Trabalho com Significado

10 conselhos para uma pessoa insatisfeita com o trabalho

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Se a rotina não vai bem, segunda-feira é sempre um sofrimento, o cansaço não acaba nunca, algo precisa ser transformado. Abaixo, listo dez atitudes que podem ressignificar o dia a dia no trabalho e, assim, melhorar a qualidade de vida. 

1. Busque entender a sua insatisfação. Você se incomoda com o local, as pessoas, o propósito da organização ou com o que você faz? Busque observar o que é que tira a sua paz.

2. Mude algo em você! Isso certamente ajudará a mudar o todo. Entenda o que está no seu alcance para mudar. Veja o que pode fazer para conviver com pessoas de uma forma mais agradável, se for possível converse com seu chefe e peça para mudar aquilo que te incomoda.

3. Assuma algo que te dê prazer mesmo que não esteja no seu job description. Certamente você se sentirá mais energizado, para aguentar um pouco mais aquilo que não gosta.

4. Peça uma sessão de feedback. Assim entenderá mais sobre a sua performance e também poderá falar um pouco sobre aquilo que te deixa insatisfeito.

5. Seja protagonista e tome iniciativa. Nem sempre é possível ter espaço para mudar. Mas sempre há algo que você pode tomar as rédeas e fazer.

6. Se você realmente não se vê mais trabalhando nessa organização, se pergunte: por que eu ainda estou aqui? Lembre do motivo pelo qual vai trabalhar todos os dias. Esse é o significado que o seu trabalho tem para você.

7. Se deseja sair desse trabalho, e não sabe para onde ir. Não saia! Primeiro, saiba o que busca num trabalho. Depois, pense se vai querer empreender ou procurar um novo emprego.

8. Procure um emprego! Primeiro pense em que empresas compartilham da sua visão de mundo dos seus valores e seu propósito. Quando você cria uma ponte de identificação com a organização, fica muito mais fácil se motivar e por consequência se dedicar nas tarefas a serem executadas.

9. Empreenda! Mas lembre de fazer isso desde que faça sentido. Coloque seus talentos e paixões a serviço de uma causa com a qual você se identifique. Contribua para construir a realidade que você quiser viver.

10. Faça o Programa Travessia! Em 12 encontros semanais você vai poder planejar a sua transição para um trabalho com significado.

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Para ter um trabalho com significado, não é preciso ter uma ideia genial; é preciso acreditar em si mesmo

Esqueça a ideia que para empreender é necessário ser criativo. Às vezes, presas nesta ideia, as pessoas deixam de investir em uma ideia ou partem para uma franquia, na vontade de tocar um negócio. Mais que criatividade, o importante mesmo é saber reconhecer os próprios talentos e entender como empregá-los na área desejada.

Para começar, é importante se perguntar qual é a necessidade do mundo que você quer sanar. E talvez isso seja mais fácil do que você imagina. Olhe pra sua própria necessidade, o que te faz falta neste mundo?

A Miri Stock, que participou de um do Programa Travessia, sentia a necessidade de trabalhar o seu feminino através do prazer. Percebeu que isso era uma questão para muitas outras mulheres e criou o Prazerelas, projeto que visa empoderar mulheres por meio de sua própria sexualidade.

Empreender não acontece de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. É necessário se identificar com a causa, até para conseguir enfrentar os momentos de dificuldade que irão surgir. Sem uma afinidade com o projeto, fica mais fácil desistir que tentar se reerguer. 

Por isso que digo que autoconhecimento é fundamental para criar um trabalho com significado, seja empreendendo ou não. Iniciar um negócio nem sempre é a melhor opção, e se você conhecer seus incômodos e prazeres, vai saber o que fazer, onde investir - pode ser dentro da própria empresa de atuação. 

Pergunte às pessoas pelo que elas te reconhecem, compartilhe sua ideia e peça feedback. Para isso não é preciso que o projeto esteja perfeito e "redondinho", isso vai acontecer com o tempo e conforme for amadurecendo. Acredite!

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Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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Por que separamos vida profissional de vida pessoal?

 Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Herdamos da revolução industrial a necessidade de ser quase uma máquina que produz incessantemente, ignorando necessidades pessoais. Assim se mantém o sistema a que estamos submetidos. Então, muitas vezes as pessoas encaram o trabalho como algo onde não é permitido mostrar sentimentos e emoções.  Muitas vezes é preciso agir de uma forma completamente diferente de quem se é.

Ao meu ver, é impossível um trabalho com significado se não houver a quebra dessa barreira que divide as duas coisas.

Recentemente fiz a pergunta: "O que significa a trabalho para você?". Algumas respostas foram:

Trabalho pra mim é um local/ação que eu aprendo coisas novas todos os dias, da maneira que esse conhecimento se apresentar e no final tenho um sentimento de satisfação/propósito. – Nathan Parada

‘Aquela parte chata da vida que proporciona aquelas coisas legais da vida” – Beatriz Izzo

“Vida, fluxo, complemento, meio para um fim/propósito.” – Mari Viana

TRABALHO = DIGNIDADE?

Acho estranho que passado tanto tempo e diante de tantas revoluções, aquele pensamento antigo se mantenha, onde a dignidade se faz do trabalho suado. Se já o nome, com raíz do latim, carrega as marcas de um objeto de tortura da antiguidade, tripalium, já deveria ter sido ressignificado.

Pelo contrário, temos a mania de valorizar o que é referente a trabalho e desmerecer o que é lazer ou cuidado pessoal. Quantas vezes as pessoas não justificam faltas em compromissos por causa de trabalho. E se é trabalho, está tudo bem! O mesmo se faz do contrário, quando só aceitam algo se for por esse motivo. Até quando?

Uma participante do workshop Reset que ministrei no mês passado, contou que numa mesma época perdeu o pai, o emprego e mudou de casa. Quando as pessoas se dirigiam a ela só perguntavam quando voltaria a trabalhar.

TRABALHO VIROU OBJETO DE STATUS E ESCUDO E DESCULPA PARA NÃO LIDARMOS COM OS SENTIMENTOS – OS NOSSOS E OS ALHEIOS.

Resta saber o quanto cada um de nós está realmente a mudar essas crenças. Cabe a nós começar a fazer essa mudança e introjetar dentro de nós. Responder diferente do que é dito e posto. 

Quando eu falo sobre trabalho com significado, é algo que gere remuneração sim, pois é necessário, mas que esteja intimamente ligado ao que se é individualmente – o propósito, a história de vida de cada um, os talentos, etc. Por isso está totalmente ligado ao pessoal e ao autoconhecimento. Falo sobre isso num próximo post.

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Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

9 perigos da autocrítica

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9 perigos da autocrítica

Avaliar a si mesmo é essencial. Parar para se observar, enxergar o que é preciso mudar, aprimorar ou permanecer. Mas quando o julgamento toma conta e começa a determinar ou impossibilitar ações, a autocrítica para de ser produtiva e passa a ser impeditiva. Durante um processo de transição, ela se torna uma armadilha quando:

#1 A busca pelo perfeccionismo

A pessoa nunca está pronta, quer ser perfeita para se apresentar ao mundo ou dar o próximo passo. Quando isso acontecer, é importante projetar, prototipar e agir.

#2 Paralisa porque a opinião alheia se torna o foco

A transição exige muitas renúncias e é difícil se desapegar dos indicadores de sucesso que a sociedade preza para dar espaço ao que é realmente importante pra cada um

#3 Medo da frustração

Se vê diante de uma possível frustração, que pode ser muito dolorosa já que terá investido muita energia em vão. Então acha melhor ficar onde está. Quando isso acontecer, se permita errar. Certamente você vai errar ao longo do caminho. Lembre-se: errar é aprender.

#4 Não vê um diferencial no que quer fazer

Não faz por não ter um projeto único. "Tem tanta gente fazendo e a concorrência é enorme, então por que o meu seria interessante?" - se pergunta. 

Já é único pelo simples fato de ser você quem está fazendo.

#5 Se colocar como especialista sobre determinado assinto, então não pode errar.

Saber tudo sobre algo enrijece e impossibilita aprimoramento. Estamos sempre aprendendo.

#6 Acha que tem uma ideia genial e não quer compartilhar.

Quanto mais você compartilha, mais se escuta e mais feedback tem. Ao colocar algo como perfeito, mesmo que cru, se não der certo, aí sim a frustração pode ser grande.

#7 Controlar 100% o caminho

Traça um caminho e se fixa nele, sem espaço para novas possibilidades que possam surgir. Valoriza o imediatismo, no lugar do processo.

É importante enxergar entre os tons das cores, possibilidades entre cada passo a ser seguido. Se abrir para o caos organizado e permitir que o imprevisto aconteça. Você pode se surpreender com os resultados.

#8 Naturaliza habilidades, sem enxergar o valor que elas têm.

Às vezes os talentos não são extraordinários, podem ser as coisas mais simples e mais fáceis para você, mas não para outra pessoa. 

#9 Não faz porque não tem todas as habilidades.

Executar bem uma coisa só já é o suficiente. Entender quais são as habilidades complementares pode fazer surgir ótimas parcerias ou até despertar novos interesses

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Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

Para quem você direciona seu trabalho? —  como e por que definir

Você já ouviu falar em persona? Muito usado no marketing, o termo se refere à pessoa para quem você direciona seu trabalho. Definir isso é fundamental antes de iniciar qualquer empreendimento.

Diferentemente do público-alvo, que é um perfil que contêm várias pessoas, a persona é um personagem que representa seu público alvo. Quando traçado a persona fica muito mais fácil pensar em como se comunicar e o que oferecer. Não há como circular de maneira fluida em um espaço que você não conhece.

Para te ajudar, algumas reflexões são importantes:

  • Qual é o perfil das pessoas com quem você gostaria de colocar seus talentos a serviço?
  • Quais são os problemas do público que você deseja atender? — Foque nos problemas.
  • Quais são as coisas que ela precisa fazer? — Entenda as necessidades, objetivos e desejos (usar verbos).
  • Quais são as coisas que a motivam? — Busque o que a faz movimentar, o significado pessoal.

A partir daí, crie a sua frase: um nome; adjetivos que representam a pessoa em mente e suas necessidades.

Exemplo:

Giovana, uma jovem que saiu do mercado corporativo há alguns anos. Engajada na economia colaborativa e nas “novas formas de viver”, precisa de uma maneira para suprir a sua necessidade de ser reconhecida pelo que faz e ser valorizada financeiramente — de forma que a faça sentir mais confiante e tranquila para continuar trabalhando alinhada ao que acredita.

Traçada a persona, hora de planejar e prototipar como sanar essas necessidades. Falo sobre isso em um próximo post.

Fazer a transição é gratificante mas exige coragem, enfrentar os medos, planejar os próximos passos e começar. Se você quiser um empurrãozinho para seguir seus objetivos, conte comigo!

[Fiz a Travessia] Larguei um ótimo emprego para viajar 380 dias e depois comecei a ajudar as pessoas a transformarem seu mundo.


Nome: Stela Anderson Romeiro

Idade: 28 anos
Antes fazia: Profissional de Marketing Analista Sênior de Produto na Categoria de Maquiagem.

Hoje faz: Facilitadora de Cursos na FazInova

Lella Sá - Por que você faz o que você faz hoje?

Stela Romeiro: Porque quero ajudar as pessoas a se transformarem e assim transformarem seus mundos. Viver melhor é algo possível e com a fórmula da vontade e com determinação conseguimos ressignificar inúmeras coisas. Facilitar este processo e estar próxima da jornada das pessoas que buscam melhorar é um privilégio.

Lella Sá - Por que você decidiu sair da onde estava?

Stela Romeiro: Minha vida começou a não fazer mais sentido. Estava perdida apesar super “encontrada”. Tinha todos os elementos pra teoricamente ser feliz mas simplesmente não estava. Me sentia presa, miserável, me perguntando se era isso mesmo que era viver. Como um rato na rodinha, era assim que me via no decorrer dos dias. Me lembro de me perguntar um dia “Então é isso? Viver é isso?”

Eu estava condenada a uma sentença de vida. Tinha tudo o que queria ter: um ótimo emprego, ótimo namorado, ótima saúde, ótima família, ótimos amigos e ótima aparência física. What else? All.

Lella Sá - Como fez essa mudança? Qual foi o processo que você passou?

Stela Romeiro: Foi um processo incrivelmente legal, cheio de dores, choros, alegrias e sentimentos que nunca pensei que pudesse ter.

Em Janeiro de 2013 voltei a fazer terapia. Em Maio terminei meu namoro de 6 anos, nós morávamos juntos. Em Setembro pedi demissão. Em 07 de dezembro parti pra América Central, iniciar meu Ano Sabático.

Foram 380 dias de infinitas descobertas. Queria viver tudo o que sonhava mas não tinha coragem de fazer. Ser um personagem do canal off, abraçar as pessoas aleatoriamente, ser cool e amorosa ao mesmo tempo, ser meio louca, me vestir de maneira horrível, não usar maquiagem, ser a versão mais feia que pudesse ser de mim mesma e agir bem com isso, estar rodeada de pessoas que antes me intimidariam por serem modernas demais e me sentir parte delas ou até mais a frente que elas, aprender mais 1 língua, ficar sem fazer ABSOLUTAMENTE nada por dias e dias, aceitar o meu corpo, fazer meditação, yoga e massagem, comer o que quisesse na hora que quisesse, conversar com estranhos, pegar carona na beira da entrada, estar desarrumada e descabelada entre MUITAS outras coisas.

Passei 3 meses no Panamá, 1 na Costa Rica, 3 na Nicarágua, 2,5 na Europa, 1 na Rússia e 1 em um Mosteiro no Nepal.

Nesse link dá pra saber um pouco mais sobre as experiências

Lella Sá - Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Stela Romeiro: Parece ser fácil e/ou muito legal fazer tudo isso que citei, mas são desafios ENORMES! Quando queremos mudar um padrão habitual do nosso comportamento, precisamos transformar uma série de preconceitos em novos conceitos e ir aplicando aos pouquinhos cada um destes testes. Não é do dia pra noite que essas mudanças acontecem. Ficamos inseguros, perdemos o chão. Nossa crença anterior, apesar de não ser mais desejada, era o que nos constituía. Deixar de ter pra construir uma nova é como estar agarrado em um tronco no meio de uma corredeira d’ água e decidir nadar pra pegar outro. Nesse meio tempo nos sentimos perdidos, com medo. Perde-se a referencia. E nesse ano me forcei (no ótimo sentido) a buscar muitos e muitos outros “troncos”. Na maioria dos casos posso dizer que agarrei em um melhor. Mas em outros fui e voltei ou me perdi pelo caminho, chegando a me afogar e perder o ar por alguns minutos. Mas sobrevivi!

Lella Sá - Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

Stela Romeiro: Felizmente sempre economizei dinheiro. Quando saí do meu emprego tinha uma boa poupança pois planejava comprar um apartamento com meu namorado. Eram 70 mil reais. Como sou jovem e não tenho filhos, decidi usar a grana pra fazer a viagem. E acabei gastando apenas 40 mil, valor do carro que vendi antes de partir.

No meio do caminho decidi não pensar sobre grana no sentido futuro de quando eu voltasse da viagem. Isso só ia fazer com que não estivesse presente e fosse totalmente uma vã pré-ocupação.

Durante a viagem pensava na grana  mas não fiquei neurótica. Como a maior parte do tempo estive na América Central (muito barato), pude viver com $20 ao dia e assim sabia que gastaria menos do que o planejado. Então consegui curtir tranquila a viagem.

Já quando eu voltei, pensei em grana, claro. Ainda tinha o suficiente pra viajar de novo se quisesse ou pra ficar aqui em SP sem trabalhar por 1 ano. Isso foi bom, porque me deu tempo de readaptar tranquilamente e procurar trabalho sem desespero.

Mesmo porque eu queria algo com significado, que fizesse parte de mim e que não fosse apenas “trabalho”.

Lella Sá - Qual futuro você está ajudando a criar?

Stela Romeiro: Poxa, espero que um futuro onde as pessoas sejam mais gentis consigo e assim com os outros. Um futuro de respeito aos ritmos e vontades de cada um pois é com a diversidade que enriquecemos de verdade. Um futuro de silêncio seguido de conversar. De play e pause. De vibração e calma. De cuidado e amor.

Amo conversar e tentar ajudar as pessoas. Como minha jornada de autoconhecimento foi muito profunda e intensa, além de autodidata, dar conselhos se tornou uma coisa muito natural e que faço com enorme prazer. Saber que isso pode ser a principal ferramenta de meu trabalho é ainda um sonho com um começo de realização recente. Quero continuar “trabalhando” pra que o melhor aconteça.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Stela Romeiro: Pode parecer clichê, mas é clichê por alguma razão: Ouça seu coração. Sei que você abafa ele muitas vezes por diversos motivos, todos importantes. Mas aquela voz que não se deixa calar e fala baixinho com você na madrugada ou antes de dormir, é sábia e é sua amiga. Ouça, converse com ela. Veja que concessões está disposto a fazer. Se sentir que tem que ser rápido, faça. Se tiver que ser devagar, de tempo ao tempo. Respeitar o processo é fundamental. Não se cobre demais. Dificilmente seremos 100% em todos os aspectos da nossa vida. Somos seres limitados, não tem jeito. Punir-se pelos 40 ou 60% não leva a muita coisa. Vale analisar as prioridades e tentar pouco a pouco mudar o que você acha que te fará sentir melhor. Pequenas conquistas de pequenos grandes desafios nos fazem sentir em movimento e geram confiança. Seja gentil consigo e dê a mão pra você. Seja seu melhor amigo. Queira o seu bem. Respeite-se. <3

Para saber mais curta a minha página no facebook ou fale comigo por email.
 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

Veja outras entrevistas, fique antenado nesse link.

[Fiz a Travessia] Saí da área de sustentabilidade do Itaú para criar uma PELADA para a mulherada

 

Nome: Julia Vergueiro

Antes fazia:  área de Sustentabilidade do Itaú (onde fui trainee e depois analista)

Hoje faz: Sócia diretora do Pelado Real Futebol & Arte

 

Lella Sá: Por que você faz o que você faz?

Julia Vergueiro: Não só me satisfaz como pessoa e profissional, como contribui direta e indiretamente, de forma positiva, na vida de outras pessoas.

 

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Julia Vergueiro: Eu sempre fui apaixonada por futebol e sempre tive muita clareza dos benefícios que esse esporte tinha trazido pra minha vida pessoal e também pra minha carreira. Queria que muitas outras mulheres tivessem essa experiência, mas não sabia como. Quando descobri que existia um caminho, não precisei pensar muito. Sabia que seria um desafio, mas até hoje tenho certeza que valeu a pena.

 

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Julia Vergueiro: No começo são os mesmos desafios de qualquer grande mudança na vida, pois não é fácil mesmo sair da zona de conforto, do lugar comum. Muda a rotina, mudam os relacionamentos, mudam os desafios. Depois que essa fase passa, tem as complicações diárias de qualquer negócio, que quando a gente é funcionário não costuma enxergar, mas é gratificante ver que, conforme você se movimenta, as coisas acontecem. Depende muito mais de você.

 

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Julia Vergueiro: É um modelo diferente de receita. Como disse, depende mais de você, não tem aquele conforto de, independente do quanto você trabalha naquele mês, o salário vai pingar igual. Mas eu acho isso bem mais motivante, só que precisa de paciência pra entender que é um novo processo, às vezes lento, até a coisa engatar de vez e você começar a tirar tudo o que gostaria em termos financeiros.

 

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Julia Vergueiro: Estou ajudando a formar mulheres mais empoderadas e confiantes e uma sociedade mais justa, igual, tolerante e segura pra todo mundo.

 

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Julia Vergueiro: Vá e faça. Quando você quer fazer acontecer, acontece. Não é uma questão de "dom", é uma questão de coragem e vontade.

 

Para saber mais veja o vídeo e curta a fanpage

 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

Veja outras entrevistas, fique antenado nesse link.

[Fiz a Travessia] Saí da indústria farmacêutica para ajudar a empoderar as pessoas

Nome: Giselle da Silva Cabral
Antes fazia: Gerente de Vendas na Indústria Farmacêutica, até  começo de 2014
Hoje faz: Consultora de Estilo e Imagem Pessoal/Persona Stylist

Lella Sá: Por que você faz o que você faz?

Giselle Cabral: E se eu te falar que aconteceu? Sempre fui muito curiosa. Todo começo de ano separo um budget pra fazer um curso novo e conhecer gente. Como 99% do público pro qual eu trabalhava era feminino, fazer um curso onde teria maior habilidade em unir informação e ainda poder usar isso como uma ferramenta para ajudar a empoderar as pessoas, me deixou super animada!
 

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Giselle Cabral: A mudança aconteceu naturalmente. não tinha previsto trabalhar fora da indústria farmacêutica tão rápido, até porque a minha fase profissional era ascendente. Pra mim era só mais um curso que eu estava fazendo. Mas eu fui demitida. Nesse meio tempo eu estava fazendo um "estágio" como personal stylist. Foi nessa época que a até então colega de curso (Andrea) me convidou pra trabalharmos como parceiras. Cheguei em casa, conversei com o Otávio, meu marido, e senti que era a hora de tentar.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Giselle Cabral: O maior de todos os desafios foi a mente. Se você não coloca a mente em ordem, ela joga contra!  Abrir mão dos benefícios da indústria farmacêutica com a incerteza de estar ingressando num mercado novo e a falta de dinheiro foram as maiores sombras.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Giselle Cabral: Como disse anteriormente, eu não havia me preparado, tive um desfalque três meses antes do esperado, mas também tive meu marido ao meu lado, sempre parceiro, que deu todo o suporte (financeiro e  psicológico). Se tem uma coisa que eu tenho a dizer pra ele, é o quanto eu sou grata!

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Giselle Cabral: Meu desejo é que todas as mulheres percebam o quanto elas são únicas e que estamos todas conectadas. Não precisamos ser tão críticas com nós mesmas e com as outras mulheres. Podemos aceitar quem somos e temos que aprender a nos conectarmos com a nossa autoestima e com o nosso eu, por que pra mim, esse é o estado de felicidade.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Giselle Cabral: A minha inquietude sempre fez com que eu me questionasse colocando meus valores em pauta. Meu pensamento sempre foi o de olhar pra daqui 20 anos e perceber se o que eu estava fazendo hoje fazia sentido e se de alguma forma estava criando uma marca positiva nas pessoas ao meu redor, por que pra mim essa marca retorna pra nós como um desatador de nós de algo que não ficou tão claro na nossa caminhada. Eu acredito em formas de autoconhecimento, sejam elas terapia, coaching, curso de teatro, individual ou em grupo.

 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

Veja outras entrevistas nesse link.

A Tração da Mudança: Gerindo suas relações e os ambientes que frequenta

Se passamos a maior parte da nossa vida trabalhando, por que não estar rodeada de pessoas que nos fazem bem?

Dependendo do ambiente em que está, as pessoas podem ao redor podem tanto te incentivar a criar mudanças significativas e melhores na sua vida , como podem trazer pensamentos duvidosos cheios de medo, que desencorajam a sua ação. Por isso que é tão importante escolher os ambientes e as pessoas que incentivam o crescimento e a melhoria contínua de todos.

O que faz a gente querer viver uma vida mais feliz é o sentimento de autorrealização que vem geralmente quando estamos com pessoas que nos fazem bem e frequentamos lugares que nos energizam.

Somos merecedores de boa companhia e ambientes maravilhosos. Podemos estar rodeadas diariamente por pessoas que realmente importam para nós e que também nos inspiram a ser uma pessoa melhor. Isso significa que também podemos e devemos estar com essas pessoas e nesses lugares durante o trabalho.

O trabalho é mais uma esfera na nossa vida que podemos aplicar nossa missão de vida, exercer a nossa contribuição única e fazer uma diferença no mundo. Se passamos a maior parte da nossa vida trabalhando, por que não estar rodeada de pessoas que nos fazem bem?

Um jeito de descobrir quem são essas pessoas e esses lugares que podem te energizar e ajudar a criar um trabalho com significado e uma vida com propósito é listando os seus valores, aquilo que você preza, para depois lembrar quem também pensa assim.

Quando eu entendi que eu sou responsável por criar a realidade que desejo viver tendo um trabalho com significado e um estilo de vida alinhado com meus valores, aprendi que:

Vida e trabalho são uma coisa só: Por isso não há razão em separar as relações e os ambientes. Todas as pessoas e os lugares que você frequenta podem ser alinhados com seus valores e com aquilo que deseja viver e criar para o seu futuro.

Criar parcerias com quem nos inspira: É uma forma de aprender como essas pessoas, que trabalham com o que amam, pensam e se comportam. A partir da convivência fica mais fácil seguir seus passos e adquirir competências e atitudes que elas tem.

Frequentar ambientes alinhados com aquilo que desejamos viver: nos ajudam a encontrar pessoas que pensam e agem como a gente.

O ritmo de vida saudável vem quando acontece um alinhamento com os valores pessoais: A busca pela coerência do que falamos com o que fazemos nos ajuda nesse processo. Além disso estar em contato com pessoas com a mesma visão de mundo em ambientes que nos alimentam contribuem para um ritmo mais saudável. 

A transformação é um casamento de uma transição interna com mudanças externas: Quando as coisas mudam internamente acabamos agindo de outra forma, damos valor a outras relações, fazemos outras atividades e frequentamos lugares novos.

A responsabilidade de mudar o que nos insatisfaz é de cada um de nós: Ambientes e pessoas nos ajudam no processo de mudança mas sem a vontade interna, nada se transforma.

Sabendo que falar é mais fácil que fazer, criei alguns exercícios que podem te ajudar a entender melhor, na prática, como criar uma tração na sua mudança através do gerenciamento das suas relações e dos ambientes que frequenta.  

Fiz um PDF especialmente para quem não está frequentando ambientes tão bacanas e nem está rodeado de pessoas que as inspiram. Lá você encontra uma explicação mais detalhada da ferramenta “Gerindo relações e alinhando ambientes com os valores vida” e exercícios que podem te ajudar a começar esse processo. Para baixar o PDF, basta clicar nesse link.

E para quem quer apoio nesse processo. pode participar do Programa Travessia e fazer isso junto comigo.

Conheça a Matriz Mix de Serviços: monetizando seu trabalho com significado

No processo de transição para um trabalho com mais significado você mergulhará num processo de autoconhecimento. Primeiro você vai identificar seus talentos, paixões e valores. Depois disso, você vai começar a sonhar com a realidade que deseja viver. Um bom caminho para quem quiser empreender a sua própria vida e expressar sua autenticidade, é oferecer o que tem de único e criar formas de entregá-lo para quem o necessita. 

Existem várias formas de transformar as suas habilidades em serviços que podem ser monetizados. O que interessa é criar uma variedade de formatos que suprem necessidades diferentes. Dessa forma você atenderá vários perfis do seu público alvo. O que você precisa é criar o seu mix de serviços. 

A criação do seu mix de serviços pode te trazer uma maior tranquilidade de como terá uma estabilidade financeira!

Isso não significa que não dá medo de começar a fazer a transição. Por que dá. Medo é natural, medo faz bem e só significa que você está crescendo. 

Como essa também é uma necessidade minha, fui pesquisar o que eu precisava fazer ter uma renda mensal baseada nos meus talentos e de forma independente. Busquei entender a natureza por trás dos produtos e serviços bem sucedidos e veja o que eu percebi:

O momento da compra depende do que é oferecido: O serviço pontual é diferente do serviço recorrente. Enquanto um tem começo, meio e fim o outro é cíclico, ou seja, a participação da atividade é determinada por isso.

Não há uma dependência de uma única fonte de renda: As atividades podem ser viabilizadas de várias formas. O serviço pode ser financiado por apenas um cliente ou por vários, oferecendo serviços para empresas e também diretamente para o consumidor final. (B2B ou B2C).

Serviços beneficiam grupos e indivíduos: Existem diversos formatos com propostas de valor diferenciados para criar impactos distintos.

Os conteúdos são personalizados e padrão: Quando a necessidade é tornar a iniciativa conhecida criam formas de oferecer algo padronizado. Quando a necessidade é desenvolver e aprofundar optam por serviços personalizados para fidelizar um grupo de clientes.

Já que ter uma estabilidade financeira e monetizar serviços é uma necessidade de muita gente além da minha, criei uma matriz baseada nos princípios acima para que você possa desenhar seu mix de serviços.

Essa matriz foi muito útil para mim e hoje é a minha principal ferramenta para ajudar as pessoas a fazerem uma transição e desenvolverem sua autonomia. Quando eu preenchi a matriz, consegui criar serviços recorrentes como meus atendimentos no formato plantão de dúvida e os pontuais como o  Programa Travessia e o Radar ou os workshops mais curtos como a Bússola Interna e o Seu Mapa

É importante dizer que ter clareza do seu mix de serviços não significa disponibilizar todos de uma só vez. É preciso que o serviço chegue numa mínima maturidade para lançar outros. Desenvolver um olhar estratégico te ajudará a entender o que é preciso fazer espaçado no tempo. Eu, por exemplo, resolvi esperar para lançar meus serviços recorrentes no site, hoje eles só acontecem com quem já passou por algum serviço pontual comigo.

Fiz um PDF especialmente para quem não está sabendo como monetizar seu trabalho. Lá você encontra uma explicação mais detalhada da ferramenta Mix de Serviços e exercícios que podem te ajudar a começar esse processo. Para baixar o PDF, basta clicar nesse link


E para quem quer fazer junto comigo, pode participar do Programa Travessia.  

[Fiz a Travessia] Preferi empreender do que trabalhar numa corporação

Nome: Laíssa Cortez Moura

Antes fazia: Coordenadora de Atendimento/ Trainee

Hoje faz: Empreende a Vekante Educação e Cultura

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje? 

Laíssa Cortez Moura: Sempre tive muita vontade, em fazer um trabalho que ajudasse as pessoas. Desde pequena participo de uma ONG (CISV), e ver a transformação nas pessoas sempre me fascinou. Acabei descobrindo que a educação é minha grande paixão. Foi então que no começo de 2015, conheci meu sócio. Apaixonado por educação, cultura, percebemos que tínhamos muitas vontades em comum. E foi então que decidimos abrir a Vekante Educação e Cultura, que em Esperanto significa, acordar, despertar. E é isso que queremos. Que as pessoas despertem pro mundo e que vejam possibilidades.

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

Laíssa Cortez Moura: Nos últimos três anos, minha vida mudou muito. Logo que saí da faculdade, resolvi que queria ser Trainee, pelo desenvolvimento oferecido, por poder conhecer uma empresa do "começo ao fim" e ter um salário interessante. Foi então que entrei no Trainee das Lojas Riachuelo. Foi uma experiência INCRÍVEL! Tive ótimos treinadores, minha gerente foi uma super professora. Os colaboradores me ensinaram muito. Mas percebi que ficar dentro de um "escritório" 6 dias da semana, na média de 12 horas por dia, não era para mim. Sentia que precisava aprender mais, viver mais, ter experiências reais com várias pessoas. E foi então que resolvi sair, sem ter nada em mente. Na época, estava fazendo um curso de Inovação, na então nova startup da Bel Pesce, FazINOVA. Foi um curso muito legal, conheci pessoas que me abriram os olhos, "validaram" a minha saída do trainee. E percebi que realmente o mundo tinha muito mais a me oferecer. Ao final do curso, eu e a Bel, tínhamos uma relação muito boa. E acabei sendo contratada, para ser a primeira funcionária. Fiquei muito energizada! Ter a oportunidade, de ajudar a criar uma empresa do zero, montar equipe, aprender com talentos de diversos lugares, desenhar produtos, experiências, planejar viagens. Aprendi demais! Amava meu trabalho. Mas tinha uma certa pulguinha atrás da orelha. O lado social, transformador, sempre me chamava. A cada oportunidade estava no CISV, ajudando em alguma ação. Foi então que percebi, que apesar de estar em um lugar incrível, ainda me faltava a transformação real. Com algumas mudanças e a empresa bem mais sólida, acabei saindo.

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Laíssa Cortez Moura: No começo foi bem difícil. Estava certa do que queria. Mas ouvi muitos questionamentos. Como alguém tem um trainee nas mãos e abandona? Como pode ter um super salário e ir trabalhar em uma startup? Como assim você saiu sem ter nada em mente? Muitas vezes me peguei pensando, se tudo que fiz valia a pena. Em meio a essa confusão! Percebi que a minha paixão era o que fazia na ONG. No começo foi difícil aceitar que era educação. Crescemos ouvindo que professor, não é valorizado, que ganha mal, e etc. Mesmo tendo excelentes exemplos de professores, não vou mentir que bateu o medo. Para onde é que vou parar na educação. Minha familia, me ajudou MUITO! Me apoiaram e sempre torceram para as minhas conquistas.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Laíssa Cortez Moura: Acredito que a mais difícil foi o fator dinheiro. Consegui me sustentar por um bom tempo depois da faculdade. Mas me vi tendo que pedir ajuda e arrego novamente aos meus pais. E as vezes o orgulho bate nessas horas. E os questionamentos chegam, SERÁ? Será que fiz certo?

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Laíssa Cortez Moura: Como comentei acima, a questão da grana sempre pegou. Na verdade ainda pega. Não tem como ganhar o que eu ganhava, ainda, com a nova empresa! Mas a vontade de trabalhar é muito maior. Quando você faz um projeto e vê o poder de transformação que ele tem, é uma sensação indescritível. Estou no meu momento de plantar. Estou plantando muito! Cada escolha, tem suas consequências. Mas mesmo assim, não me arrependo de nada que fiz.

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Laíssa Cortez Moura: Sei que dizer que o futuro vem com a educação é clichê. Mas hoje consigo ver, quantas pessoas estão realmente trabalhando para que tenhamos uma educação melhor. Que o sistema mude, que comecem a ver a criança e o adolescente como ele é. Estamos em alta com a "Pátria Educadora", com os olhares em cima de sistemas mundiais, como a Finlândia, entendendo e conhecendo estudos sobre competências sócio emocionais. E sei, que será um processo longo de mudanças, não chegamos onde estamos ontem. Foi um processo muito longo. E demanda um tempo para que as ideias de hoje, escalem. Mas quero uma escola, uma educação. Onde as crianças possam ser crianças, tenham tempo para brincar e entender o quão importante é, para o desenvolvimento. Ter adolescentes menos ansiosos e mais seguros, que a aquela grande decisão, não será a única na sua vida. Entender que o erro, faz parte do processo. E estamos nesse mundo, para cumprir nossa missão. Mas essa missão, não é só uma. São várias, que vamos descobrir ao longo do caminho.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Laíssa Cortez Moura: Se escute! O corpo e a mente, sempre dão sinais de que algo não vai bem. Se você não tem mais entusiasmo pelo seu trabalho, se começar a adoecer, se não tem mais aquele orgulho de dizer para os outros o que faz. Pare! Pense! Descubra dentro dos seus hobbies suas paixões. Entenda que se você faz aquilo como voluntário, aos finais de semana ou tem o maior prazer em ajudar alguém. Isso tudo pode virar um ofício.

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

Leia outras entrevistas nesse link.

 

[Fiz a Travessia] Troquei o cargo de redatora publicitária para ser celebrante de casamentos

Nome: Ilana Reznik

Idade: 30 anos

Antes fazia: Redatora publicitária

Hoje faz: Celebrante de casamentos personalizados. Cria e conduz cerimônias inspiradas na história e na identidade do casal.

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?

Ilana Reznik: Por que eu senti como um chamado, como se fosse mesmo a minha missão aqui. Algo inexplicável. Eu era feliz trabalhando com publicidade, mas pensava sempre que queria um trabalho com mais significado. Que um dia ia aparecer alguma coisa grandiosa pra mim. Então, quando duas amigas decidiram se casar e não tinham quem fizesse a cerimônia de casamento delas, eu me ofereci pra fazer. Eram duas mulheres e nenhum celebrante religioso ou civil faria. Nessa hora eu pensei em todos os casamentos que eu já tinha ido e que tinham me frustrado pela mesmice, pela falta de personalidade. Então, achei que poderia criar uma cerimônia diferente pra elas duas, inspirada na história de amor do casal. Escrevi o texto, conduzi a cerimônia e aí senti o chamado. Não foi uma sensação de ter encontrado o trabalho dos meus sonhos, mas de ter sido encontrada por ele, porque realmente, não foi uma coisa planejada, foi absolutamente intuitiva. Era algo com significado, como eu desejava, juntando a escrita, a criatividade e o amor. Os três pilares que sempre me guiaram.

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

Ilana Reznik: Porque quando eu celebrei o meu primeiro casamento, eu entendi que essa função fazia muito mais sentido pra mim, pra minha personalidade e pros meus ideais, do que a publicidade. Eu gostava de ser redatora publicitária porque eu adorava escrever, mas não agüentava mais o modelo de trabalho de horário comercial, me frustrava ver tanto tempo de trabalho sendo desperdiçado com campanhas nunca aprovadas pelo cliente e o mais importante: eu não tolerava mais trabalhar pra pessoas cuja índole e caráter eram duvidosos. Tive alguns chefes muito inspiradores na vida, mas a maioria me desestimulou completamente com uma gestão ineficiente e com práticas de assedio moral intoleráveis.

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Ilana Reznik: Bem, entre a minha primeira experiência como celebrante e o meu pedido de demissão, passaram-se 2 anos e meio. Mas a partir desse primeiríssimo casamento, eu comecei a espalhar pros amigos que estava trabalhando como celebrante. Pedia pra eles divulgarem pra mais amigos, passei a preencher todas as fichas de médicos e hotéis como “Celebrante de casamentos”, me apresentava assim pra qualquer pessoa nova que eu conhecesse. Eu fui internalizando a mudança, de forma muito natural. Fiz um site e alguns casais começaram a aparecer. Como eram poucos ainda, eu conciliava com a vida em agência. Mas cada vez mais a minha cabeça e a minha energia estavam fora. Então, em janeiro de 2013, com 4 casamentos agendados pro ano só, eu pedi demissão pra tocar essa nova vida. Sabia o quanto eu queria que desse certo e sabia que o sucesso seria diretamente proporcional à energia direcionada nessa direção. Eu tinha que arriscar. O que poderia acontecer de pior? Eu não ter casal nenhum interessado e ter que voltar pra agência? Tudo bem, eu correria esse risco. Coloquei uma meta pra mim: conseguir realizar 12 cerimônias neste primeiro ano. Internamente, mesmo sem grande retorno financeiro, eu entenderia que estaria no caminho certo. Fiz 15 cerimônias. Tudo que eu mentalizava acontecia. Nesse sentido, a minha ligação com a espiritualidade foi um suporte muito poderoso para a minha transição. Eu tinha muito mais confiança do que medo. E uma certeza irracional de que se parecia tão especial, não tinha como dar errado.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Ilana Reznik: São muitos desafios quando você decide empreender. Muitos. Incontáveis. Vamos lá: em primeiro lugar, eu não sabia se haveria demanda de mercado pra minha nova profissão. Não sabia se haveria muitos casais interessados em ter uma cerimônia de casamento customizada, pessoal e afetuosa. Não sabia como as pessoas à minha volta, amigos e familiares, iam interpretar essa mudança. Se eu teria o respeito deles ou não. Por ser um trabalho original, tinha medo das pessoas acharem que era uma piração total e não algo que eu estava encarando com tanta seriedade. Depois tem os desafios de ter o seu próprio negócio, administrar seu próprio tempo, conseguir trabalhar de casa, conseguir desempenhar funções que eu não tenho tanta aptidão (parte administrativa e financeira). E, por último, eu não tinha um referencial. Não tinha um profissional que eu admirasse e pudesse seguir sua carreira como exemplo, eu estava criando tudo do zero, com base no que eu achava interessante. Então, dois grandes desafios foram desenvolver uma metodologia pro meu processo e conseguir precificar de maneira justa.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Ilana Reznik: O primeiro ano como celebrante e até parte do segundo foram de investimento. Cobrava um valor abaixo do que eu imaginava ser o justo porque queria ter volume, queria me fazer conhecida, entrar no mercado. Então, vivia com o que eu tinha juntado nos anos como redatora e nos mil freelas que eu já tinha feito. A sorte é que eu não precisei de investimento financeiro pra abrir esse novo negócio. Meu site foi totalmente feito por pessoas queridas, de graça. Não precisei investir em máquina, produto, curso, nada. Era só o meu tempo e a minha dedicação. Quer dizer, eu não estava ganhando muito, mas também não estava tendo muitos gastos.

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Ilana Reznik: Eu sou uma pessoa que acredita no amor como filosofia de vida, como movimento, como parte fundamental de quem a gente deve ser. Não acredito em nenhuma revolução que não venha pelo amor. Como celebrante de casamentos, estou constantemente envolvida no tema, nessa atmosfera amorosa, sendo um canal de amor e afeto, conduzindo uma cerimônia que reflita a história e a identidade dos casais, num dia absolutamente feliz pra eles. Não gosto quando as pessoas fazem as coisas no automático, quando apenas reproduzem determinados comportamentos sem pensar se aquilo faz ou não sentido pra elas. Então, ajudo a criar uma cerimônia que realmente faça sentido. Inclusive, no processo de produção da cerimônia, faço alguns encontros com os casais e proponho reflexões sobre estar junto, sobre relacionar-se, sobre amor, família, casamento, pra que eles entrem inteiros nessa jornada - que é o casamento - conscientes dela. Uma vez eu li uma frase do Zygmunt Bauman que diz que amar é contribuir para o mundo. Gosto de fazer os casais pensarem em qual é a sua contribuição. E penso, diariamente, na minha.

Lella Sá: Que dica(s) você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Ilana Reznik: Sinto que uma boa dica é olhar com carinho pra nossa própria linha do tempo. Se pensarmos em quem a gente queria ser quando crescesse, quando tínhamos 8 anos, teremos boas pistas do que nós fará felizes hoje. Devemos olhar com carinho pras nossas aptidões, pros nossos desejos e olhar com compaixão pros nossos medos e limitações. Está tudo na nossa linha do tempo, na nossa história. Pensando no meu caso: eu sempre gostei de escrever e, mais do que isso, de comover as pessoas com o que eu escrevia. Sempre vi a possibilidade criativa como um estímulo, eu não conseguiria trabalhar com algo que não demandasse criatividade. E sempre tive o amor e os relacionamentos (de qualquer natureza ) como objetos centrais das minhas reflexões e dos meus textos. Não faz sentido eu ser celebrante de casamentos? Acho que faz. Sinto que faz. O que mais não pode estar escondido (ou nem tão escondido assim) na nossa própria trajetória?

E confiar, sempre.

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

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[Fiz a Travessia] Larguei o cargo de gerência de uma corporação para ajudar mulheres a se colocarem no mundo de forma integral

Nome: Luiza Carvalho Paterno Gadelha

Antes fazia: Gerente de Marketing Interior de São Paulo - Empresa Amil Saúde até Maio de 2013

Hoje faz: Cursos no Projeto Caminhada Reflexão e Arte ,  o principal objetivo dos cursos é ajudar as mulheres a se colocarem no mundo de forma integral e alinhar seus valores através do autoconhecimento e autodesenvolvimento utilizando conceitos da antroposofia.

Lella Sá - Por que você faz o que você faz? 

 

Luiza Gadelha -Sempre gostei de trabalhar com pessoas. Foram quase 20 anos organizando eventos de marketing para grandes marcas corporativas. Quando parei para pensar nessa longa trajetória, percebi que estava levando uma vida corrida onde trabalho, família, marido e duas filhas se confundiam. Comecei, então, uma caminhada em busca de profundidade nas relações e respeito aos ritmos naturais.

A responsabilidade que eu sentia por ter que educar minhas duas filhas me levou a começar uma grande jornada em busca de meu autoconhecimento. Enquanto pesquisava  uma boa escola para minhas filhas conheci a escola Waldorf e a Antroposofia, filosofia que respeita os ritmos de nosso, corpo, mente e alma. Comecei a me aprofundar nestes conceitos iniciando um caminho de grandes descobertas.

Aproveitei minha  licença maternidade para me aprofundar em antroposifia e fazer um curso biográfico, que  me ajudou a  olhar para a minha trajetória de vida, minhas conquistas, meus desafios e ter mais consciência de minhas habilidades, e perceber quais atitudes eu precisava desenvolver .

Depois do processo biográfico vi como é importante conhecermos nossa história com um olhar mais humano e nos apropriarmos de nossa vida. Entendi que precisava melhorar minhas  relações profissionais me formei como Consultora Interna e Líder Facilitadora na Adigo - Apoio ao Desenvolvimento de Indivíduos, Grupos e Organizações.

Hoje descobri que meu propósito é trabalhar com pessoas, principalmente mulheres com as quais eu possa compartilhar meu aprendizado para que cada uma delas possa transformar e fazer a diferença em sua própria vida.

Foi  através do autoconhecimento que encontrei um novo caminho para a minha vida. Por isso, acredito no poder da transformação. Quando temos  nosso propósito bem alinhado com nossos valores de vida, conseguimos conquistar a nossa prosperidade. 

Lella Sá - Como fez essa mudança?

Luiza Gadelha - A  ideia do projeto Caminhada Reflexão e Arte nasceu em 2009, quando comecei minha jornada para o autoconhecimento.  Entendi que eu adoro estar com pessoas e naquele tempo sentia uma enorme necessidade de compartilhar tudo o que eu estava aprendendo durante minha formação como facilitadora de processos. Foram mais 6 anos trabalhando no mercado formal,  sonhando e criando o meu futuro trabalho.

Percebi que muitas mulheres sentem necessidade de ter um tempo para se colocar  em primeiro lugar, parar,  respirar, olhar para própria  vida com calma,  ter um tempo para  avaliar suas escolhas e perceber o que realmente é importante.

Foi aí que começou a surgir a ideia do curso Florescer um curso só para mulheres para ajudá-las  a desenvolver o olhar interno e promover um encontro com sua essência.

A partir do momento que eu comecei a compartilhar e acreditar neste sonho, fui encontrando pessoas que me apoiaram e me deram força para continuar. E um dia na porta da escola de minha filha, conversando com a professora  dela a Mirella Maceiras que já havia se tornado uma grande amiga, encontrei minha atual sócia. Ela  também compartilhava o mesmo sonho,  fazer a diferença na vida das pessoas. Resolvemos juntas unir nossas forças e tornar este sonho  realidade.

No início de 2014 o Júlio, meu marido recebeu uma proposta inesperada para trabalhar no Paraná,  conversamos muito e juntos decidimos encarar este desafio  e  como já tinha vontade de ter um trabalho que estivesse alinhado com meus valores, aproveitei  este momento e o  transformei  em uma oportunidade  para fazer a transição em minha vida profissional.

Avisei meu diretor e em 3 meses preparei a minha saída  da empresa e em junho de 2014 me mudei  para o Paraná, caminhando em direção à uma nova  forma de viver  com mais qualidade e com condições de desenvolver meu novo trabalho.

Eu já tinha a ideia do curso estruturada, já tinha encontrado  uma sócia,  neste tempo de transição fiz meu  plano de negócios e coloquei uma data para o lançamento do curso, janeiro de 2015. Eu tinha 6 meses para transformar meu sonho em realidade. Como minha profissão era marketing investi  meus conhecimentos em meu próprio negócio, montei um planejamento e para  tirar o projeto do papel e mostrar para as pessoas que o projeto existia fui em busca de uma profissional para me ajudar a estruturar o site, blog e comunicação digital.

Encontrei a Mayara Castro,  uma profissional do Projeto Memória Seletiva que me ajudou a desenvolver uma estratégia para eu manter a presença digital do Caminhada Reflexão e Arte

Em janeiro de 2015 lancei o primeiro curso Florescer e atualmente estou na quarta edição do projeto.

Lella Sá - Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Luiza Gadelha - Um dos maiores desafios foi me desapegar das comodidades financeiras, de minha antiga vida, o que eu tinha era muito tempo livre, mas não tinha mais renda e nossa família estava dependendo exclusivamente da renda do meu marido. Foi um grande aprendizado, precisei ter humildade e aceitar o momento.

Resolvi então aproveitar o tempo livre para realmente curtir as minhas filhas que são ainda pequenas, cuidar de minha família que estava precisando de atenção por causa da mudança , preparar alimentos frescos e de qualidade para todos, fiz um galinheiro, uma horta e organizei meu tempo:

  • durante as manhãs cuidar da família, casa, galinheiro, horta; 
  • durante as  tardes, enquanto minhas filhas estavam  na escola, escrever e trabalhar para construir meu negócio. 

Outro desafio foi aprender a valorizar meu tempo, administrar minha rotina com foco e planejamento para não me perder

O que ganhei foi a sensação de realização pessoal e percebi  como nos tornamos produtivas quando fazemos o que amamos!

Lella Sá - Como ficou a questão da grana em meio a incerteza?

Luiza Gadelha - Foi uma decisão bem difícil no começo quando nos mudamos para o Paraná escolhemos uma vida mais simples, e abdicamos de todas as mordomias que antes tínhamos,  empregada, , faxineira, restaurantes, jantares, teatro, viagens, shows  entre outros.

No Paraná fiquei responsável por cuidar da casa, das crianças e do ritmo de nossa vida, não tínhamos amigos nem conhecidos na cidade. Com o passar do tempo, eu e o Júlio, nos fortalecemos como casal e a minha presença na casa e na vida de minhas filhas foi muito importante, aprendemos e compartilhar a responsabilidade do funcionamento da casa aumentamos os nossos laços nos tornamos muito unidos.

Atualmente já estou conseguindo colaborar com a renda familiar, vejo minhas filhas e o Julio mais atentos com a rotina da casa, cada um tem sua responsabilidade e obrigação na manutenção da ordem na casa. Continuo desfrutando de minha  liberdade e flexibilidade,  administro o meu próprio tempo e descobri o prazer de fazer o que eu gosto:  compartilhar meus aprendizados!

Lella Sá - Qual futuro você está ajudando a criar?

Luiza Gadelha - Quero construir um futuro que a colaboração e a troca sejam comuns a todos e que as mulheres se respeitem,  trabalhem e desfrutem  de um futuro com dignidade.

Quero continuar ajudar as mulheres a se colocarem no mundo de forma integral, dar um primeiro passo para o autoconhecimento, alinhar seus valores e encontrar suas prioridades de vida respeitando seus sonhos e desejos.

Lella Sá - Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Luiza Gadelha - Aqui vão as dicas:

  • Encontre algo que você faria sem precisar receber nada em troca;

  • Pense em o que você gostava de brincar ou fazer quando era criança, pode ser  uma boa dica do que te traz felicidade;

  • Quando encontrar o seu trabalho com significado: Invista em pessoas e profissionais que possam te orientar, te ajudar a manter o foco e melhorar seu desempenho;

  • Não desista na primeira dificuldade, vai encontrar muitas outras ao longo de sua trajetória.

  • Seja persistente só assim você irá construir algo verdadeiro;

  • Divirta-se !! Permita-se curtir alguns dias para fazer o que ama como viajar, encontrar os amigos  – aproveite o benefício de ser dono de seu tempo!

  • Compartilhe converse com outras pessoas, conte sua história!

 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida. 

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

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