Transição de Carreira

10 conselhos para uma pessoa insatisfeita com o trabalho

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Se a rotina não vai bem, segunda-feira é sempre um sofrimento, o cansaço não acaba nunca, algo precisa ser transformado. Abaixo, listo dez atitudes que podem ressignificar o dia a dia no trabalho e, assim, melhorar a qualidade de vida. 

1. Busque entender a sua insatisfação. Você se incomoda com o local, as pessoas, o propósito da organização ou com o que você faz? Busque observar o que é que tira a sua paz.

2. Mude algo em você! Isso certamente ajudará a mudar o todo. Entenda o que está no seu alcance para mudar. Veja o que pode fazer para conviver com pessoas de uma forma mais agradável, se for possível converse com seu chefe e peça para mudar aquilo que te incomoda.

3. Assuma algo que te dê prazer mesmo que não esteja no seu job description. Certamente você se sentirá mais energizado, para aguentar um pouco mais aquilo que não gosta.

4. Peça uma sessão de feedback. Assim entenderá mais sobre a sua performance e também poderá falar um pouco sobre aquilo que te deixa insatisfeito.

5. Seja protagonista e tome iniciativa. Nem sempre é possível ter espaço para mudar. Mas sempre há algo que você pode tomar as rédeas e fazer.

6. Se você realmente não se vê mais trabalhando nessa organização, se pergunte: por que eu ainda estou aqui? Lembre do motivo pelo qual vai trabalhar todos os dias. Esse é o significado que o seu trabalho tem para você.

7. Se deseja sair desse trabalho, e não sabe para onde ir. Não saia! Primeiro, saiba o que busca num trabalho. Depois, pense se vai querer empreender ou procurar um novo emprego.

8. Procure um emprego! Primeiro pense em que empresas compartilham da sua visão de mundo dos seus valores e seu propósito. Quando você cria uma ponte de identificação com a organização, fica muito mais fácil se motivar e por consequência se dedicar nas tarefas a serem executadas.

9. Empreenda! Mas lembre de fazer isso desde que faça sentido. Coloque seus talentos e paixões a serviço de uma causa com a qual você se identifique. Contribua para construir a realidade que você quiser viver.

10. Faça o Programa Travessia! Em 12 encontros semanais você vai poder planejar a sua transição para um trabalho com significado.

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Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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9 perigos da autocrítica

Avaliar a si mesmo é essencial. Parar para se observar, enxergar o que é preciso mudar, aprimorar ou permanecer. Mas quando o julgamento toma conta e começa a determinar ou impossibilitar ações, a autocrítica para de ser produtiva e passa a ser impeditiva. Durante um processo de transição, ela se torna uma armadilha quando:

#1 A busca pelo perfeccionismo

A pessoa nunca está pronta, quer ser perfeita para se apresentar ao mundo ou dar o próximo passo. Quando isso acontecer, é importante projetar, prototipar e agir.

#2 Paralisa porque a opinião alheia se torna o foco

A transição exige muitas renúncias e é difícil se desapegar dos indicadores de sucesso que a sociedade preza para dar espaço ao que é realmente importante pra cada um

#3 Medo da frustração

Se vê diante de uma possível frustração, que pode ser muito dolorosa já que terá investido muita energia em vão. Então acha melhor ficar onde está. Quando isso acontecer, se permita errar. Certamente você vai errar ao longo do caminho. Lembre-se: errar é aprender.

#4 Não vê um diferencial no que quer fazer

Não faz por não ter um projeto único. "Tem tanta gente fazendo e a concorrência é enorme, então por que o meu seria interessante?" - se pergunta. 

Já é único pelo simples fato de ser você quem está fazendo.

#5 Se colocar como especialista sobre determinado assinto, então não pode errar.

Saber tudo sobre algo enrijece e impossibilita aprimoramento. Estamos sempre aprendendo.

#6 Acha que tem uma ideia genial e não quer compartilhar.

Quanto mais você compartilha, mais se escuta e mais feedback tem. Ao colocar algo como perfeito, mesmo que cru, se não der certo, aí sim a frustração pode ser grande.

#7 Controlar 100% o caminho

Traça um caminho e se fixa nele, sem espaço para novas possibilidades que possam surgir. Valoriza o imediatismo, no lugar do processo.

É importante enxergar entre os tons das cores, possibilidades entre cada passo a ser seguido. Se abrir para o caos organizado e permitir que o imprevisto aconteça. Você pode se surpreender com os resultados.

#8 Naturaliza habilidades, sem enxergar o valor que elas têm.

Às vezes os talentos não são extraordinários, podem ser as coisas mais simples e mais fáceis para você, mas não para outra pessoa. 

#9 Não faz porque não tem todas as habilidades.

Executar bem uma coisa só já é o suficiente. Entender quais são as habilidades complementares pode fazer surgir ótimas parcerias ou até despertar novos interesses

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Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

DESAFIO EM 9 SEMANAS: SAIR DA ZONA DE CONFORTO E COMEÇAR A CRIAR UM TRABALHO COM SIGNIFICADO

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DESAFIO EM 9 SEMANAS: SAIR DA ZONA DE CONFORTO E COMEÇAR A CRIAR UM TRABALHO COM SIGNIFICADO

A mudança só ocorre quando nos colocamos em movimento. Por isso decidi criar um desafio, uma série de atividades semanais para ajudar quem quer fazer uma transição e criar um trabalho com significado.

VOCÊ ESTÁ PRONTA PARA REMAR UM POUCO MAIS EM DIREÇÃO AO QUE TE MOVE?

Durante 9 semanas, vou sugerir uma ação prática ou reflexiva  —  ambas com base no autoconhecimento e no relacionamento interpessoal. O intuito é explorar sua rede e extrair novas possibilidades para buscar o que faz sentido para você criar um trabalho com mais significado.

Vamos te colocar em movimento em direção ao que faz sentido pra você e desenvolver a sua força de vontade, uma das principais habilidades necessárias para você criar um caminho autêntico que faça sentido.

Na ausência dela, fica fácil seguir a maré, ir em direção dos ventos, fazer só o que os outros querem e por consequência terceirizar as decisões da sua vida e fazer coisas que não fazem sentido. Não é isso que você quer, né?

De nada adianta só querer mudar, se você não for agir efetivamente para transformar a situação. Então agora é a hora de desenvolver a sua força de vontade e sua disciplina! O primeiro passo é se comprometer com o seu próprio desejo de mudar. Desta forma você estará disposta a sair da sua zona de conforto para começar a fazer coisas diferentes.

As atividades propostas são uma pequena parte do Programa Travessia. Uma série encontros para quem quer planejar uma transição e criar um trabalho com significado. Como o programa só começa dia 4 de setembro, você vai ter um gostinho do que se trata ao participar deste desafio.

SE VOCÊ REALMENTE SE COMPROMETER COM O DESAFIO E FAZER AS ATIVIDADES PROPOSTAS NAS 12 SEMANAS, EU QUERO TE AJUDAR!

Estarei disponível pra tirar suas dúvidas e te incentivar na sua jornada. É só entrar nesse grupo no facebook e ir postando quaisquer questões, angústias, obstáculos, e juntos vamos criar uma rede de apoio para incentivar uns aos outros.

PARA FAZER O DESAFIO E SER AVISADO POR EMAIL, CLIQUE AQUI VOCê VERÁ A CAIXINHA EMBAIXO DO LADO DIREITO. TODA SEMANA SAI UMA NOVA AÇÃO E A ATIVIDADE INTROSPECTIVA PRA VOCÊ FAZER EM CASA.

GOSTOU DO DESAFIO?

Então clica no coraçãozinho aí embaixo, fazendo isso, você ajuda essa história a ser encontrada por mais pessoas.

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Quando a segunda-feira vira o pior dia da semana

Chega o domingo à noite e já começa uma agonia? Na segunda, fica difícil levantar da cama ao pensar que é necessário ir ao trabalho? Talvez seja a hora de repensar ao que você tem dedicado seu tempo e sua energia, pois a síndrome da segunda-feira é um dos indicativos que as coisas não vão lá muito bem.

Conheço gente que todas as vezes que ia abrir o e-mail de trabalho, tinha uma dor de barriga. Ela tinha medo dos emails de seu chefe e, se já era difícil encarar o virtual, chegar na agência e ter que conversar com ele era pior ainda. Os valores que aquela pessoa aplicava no dia a dia de trabalho e na dinâmica entre a equipe eram muito contrários ao que a funcionária acreditava. 

Outro problema se relaciona com o tempo dentro de um escritório, que leva muitas pessoas a terem uma sensação de estarem jogando a vida fora. Com a jornada de oito horas, que em vários casos se estende pra dez ou até catorze horas, instaura-se uma dinâmica obrigatória, entre trabalho e casa/casa e trabalho, que não é passível de desvio. 

A partir desses dois incômodos, o fim de semana fica intenso, como se fosse o único tempo do mundo para ser aproveitado. Isso quando ele existe enquanto momento de lazer ou quando não é usado integralmente para restaurar o sono. Em ambos os casos, fica difícil de desapegar desse período que acaba se tornando potencializadamente especial. 

Quando isso acontece, aconselho uma atenção à situação e que seja revisitado o propósito naquilo que está sendo feito. Ainda faz sentido continuar?

promovo o workshop Reset, sobre os primeiros sinais de insatisfação no trabalho e como iniciar uma mudança. Talvez seja uma oportunidade para entender melhor o seu próprio processo.

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[Fiz a Travessia] Abandonei a publicidade e me encontrei na cerâmica

A entrevistada de hoje é a Sofia Oliveira, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

 

Nome: Sofia Oliveira

Idade: 28 anos

Antes fazia: formata em publicidade, trabalhava em agência

Agora faz: tenho minha marca de cerâmicas, a Olive

1. Por que você faz o que você faz hoje? 

Sinto que me encontrei na cerâmica, mesmo com todos os perrengues do empreendedorismo, noites mal dormidas, trabalhando mais ainda que em agência e mil preocupações, eu faço o que eu gosto e nada supera isso.

2. Por que você decidiu sair da onde estava? 

Eu trabalhava com publicidade e era mega infeliz. Tentei trabalhar em empresa, agência, mas sentia que não queria fazer aquilo pro resto da vida de jeito nenhum, não só por ser um mercado difícil mas também porque fiz a faculdade sem saber exatamente o que queria.

3. Como fez essa mudança?

Um dia simplesmente resolvi largar o trabalho, peguei uns freelas e comecei a pensar no que fazer a partir dali. Comecei a fazer um monte de cursos e, sem querer, me deparei com a cerâmica. Me apaixonei de cara. Não foi logo no primeiro momento que entendi que queria fazer isso pro resto da vida, mas aos poucos fui entendendo que era isso e curtindo muito o processo e a ideia de ter minha própria empresa fazendo o que gostava.

4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Acho que os maiores desafios eu ainda estou enfrentando. Ter sua própria empresa não é fácil, especialmente sendo a primeira vez, pra quem trabalhou pros outros a vida toda. Tudo é novo. Cada NF, cada burocracia, cada problema com o banco e fornecedores é um desafio. Já posso dizer que, depois de um ano e meio de empresa, muitas coisas já se tornaram mais fáceis pra mim, agora que lido com isso com certa frequência, mas não tenho dúvida que ainda vou me deparar com muitas outras situações complicadas no caminho. Tudo faz parte do processo de crescimento como pessoa e crescimento da empresa. 


5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

No início o apoio dos meus pais foi fundamental, mas as coisas aconteceram mais rápido do que eu imaginava. Com a ajuda do Bruno, que faz a parte financeira da Olive, eu consegui organizar as contas e atingir um equilíbrio financeiro.


6. Qual necessidade do mundo você, através do trabalho, está ajudando a sanar? 

Acho que o trabalho manual, especialmente dos pequenos produtores, vem na contra mão da fast fashion e do consumo excessivo. 


7. Qual futuro você está ajudando a criar? 

Espero que a gente consiga se tornar uma sociedade do consumo consciente. O apoio de produtores locais é um ato que faz muito mais diferença que as pessoas se dão conta.

8. Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado? 

Eu sei que a oportunidade que eu tive que fazer o que faço também aconteceu por eu ser uma pessoa privilegiada. Não é qualquer pessoa que consegue largar tudo pra descobrir o que quer fazer da vida, tenho muita noção disso, mas acredito que a gente tenha que se abrir mais pro mundo e pra nós mesmos pra descobrirmos o que a gente gosta de fazer, ao invés de simplesmente seguir o que sociedade espera de nós.

> Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

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[Fiz a Travessia] Larguei o cargo de gerência de uma corporação para ajudar mulheres a se colocarem no mundo de forma integral

Nome: Luiza Carvalho Paterno Gadelha

Antes fazia: Gerente de Marketing Interior de São Paulo - Empresa Amil Saúde até Maio de 2013

Hoje faz: Cursos no Projeto Caminhada Reflexão e Arte ,  o principal objetivo dos cursos é ajudar as mulheres a se colocarem no mundo de forma integral e alinhar seus valores através do autoconhecimento e autodesenvolvimento utilizando conceitos da antroposofia.

Lella Sá - Por que você faz o que você faz? 

 

Luiza Gadelha -Sempre gostei de trabalhar com pessoas. Foram quase 20 anos organizando eventos de marketing para grandes marcas corporativas. Quando parei para pensar nessa longa trajetória, percebi que estava levando uma vida corrida onde trabalho, família, marido e duas filhas se confundiam. Comecei, então, uma caminhada em busca de profundidade nas relações e respeito aos ritmos naturais.

A responsabilidade que eu sentia por ter que educar minhas duas filhas me levou a começar uma grande jornada em busca de meu autoconhecimento. Enquanto pesquisava  uma boa escola para minhas filhas conheci a escola Waldorf e a Antroposofia, filosofia que respeita os ritmos de nosso, corpo, mente e alma. Comecei a me aprofundar nestes conceitos iniciando um caminho de grandes descobertas.

Aproveitei minha  licença maternidade para me aprofundar em antroposifia e fazer um curso biográfico, que  me ajudou a  olhar para a minha trajetória de vida, minhas conquistas, meus desafios e ter mais consciência de minhas habilidades, e perceber quais atitudes eu precisava desenvolver .

Depois do processo biográfico vi como é importante conhecermos nossa história com um olhar mais humano e nos apropriarmos de nossa vida. Entendi que precisava melhorar minhas  relações profissionais me formei como Consultora Interna e Líder Facilitadora na Adigo - Apoio ao Desenvolvimento de Indivíduos, Grupos e Organizações.

Hoje descobri que meu propósito é trabalhar com pessoas, principalmente mulheres com as quais eu possa compartilhar meu aprendizado para que cada uma delas possa transformar e fazer a diferença em sua própria vida.

Foi  através do autoconhecimento que encontrei um novo caminho para a minha vida. Por isso, acredito no poder da transformação. Quando temos  nosso propósito bem alinhado com nossos valores de vida, conseguimos conquistar a nossa prosperidade. 

Lella Sá - Como fez essa mudança?

Luiza Gadelha - A  ideia do projeto Caminhada Reflexão e Arte nasceu em 2009, quando comecei minha jornada para o autoconhecimento.  Entendi que eu adoro estar com pessoas e naquele tempo sentia uma enorme necessidade de compartilhar tudo o que eu estava aprendendo durante minha formação como facilitadora de processos. Foram mais 6 anos trabalhando no mercado formal,  sonhando e criando o meu futuro trabalho.

Percebi que muitas mulheres sentem necessidade de ter um tempo para se colocar  em primeiro lugar, parar,  respirar, olhar para própria  vida com calma,  ter um tempo para  avaliar suas escolhas e perceber o que realmente é importante.

Foi aí que começou a surgir a ideia do curso Florescer um curso só para mulheres para ajudá-las  a desenvolver o olhar interno e promover um encontro com sua essência.

A partir do momento que eu comecei a compartilhar e acreditar neste sonho, fui encontrando pessoas que me apoiaram e me deram força para continuar. E um dia na porta da escola de minha filha, conversando com a professora  dela a Mirella Maceiras que já havia se tornado uma grande amiga, encontrei minha atual sócia. Ela  também compartilhava o mesmo sonho,  fazer a diferença na vida das pessoas. Resolvemos juntas unir nossas forças e tornar este sonho  realidade.

No início de 2014 o Júlio, meu marido recebeu uma proposta inesperada para trabalhar no Paraná,  conversamos muito e juntos decidimos encarar este desafio  e  como já tinha vontade de ter um trabalho que estivesse alinhado com meus valores, aproveitei  este momento e o  transformei  em uma oportunidade  para fazer a transição em minha vida profissional.

Avisei meu diretor e em 3 meses preparei a minha saída  da empresa e em junho de 2014 me mudei  para o Paraná, caminhando em direção à uma nova  forma de viver  com mais qualidade e com condições de desenvolver meu novo trabalho.

Eu já tinha a ideia do curso estruturada, já tinha encontrado  uma sócia,  neste tempo de transição fiz meu  plano de negócios e coloquei uma data para o lançamento do curso, janeiro de 2015. Eu tinha 6 meses para transformar meu sonho em realidade. Como minha profissão era marketing investi  meus conhecimentos em meu próprio negócio, montei um planejamento e para  tirar o projeto do papel e mostrar para as pessoas que o projeto existia fui em busca de uma profissional para me ajudar a estruturar o site, blog e comunicação digital.

Encontrei a Mayara Castro,  uma profissional do Projeto Memória Seletiva que me ajudou a desenvolver uma estratégia para eu manter a presença digital do Caminhada Reflexão e Arte

Em janeiro de 2015 lancei o primeiro curso Florescer e atualmente estou na quarta edição do projeto.

Lella Sá - Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Luiza Gadelha - Um dos maiores desafios foi me desapegar das comodidades financeiras, de minha antiga vida, o que eu tinha era muito tempo livre, mas não tinha mais renda e nossa família estava dependendo exclusivamente da renda do meu marido. Foi um grande aprendizado, precisei ter humildade e aceitar o momento.

Resolvi então aproveitar o tempo livre para realmente curtir as minhas filhas que são ainda pequenas, cuidar de minha família que estava precisando de atenção por causa da mudança , preparar alimentos frescos e de qualidade para todos, fiz um galinheiro, uma horta e organizei meu tempo:

  • durante as manhãs cuidar da família, casa, galinheiro, horta; 
  • durante as  tardes, enquanto minhas filhas estavam  na escola, escrever e trabalhar para construir meu negócio. 

Outro desafio foi aprender a valorizar meu tempo, administrar minha rotina com foco e planejamento para não me perder

O que ganhei foi a sensação de realização pessoal e percebi  como nos tornamos produtivas quando fazemos o que amamos!

Lella Sá - Como ficou a questão da grana em meio a incerteza?

Luiza Gadelha - Foi uma decisão bem difícil no começo quando nos mudamos para o Paraná escolhemos uma vida mais simples, e abdicamos de todas as mordomias que antes tínhamos,  empregada, , faxineira, restaurantes, jantares, teatro, viagens, shows  entre outros.

No Paraná fiquei responsável por cuidar da casa, das crianças e do ritmo de nossa vida, não tínhamos amigos nem conhecidos na cidade. Com o passar do tempo, eu e o Júlio, nos fortalecemos como casal e a minha presença na casa e na vida de minhas filhas foi muito importante, aprendemos e compartilhar a responsabilidade do funcionamento da casa aumentamos os nossos laços nos tornamos muito unidos.

Atualmente já estou conseguindo colaborar com a renda familiar, vejo minhas filhas e o Julio mais atentos com a rotina da casa, cada um tem sua responsabilidade e obrigação na manutenção da ordem na casa. Continuo desfrutando de minha  liberdade e flexibilidade,  administro o meu próprio tempo e descobri o prazer de fazer o que eu gosto:  compartilhar meus aprendizados!

Lella Sá - Qual futuro você está ajudando a criar?

Luiza Gadelha - Quero construir um futuro que a colaboração e a troca sejam comuns a todos e que as mulheres se respeitem,  trabalhem e desfrutem  de um futuro com dignidade.

Quero continuar ajudar as mulheres a se colocarem no mundo de forma integral, dar um primeiro passo para o autoconhecimento, alinhar seus valores e encontrar suas prioridades de vida respeitando seus sonhos e desejos.

Lella Sá - Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Luiza Gadelha - Aqui vão as dicas:

  • Encontre algo que você faria sem precisar receber nada em troca;

  • Pense em o que você gostava de brincar ou fazer quando era criança, pode ser  uma boa dica do que te traz felicidade;

  • Quando encontrar o seu trabalho com significado: Invista em pessoas e profissionais que possam te orientar, te ajudar a manter o foco e melhorar seu desempenho;

  • Não desista na primeira dificuldade, vai encontrar muitas outras ao longo de sua trajetória.

  • Seja persistente só assim você irá construir algo verdadeiro;

  • Divirta-se !! Permita-se curtir alguns dias para fazer o que ama como viajar, encontrar os amigos  – aproveite o benefício de ser dono de seu tempo!

  • Compartilhe converse com outras pessoas, conte sua história!

 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida. 

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

Leia outras entrevistas nesse link. 

Conheça o Ciclo de Transição: Uma ferramenta para fazer sua transição de trabalho da forma mais suave possível

Eu estava querendo fazer uma transição, mas não sabia os passos que eu precisava dar. Só sabia onde eu queria chegar. Então eu comecei a conversar com várias pessoas que já passaram por uma transição para levantar o que tinham em comum para que eu pudesse entender os possíveis passos que eu poderia dar a partir da experiência deles.

Algumas conclusões que eu tive das principais características de uma transição:

  • Lidando com incertezas: Não precisamos saber onde queremos chegar. Basta sentir que não faz mais sentido estar onde está.
  • É um processo cíclico: Não tem idade certa nem fase ideal para começar.
  • Individualidade no processo: Não tem um tempo definido para fazermos a transição. Cada pessoa tem seu ritmo para fazer a transição e leva seu tempo. Enquanto uns fazem em 6 meses, outras fazem em 6 anos.
  • Explorar é obrigatório: Precisamos experimentar e testar novas possibilidades para saber o que desejamos fazer.
  • Alinhamento: Tomamos decisões baseadas nos nossos valores.
  • Autoconhecimento: É importante saber nossas necessidades e usá-las como critérios para decidir o que queremos fazer.

Só escrever os aprendizados não foi o suficiente para mim. Aos poucos eu entendi que a transição é um ciclo sem fim. E um ciclo tem fases e em cada uma delas é preciso agir de uma determinada maneira para passar para a fase seguinte.

Apesar desse processo não ser linear, senti a necessidade de ordená-lo para me localizar nesse ciclo e entender o que eu precisava fazer na fase que eu me encontrava. 

Por isso, transformei esse ciclo num esquema. Ele foi muito útil para mim e hoje é a minha principal ferramenta para ajudar as pessoas a fazerem uma transição. Ela faz parte da metodologia da Bússola Interna, que consiste em realizar 3 grandes passos:

1. Investigação do que faz sentido

2. Aceitação dos impedimentos e Ampliação de Horizontes

3. Criação e aplicação do Plano de Transição

Me inspirei para fazer essa ferramenta nos vários depoimentos que ouvi, de quem passou por uma transição, e também no arquétipo do processo de tomada de decisão desenvolvida pela Adigo - principal consultoria de desenvolvimento de empresas e famílias no Brasil, onde fui trainee.

Como o Goethe disse “O tempo é espiral”. Por isso, o ciclo de transição acontece a todo momento de várias formas na vida. Basta sabermos a fase que estamos para entender o que pode vir a acontecer. 

Não adianta criar um plano mirabolante para sua transição. O importante é saber dar os saber os próximos passos com foco no futuro que deseja criar.

Esse processo é desenhado para ser totalmente conduzido por você com responsabilidade e autonomia. 

Fiz um PDF especialmente para quem quer está insatisfeito com o trabalho e a vida e pensa em fazer uma transição. Lá você encontra uma explicação mais detalhada da ferramenta ciclo de transição e exercícios que podem te ajudar a começar esse processo. Para baixar o PDF, basta clicar nesse link. 

Projeto Fiz a Travessia - Uma série de entrevistas com quem já fez uma Transição para um Trabalho com Significado

Muitas pessoas me perguntam:  “Qual é o caminho das pedras para criar um Trabalho com Significado e levar uma Vida com mais Propósito?” Não sei. Não conheço um único caminho por que cada pessoa atribui um significado diferente ao trabalho e a vida.

Já o levantamento de padrões entre pessoas que fizeram uma transição para criar um Trabalho com Significado é possível. Compreender o que existe em comum entre essas pessoas pode trazer algumas respostas.

Ao longo do tempo, eu tenho percebido que ainda é raro as pessoas compartilharem os caminhos que fizeram na sua transição. Por isso eu criei um projeto - “Fiz a Travessia”, uma série de entrevistas para inspirar pessoas a fazerem uma transição. As perguntas são feitas com quem quer contar a sua história de transição e hoje está se sentindo mais feliz, satisfeito e realizado com o que faz. 

O objetivo do projeto “Fiz a Travessia" é compartilhar o processo de transição e dar dicas baseadas no caminho que percorreram. Espero que possa servir com um possível "caminho das pedras" para incentivar pessoas que estão insatisfeitas no trabalho, com vontade de mudar e buscam alternativas para começar sua travessia. 

Todas as pessoas entrevistadas respondem algumas perguntas padrões:

1. Por que você faz o que você faz hoje?

2. Por que você decidiu sair da onde estava?

3. Como fez essa mudança?

4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

6. Qual futuro você está ajudando a criar?

7. Que dica(s) você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Fica antenado que amanhã começo a soltar as entrevistas! 

Como lidar com o medo do novo?

Quando deparamos com um universo novo, diferente do que estamos acostumados, nos deparamos com muitas coisas desconhecidas. Isso pode trazer uma sensação de desespero por querer conhecer tudo de uma vez e por consequência pode nos dar medo de não saber por onde começar. 

Uma vez escutei um conto que me ajudou muito a entender como o medo é criado. Eu nunca mais esqueci e por isso compartilho com vocês.

Era uma vez uma menininha estava andando na floresta, feliz e contente. Todo dia ela caminhava por aquela mata, contemplando os passarinhos e escutando as águas do rio passarem. Até que um dia, quando saiu para passear no bosque sozinha, se deparou com um urso. Era um urso quatro vezes o tamanho dela e por um instante se desesperou. Ela não sabia o que fazer, se sentiu paralisada até que decidiu correr por instinto de sobrevivência. O barulho que ela fez chamou atenção do urso e fez com que ele a seguisse.

Ela correu por todas as partes desviando do urso gigante. Mas infelizmente faltava pouco para ele chegar nela. Mesmo ofegante ela corria até que parou num penhasco. Nesse momento ela se desesperou e pensou “Agora não tem mais jeito. Vou morrer se eu pular vou morrer ou se eu ficar.” 

Sem alternativas do que fazer, ela decidiu olhar para trás para ver a distância que estava do Urso. Nesse exato momento o urso gigante parou e olhou para ela. Aterrorizada, a menininha perguntou: 

- Você não vai me comer? 

E ele respondeu: 

- Não sei, o sonho é seu. Você que decide. 

E então a menininha caiu em si e acordou.

Resumindo, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come e se enfrentar o bicho some. 

Coragem é seguir em frente apesar do medo. Escolha apenas uma coisa para começar a fazer. Qual quer coisa e faça. Faça uma coisa de cada vez e experimente lidar com o medo do novo em doses menores. Ele só vai desaparecer quando você enfrentá-lo. 

Por que abandonar o barco pode não ser uma boa: Uma visão critica sobre transição de carreira

Você se apavora nas segundas-feiras por saber que ainda tem uma semana inteira pela frente? Então respire fundo e comece a fazer um planejamento para mudar isso. Não vale a pena abandonar o barco de forma tão repentina.

Se o seu barco estiver atracado em terra firme e você decidir abandoná-lo, terá que ir a nado e pode te dar muito mais trabalho. Terá que alocar recursos, como seu fôlego, sua energia e o seu tempo nessa travessia de forma desnecessária. Se o seu destino desejado é bem diferente do atual, acalme-se. Você não chegará lá nadando. 

Se você quiser fazer algo completamente diferente do que faz hoje, não tem problema, você poderá chegar lá sem abandonar o barco repentinamente. Se permita fazer um processo de autoconhecimento para ter mais segurança da mudança que deseja fazer para realizar a transição com mais tranquilidade. 

Saiba o destino desejado antes abandonar o barco

Ouço muito a frase “Não aguento mais, quero mudar”. Mas saber para onde quer ir já é mais raro de ouvir. Entenda qual é o futuro que você quer viver. Em outro post explico melhor como você pode definir “seu mundo melhor”. Afinal de contas, se você não sabe onde quer chegar, qual quer rota servirá. 

Dica: reflita o que já te fez sentir viva e pense como você poderia trabalhar com isso.

Não negue as suas origens

Considere-as suas referências por que elas podem enriquecer o seu processo de transição. As pessoas já te reconhecem por determinada atividade. Portanto usufrua dela e aplique ela na área que desejar atuar.  Rejeitar o que você já sabe fazer e que as pessoas reconhecem é perda de tempo. Partir para outro lado não necessariamente te levará a lugares melhores em menos tempo. 

Descubra novas terras

Aplique suas habilidades nas áreas que você tem interesse em atuar. Ofereça o que você sabe fazer. Faça cursos nas áreas desejadas para saber se realmente quer se aprofundar nisso ou se é só um hobby. Experimente atuar na área por períodos curtos como um final de semana, uma noite ou um mês. Atue. Não tire conclusões sem antes tentar fazer algo. 

Faça um inventário dos recursos que você levará do seu barco

A soma dos recursos que você acumulou até o dia de hoje não merecem ser jogados fora. Além do conhecimento que você adquiriu passando anos se formando em determinada área, você ganhou experiência e habilidades realizando as atividades propostas. Você também possui relações que cultivou ao longo do tempo e elas poderão te ajudar nessa travessia.

Avalie quanto recurso você precisa para fazer a travessia de forma tranquila

Faça um levantamento das suas prioridades para saber o mínimo que precisa nessa jornada para navegar de forma tranquila. Mapeie suas responsabilidades para fazer os cálculos necessários. 

Crie um plano de emergência caso não consiga navegar na velocidade que deseja

Chegar onde você quer pode te levar muito mais tempo do que imagina. Então busque alternativas que você pode fazer para aguentar essa travessia que pode levar alguns anos até você chegar onde deseja.   

Aviste outros barcos que estão na proximidade

Olhe para o horizonte e fique atento para avistar outros “barcos”, ou iniciativas, que te atraem. Se aproxime. Esteja perto de pessoas que te inspiram, peça dicas. Se coloque a disposição. Ofereça o que você pode dar para experimentar o que precisa.

Reflita sobre as consequências de abandonar o barco

O que você vai fazer se você abandonar o barco amanhã? Não vale falar que tirará férias. Afinal de contas não teria um trabalho para tirar férias. Vamos dizer que você reservou uma semana ou duas para descansar, e depois disso? O que faria?

Certifique-se de que você tem disposição, fôlego e sabe nadar antes de decidir abandonar o barco e entrar em desespero. Pense nas consequências e tenha consciência de que é possível fazer uma transição sem cortes drásticos. 

Se você não quer demorar muito para fazer uma mudança, comece fazendo uma jangadinha, que mesmo frágil e rústica pode te ajudar a flutuar. Porém é preciso que essa jangada flutue em direção ao seu destino desejado, senão estará à deriva. Por isso tenha clareza do seu norte para navegar naquela direção. Talvez a Bússola Interna pode te ajudar a chegar lá.

Dia 31/08 farei um workshop explicando os principais aspectos para criar um Trabalho com Significado. Saiba mais nesse post. 

Esse post foi criado inspirado numa conversa que tive com a Mariesa Mas de Camargo - terapeuta, amiga e companheira de formação do Caminho Iniciático e Biografias da Associação Sagres. 

Por que eu criei a Bússola Interna?

Eu queria mudar. Estava insatisfeita com o jeito que minha vida estava configurada mas não sabia bem quais eram os aspectos que precisariam ser melhorados para eu me sentir bem, em paz e integrada com o que tinha significado para mim. Como eu acredito que o trabalho é uma grande forma de manifestar quem somos no mundo, fazia muito sentido buscar formas de trabalhar com o que eu amava, mas não sabia direito o que aquilo era.

Tenho necessidade da vida fazer sentido para mim e de ter significado para as pessoas a minha volta. Isso fez eu iniciar uma pesquisa sobre o entendimento da vida e do desenvolvimento do ser humano para entender melhor os passos que eu precisava dar para mudar e ser uma pessoa mais satisfeita comigo.

Meu maior medo desde quando larguei a minha primeira carreira, como modelo (veja o post dessa história aqui), era não conseguir fazer a diferença no meu entorno. Não queria só viver uma vida medíocre com status, poder e vaidade. Eu queria propósito, realização e verdade. Eu queria transformar a minha volta. E continuo querendo. Por isso a partir de 2008 comecei a entrar em contato com o universo de desenvolvimento humano, espiritualidade, inovação e empreendedorismo. 

Busquei várias fontes para responder a pergunta “Qual trabalho pode fazer sentido com o âmago do meu ser?”. Ela foi norteadora para fundamentar a minha pesquisa e criar a Bússola Interna. 

A Bússola Interna é uma síntese dos meus aprendizados dos últimos anos. Ela é uma metodologia que desenvolve os principais aspectos para levar uma vida com propósito. Ela é resultado de uma vasta pesquisa que eu venho fazendo sobre os arquétipos da vida e do desenvolvimento do ser humano.  

De 2008 para cá comecei meu caminho de exploração na antroposofia, na programação neuro linguística, na comunicação não-violenta, na comunicação genuína, no design thinking, na observação goethianística, no Holoplex, na meditação, no xamanismo, no dragon dreaming, na teoria integral, no coaching integrado e no reiki.

Minha pesquisa se aprofundou quando eu comecei a minha segunda transição de organizadora de eventos para facilitadora de grupos em 2010. 

 

Desde então pessoas essenciais fizeram parte dessa caminhada. Tive contato, em ordem cronológica, com a Blenda Oliveira na Casa Movimento. Com o Ivan Boscariol na Hub Escola. Com o  Allan Kaplan e a Sue Davidoff no Proteus Institute. Com a equipe do Usina de Idéias da Artemísia. Com o Henrique Pistilli e o Marcos Vianna na IOU. Com o Robert Happé do CEE. Com o Jaime Moggi, o Jair Moggi, o Daniel Bukhard, o Marcus Baptista, a Filomena Rosa e o Luiz Antônio na Adigo. Com o Fabio Novo do Holoplex. Com o Lucas de Abreu Pinto, a Raquel Rosenberg, a Thatiana Passi, o Claudio Lente e muitas outras pessoas na criação do movimento EvoluSomos.  Com o Marcelo Sando em muitos cafés filosóficos. Com o Oswaldo Oliveira no Empreender-se. Com a Mari Pelli, Giovana Camargo, Camila Haddad, Anna Haddad na Laboriosa, 89. Com o Larusso e o Gui Neves nos círculos de confiança que fazemos no Estaleiro Liberdade.

Todas essas possibilidades me levaram a agregar conhecimento e entender melhor os aspectos que precisam de atenção para a vida fazer sentido. Mapeei as dimensões que, para mim, são essenciais para criar um trabalho com significado e não deixar a vida ser vivida em vão.

Senti a necessidade de integrar as informações das diversas teorias que entrei em contato. Então através de esquemas comecei sintetizar e facilitar minha compreensão sobre os padrões arquetípicos do ser humano e seus comportamentos. Inicialmente fiz isso para que eu mesma pudesse me entender. Até que eu percebi que esses esquemas poderiam ser úteis para outras pessoas também.

Por fim, baseado na antroposofia juntei os esquemas da minha pesquisa e surgiu a Bússola Interna. Atualmente ela virou minha metodologia-base para ajudar outras pessoas a desenvolver autonomia com autoria para criar um trabalho com significado e viver um estilo de vida com propósito. 

Entendi que o melhor é fazer as coisas para suprir nossas próprias necessidades. Se forem verdadeiras, as soluções poderão suprir as necessidades de outras pessoas.

Hoje, com a Bússola Interna, ficou mais fácil entender o que tem significado para mim e como eu devo atibuí-lo ao meu trabalho e a minha vida.  

Tenha coragem! Você vai precisar dela para criar o seu Trabalho com Significado.

Tenha coragem! Você vai precisar dela para criar o seu Trabalho com Significado.

Criar um Trabalho com Significado é empreender a vida e dar sentido a ela, sabia?

Desde sempre, minha mãe sempre diz que minha obrigação é fazer aquilo que eu gosto! Taí um desafio. São tantas coisas. O que a gente real-men-te gosta é sempre mais difícil de saber, porque não é uma coisa só!

Nunca me esqueço de quando fiz minha primeira exposição de quadros. Tinha 6 anos. Com pai e mãe empreendedores, só depois de ter crescido percebi o bem que me fez seguir minhas paixões. Graças à minha família e todo o aprendizado que colhi com as minhas escolhas, pude realizar quase todos os meus sonhos!

Mas para empreender é preciso coragem.

Coragem é agir com o coração. Coragem é agir sem medo.

É por conta disso que acredito que é possível começar a empreender com qualquer idade - desde que seja com paixão e que venha de dentro para fora. Se fizer sentido pra você e for feito com o coração, com amor e paixão, a renda é consequência.

Criar um Trabalho com Significado exige agir sem que o medo o domine.

Mas se tiver medo, vai com medo mesmo.

Coragem.


Vamos nessa? Te ajudo! <3

 

QUEM SOU EU?

QUEM SOU EU?

Uma pergunta difícil, ainda mais para quem quer empreender através do autoconhecimento, como é a proposta do Estaleiro Liberdade, uma escola cujo propósito é o Desenvolvimento de Autonomia  

No dia 10 de maio de 2014 começou o reconhecimento de "24 Marujos" na jornada do Estaleiro Liberdade em São Paulo. Sem profissões, cargos ou sobrenomes, éramos nós mesmos. Falar com intenção e ouvir com atenção e com o coração contribuiu muito para o bem estar do grupo.

Em presença firme a todo instante, foi possível escutar a sabedoria de um grupo de mais de 700 anos de vida. A responsabilidade compartilhada, a liderança rotativa e o propósito maior que nos uniu naquele instante, permitiu a vulnerabilidade em um espaço que ninguém habitava antes.

Através do silêncio, pudemos nos reconhecer na fala do outro.

A pergunta foi: “Quem sou eu?” e a resposta, uma só: "Apesar das diferenças, somos iguais".

Juntei as falas de todo mundo em uma grande resposta. E olha só o que saiu:

"Quem sou eu?

Sou a busca dessa resposta. Sou um monte de pedacinhos e não sei como juntá-los. Estou no processo de saber qual “eu” sou eu.  Me sinto mais próxima de saber quem eu sou ao distanciar-me de quem acham que eu sou. Sou a mudança, a adaptação, a busca e a energia de transformar. Sou tudo e nada ao mesmo tempo. Sou introvertida e extrovertida. Sou nômade de mim mesma e tenho mais experiências marcantes que anos de vida. Mudei tanto desde que nasci que eu não sei dizer quem eu sou. Não consigo me definir pelo que já vivi. Gosto de viajar e descobri que esse é o meu jeito de aprender. Busco desaprender para aprender e deixo a história me ensinar. Aprendo a lidar com as incoerências externas e com as minhas incoerências internas. Tenho milhares de formas de ser e de existir. Acredito e vivo para o mundo invisível. Luto para ter um futuro. Gosto de questionar e quero mudar as coisas construindo algo novo. Sou uma espada. Me coloco no meio do mato e abro caminhos. O que está por trás da minha lança é o amor pelo que faço e pela forma que me relaciono. Tenho meus medos, mas vou com medo mesmo. Aceito tudo como vem e quero caminhar com isso. Busco equilíbrio. Quero me transformar. Busco a conexão com a beleza do amor. O meu canal da fala é com o coração. Sou um coração que gosta de servir e trocar. Faço tudo com paixão. Busco o incrível para começar. Busco a alegria e o sorriso para mim e para o mundo. A minha relação com os outros é o que me define. A troca e o compartilhar é o que me importa. Acredito que o apoio é muito importante. Sou apaixonada pelos outros. Necessito estar em comunidade com pessoas que me façam sentir mais eu. Entendi que enquanto eu não for grata pelo que eu tenho, eu ainda não mereço o que eu não tenho. Por isso, estou aprendendo a valorizar o que eu tenho hoje. Agradeço principalmente pelo corpo que eu habito para viver essa vida. Sei que a luz está em todas as extremidades do meu corpo. Sou apaixonada pela vida. Agradeço a oportunidade de estar aqui para servir. Quero seguir um caminho com significado e propósito. Tenho a sensação de estar sempre a 3 metros de mim mesma, virando a esquina e estarei na constante busca de mim mesma. Estou aqui para ser minha essência. Eu Sou Eu e digo AHOY!"

O primeiro passo para adquirir autonomia é o autoconhecimento. O que você está fazendo por isso? Se você quiser fazer parte dessa Escola de Empreendedorismo através do Autoconhecimento para se conhecer, planejar, experimentar e construir comunidade em torno do seu sonho, te esperamos de braços abertos! Faça parte.
Inscreva-se na próxima turma do Estaleiro Liberdade. Começaremos a jornada dia 13 de Março.Clique aqui para saber mais.

Meus aprendizados ao me tornar autônoma e trabalhar em rede.

Meus aprendizados ao me tornar autônoma e trabalhar em rede.

Muita gente busca por sentido, significado, propósito e acha que depois que tudo isso é descoberto, irá só gozar da vida. De fato, essas conquistas são essenciais para levar uma vida plena. Mas, descobrir seu verdadeiro propósito é uma coisa, colocá-lo em prática é outra! rs

Compartilho com vocês alguns dos meus aprendizados nessa trajetória de empreeendedora autônoma, ou seja, empreendedora da minha própria vida:

1 - EXISTE ANSIEDADE MESMO SABENDO SEU PROPOSITO

A ansiedade de compreender, ou melhor, sintetizar o propósito, não existe mais. Porém, aansiedade de saber qual caminho vai ser percorrido existe, pois percebi que só agora que começou o jogo! Ansiedade, se bem dosada, é importante porque nos leva adiante. Precisamos apenas ficar atentos para que ela não nos traga angústias.

2 - DISCERNIMENTO É A CHAVE PARA AGIR

Desenvolver autonomia, na minha opinião, significa: empreender a nossa própria vida através do autoconhecimento. Feito isso, ganhamos liberdade para compreender quem somos e quais são as nossas necessidades. Porém, é fundamental que haja discernimento para olharmos as necessidades do mundo com mais atenção e fazermos o que realmente precisa ser feito, ao invés de fazer apenas aquilo que irá suprir nossas necessidades pessoais.

2 - COMUNICAR O "PORQUE" AO INVÉS DE "O QUE"

Saber comunicar o porquê faço o que faço me aproxima das pessoas. Se eu comunicar só o que eu faço, me restrinjo a um campo de possibilidades porque o formato pode não ser adequado para determinada pessoa. Se ela souber o porquê, ou seja, o propósito daquela ação, posso atendê-la de diversas formas.

3 - CRIAR FORMATOS BASEADOS NAS NECESSIDADES DO SEU PÚBLICO ALVO

Compreender seu público alvo é saber com quem você quer mais interagir. Depois que fiz meu estudo de público-alvo, ficou mais fácil de criar soluções de acordo com suas necessidades. Além disso, apostar em vários formatos de atendê-lo, na minha opinião, é melhor do que apostar só em um, desde que todos eles estejam alinhados com o seu propósito e com as necessidades do mundo.

4 - PROCESSOS PONTUAIS TE DÃO LIBERDADE PARA ESTAR EM QUALQUER LUGAR

Um produto ou um serviço que tem começo, meio e fim te permite a realizá-lo onde quer que você esteja. Foque em algo que tenha confiança em oferecer às pessoas. Pense em uma opção de curta duração, um encontro por exemplo, e outra de longa duração para ter a oportunidade de servir várias necessidades. Desta forma, também há um fluxo financeiro próspero. Esse processo pode se dar em diversos formatos, como por exemplo, workshops, livros, viagens, etc. Por exemplo: o workshop "Criando seu Trabalho com Signficado" acontece a cada 45 dias e tem duração de 3 horas.

5 - PROCESSOS RECORRENTES TRAZEM SEGURANÇA 

Um processo cíclico, sem começo, meio e fim, com interações periódicas, te dá a oportunidade de focar no desenvolvimento das pessoas. Por consequência, traz segurança financeira mensal. Crie algo que as pessoas possam participar a qualquer instante e constantemente para que você possa acompanhar o processo delas. Os formatos de interação recorrentes são vários, por exemplo: entrega de produtos/serviços em pacotes mensais, consultoria, atendimentos, sessões, encontros em grupo, etc.  

6 - EXPONHA O SEU PROCESSO CRIATIVO

Aprendi com o grande Austin Kleon, no seu livro "Show your work" que devemos mostrar o nosso processo criativo e não apenas a arte final. Compartilhe o que você está fazendo pois isso ajuda as pessoas a se aproximarem de você!

Esses foram alguns dos meus aprendizados no processo de desenvolver autonomia e viver em rede. Se você quiser ajuda no seu processo, veja qual oportunidade supre mais as suas necessidades clicando aqui

Por quê ser autônomo?

Por quê ser autônomo?

Você tem percebido que estamos vivendo numa sociedade em que é possível ser cada vez maislivre ? Os tempos de hoje estão pedindo cada vez mais independência, autonomia e responsabilidade como ingredientes-chave para viver uma vida mais plena. Por isso, cada vez mais, as pessoas estão querendo ter domínio do seu tempo, fazer o que amam e não depender de empregos em grandes corporações.

Found on barrieevans.com

As empresas, em sua forma de atuação tradicional, estão tirando a representatividade do indivíduo e criando uma representatividade para um grupo que não necessariamente é compatível com aquele conjunto de pessoas. A tendência, ao passar o tempo, é que as empresas “desinchem suas estruturas", ou seja, deixem de ter controle sob a representatividade das pessoas e das funções.

Quando passamos a trabalhar por vontade própria, ou seja, sendo autônomo, somos capazes de criar nossas profissões e dar mais força a nossa própria potência. A autonomia também leva cada um de nós a ser maisautêntico, permitindo expressarmos a nossa própria arte. Dessa forma é possível viver de forma mais livre, consciente e responsável pela própria felicidade.

Cada um tem um jeito peculiar de contribuir para o processo evolutivo da sociedade, portanto, é importantíssimo que, todos se empoderem dos seus talentos, paixões, habilidades e da sua forma única de enxergar o mundo. Quanto mais tomamos consciência das nossas identidades, mais responsável somos de oferecer nossas contribuições únicas para o mundo. Obtendo clareza do seupropósito, você conseguirá cada vez mais potencializar sua autenticidade e oferecer algo único.

Levando esse cenário em conta, vai existir cada vez menos “emprego” e mais “trabalho" para transformar ideias em trocas de valor. O conceito linear da "carreira" vai passar a ser obsoleto. Afinal de contas, o autônomo tem domínio de si próprio, portanto, cria o seu próprio caminho. Como? A partir do seu propósito, com clareza da sua visão de futuro e atuando através dos seus valores.

Para compreender mais a respeito dos formatos que poderão permitir que você tome as rédias da sua vida e se desenvolva como autônomo, conte comigo!

Clique aqui e se inscreva no Programa Criando seu Trabalho com Significado para fazer o seu plano de transição e criar seu Trabalho com Significado.

A diferença e a semelhança em tudo que eu faço

A diferença e a semelhança em tudo que eu faço

Às vezes, pessoas me perguntam:  "Por que você faz tanta coisa?". E eu respondo: "São estratégias diferentes de atingir o meu propósito. No post, da semana passada, expliquei sobre a diferença entre Propósito, Processo e Propostas  

Seguindo a mesma linha, hoje eu gostaria de explicar a unidade de tudo que eu faço, além de pontuar as diferenças e a similaridades para que você reflita sobre a melhor opção para você.

Como falei anteriormente, ajudo as pessoas a tomarem as rédeas de suas próprias vidas. Em outras palavras: a se empoderarem de si mesmas para que possam, dessa forma, viver com propósito.

Através dos meus conhecimentos em Antroposofia e das minhas habilidades de Coaching e Facilitação de grupos, ofereço algumas atividades.

O segredo é orientar-se pelo propósito.

O segredo é orientar-se pelo propósito.

Se temos 191 paises que constituem hoje o globo terrestre, porquê não podemos ter 191 propostas para manifestar o nosso propósito no mundo?

Atuar profissionalmente em ramos diferentes não necessariamente significa não estar focado. Se tudo o que você fizer estiver alinhado ao seu propósito, está tudo bem. O importante é que o seupropósito esteja claro para que você oriente suas ações.

Vamos imaginar que o núcleo da terra é o nosso propósito, que o manto representa nossosprocessos e a crosta, ou melhor os países, as nossas propostas de manifestação do propósito. 

Lembre-se que o "Propósito" é algo que você esteja a serviço em tudo que você faça. É algo maior do que você mesmo, que vai representar o legado para as futuras gerações. É a sua intenção de vida.

"Processos", são as maneiras de servir aquele propósito, colocando seus valores, talentos e paixões à disposição para servir alguma necessidade real do mundo.

Já as "Propostas" são as formas que você gostaria de "empacotar" as suas habilidades, seus talentos, paixões para realizar seus sonhos.

Veja o meu exemplo na imagem abaixo para facilitar seu processo.

Algumas dicas:

Comece pensando no seu "Núcleo" ao invés dos "Países"

Depois que entendi que meu propósito é ajudar as pessoas a tomarem as rédeas das próprias vidas, entendi que poderia usar todas as minhas habilidades a serviço disso, mesmo entendendo que uma pessoa é completamente diferente da outra. Adquiri mais liberdade para pensar em formatos diversos, colocando à disposição minhas paixões  - como a fotografia e as artes manuais - assim como minhas habilidades através do coaching e facilitação de grupos. Todos esses formatos servem ao mesmo propósito. Depois que caiu a ficha, não tive que fazer uma única escolha.

Troque o "E" pelo "OU" quando pensar em suas "Propostas".

Ao invés de separar as suas paixões, veja o que há de comum entre elas e formate produtos ou serviços que estejam alinhados a isso. Você pode ser tudo que quiser, basta começar.

Conheça ferramentas que podem te auxiliar na descoberta do seu "Propósito". 

Na semana que vem, realizo mais uma edição do workshop "Criando Seu Trabalho com Significado". Nele vou apresentar algumas soluções para você colocar em prática tudo isso que citei acima. Para fazer sua inscrição, clique aqui.

E se quiser aprofundar e criar o seu Plano de Transição para viver com mais Propósito, participe do Conectando Pontos, um programa de 3 meses com encontros semanais!


Te espero!

De Modelo virei Coach para ajudar pessoas a criarem um Trabalho com Significado

De Modelo virei Coach para ajudar pessoas a criarem um Trabalho com Significado

Hoje, a pressão para o avanço profissional para atingir o sucesso é muito profunda. Mas afinal, o que é sucesso?

O princípio de que o que se deve fazer na vida é ganhar o máximo de dinheiro possível faz todo sentido quando vem seguido do comentário do filósofo Barry Stroud ementrevista para o Estadão: "as pessoas estão mais ricas, mas vida hoje é mais pobre."

Concordo. As pessoas estão menos ricas emvida com significado. É como se hoje vivêssemos no piloto automático, deixando as coisas fluírem sem pensar que podemos escolher o destino do fluxo. Eu me percebi no piloto automático aos 18 anos e hoje vou contar como saí dele.

Dos 15 aos 18.

Mudei de carreira quando me dei conta que sucesso para mim não era dinheiro, fama e glamour - era outra coisa.

Aos 15, comecei a minha carreira como modelo, viajava pela Ásia e ganhava muito dinheiro. Eu podia comprar tudo, viajar para qualquer lugar a qualquer hora. Mas, depois de diversos comerciais, caminhadas na passarela e editoriais, me deparei numa cena comum do dia a dia, que, naquele dia soou diferente.

A diretora comentou com o produtor:

"Você poderia mudar a mesa para a direita e a modelo para a esquerda?"

Nessa hora, me dei conta que eu era tratada como um objeto assim como a mesa, então, me senti um cabide vivo ou uma pessoa sem consciência daquilo que estava fazendo. Um turbilhão de pensamentos passou pela minha cabeça e fiquei me perguntando por que eu estava lá naquele momento. A cada pose que eu fazia, caía mais uma ficha.

Ao longo do tempo, percebi que não havia nada que pudesse comprar a minha felicidade. Quanto mais famosa eu era, mais deprimida eu me sentia. Ser modelo de desodorante, shampoo ou de leite não me fazia ser reconhecida por ser uma pessoa que fez alguma real transformação no mundo. Por isso, ao sair daquele estúdio, cortei meu cabelo curto como ato de garantia de que eu não poderia voltar a esse mundo sedutor sem escolher o que eu queria representar com a minha imagem. A partir de então, sabia que eu precisava começar a minha busca por aquilo que fazia sentido para mim. 

Dos 18 em diante

Largar a profissão de modelo no auge da carreira com pedidos para fazer parte de novelas e ser miss foi a melhor coisa que eu fiz. Não foi a decisão mais fácil e nem o caminho mais divertido, mas definitivamente foi o começo de uma jornada em busca da minha verdade.

Começei então, a buscar viver com mais propósito. Entendi que "propósito" significa ter um trabalho com significado e um estilo de vida alinhado com os meus valores. E a autorrealização é um dos valores que eu não abro mão. Por isso, desde então, me pergunto "Por quê eu faço o que eu faço?" para me ajudar a entender o que está por trás da minha ação.

Quando encontrei o meu trabalho com significado, fazendo o que amo, topei - e ainda topo - passar por desafios porque percebi que eles fazem parte da minha caminhada. Sair da minha zona de conforto não foi agradável mas serviu - e ainda serve - como oportunidade para que eu possa experimentar outras vivências que realmente me desenvolvem.  

Hoje

Depois de quase 12 anos, percebo que se eu tivesse a consciência que eu tenho hoje com a fama que eu tinha na época de modelo, teria criado muito mais impacto positivo na sociedade. O que quero dizer com isso é: Não existe caminho certo ou errado. Existe o caminho que faz sentido pra gente e isso só acontece quando vem de dentro.

Atualmente, tudo o que eu faço tem o objetivo de desenvolver a minha liberdade, autonomia e responsabilidade integral, dessa forma ajudo os outros. Consequentemente procuro criar uma sociedade mais consciente, ou seja, autorregulada, auto gerida e autossuficiente. Para saber de que forma eu me esforço para isso, vem cá que eu te explico.

Todos merecemos trabalhar com significado e obter propósito na vida para os olhos brilharem, o coração bater mais forte e para que a nossa dedicação possa valer por toda ela.  

Se você está buscando formas para orientar o seu caminho e ter clareza do seu norte, o workshop "Criando seu Trabalho com Significadoque dou mensalmente, em São Paulo, vai te ajudar! Para mais informações, clique aqui