Depoimentos

[Fiz a Travessia] Larguei um ótimo emprego para viajar 380 dias e depois comecei a ajudar as pessoas a transformarem seu mundo.


Nome: Stela Anderson Romeiro

Idade: 28 anos
Antes fazia: Profissional de Marketing Analista Sênior de Produto na Categoria de Maquiagem.

Hoje faz: Facilitadora de Cursos na FazInova

Lella Sá - Por que você faz o que você faz hoje?

Stela Romeiro: Porque quero ajudar as pessoas a se transformarem e assim transformarem seus mundos. Viver melhor é algo possível e com a fórmula da vontade e com determinação conseguimos ressignificar inúmeras coisas. Facilitar este processo e estar próxima da jornada das pessoas que buscam melhorar é um privilégio.

Lella Sá - Por que você decidiu sair da onde estava?

Stela Romeiro: Minha vida começou a não fazer mais sentido. Estava perdida apesar super “encontrada”. Tinha todos os elementos pra teoricamente ser feliz mas simplesmente não estava. Me sentia presa, miserável, me perguntando se era isso mesmo que era viver. Como um rato na rodinha, era assim que me via no decorrer dos dias. Me lembro de me perguntar um dia “Então é isso? Viver é isso?”

Eu estava condenada a uma sentença de vida. Tinha tudo o que queria ter: um ótimo emprego, ótimo namorado, ótima saúde, ótima família, ótimos amigos e ótima aparência física. What else? All.

Lella Sá - Como fez essa mudança? Qual foi o processo que você passou?

Stela Romeiro: Foi um processo incrivelmente legal, cheio de dores, choros, alegrias e sentimentos que nunca pensei que pudesse ter.

Em Janeiro de 2013 voltei a fazer terapia. Em Maio terminei meu namoro de 6 anos, nós morávamos juntos. Em Setembro pedi demissão. Em 07 de dezembro parti pra América Central, iniciar meu Ano Sabático.

Foram 380 dias de infinitas descobertas. Queria viver tudo o que sonhava mas não tinha coragem de fazer. Ser um personagem do canal off, abraçar as pessoas aleatoriamente, ser cool e amorosa ao mesmo tempo, ser meio louca, me vestir de maneira horrível, não usar maquiagem, ser a versão mais feia que pudesse ser de mim mesma e agir bem com isso, estar rodeada de pessoas que antes me intimidariam por serem modernas demais e me sentir parte delas ou até mais a frente que elas, aprender mais 1 língua, ficar sem fazer ABSOLUTAMENTE nada por dias e dias, aceitar o meu corpo, fazer meditação, yoga e massagem, comer o que quisesse na hora que quisesse, conversar com estranhos, pegar carona na beira da entrada, estar desarrumada e descabelada entre MUITAS outras coisas.

Passei 3 meses no Panamá, 1 na Costa Rica, 3 na Nicarágua, 2,5 na Europa, 1 na Rússia e 1 em um Mosteiro no Nepal.

Nesse link dá pra saber um pouco mais sobre as experiências

Lella Sá - Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Stela Romeiro: Parece ser fácil e/ou muito legal fazer tudo isso que citei, mas são desafios ENORMES! Quando queremos mudar um padrão habitual do nosso comportamento, precisamos transformar uma série de preconceitos em novos conceitos e ir aplicando aos pouquinhos cada um destes testes. Não é do dia pra noite que essas mudanças acontecem. Ficamos inseguros, perdemos o chão. Nossa crença anterior, apesar de não ser mais desejada, era o que nos constituía. Deixar de ter pra construir uma nova é como estar agarrado em um tronco no meio de uma corredeira d’ água e decidir nadar pra pegar outro. Nesse meio tempo nos sentimos perdidos, com medo. Perde-se a referencia. E nesse ano me forcei (no ótimo sentido) a buscar muitos e muitos outros “troncos”. Na maioria dos casos posso dizer que agarrei em um melhor. Mas em outros fui e voltei ou me perdi pelo caminho, chegando a me afogar e perder o ar por alguns minutos. Mas sobrevivi!

Lella Sá - Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

Stela Romeiro: Felizmente sempre economizei dinheiro. Quando saí do meu emprego tinha uma boa poupança pois planejava comprar um apartamento com meu namorado. Eram 70 mil reais. Como sou jovem e não tenho filhos, decidi usar a grana pra fazer a viagem. E acabei gastando apenas 40 mil, valor do carro que vendi antes de partir.

No meio do caminho decidi não pensar sobre grana no sentido futuro de quando eu voltasse da viagem. Isso só ia fazer com que não estivesse presente e fosse totalmente uma vã pré-ocupação.

Durante a viagem pensava na grana  mas não fiquei neurótica. Como a maior parte do tempo estive na América Central (muito barato), pude viver com $20 ao dia e assim sabia que gastaria menos do que o planejado. Então consegui curtir tranquila a viagem.

Já quando eu voltei, pensei em grana, claro. Ainda tinha o suficiente pra viajar de novo se quisesse ou pra ficar aqui em SP sem trabalhar por 1 ano. Isso foi bom, porque me deu tempo de readaptar tranquilamente e procurar trabalho sem desespero.

Mesmo porque eu queria algo com significado, que fizesse parte de mim e que não fosse apenas “trabalho”.

Lella Sá - Qual futuro você está ajudando a criar?

Stela Romeiro: Poxa, espero que um futuro onde as pessoas sejam mais gentis consigo e assim com os outros. Um futuro de respeito aos ritmos e vontades de cada um pois é com a diversidade que enriquecemos de verdade. Um futuro de silêncio seguido de conversar. De play e pause. De vibração e calma. De cuidado e amor.

Amo conversar e tentar ajudar as pessoas. Como minha jornada de autoconhecimento foi muito profunda e intensa, além de autodidata, dar conselhos se tornou uma coisa muito natural e que faço com enorme prazer. Saber que isso pode ser a principal ferramenta de meu trabalho é ainda um sonho com um começo de realização recente. Quero continuar “trabalhando” pra que o melhor aconteça.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Stela Romeiro: Pode parecer clichê, mas é clichê por alguma razão: Ouça seu coração. Sei que você abafa ele muitas vezes por diversos motivos, todos importantes. Mas aquela voz que não se deixa calar e fala baixinho com você na madrugada ou antes de dormir, é sábia e é sua amiga. Ouça, converse com ela. Veja que concessões está disposto a fazer. Se sentir que tem que ser rápido, faça. Se tiver que ser devagar, de tempo ao tempo. Respeitar o processo é fundamental. Não se cobre demais. Dificilmente seremos 100% em todos os aspectos da nossa vida. Somos seres limitados, não tem jeito. Punir-se pelos 40 ou 60% não leva a muita coisa. Vale analisar as prioridades e tentar pouco a pouco mudar o que você acha que te fará sentir melhor. Pequenas conquistas de pequenos grandes desafios nos fazem sentir em movimento e geram confiança. Seja gentil consigo e dê a mão pra você. Seja seu melhor amigo. Queira o seu bem. Respeite-se. <3

Para saber mais curta a minha página no facebook ou fale comigo por email.
 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

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[Fiz a Travessia] Saí da área de sustentabilidade do Itaú para criar uma PELADA para a mulherada

 

Nome: Julia Vergueiro

Antes fazia:  área de Sustentabilidade do Itaú (onde fui trainee e depois analista)

Hoje faz: Sócia diretora do Pelado Real Futebol & Arte

 

Lella Sá: Por que você faz o que você faz?

Julia Vergueiro: Não só me satisfaz como pessoa e profissional, como contribui direta e indiretamente, de forma positiva, na vida de outras pessoas.

 

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Julia Vergueiro: Eu sempre fui apaixonada por futebol e sempre tive muita clareza dos benefícios que esse esporte tinha trazido pra minha vida pessoal e também pra minha carreira. Queria que muitas outras mulheres tivessem essa experiência, mas não sabia como. Quando descobri que existia um caminho, não precisei pensar muito. Sabia que seria um desafio, mas até hoje tenho certeza que valeu a pena.

 

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Julia Vergueiro: No começo são os mesmos desafios de qualquer grande mudança na vida, pois não é fácil mesmo sair da zona de conforto, do lugar comum. Muda a rotina, mudam os relacionamentos, mudam os desafios. Depois que essa fase passa, tem as complicações diárias de qualquer negócio, que quando a gente é funcionário não costuma enxergar, mas é gratificante ver que, conforme você se movimenta, as coisas acontecem. Depende muito mais de você.

 

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Julia Vergueiro: É um modelo diferente de receita. Como disse, depende mais de você, não tem aquele conforto de, independente do quanto você trabalha naquele mês, o salário vai pingar igual. Mas eu acho isso bem mais motivante, só que precisa de paciência pra entender que é um novo processo, às vezes lento, até a coisa engatar de vez e você começar a tirar tudo o que gostaria em termos financeiros.

 

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Julia Vergueiro: Estou ajudando a formar mulheres mais empoderadas e confiantes e uma sociedade mais justa, igual, tolerante e segura pra todo mundo.

 

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Julia Vergueiro: Vá e faça. Quando você quer fazer acontecer, acontece. Não é uma questão de "dom", é uma questão de coragem e vontade.

 

Para saber mais veja o vídeo e curta a fanpage

 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

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[Fiz a Travessia] Saí da indústria farmacêutica para ajudar a empoderar as pessoas

Nome: Giselle da Silva Cabral
Antes fazia: Gerente de Vendas na Indústria Farmacêutica, até  começo de 2014
Hoje faz: Consultora de Estilo e Imagem Pessoal/Persona Stylist

Lella Sá: Por que você faz o que você faz?

Giselle Cabral: E se eu te falar que aconteceu? Sempre fui muito curiosa. Todo começo de ano separo um budget pra fazer um curso novo e conhecer gente. Como 99% do público pro qual eu trabalhava era feminino, fazer um curso onde teria maior habilidade em unir informação e ainda poder usar isso como uma ferramenta para ajudar a empoderar as pessoas, me deixou super animada!
 

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Giselle Cabral: A mudança aconteceu naturalmente. não tinha previsto trabalhar fora da indústria farmacêutica tão rápido, até porque a minha fase profissional era ascendente. Pra mim era só mais um curso que eu estava fazendo. Mas eu fui demitida. Nesse meio tempo eu estava fazendo um "estágio" como personal stylist. Foi nessa época que a até então colega de curso (Andrea) me convidou pra trabalharmos como parceiras. Cheguei em casa, conversei com o Otávio, meu marido, e senti que era a hora de tentar.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Giselle Cabral: O maior de todos os desafios foi a mente. Se você não coloca a mente em ordem, ela joga contra!  Abrir mão dos benefícios da indústria farmacêutica com a incerteza de estar ingressando num mercado novo e a falta de dinheiro foram as maiores sombras.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Giselle Cabral: Como disse anteriormente, eu não havia me preparado, tive um desfalque três meses antes do esperado, mas também tive meu marido ao meu lado, sempre parceiro, que deu todo o suporte (financeiro e  psicológico). Se tem uma coisa que eu tenho a dizer pra ele, é o quanto eu sou grata!

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Giselle Cabral: Meu desejo é que todas as mulheres percebam o quanto elas são únicas e que estamos todas conectadas. Não precisamos ser tão críticas com nós mesmas e com as outras mulheres. Podemos aceitar quem somos e temos que aprender a nos conectarmos com a nossa autoestima e com o nosso eu, por que pra mim, esse é o estado de felicidade.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Giselle Cabral: A minha inquietude sempre fez com que eu me questionasse colocando meus valores em pauta. Meu pensamento sempre foi o de olhar pra daqui 20 anos e perceber se o que eu estava fazendo hoje fazia sentido e se de alguma forma estava criando uma marca positiva nas pessoas ao meu redor, por que pra mim essa marca retorna pra nós como um desatador de nós de algo que não ficou tão claro na nossa caminhada. Eu acredito em formas de autoconhecimento, sejam elas terapia, coaching, curso de teatro, individual ou em grupo.

 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida.

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[Fiz a Travessia] Saí de Agência Digital para encorajar empreendedores a criarem sua reputação no mundo online

Tenho percebido que as pessoas que trabalham na área de comunicação são as que mais me procuram para ajudar no processo de transição para criar um trabalho com mais significado.

Por isso que hoje, a entrevistada é a Mayara Castro, jornalista e grande parceira no Radar, um programa que cocriamos junto com o Diego Mouro. O Radar é um processo para empreender a própria vida com autenticidade e autonomia através do autoconhecimento, posicionamento e expressão. 

Ela  ressignificou o papel da comunicação na sua vida e também o papel da comunicação digital na vida das pessoas. Aprendi com ela como me posicionar para expor o que acredito e valorizo. Como está dando certo (e estou feliz da vida por isso), decidi compartilhar a história de como ela fez a sua transição. 

Nome: Mayara Castro

Antes fazia: Coordenava o núcleo de comunicação online de agência digital  

Hoje faz: Encoraja pequenos empreendedores a criar sua reputação no mundo online de forma independente, estuda locução e se dedica integralmente ao exercício de empreender a com autonomia e liberdade. 

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?

Mayara Castro: Autonomia nunca foi uma palavra estranha pra mim.

Em meus ambientes de trabalho, sempre tive espaço para ousar. Sorte a minha, meus chefes sempre me deram liberdade para criar e responder pelas minhas criações. Mas, o que sempre chamou atenção deles não era exatamente as minhas ideias, mas a facilidade que eu tinha de me expor a diferentes situações e a praticidade de tirar as ideias do papel e fazer o que precisava ser feito.

Meu pai, também autônomo, sempre me ensinou que liberdade se conquista com responsabilidade. Essa é, até hoje, a sua única e poderosa lição de moral.

Em janeiro de 2014, depois de dois anos representando uma empresa, resolvi abrir as asas para uma nova realidade: empreender com o objetivo de ser reconhecida por quem sou e não pelo o que faço e oferecer o que eu tenho de mais valioso a pessoas que não só precisam de mim, mas vice-versa.

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

 

Mayara Castro: Tinha clareza de que não queria ser um robô que produz conteúdos, como eu fazia antes. Queria mais.

Mais tempo livre que me permitisse estar conectada a mais pessoas.

Mais autonomia para fazer escolhas assertivas.

Mais liberdade para oferecer caminhos alternativos para quem precisa do meu trabalho e assim, ter mais tempo para cuidar do que é meu.  

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Mayara Castro: Sou uma pessoa curiosa e ativa, por isso, sempre estive ao lado de pessoas muito diferentes entre si. Gosto disso. Mas, "como estar envolvida verdadeiramente com vários projetos ao mesmo tempo?" era a pergunta que não queria calar.

Pouco a pouco, após algumas sessões de coaching com a Lella, entendi que podia oferecer meu trabalho da mesma forma que fazia antes, mas mudando o formato.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Mayara Castro:  Na estaca zero, tive que criar metodologias, plano de negócio, formas diferentes de oferecer meus serviços, estratégia de divulgação. Ou seja: colocar a mão na massa.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Mayara Castro: Tive que contar com ajuda da família e amigos, apoio moral e financeiro. Mas, dia após dia, fui sentindo o efeito do meu trabalho. E junto com ele, as regalias de ser autônoma.

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Mayara Castro: A trabalhar em casa ou, tão bom quanto, em cafés pela cidade.

 

A oferecer atendimentos com o sorriso sempre estampado no rosto.

A criar em horários improváveis, sem restrições.

A sentir prazer com o novo.

A criar relações melhores.

A pegar menos trânsito.

A cozinhar.

A praticar esportes.

A dormir melhor.

etc.

Hoje, não tenho dúvidas que essa foi a melhor escolha que fiz.

Meu objetivo é ajudar as pessoas a se comunicar melhor.

Quem quiser conhecer melhor o que eu faço, pode acessar o site www.arayam.com (mayara ao contrário) ou www.radar.wtf e também participar do workshop "Fortalecendo sua identidade digital" em São Paulo no dia 8/10. 

Já falei e repito: a melhor forma de te ajudar a expressar o que importa é oferecendo autonomia para que você arregace as mangas e se empenhe em buscar o seu lugar ao sol. Desenvolver autonomia significa: mergulhar fundo em sua identidade para resgatar tudo o que você precisa para se expressar com verdade. Resumindo: praticar o exercício de ser você mesmo te ajuda a chegar lá.

E vou dizer: no final, é muito gratificante ver gente que a gente admira sendo admirado por cada vez mais pessoas e recebendo todo o mérito por essa conquista!

Lella Sá: Que dica(s) você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Mayara Castro:

  • Clareza da sua necessidade atual

  • Coragem para sair do automático

  • Confiança em suas habilidades e talentos

  • Humildade para enxergar que os erros são oportunidades de crescimento

  • Relações transparentes com clientes, parceiros e amigos

  • Pessoas com quem você possa contar, seja para pedir apoio moral ou crítica construtiva

  • Clareza de que você não está fazendo bem só a si mesmo

  • Consciência de que a transformação é uma constante

[Fiz a Travessia] Preferi empreender do que trabalhar numa corporação

Nome: Laíssa Cortez Moura

Antes fazia: Coordenadora de Atendimento/ Trainee

Hoje faz: Empreende a Vekante Educação e Cultura

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje? 

Laíssa Cortez Moura: Sempre tive muita vontade, em fazer um trabalho que ajudasse as pessoas. Desde pequena participo de uma ONG (CISV), e ver a transformação nas pessoas sempre me fascinou. Acabei descobrindo que a educação é minha grande paixão. Foi então que no começo de 2015, conheci meu sócio. Apaixonado por educação, cultura, percebemos que tínhamos muitas vontades em comum. E foi então que decidimos abrir a Vekante Educação e Cultura, que em Esperanto significa, acordar, despertar. E é isso que queremos. Que as pessoas despertem pro mundo e que vejam possibilidades.

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

Laíssa Cortez Moura: Nos últimos três anos, minha vida mudou muito. Logo que saí da faculdade, resolvi que queria ser Trainee, pelo desenvolvimento oferecido, por poder conhecer uma empresa do "começo ao fim" e ter um salário interessante. Foi então que entrei no Trainee das Lojas Riachuelo. Foi uma experiência INCRÍVEL! Tive ótimos treinadores, minha gerente foi uma super professora. Os colaboradores me ensinaram muito. Mas percebi que ficar dentro de um "escritório" 6 dias da semana, na média de 12 horas por dia, não era para mim. Sentia que precisava aprender mais, viver mais, ter experiências reais com várias pessoas. E foi então que resolvi sair, sem ter nada em mente. Na época, estava fazendo um curso de Inovação, na então nova startup da Bel Pesce, FazINOVA. Foi um curso muito legal, conheci pessoas que me abriram os olhos, "validaram" a minha saída do trainee. E percebi que realmente o mundo tinha muito mais a me oferecer. Ao final do curso, eu e a Bel, tínhamos uma relação muito boa. E acabei sendo contratada, para ser a primeira funcionária. Fiquei muito energizada! Ter a oportunidade, de ajudar a criar uma empresa do zero, montar equipe, aprender com talentos de diversos lugares, desenhar produtos, experiências, planejar viagens. Aprendi demais! Amava meu trabalho. Mas tinha uma certa pulguinha atrás da orelha. O lado social, transformador, sempre me chamava. A cada oportunidade estava no CISV, ajudando em alguma ação. Foi então que percebi, que apesar de estar em um lugar incrível, ainda me faltava a transformação real. Com algumas mudanças e a empresa bem mais sólida, acabei saindo.

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Laíssa Cortez Moura: No começo foi bem difícil. Estava certa do que queria. Mas ouvi muitos questionamentos. Como alguém tem um trainee nas mãos e abandona? Como pode ter um super salário e ir trabalhar em uma startup? Como assim você saiu sem ter nada em mente? Muitas vezes me peguei pensando, se tudo que fiz valia a pena. Em meio a essa confusão! Percebi que a minha paixão era o que fazia na ONG. No começo foi difícil aceitar que era educação. Crescemos ouvindo que professor, não é valorizado, que ganha mal, e etc. Mesmo tendo excelentes exemplos de professores, não vou mentir que bateu o medo. Para onde é que vou parar na educação. Minha familia, me ajudou MUITO! Me apoiaram e sempre torceram para as minhas conquistas.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Laíssa Cortez Moura: Acredito que a mais difícil foi o fator dinheiro. Consegui me sustentar por um bom tempo depois da faculdade. Mas me vi tendo que pedir ajuda e arrego novamente aos meus pais. E as vezes o orgulho bate nessas horas. E os questionamentos chegam, SERÁ? Será que fiz certo?

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Laíssa Cortez Moura: Como comentei acima, a questão da grana sempre pegou. Na verdade ainda pega. Não tem como ganhar o que eu ganhava, ainda, com a nova empresa! Mas a vontade de trabalhar é muito maior. Quando você faz um projeto e vê o poder de transformação que ele tem, é uma sensação indescritível. Estou no meu momento de plantar. Estou plantando muito! Cada escolha, tem suas consequências. Mas mesmo assim, não me arrependo de nada que fiz.

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Laíssa Cortez Moura: Sei que dizer que o futuro vem com a educação é clichê. Mas hoje consigo ver, quantas pessoas estão realmente trabalhando para que tenhamos uma educação melhor. Que o sistema mude, que comecem a ver a criança e o adolescente como ele é. Estamos em alta com a "Pátria Educadora", com os olhares em cima de sistemas mundiais, como a Finlândia, entendendo e conhecendo estudos sobre competências sócio emocionais. E sei, que será um processo longo de mudanças, não chegamos onde estamos ontem. Foi um processo muito longo. E demanda um tempo para que as ideias de hoje, escalem. Mas quero uma escola, uma educação. Onde as crianças possam ser crianças, tenham tempo para brincar e entender o quão importante é, para o desenvolvimento. Ter adolescentes menos ansiosos e mais seguros, que a aquela grande decisão, não será a única na sua vida. Entender que o erro, faz parte do processo. E estamos nesse mundo, para cumprir nossa missão. Mas essa missão, não é só uma. São várias, que vamos descobrir ao longo do caminho.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Laíssa Cortez Moura: Se escute! O corpo e a mente, sempre dão sinais de que algo não vai bem. Se você não tem mais entusiasmo pelo seu trabalho, se começar a adoecer, se não tem mais aquele orgulho de dizer para os outros o que faz. Pare! Pense! Descubra dentro dos seus hobbies suas paixões. Entenda que se você faz aquilo como voluntário, aos finais de semana ou tem o maior prazer em ajudar alguém. Isso tudo pode virar um ofício.

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

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[Fiz a Travessia] Larguei o cargo de gerência de uma corporação para ajudar mulheres a se colocarem no mundo de forma integral

Nome: Luiza Carvalho Paterno Gadelha

Antes fazia: Gerente de Marketing Interior de São Paulo - Empresa Amil Saúde até Maio de 2013

Hoje faz: Cursos no Projeto Caminhada Reflexão e Arte ,  o principal objetivo dos cursos é ajudar as mulheres a se colocarem no mundo de forma integral e alinhar seus valores através do autoconhecimento e autodesenvolvimento utilizando conceitos da antroposofia.

Lella Sá - Por que você faz o que você faz? 

 

Luiza Gadelha -Sempre gostei de trabalhar com pessoas. Foram quase 20 anos organizando eventos de marketing para grandes marcas corporativas. Quando parei para pensar nessa longa trajetória, percebi que estava levando uma vida corrida onde trabalho, família, marido e duas filhas se confundiam. Comecei, então, uma caminhada em busca de profundidade nas relações e respeito aos ritmos naturais.

A responsabilidade que eu sentia por ter que educar minhas duas filhas me levou a começar uma grande jornada em busca de meu autoconhecimento. Enquanto pesquisava  uma boa escola para minhas filhas conheci a escola Waldorf e a Antroposofia, filosofia que respeita os ritmos de nosso, corpo, mente e alma. Comecei a me aprofundar nestes conceitos iniciando um caminho de grandes descobertas.

Aproveitei minha  licença maternidade para me aprofundar em antroposifia e fazer um curso biográfico, que  me ajudou a  olhar para a minha trajetória de vida, minhas conquistas, meus desafios e ter mais consciência de minhas habilidades, e perceber quais atitudes eu precisava desenvolver .

Depois do processo biográfico vi como é importante conhecermos nossa história com um olhar mais humano e nos apropriarmos de nossa vida. Entendi que precisava melhorar minhas  relações profissionais me formei como Consultora Interna e Líder Facilitadora na Adigo - Apoio ao Desenvolvimento de Indivíduos, Grupos e Organizações.

Hoje descobri que meu propósito é trabalhar com pessoas, principalmente mulheres com as quais eu possa compartilhar meu aprendizado para que cada uma delas possa transformar e fazer a diferença em sua própria vida.

Foi  através do autoconhecimento que encontrei um novo caminho para a minha vida. Por isso, acredito no poder da transformação. Quando temos  nosso propósito bem alinhado com nossos valores de vida, conseguimos conquistar a nossa prosperidade. 

Lella Sá - Como fez essa mudança?

Luiza Gadelha - A  ideia do projeto Caminhada Reflexão e Arte nasceu em 2009, quando comecei minha jornada para o autoconhecimento.  Entendi que eu adoro estar com pessoas e naquele tempo sentia uma enorme necessidade de compartilhar tudo o que eu estava aprendendo durante minha formação como facilitadora de processos. Foram mais 6 anos trabalhando no mercado formal,  sonhando e criando o meu futuro trabalho.

Percebi que muitas mulheres sentem necessidade de ter um tempo para se colocar  em primeiro lugar, parar,  respirar, olhar para própria  vida com calma,  ter um tempo para  avaliar suas escolhas e perceber o que realmente é importante.

Foi aí que começou a surgir a ideia do curso Florescer um curso só para mulheres para ajudá-las  a desenvolver o olhar interno e promover um encontro com sua essência.

A partir do momento que eu comecei a compartilhar e acreditar neste sonho, fui encontrando pessoas que me apoiaram e me deram força para continuar. E um dia na porta da escola de minha filha, conversando com a professora  dela a Mirella Maceiras que já havia se tornado uma grande amiga, encontrei minha atual sócia. Ela  também compartilhava o mesmo sonho,  fazer a diferença na vida das pessoas. Resolvemos juntas unir nossas forças e tornar este sonho  realidade.

No início de 2014 o Júlio, meu marido recebeu uma proposta inesperada para trabalhar no Paraná,  conversamos muito e juntos decidimos encarar este desafio  e  como já tinha vontade de ter um trabalho que estivesse alinhado com meus valores, aproveitei  este momento e o  transformei  em uma oportunidade  para fazer a transição em minha vida profissional.

Avisei meu diretor e em 3 meses preparei a minha saída  da empresa e em junho de 2014 me mudei  para o Paraná, caminhando em direção à uma nova  forma de viver  com mais qualidade e com condições de desenvolver meu novo trabalho.

Eu já tinha a ideia do curso estruturada, já tinha encontrado  uma sócia,  neste tempo de transição fiz meu  plano de negócios e coloquei uma data para o lançamento do curso, janeiro de 2015. Eu tinha 6 meses para transformar meu sonho em realidade. Como minha profissão era marketing investi  meus conhecimentos em meu próprio negócio, montei um planejamento e para  tirar o projeto do papel e mostrar para as pessoas que o projeto existia fui em busca de uma profissional para me ajudar a estruturar o site, blog e comunicação digital.

Encontrei a Mayara Castro,  uma profissional do Projeto Memória Seletiva que me ajudou a desenvolver uma estratégia para eu manter a presença digital do Caminhada Reflexão e Arte

Em janeiro de 2015 lancei o primeiro curso Florescer e atualmente estou na quarta edição do projeto.

Lella Sá - Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Luiza Gadelha - Um dos maiores desafios foi me desapegar das comodidades financeiras, de minha antiga vida, o que eu tinha era muito tempo livre, mas não tinha mais renda e nossa família estava dependendo exclusivamente da renda do meu marido. Foi um grande aprendizado, precisei ter humildade e aceitar o momento.

Resolvi então aproveitar o tempo livre para realmente curtir as minhas filhas que são ainda pequenas, cuidar de minha família que estava precisando de atenção por causa da mudança , preparar alimentos frescos e de qualidade para todos, fiz um galinheiro, uma horta e organizei meu tempo:

  • durante as manhãs cuidar da família, casa, galinheiro, horta; 
  • durante as  tardes, enquanto minhas filhas estavam  na escola, escrever e trabalhar para construir meu negócio. 

Outro desafio foi aprender a valorizar meu tempo, administrar minha rotina com foco e planejamento para não me perder

O que ganhei foi a sensação de realização pessoal e percebi  como nos tornamos produtivas quando fazemos o que amamos!

Lella Sá - Como ficou a questão da grana em meio a incerteza?

Luiza Gadelha - Foi uma decisão bem difícil no começo quando nos mudamos para o Paraná escolhemos uma vida mais simples, e abdicamos de todas as mordomias que antes tínhamos,  empregada, , faxineira, restaurantes, jantares, teatro, viagens, shows  entre outros.

No Paraná fiquei responsável por cuidar da casa, das crianças e do ritmo de nossa vida, não tínhamos amigos nem conhecidos na cidade. Com o passar do tempo, eu e o Júlio, nos fortalecemos como casal e a minha presença na casa e na vida de minhas filhas foi muito importante, aprendemos e compartilhar a responsabilidade do funcionamento da casa aumentamos os nossos laços nos tornamos muito unidos.

Atualmente já estou conseguindo colaborar com a renda familiar, vejo minhas filhas e o Julio mais atentos com a rotina da casa, cada um tem sua responsabilidade e obrigação na manutenção da ordem na casa. Continuo desfrutando de minha  liberdade e flexibilidade,  administro o meu próprio tempo e descobri o prazer de fazer o que eu gosto:  compartilhar meus aprendizados!

Lella Sá - Qual futuro você está ajudando a criar?

Luiza Gadelha - Quero construir um futuro que a colaboração e a troca sejam comuns a todos e que as mulheres se respeitem,  trabalhem e desfrutem  de um futuro com dignidade.

Quero continuar ajudar as mulheres a se colocarem no mundo de forma integral, dar um primeiro passo para o autoconhecimento, alinhar seus valores e encontrar suas prioridades de vida respeitando seus sonhos e desejos.

Lella Sá - Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Luiza Gadelha - Aqui vão as dicas:

  • Encontre algo que você faria sem precisar receber nada em troca;

  • Pense em o que você gostava de brincar ou fazer quando era criança, pode ser  uma boa dica do que te traz felicidade;

  • Quando encontrar o seu trabalho com significado: Invista em pessoas e profissionais que possam te orientar, te ajudar a manter o foco e melhorar seu desempenho;

  • Não desista na primeira dificuldade, vai encontrar muitas outras ao longo de sua trajetória.

  • Seja persistente só assim você irá construir algo verdadeiro;

  • Divirta-se !! Permita-se curtir alguns dias para fazer o que ama como viajar, encontrar os amigos  – aproveite o benefício de ser dono de seu tempo!

  • Compartilhe converse com outras pessoas, conte sua história!

 

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no Trabalho e na Vida. 

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

Leia outras entrevistas nesse link. 

Humildade é manifestar a verdade.

Reflexão do dia: Humildade é manifestar a verdade. Ser você mesmo sem temer.

Não somos obrigados a saber tudo nem ser uma versão perfeita. Somos obrigados a estar em constante desenvolvimento para sermos uma melhor versão de nós mesmos. Quando lembramos disso, nos tornamos livres.

Quando praticamos a humildade, nos aproximamos de quem somos de verdade. Dessa forma, também criamos a oportunidade de conectar com as pessoas de uma forma mais genuína. Já percebeu?

Como você pratica a humildade no seu dia a dia?

Aqui vão algumas coisas que eu estou aprendendo e estão me ajudando bastante. Talvez também te ajude.

  • Compartilhar minhas dificuldades.

  • Pedir ajuda sem medo. E se tiver com medo, vai com medo mesmo.

  • Quando não sei, admitir que não sei e perguntar.

  • Aceitar a ajuda.

Somos seres diferentes, com personalidades e padrões de comportamento diferentes. Estou aprendendo que ser humilde é saber falar com intenção, escutar com atenção e observar com o coração. Estou aprendendo que ser humilde é permitir cair para levantar.

Eu estou em busca de ser uma melhor versão de mim, em constante processo de desenvolvimento. 

Humildade é manifestar a verdade.

Eu sinto isso! E você, o que sente?

QUEM SOU EU?

QUEM SOU EU?

Uma pergunta difícil, ainda mais para quem quer empreender através do autoconhecimento, como é a proposta do Estaleiro Liberdade, uma escola cujo propósito é o Desenvolvimento de Autonomia  

No dia 10 de maio de 2014 começou o reconhecimento de "24 Marujos" na jornada do Estaleiro Liberdade em São Paulo. Sem profissões, cargos ou sobrenomes, éramos nós mesmos. Falar com intenção e ouvir com atenção e com o coração contribuiu muito para o bem estar do grupo.

Em presença firme a todo instante, foi possível escutar a sabedoria de um grupo de mais de 700 anos de vida. A responsabilidade compartilhada, a liderança rotativa e o propósito maior que nos uniu naquele instante, permitiu a vulnerabilidade em um espaço que ninguém habitava antes.

Através do silêncio, pudemos nos reconhecer na fala do outro.

A pergunta foi: “Quem sou eu?” e a resposta, uma só: "Apesar das diferenças, somos iguais".

Juntei as falas de todo mundo em uma grande resposta. E olha só o que saiu:

"Quem sou eu?

Sou a busca dessa resposta. Sou um monte de pedacinhos e não sei como juntá-los. Estou no processo de saber qual “eu” sou eu.  Me sinto mais próxima de saber quem eu sou ao distanciar-me de quem acham que eu sou. Sou a mudança, a adaptação, a busca e a energia de transformar. Sou tudo e nada ao mesmo tempo. Sou introvertida e extrovertida. Sou nômade de mim mesma e tenho mais experiências marcantes que anos de vida. Mudei tanto desde que nasci que eu não sei dizer quem eu sou. Não consigo me definir pelo que já vivi. Gosto de viajar e descobri que esse é o meu jeito de aprender. Busco desaprender para aprender e deixo a história me ensinar. Aprendo a lidar com as incoerências externas e com as minhas incoerências internas. Tenho milhares de formas de ser e de existir. Acredito e vivo para o mundo invisível. Luto para ter um futuro. Gosto de questionar e quero mudar as coisas construindo algo novo. Sou uma espada. Me coloco no meio do mato e abro caminhos. O que está por trás da minha lança é o amor pelo que faço e pela forma que me relaciono. Tenho meus medos, mas vou com medo mesmo. Aceito tudo como vem e quero caminhar com isso. Busco equilíbrio. Quero me transformar. Busco a conexão com a beleza do amor. O meu canal da fala é com o coração. Sou um coração que gosta de servir e trocar. Faço tudo com paixão. Busco o incrível para começar. Busco a alegria e o sorriso para mim e para o mundo. A minha relação com os outros é o que me define. A troca e o compartilhar é o que me importa. Acredito que o apoio é muito importante. Sou apaixonada pelos outros. Necessito estar em comunidade com pessoas que me façam sentir mais eu. Entendi que enquanto eu não for grata pelo que eu tenho, eu ainda não mereço o que eu não tenho. Por isso, estou aprendendo a valorizar o que eu tenho hoje. Agradeço principalmente pelo corpo que eu habito para viver essa vida. Sei que a luz está em todas as extremidades do meu corpo. Sou apaixonada pela vida. Agradeço a oportunidade de estar aqui para servir. Quero seguir um caminho com significado e propósito. Tenho a sensação de estar sempre a 3 metros de mim mesma, virando a esquina e estarei na constante busca de mim mesma. Estou aqui para ser minha essência. Eu Sou Eu e digo AHOY!"

O primeiro passo para adquirir autonomia é o autoconhecimento. O que você está fazendo por isso? Se você quiser fazer parte dessa Escola de Empreendedorismo através do Autoconhecimento para se conhecer, planejar, experimentar e construir comunidade em torno do seu sonho, te esperamos de braços abertos! Faça parte.
Inscreva-se na próxima turma do Estaleiro Liberdade. Começaremos a jornada dia 13 de Março.Clique aqui para saber mais.

De Modelo virei Coach para ajudar pessoas a criarem um Trabalho com Significado

De Modelo virei Coach para ajudar pessoas a criarem um Trabalho com Significado

Hoje, a pressão para o avanço profissional para atingir o sucesso é muito profunda. Mas afinal, o que é sucesso?

O princípio de que o que se deve fazer na vida é ganhar o máximo de dinheiro possível faz todo sentido quando vem seguido do comentário do filósofo Barry Stroud ementrevista para o Estadão: "as pessoas estão mais ricas, mas vida hoje é mais pobre."

Concordo. As pessoas estão menos ricas emvida com significado. É como se hoje vivêssemos no piloto automático, deixando as coisas fluírem sem pensar que podemos escolher o destino do fluxo. Eu me percebi no piloto automático aos 18 anos e hoje vou contar como saí dele.

Dos 15 aos 18.

Mudei de carreira quando me dei conta que sucesso para mim não era dinheiro, fama e glamour - era outra coisa.

Aos 15, comecei a minha carreira como modelo, viajava pela Ásia e ganhava muito dinheiro. Eu podia comprar tudo, viajar para qualquer lugar a qualquer hora. Mas, depois de diversos comerciais, caminhadas na passarela e editoriais, me deparei numa cena comum do dia a dia, que, naquele dia soou diferente.

A diretora comentou com o produtor:

"Você poderia mudar a mesa para a direita e a modelo para a esquerda?"

Nessa hora, me dei conta que eu era tratada como um objeto assim como a mesa, então, me senti um cabide vivo ou uma pessoa sem consciência daquilo que estava fazendo. Um turbilhão de pensamentos passou pela minha cabeça e fiquei me perguntando por que eu estava lá naquele momento. A cada pose que eu fazia, caía mais uma ficha.

Ao longo do tempo, percebi que não havia nada que pudesse comprar a minha felicidade. Quanto mais famosa eu era, mais deprimida eu me sentia. Ser modelo de desodorante, shampoo ou de leite não me fazia ser reconhecida por ser uma pessoa que fez alguma real transformação no mundo. Por isso, ao sair daquele estúdio, cortei meu cabelo curto como ato de garantia de que eu não poderia voltar a esse mundo sedutor sem escolher o que eu queria representar com a minha imagem. A partir de então, sabia que eu precisava começar a minha busca por aquilo que fazia sentido para mim. 

Dos 18 em diante

Largar a profissão de modelo no auge da carreira com pedidos para fazer parte de novelas e ser miss foi a melhor coisa que eu fiz. Não foi a decisão mais fácil e nem o caminho mais divertido, mas definitivamente foi o começo de uma jornada em busca da minha verdade.

Começei então, a buscar viver com mais propósito. Entendi que "propósito" significa ter um trabalho com significado e um estilo de vida alinhado com os meus valores. E a autorrealização é um dos valores que eu não abro mão. Por isso, desde então, me pergunto "Por quê eu faço o que eu faço?" para me ajudar a entender o que está por trás da minha ação.

Quando encontrei o meu trabalho com significado, fazendo o que amo, topei - e ainda topo - passar por desafios porque percebi que eles fazem parte da minha caminhada. Sair da minha zona de conforto não foi agradável mas serviu - e ainda serve - como oportunidade para que eu possa experimentar outras vivências que realmente me desenvolvem.  

Hoje

Depois de quase 12 anos, percebo que se eu tivesse a consciência que eu tenho hoje com a fama que eu tinha na época de modelo, teria criado muito mais impacto positivo na sociedade. O que quero dizer com isso é: Não existe caminho certo ou errado. Existe o caminho que faz sentido pra gente e isso só acontece quando vem de dentro.

Atualmente, tudo o que eu faço tem o objetivo de desenvolver a minha liberdade, autonomia e responsabilidade integral, dessa forma ajudo os outros. Consequentemente procuro criar uma sociedade mais consciente, ou seja, autorregulada, auto gerida e autossuficiente. Para saber de que forma eu me esforço para isso, vem cá que eu te explico.

Todos merecemos trabalhar com significado e obter propósito na vida para os olhos brilharem, o coração bater mais forte e para que a nossa dedicação possa valer por toda ela.  

Se você está buscando formas para orientar o seu caminho e ter clareza do seu norte, o workshop "Criando seu Trabalho com Significadoque dou mensalmente, em São Paulo, vai te ajudar! Para mais informações, clique aqui