Transição de Lifestyle

Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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Por que separamos vida profissional de vida pessoal?

 Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Herdamos da revolução industrial a necessidade de ser quase uma máquina que produz incessantemente, ignorando necessidades pessoais. Assim se mantém o sistema a que estamos submetidos. Então, muitas vezes as pessoas encaram o trabalho como algo onde não é permitido mostrar sentimentos e emoções.  Muitas vezes é preciso agir de uma forma completamente diferente de quem se é.

Ao meu ver, é impossível um trabalho com significado se não houver a quebra dessa barreira que divide as duas coisas.

Recentemente fiz a pergunta: "O que significa a trabalho para você?". Algumas respostas foram:

Trabalho pra mim é um local/ação que eu aprendo coisas novas todos os dias, da maneira que esse conhecimento se apresentar e no final tenho um sentimento de satisfação/propósito. – Nathan Parada

‘Aquela parte chata da vida que proporciona aquelas coisas legais da vida” – Beatriz Izzo

“Vida, fluxo, complemento, meio para um fim/propósito.” – Mari Viana

TRABALHO = DIGNIDADE?

Acho estranho que passado tanto tempo e diante de tantas revoluções, aquele pensamento antigo se mantenha, onde a dignidade se faz do trabalho suado. Se já o nome, com raíz do latim, carrega as marcas de um objeto de tortura da antiguidade, tripalium, já deveria ter sido ressignificado.

Pelo contrário, temos a mania de valorizar o que é referente a trabalho e desmerecer o que é lazer ou cuidado pessoal. Quantas vezes as pessoas não justificam faltas em compromissos por causa de trabalho. E se é trabalho, está tudo bem! O mesmo se faz do contrário, quando só aceitam algo se for por esse motivo. Até quando?

Uma participante do workshop Reset que ministrei no mês passado, contou que numa mesma época perdeu o pai, o emprego e mudou de casa. Quando as pessoas se dirigiam a ela só perguntavam quando voltaria a trabalhar.

TRABALHO VIROU OBJETO DE STATUS E ESCUDO E DESCULPA PARA NÃO LIDARMOS COM OS SENTIMENTOS – OS NOSSOS E OS ALHEIOS.

Resta saber o quanto cada um de nós está realmente a mudar essas crenças. Cabe a nós começar a fazer essa mudança e introjetar dentro de nós. Responder diferente do que é dito e posto. 

Quando eu falo sobre trabalho com significado, é algo que gere remuneração sim, pois é necessário, mas que esteja intimamente ligado ao que se é individualmente – o propósito, a história de vida de cada um, os talentos, etc. Por isso está totalmente ligado ao pessoal e ao autoconhecimento. Falo sobre isso num próximo post.

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Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.