estará direcionado para atingir esse objetivo. Fica mais fácil de saber o que fazer nos momentos de confusão e nos comportamentos diários. Afinal de contas energia e tempo de vida são os recursos mais preciosos que o ser humano tem e só tem valor se bem usadas, porém elas não podem ser exploradas e nem mal gastas. 

A afirmação da visão é baseada no futuro e é feita para inspirar e dar direcionamento.  Ela responde a pergunta: “Onde quero chegar?”. Diferentemente da afirmação da missão que responde a pergunta: “Por que eu faço o que eu faço?” ou “Por que eu trabalho com o que eu trabalho?”. 

“Tá, mas eu não sei que futuro é esse que eu quero criar. - O que eu faço?

Uma forma de começar é fazer uma retrospectiva dos acontecimentos mais marcantes na sua vida para levantar a essência que faz sentido você propagar.  Além disso, faça uma prospectiva das ideias que gostaria de concretizar. Se quiser, crie um mural de fotos que representam o que você deseja e depois transforme em frases até você chegar na essência. 

Essa afirmação deverá ser bem curta para que você possa se relembrar disso com facilidade. É importante conter os desejos de onde você quer estar daqui alguns anos e que tenha um certo grau de urgência para te motivar a chegar lá. O ideal é ser algo tão significativo e necessário ser feito, para você e para a humanidade, que te empurrará mesmo quando encontrar um obstáculo, gerando fortes emoções quando pensar nesse futuro desejável. Deve ser algo 100% vivo em você que você consegue até enxergar o que acontecerá e já consegue sentir sensações inexplicáveis do momento que essa meta for atingida.

Lembre de pensar em algo que te traga benefícios na trajetória da concretização do seu objetivo final. Isso te dará forças para continuar sua caminhada.  Crie algo que te tire da zona de conforto e te dê frio na barriga mas não te paralisa. Não pode ser tão difícil e nem tão fácil de atingir, mas que seja algo que te coloque em movimento o tempo inteiro. 

Resumindo, crie uma frase que afirme, em essência, o que você quer construir para o seu futuro. Lembre dessa afirmação diariamente e faça decisões baseadas nela.  

Jogue luz para ter clareza desse futuro e crie um "desejável mundo agora

Para terminar, coloquei um poema de uma futurista e amiga querida - Lala Deheinzelin:

Se vê acha que não dá
Vou te contarDá sim.
Se pergunte por que não 
e cê vai ver que sim.
Desejável mundo agora
não é utopia, não.
Vem ser jovem,
experimenta
e cê vai ver que é bom.
Vem, vem vem...
tudo bem, tudo bem Desejável mundo agora,
Por que não?
Por que não?
Vem, vem, vem...
veja além veja além Desejável mundo agora,
por que não?
Pior que tá,
não vai ficar.
Vamos nessa,
vamos juntos!
Por que não?
Por que não?” 

Só depende de você.

Conheça a Bussola interna - uma metodologia para criar um Trabalho com Significado

Criar um Trabalho com Significado envolve, primeiramente, descobrir o que tem significado. O ideal é conseguir alinhar o que pensamos com o que sentimos e agimos. Como cada indivíduo tem uma visão de mundo e carrega valores próprios, é importante ter clareza sobre todos esses aspectos para poder desenvolver uma atividade que faça sentido. 

Por isso que a Bússola Interna poderá te ajudar! Tenho escrito diversos posts aqui no blog explicando o processo criativo dessa metodologia e para que ela funciona. Hoje a proposta é explicar a qualidade das quatro direções para que vocês possam baixar um exercício e fazer um diagnóstico da  situação atual em relação ao trabalho

O objetivo é investigar os principais aspectos para tornar possível o tão desejado Trabalho com Significado.

A metodologia consiste em realizar 3 grandes passos:

  1. Investigação do que faz sentido
  2. Ampliação de Horizontes e levantamento dos impedimentos
  3. Criação do Plano de Transição

Além disso, o processo inteiro é permeado pelas quatro direções da Bússola Interna que representam os quatro elementos e as dimensões da vida. Cada direção possui 3 aspectos. Porém todas elas são estreitamente entrelaçadas tornando difícil explicá-las separadamente, embora seja importante distingui-las entre si. 

O NORTE

Representado pelo elemento fogo, é a dimensão espiritual. É a principal direção que orienta a vida. É a parte que contém as ideias, os ideais e a configuração das relações que determinam as características essenciais de cada indivíduo e formam a sua individualidade, ou seja, a sua identidade que contém o que é de mais autêntico. 

Aspectos do Norte:

  • Alinhar a ação com a Visão de Mundo e Futuro Desejável
  • Alinhar a ação com os Valores de Vida
  • Alinhar as ações com a Missão de Vida

Sem desenvolver os aspectos do Norte dificulta compreender o que é preciso para viver com um propósito maior. Se bem investigada é possível fortalecer a Liberdade para exercer a sua intenção de vida. 

O SUL

Representado pelo elemento terra, é a dimensão física. É a incorporação dos padrões da organização interna. É a dimensão que dá forma aos recursos disponíveis, ou seja a matéria prima como o tempo de vida e a energia vital. Atua sob a lei da gravidade necessitando de materialização e consistência dentro de um tempo e um espaço para que as atividades sejam mensuráveis e palpáveis.  

Aspectos do Sul:

  • Suprir necessidade financeiras
  • Servir com Paixão no trabalho e na vida
  • Realizar Sonhos através do trabalho

Sem desenvolver os aspectos do Sul prejudica uma materialização e concretude dos objetivos. É preciso compreender que tudo que acontece, sem excessão, é uma Responsabilidade individual.  

O LESTE

Representado pelo elemento ar, é a dimensão social. É regida pelo envolvimento nas relações, emoções e sensações causadas pelo externo. É a dimensão que compreende que tudo o que acontece na vida é entre as pessoas. Por isso, existem elementos que ligam o mundo interno com o externo como a esperanças, expectativas, conflitos e comunicação. 

Aspectos do Leste: 

  • Suprir necessidades reais individuais e da sociedade
  • Interagir com pessoas que ajudam no crescimento pessoal no trabalho e na vida
  • Frequentar ambientes durante o trabalho alinhados com os valores

Sem desenvolver os aspectos do Leste afeta a criação de relações verdadeiras e de estar a serviço do que realmente precisa ser feito na atualidade. Por isso é tão importante trabalhar o Discernimento para sanar urgências do mundo.

O OESTE

Representado pelo elemento água, é a dimensão cognitiva. Aquela que carrega os comportamentos internos. São os processos vitais para a criação de um Trabalho com Significado. Esses processos criam fluxos e iniciam atividades que deveriam ser regidas pelo norte da Bússola. 

Aspectos do Oeste:

  • Equilibrar o Ritmo de Vida equilibrado
  • Aplicar as Paixões no trabalho
  • Aplicar os Talentos no trabalho

Sem desenvolver o Oeste não fortalece as capacidades de entregar algo de valor para o entorno e também não agrega no desenvolvimento da autonomia para realizar o que faz sentido. 

RESUMINDO

 

A conexão do Leste com o Oeste é a conexão do indivíduo com a sociedade. 

A conexão do Norte com o Sul é transformação de ideias em ações.

O alinhamento do Norte com o Sul e o Leste com o Oeste é a busca para viver com mais propósito e um ter um Trabalho com Significado.

Cada um dos 12 aspectos da Bússola Interna tem ferramentas e exercícios específicos ajudar na descoberta e investigação de si mesmo. Só assim será possível entender o que é significativo para cada indivíduo. Podendo criar então um Trabalho com Significado. 

Após o entendimento desses 12 aspectos, começa o segunda passo da metodologia que é compreensão das limitações que o impedem de viver o futuro que deseja. 

Se você quiser conhecer algumas das ferramentas que são utilizadas para a investigação dos 12 aspectos, venha no workshop da Bússola Interna no dia 31 de Agosto às 19h30 em São Paulo! Ou se quiser fazer um processo individual, tem a opção de fazer o programa de Travessia com 12 encontros. 

Por que eu criei a Bússola Interna?

Eu queria mudar. Estava insatisfeita com o jeito que minha vida estava configurada mas não sabia bem quais eram os aspectos que precisariam ser melhorados para eu me sentir bem, em paz e integrada com o que tinha significado para mim. Como eu acredito que o trabalho é uma grande forma de manifestar quem somos no mundo, fazia muito sentido buscar formas de trabalhar com o que eu amava, mas não sabia direito o que aquilo era.

Tenho necessidade da vida fazer sentido para mim e de ter significado para as pessoas a minha volta. Isso fez eu iniciar uma pesquisa sobre o entendimento da vida e do desenvolvimento do ser humano para entender melhor os passos que eu precisava dar para mudar e ser uma pessoa mais satisfeita comigo.

Meu maior medo desde quando larguei a minha primeira carreira, como modelo (veja o post dessa história aqui), era não conseguir fazer a diferença no meu entorno. Não queria só viver uma vida medíocre com status, poder e vaidade. Eu queria propósito, realização e verdade. Eu queria transformar a minha volta. E continuo querendo. Por isso a partir de 2008 comecei a entrar em contato com o universo de desenvolvimento humano, espiritualidade, inovação e empreendedorismo. 

Busquei várias fontes para responder a pergunta “Qual trabalho pode fazer sentido com o âmago do meu ser?”. Ela foi norteadora para fundamentar a minha pesquisa e criar a Bússola Interna. 

A Bússola Interna é uma síntese dos meus aprendizados dos últimos anos. Ela é uma metodologia que desenvolve os principais aspectos para levar uma vida com propósito. Ela é resultado de uma vasta pesquisa que eu venho fazendo sobre os arquétipos da vida e do desenvolvimento do ser humano.  

De 2008 para cá comecei meu caminho de exploração na antroposofia, na programação neuro linguística, na comunicação não-violenta, na comunicação genuína, no design thinking, na observação goethianística, no Holoplex, na meditação, no xamanismo, no dragon dreaming, na teoria integral, no coaching integrado e no reiki.

Minha pesquisa se aprofundou quando eu comecei a minha segunda transição de organizadora de eventos para facilitadora de grupos em 2010. 

 

Desde então pessoas essenciais fizeram parte dessa caminhada. Tive contato, em ordem cronológica, com a Blenda Oliveira na Casa Movimento. Com o Ivan Boscariol na Hub Escola. Com o  Allan Kaplan e a Sue Davidoff no Proteus Institute. Com a equipe do Usina de Idéias da Artemísia. Com o Henrique Pistilli e o Marcos Vianna na IOU. Com o Robert Happé do CEE. Com o Jaime Moggi, o Jair Moggi, o Daniel Bukhard, o Marcus Baptista, a Filomena Rosa e o Luiz Antônio na Adigo. Com o Fabio Novo do Holoplex. Com o Lucas de Abreu Pinto, a Raquel Rosenberg, a Thatiana Passi, o Claudio Lente e muitas outras pessoas na criação do movimento EvoluSomos.  Com o Marcelo Sando em muitos cafés filosóficos. Com o Oswaldo Oliveira no Empreender-se. Com a Mari Pelli, Giovana Camargo, Camila Haddad, Anna Haddad na Laboriosa, 89. Com o Larusso e o Gui Neves nos círculos de confiança que fazemos no Estaleiro Liberdade.

Todas essas possibilidades me levaram a agregar conhecimento e entender melhor os aspectos que precisam de atenção para a vida fazer sentido. Mapeei as dimensões que, para mim, são essenciais para criar um trabalho com significado e não deixar a vida ser vivida em vão.

Senti a necessidade de integrar as informações das diversas teorias que entrei em contato. Então através de esquemas comecei sintetizar e facilitar minha compreensão sobre os padrões arquetípicos do ser humano e seus comportamentos. Inicialmente fiz isso para que eu mesma pudesse me entender. Até que eu percebi que esses esquemas poderiam ser úteis para outras pessoas também.

Por fim, baseado na antroposofia juntei os esquemas da minha pesquisa e surgiu a Bússola Interna. Atualmente ela virou minha metodologia-base para ajudar outras pessoas a desenvolver autonomia com autoria para criar um trabalho com significado e viver um estilo de vida com propósito. 

Entendi que o melhor é fazer as coisas para suprir nossas próprias necessidades. Se forem verdadeiras, as soluções poderão suprir as necessidades de outras pessoas.

Hoje, com a Bússola Interna, ficou mais fácil entender o que tem significado para mim e como eu devo atibuí-lo ao meu trabalho e a minha vida.  

Trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

Investir seu tempo e energia naquilo que faz sentido é muito digno. O que não é genuíno é trocar todo seu tempo por dinheiro. Se ganhar a quantia total que deseja, quando vai gastar esse dinheiro? No final da vida? Pagando a doença de tanto trabalhar? A coisa mais preciosa que temos é o nosso tempo. Por isso, o segredo é fazer a trajetória da vida ser prazerosa. 

Para que serve o dinheiro?

Vale a pena gastarmos toda a nossa vida trabalhando por ele? O que ele compra que é essencial na vida? O dinheiro é só mais um meio para conquistarmos aquilo que desejamos. Ele não é um fim, mas a consequência daquilo que fazemos.

Por exemplo, eu estou no Rio de Janeiro agora, escrevendo esse texto de um café delicioso e daqui a pouco vou para a praia. Se você me perguntar “ Mas você não tem um monte de outras coisas para fazer?" Sim. Sempre tenho.  Mas é importante conseguir aproveitar a vida enquanto dá tempo. Amanhã volto para São Paulo, então, se eu passar o dia num café trabalhando, não verei o dia passar, não vou sentir a brisa do mar e nem ouvir as ondas baterem. 

Se a gente gastar todo nosso tempo servindo a um propósito maior, a vida terá valido muito mais a pena. Se a gente usar a vida para resolver necessidades genuínas ela fará muito mais sentido. 

A todo tempo estou a serviço de um propósito maior. Além disso, gosto de curtir um sol na praia lendo um bom livro. Não vou deixar para curtir isso só no final da vida. Sinto necessidade de fazer isso durante a vida.

Faço da minha vida um meio para ajudar as pessoas a viabilizarem seus recursos (tempo, dinheiro, habilidades etc) para fazerem o que gostam de uma maneira que se sintam livres, realizadas e seguras para seguirem seus caminhos com mais autenticidade. 

O ideal é que a sua motivação para trabalhar venha de um propósito maior e que o dinheiro seja a consequência disso. E não que o objetivo seja o de receber um salário no final do mês, independente do que você faz. 

Você sabe o que quer fazer da sua vida daqui 10 anos? 

Você sabe o que quer ser daqui 10 anos?

Você sabe o que quer ter daqui 2025 anos?

A essência disso pode ser vivida hoje?

De que forma você pode trabalhar para viver e não viver para trabalhar?

Encontre a harmonia entre viver o que quer hoje e conquistar o que quer viver no futuro.

O equilíbrio é o que nos traz mais satisfação ao longo da vida.

O movimento da vida

A vida é a integração.

É o desafio de desorganizar para evoluir e organizar para sobreviver.

 

É o alinhamento do ter com o ser.

É a junção da vida para criar e da morte para transmutar.

É a relação da causa com o efeito.

É a união da materialização com a intuição.

É o balanço entre seguir um caminho já percorrido e um caminho próprio.

É o equilíbrio entre a dependência e a autosuficiência.

É a dança entre a tradição e a originalidade.

É o diálogo entre a ordem e o caos.

É o namoro entre o conhecido e o desconhecido.

É o envolvimento do eterno com o moderno.

É a alternância entre a estabilidade e a mudança.

É a convivência do medo com o amor.

É o movimento pendular entre a segurança e a liberdade.

É a mistura da horizontalidade com a verticalidade.

 

É discernir para poder servir.

É respeitar as regras coletivas sem deixar de seguir as suas próprias simultaneamente.

É considerar o outro sem deixar de levar em conta si próprio.

É colaborar com os outros e produzir suas próprias possibilidades sincronicamente.

É cuidar do que foi criado e parir novas criações concomitantemente.

É abrir-se para o novo sem deixar de honrar o que veio primeiro.

É a ação mútua do fazer com o sonhar.

 

É a subjetividade dentro da objetividade.

É a pausa dentro do movimento. 

É o coletivo dentro do indivíduo e o indivíduo dentro do coletivo. 

 

A Vida é a constante transformação.

QUE REGRAS SEGUIMOS?

Já se pegou falando “Não pode fazer isso por que disseram que não pode.” Nem sabemos por que, mas seguimos aquelas regras que uma vez nos falaram. 

Tenho entendido que precisamos questionar e refletir sobre as regras seguidas para não sermos refém delas.

As regras deverão estar a nosso serviço, para nossa melhoria, e se elas não estão nos servindo, deverão ser hackeadas, quebradas e reinventadas.

Viver a vida apoiada em regras que não fazem sentido podem nos aprisionar. Além disso podem burocratizar processos atrasando a criatividade e o nosso próprio caminho.

Regras são dadas pelos outros quando há desconfiança.

Regras impostas são obedecidas quando não há regras próprias, ou seja, princípios próprios.

Minha mãe me falou hoje - "O certo é o que for certo para você".

Crie as suas próprias regras baseadas no que for certo para você. E esteja disposta a transformá-las se necessário.

Quando há confiança nos próprios princípios não há a necessidade de seguir regras dos outros.

Quando há confiança em si mesmo não nos tornarmos refém das regras dos outros e da sociedade. 

Quando há confiança na sua visão de futuro, há foco e cuidado no que faz do presente.

Quando há confiança nos seus ideias, ou seja, na sua direção, há motivação, dedicação e segurança.

Fluiremos com confiança seguindo nossas próprias regras.

Sabe quais são as suas regras? 

É dando que se recebe

Como São Francisco de Assis diz  "É dando que se recebe." Portanto, tudo que queremos, podemos começar dando. Tudo é uma relação de dar e receber.

As nossas necessidades são supridas quando oferecemos elas para os outros.
Simplesmente dando aquilo que mais queremos. 

Por exemplo, se queremos amor, podemos começar dando amor. Se queremos reconhecimento, podemos começar reconhecendo os outros. Se queremos nos sentir realizados, podemos ajudar quem quer se realizar também. Se queremos autonomia e liberdade, podemos dar autonomia e liberdade para as pessoas.

Sanamos as nossas necessidades, oferecendo elas para quem também as têm. Desta forma o ciclo se torna virtuoso e receberemos o que mais queremos.

Pergunte-se: "Do que eu preciso?" e "Como posso oferecer isso para as pessoas?".

Comece oferecendo o que você precisa que você receberá.

Humildade é manifestar a verdade.

Reflexão do dia: Humildade é manifestar a verdade. Ser você mesmo sem temer.

Não somos obrigados a saber tudo nem ser uma versão perfeita. Somos obrigados a estar em constante desenvolvimento para sermos uma melhor versão de nós mesmos. Quando lembramos disso, nos tornamos livres.

Quando praticamos a humildade, nos aproximamos de quem somos de verdade. Dessa forma, também criamos a oportunidade de conectar com as pessoas de uma forma mais genuína. Já percebeu?

Como você pratica a humildade no seu dia a dia?

Aqui vão algumas coisas que eu estou aprendendo e estão me ajudando bastante. Talvez também te ajude.

  • Compartilhar minhas dificuldades.

  • Pedir ajuda sem medo. E se tiver com medo, vai com medo mesmo.

  • Quando não sei, admitir que não sei e perguntar.

  • Aceitar a ajuda.

Somos seres diferentes, com personalidades e padrões de comportamento diferentes. Estou aprendendo que ser humilde é saber falar com intenção, escutar com atenção e observar com o coração. Estou aprendendo que ser humilde é permitir cair para levantar.

Eu estou em busca de ser uma melhor versão de mim, em constante processo de desenvolvimento. 

Humildade é manifestar a verdade.

Eu sinto isso! E você, o que sente?

O que precisa fazer para ter um Trabalho com Significado?

O que precisa fazer para ter um Trabalho com Significado?

Se o seu trabalho não tem significado, porque você está nele ainda?

Se você está querendo sair dessa e encontrar algo que vá em direção ao seu propósito, eu posso te ajudar!

  • Pra começar, busque processos de autoconhecimento. Aprofundar em si mesmo vai te ajudar a solucionar várias dúvidas e enfrentar seus medos.

  • Coloque seus talentos e paixões à serviço do mundo! Você ainda não sabe quais são eles? Duvido! - Eles devem apenas estar adormecidos. Pra te ajudar: escreva uma lista daquelas coisas que você faz e nem vê passar o tempo. Aposto que já descobriu algumas paixões, não é?

  • Transforme suas necessidades em oportunidades, pra isso, investigue o que está te incomodando hoje em dia e, em um momento mais profundo, perceba que essas também podem ser as necessidades do mundo.

  • Tenha autodisciplina. Já ouviu aquela frase: responsabilidade traz liberdade? Some a disciplina às suas responsabilidades e você vai ver que vai longe!

Ah, não esqueça de que, pra viver com propósito, é super importante que você tenha clareza da sua visão de futuro, ou seja: de seus objetivos.

Quer encontrar o seu Trabalho com Significado?


Cliquei aqui e veja como posso te ajudar

QUEM SOU EU?

QUEM SOU EU?

Uma pergunta difícil, ainda mais para quem quer empreender através do autoconhecimento, como é a proposta do Estaleiro Liberdade, uma escola cujo propósito é o Desenvolvimento de Autonomia  

No dia 10 de maio de 2014 começou o reconhecimento de "24 Marujos" na jornada do Estaleiro Liberdade em São Paulo. Sem profissões, cargos ou sobrenomes, éramos nós mesmos. Falar com intenção e ouvir com atenção e com o coração contribuiu muito para o bem estar do grupo.

Em presença firme a todo instante, foi possível escutar a sabedoria de um grupo de mais de 700 anos de vida. A responsabilidade compartilhada, a liderança rotativa e o propósito maior que nos uniu naquele instante, permitiu a vulnerabilidade em um espaço que ninguém habitava antes.

Através do silêncio, pudemos nos reconhecer na fala do outro.

A pergunta foi: “Quem sou eu?” e a resposta, uma só: "Apesar das diferenças, somos iguais".

Juntei as falas de todo mundo em uma grande resposta. E olha só o que saiu:

"Quem sou eu?

Sou a busca dessa resposta. Sou um monte de pedacinhos e não sei como juntá-los. Estou no processo de saber qual “eu” sou eu.  Me sinto mais próxima de saber quem eu sou ao distanciar-me de quem acham que eu sou. Sou a mudança, a adaptação, a busca e a energia de transformar. Sou tudo e nada ao mesmo tempo. Sou introvertida e extrovertida. Sou nômade de mim mesma e tenho mais experiências marcantes que anos de vida. Mudei tanto desde que nasci que eu não sei dizer quem eu sou. Não consigo me definir pelo que já vivi. Gosto de viajar e descobri que esse é o meu jeito de aprender. Busco desaprender para aprender e deixo a história me ensinar. Aprendo a lidar com as incoerências externas e com as minhas incoerências internas. Tenho milhares de formas de ser e de existir. Acredito e vivo para o mundo invisível. Luto para ter um futuro. Gosto de questionar e quero mudar as coisas construindo algo novo. Sou uma espada. Me coloco no meio do mato e abro caminhos. O que está por trás da minha lança é o amor pelo que faço e pela forma que me relaciono. Tenho meus medos, mas vou com medo mesmo. Aceito tudo como vem e quero caminhar com isso. Busco equilíbrio. Quero me transformar. Busco a conexão com a beleza do amor. O meu canal da fala é com o coração. Sou um coração que gosta de servir e trocar. Faço tudo com paixão. Busco o incrível para começar. Busco a alegria e o sorriso para mim e para o mundo. A minha relação com os outros é o que me define. A troca e o compartilhar é o que me importa. Acredito que o apoio é muito importante. Sou apaixonada pelos outros. Necessito estar em comunidade com pessoas que me façam sentir mais eu. Entendi que enquanto eu não for grata pelo que eu tenho, eu ainda não mereço o que eu não tenho. Por isso, estou aprendendo a valorizar o que eu tenho hoje. Agradeço principalmente pelo corpo que eu habito para viver essa vida. Sei que a luz está em todas as extremidades do meu corpo. Sou apaixonada pela vida. Agradeço a oportunidade de estar aqui para servir. Quero seguir um caminho com significado e propósito. Tenho a sensação de estar sempre a 3 metros de mim mesma, virando a esquina e estarei na constante busca de mim mesma. Estou aqui para ser minha essência. Eu Sou Eu e digo AHOY!"

O primeiro passo para adquirir autonomia é o autoconhecimento. O que você está fazendo por isso? Se você quiser fazer parte dessa Escola de Empreendedorismo através do Autoconhecimento para se conhecer, planejar, experimentar e construir comunidade em torno do seu sonho, te esperamos de braços abertos! Faça parte.
Inscreva-se na próxima turma do Estaleiro Liberdade. Começaremos a jornada dia 13 de Março.Clique aqui para saber mais.

A diferença e a semelhança em tudo que eu faço

A diferença e a semelhança em tudo que eu faço

Às vezes, pessoas me perguntam:  "Por que você faz tanta coisa?". E eu respondo: "São estratégias diferentes de atingir o meu propósito. No post, da semana passada, expliquei sobre a diferença entre Propósito, Processo e Propostas  

Seguindo a mesma linha, hoje eu gostaria de explicar a unidade de tudo que eu faço, além de pontuar as diferenças e a similaridades para que você reflita sobre a melhor opção para você.

Como falei anteriormente, ajudo as pessoas a tomarem as rédeas de suas próprias vidas. Em outras palavras: a se empoderarem de si mesmas para que possam, dessa forma, viver com propósito.

Através dos meus conhecimentos em Antroposofia e das minhas habilidades de Coaching e Facilitação de grupos, ofereço algumas atividades.

O segredo é orientar-se pelo propósito.

O segredo é orientar-se pelo propósito.

Se temos 191 paises que constituem hoje o globo terrestre, porquê não podemos ter 191 propostas para manifestar o nosso propósito no mundo?

Atuar profissionalmente em ramos diferentes não necessariamente significa não estar focado. Se tudo o que você fizer estiver alinhado ao seu propósito, está tudo bem. O importante é que o seupropósito esteja claro para que você oriente suas ações.

Vamos imaginar que o núcleo da terra é o nosso propósito, que o manto representa nossosprocessos e a crosta, ou melhor os países, as nossas propostas de manifestação do propósito. 

Lembre-se que o "Propósito" é algo que você esteja a serviço em tudo que você faça. É algo maior do que você mesmo, que vai representar o legado para as futuras gerações. É a sua intenção de vida.

"Processos", são as maneiras de servir aquele propósito, colocando seus valores, talentos e paixões à disposição para servir alguma necessidade real do mundo.

Já as "Propostas" são as formas que você gostaria de "empacotar" as suas habilidades, seus talentos, paixões para realizar seus sonhos.

Veja o meu exemplo na imagem abaixo para facilitar seu processo.

Algumas dicas:

Comece pensando no seu "Núcleo" ao invés dos "Países"

Depois que entendi que meu propósito é ajudar as pessoas a tomarem as rédeas das próprias vidas, entendi que poderia usar todas as minhas habilidades a serviço disso, mesmo entendendo que uma pessoa é completamente diferente da outra. Adquiri mais liberdade para pensar em formatos diversos, colocando à disposição minhas paixões  - como a fotografia e as artes manuais - assim como minhas habilidades através do coaching e facilitação de grupos. Todos esses formatos servem ao mesmo propósito. Depois que caiu a ficha, não tive que fazer uma única escolha.

Troque o "E" pelo "OU" quando pensar em suas "Propostas".

Ao invés de separar as suas paixões, veja o que há de comum entre elas e formate produtos ou serviços que estejam alinhados a isso. Você pode ser tudo que quiser, basta começar.

Conheça ferramentas que podem te auxiliar na descoberta do seu "Propósito". 

Na semana que vem, realizo mais uma edição do workshop "Criando Seu Trabalho com Significado". Nele vou apresentar algumas soluções para você colocar em prática tudo isso que citei acima. Para fazer sua inscrição, clique aqui.

E se quiser aprofundar e criar o seu Plano de Transição para viver com mais Propósito, participe do Conectando Pontos, um programa de 3 meses com encontros semanais!


Te espero!

POR QUE UMA BÚSSOLA INTERNA PODE TE AJUDAR?

POR QUE UMA BÚSSOLA INTERNA PODE TE AJUDAR?

É muito fácil para um coach fazer perguntas difíceis, como por exemplo: “Qual é a sua missão de vida? Quais são seus valores? Qual é a sua visão de futuro?” e pensar que as respostas serão imediatas, não é? Não. Nós sabemos o quão complexas e profundas são elas. É exatamente por isso que, ao longo dos últimos 9 anos, descobri outras formas de chegar a essas respostas, buscando o real significado de sermos orientados pela missão, por valores e por uma visão de futuro.

Bússola Interna é uma ferramenta para encontrar coerência entre o sonho e a realidade. Entre aquilo que imaginamos ser ideal e daquilo que conseguimos fazer. Além de contribuir para responder essas perguntas existencialistas de forma mais flúida, o posicionamento do conteúdo ajuda a entender qual é o nosso norte e como fazemos para chegar lá. No meu olhar uma vida com propósito é a composição do trabalho com significado e do estilo de vida alinhado com valores pessoais, por isso estes são os principais eixos da Bússola. Afinal, passamos a maior parte das nossas vidas trabalhando. Não é mesmo?

Por isso, para conseguir pensar na vida, precisamos pensar no trabalho. Comece criando o seu Trabalho com Significado. Quando bem feito, temos o sentimento de autorrealização e conseguimos ter um estilo de vida com propósito. O desenvolvimento da autonomia e da liberdade é um processo individual e ferramentas de coaching usando os conceitos da Antroposofia ajudam a explicar o fenômeno por trás dessa fórmula. É muito importante que cada pessoa se oriente pela sua própria Bússola Interna e muitas vezes ela está nebulosa em meio de tantos pensamentos, sensações e desejos. E só é possível desenvolver a sua bússola interna mergulhando em si mesmo.   

No workshop "Criando seu Trabalho com Significado" trago ferramentas que podem ser úteis para começar a ter mais coerência entre o sonho e a realidade.  Ao ter consciência das partes constituintes da Bússola Interna fica mais facil (re)lembrar e (re)construir a sua.  Todo mês tem uma edição em São Paulo, com três horas para você refletir sobre o que é importante para você na vida. Dessa forma, vamos começar a desenvolver caminhos para tornar seu sonho realidade. Que tal? Te espero lá!

Criando seu Trabalho com Significado

Onde: Laboriosa 89 (Rua Laboriosa, 89 - Vila Madalena - São Paulo)

Valor: R$ 85,00

Veja as datas no link abaixo

Clique aqui e se inscreva

CHECKLIST: CRIANDO SEU TRABALHO COM SIGNIFICADO

CHECKLIST: CRIANDO SEU TRABALHO COM SIGNIFICADO

Já se perguntou "o que eu preciso fazer para trabalhar com o que amo e ainda ajudar o mundo?"  Muita gente ainda tem dificuldade de achar respostas então resolvi fazer um checklist para cada pessoa criar o seu trabalho com significado

É preciso mapear e definir alguns aspectos da vida para começar a entender o que faz sentido. Quando souber o que faz seus olhos brilharem, você realmente conseguirá criar algo que façasentido para o mundo também. Todos nós deveríamos trabalhar para sanar nossas necessidades genuínas. Desta forma estaremos suprindo, também, uma necessidade real de pessoas que se encontram em situações parecidas. Portanto, é possível transformar suas necessidades em oportunidades.  

Ter um Trabalho com Significado é decidir por um estilo de vida com propósito. Esta é uma decisão que envolve todas as partes da vida. Ao longo da caminhada de criação de umTrabalho com Significado, aprendemos a falar "sim" para aquilo que realmente importa. Porém, só conseguimos fazer isso, a partir do momento que falamos "não" para tudo que estiver desalinhado com o que acredita. Por isso, o jeito mais fácil de criar um trabalho com significado é fazendo aquilo que faz sentido.   

Mergulhar em si mesmo, num processo de autoconhecimento, é o caminho que eu escolhi para achar respostas. Se não souber por onde começar, crie a sua Bússola Interna para orientar a sua jornada. 

Se quiser saber mais, no dia 17/12 vou dar um workshop "Criando seu Trabalho com Significado" em São Paulo na Laboriosa89. Vou adorar te contar dicas que serviram para mim! Falta pouco tempo então corre! Clique aqui para fazer a sua inscrição pelo Cinese