trabalho

10 conselhos para uma pessoa insatisfeita com o trabalho

10 conselhos para uma pessoa insatifeita no trabalho lella sa.jpeg

Se a rotina não vai bem, segunda-feira é sempre um sofrimento, o cansaço não acaba nunca, algo precisa ser transformado. Abaixo, listo dez atitudes que podem ressignificar o dia a dia no trabalho e, assim, melhorar a qualidade de vida. 

1. Busque entender a sua insatisfação. Você se incomoda com o local, as pessoas, o propósito da organização ou com o que você faz? Busque observar o que é que tira a sua paz.

2. Mude algo em você! Isso certamente ajudará a mudar o todo. Entenda o que está no seu alcance para mudar. Veja o que pode fazer para conviver com pessoas de uma forma mais agradável, se for possível converse com seu chefe e peça para mudar aquilo que te incomoda.

3. Assuma algo que te dê prazer mesmo que não esteja no seu job description. Certamente você se sentirá mais energizado, para aguentar um pouco mais aquilo que não gosta.

4. Peça uma sessão de feedback. Assim entenderá mais sobre a sua performance e também poderá falar um pouco sobre aquilo que te deixa insatisfeito.

5. Seja protagonista e tome iniciativa. Nem sempre é possível ter espaço para mudar. Mas sempre há algo que você pode tomar as rédeas e fazer.

6. Se você realmente não se vê mais trabalhando nessa organização, se pergunte: por que eu ainda estou aqui? Lembre do motivo pelo qual vai trabalhar todos os dias. Esse é o significado que o seu trabalho tem para você.

7. Se deseja sair desse trabalho, e não sabe para onde ir. Não saia! Primeiro, saiba o que busca num trabalho. Depois, pense se vai querer empreender ou procurar um novo emprego.

8. Procure um emprego! Primeiro pense em que empresas compartilham da sua visão de mundo dos seus valores e seu propósito. Quando você cria uma ponte de identificação com a organização, fica muito mais fácil se motivar e por consequência se dedicar nas tarefas a serem executadas.

9. Empreenda! Mas lembre de fazer isso desde que faça sentido. Coloque seus talentos e paixões a serviço de uma causa com a qual você se identifique. Contribua para construir a realidade que você quiser viver.

10. Faça o Programa Travessia! Em 12 encontros semanais você vai poder planejar a sua transição para um trabalho com significado.

Se você gostou do texto, clique no ❤ aí embaixo. Fazendo isso, você ajuda essa história a ser encontrada por mais pessoas.

Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

Se você gostou do texto, clique no ❤ aí embaixo. Fazendo isso, você ajuda essa história a ser encontrada por mais pessoas.

9 perigos da autocrítica

autocritica, blog, trabalho com significado.jpeg

9 perigos da autocrítica

Avaliar a si mesmo é essencial. Parar para se observar, enxergar o que é preciso mudar, aprimorar ou permanecer. Mas quando o julgamento toma conta e começa a determinar ou impossibilitar ações, a autocrítica para de ser produtiva e passa a ser impeditiva. Durante um processo de transição, ela se torna uma armadilha quando:

#1 A busca pelo perfeccionismo

A pessoa nunca está pronta, quer ser perfeita para se apresentar ao mundo ou dar o próximo passo. Quando isso acontecer, é importante projetar, prototipar e agir.

#2 Paralisa porque a opinião alheia se torna o foco

A transição exige muitas renúncias e é difícil se desapegar dos indicadores de sucesso que a sociedade preza para dar espaço ao que é realmente importante pra cada um

#3 Medo da frustração

Se vê diante de uma possível frustração, que pode ser muito dolorosa já que terá investido muita energia em vão. Então acha melhor ficar onde está. Quando isso acontecer, se permita errar. Certamente você vai errar ao longo do caminho. Lembre-se: errar é aprender.

#4 Não vê um diferencial no que quer fazer

Não faz por não ter um projeto único. "Tem tanta gente fazendo e a concorrência é enorme, então por que o meu seria interessante?" - se pergunta. 

Já é único pelo simples fato de ser você quem está fazendo.

#5 Se colocar como especialista sobre determinado assinto, então não pode errar.

Saber tudo sobre algo enrijece e impossibilita aprimoramento. Estamos sempre aprendendo.

#6 Acha que tem uma ideia genial e não quer compartilhar.

Quanto mais você compartilha, mais se escuta e mais feedback tem. Ao colocar algo como perfeito, mesmo que cru, se não der certo, aí sim a frustração pode ser grande.

#7 Controlar 100% o caminho

Traça um caminho e se fixa nele, sem espaço para novas possibilidades que possam surgir. Valoriza o imediatismo, no lugar do processo.

É importante enxergar entre os tons das cores, possibilidades entre cada passo a ser seguido. Se abrir para o caos organizado e permitir que o imprevisto aconteça. Você pode se surpreender com os resultados.

#8 Naturaliza habilidades, sem enxergar o valor que elas têm.

Às vezes os talentos não são extraordinários, podem ser as coisas mais simples e mais fáceis para você, mas não para outra pessoa. 

#9 Não faz porque não tem todas as habilidades.

Executar bem uma coisa só já é o suficiente. Entender quais são as habilidades complementares pode fazer surgir ótimas parcerias ou até despertar novos interesses

Se você gostou do texto, clique no ❤ aí embaixo. Fazendo isso, você ajuda essa história a ser encontrada por mais pessoas.

Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

Quando a segunda-feira vira o pior dia da semana

Chega o domingo à noite e já começa uma agonia? Na segunda, fica difícil levantar da cama ao pensar que é necessário ir ao trabalho? Talvez seja a hora de repensar ao que você tem dedicado seu tempo e sua energia, pois a síndrome da segunda-feira é um dos indicativos que as coisas não vão lá muito bem.

Conheço gente que todas as vezes que ia abrir o e-mail de trabalho, tinha uma dor de barriga. Ela tinha medo dos emails de seu chefe e, se já era difícil encarar o virtual, chegar na agência e ter que conversar com ele era pior ainda. Os valores que aquela pessoa aplicava no dia a dia de trabalho e na dinâmica entre a equipe eram muito contrários ao que a funcionária acreditava. 

Outro problema se relaciona com o tempo dentro de um escritório, que leva muitas pessoas a terem uma sensação de estarem jogando a vida fora. Com a jornada de oito horas, que em vários casos se estende pra dez ou até catorze horas, instaura-se uma dinâmica obrigatória, entre trabalho e casa/casa e trabalho, que não é passível de desvio. 

A partir desses dois incômodos, o fim de semana fica intenso, como se fosse o único tempo do mundo para ser aproveitado. Isso quando ele existe enquanto momento de lazer ou quando não é usado integralmente para restaurar o sono. Em ambos os casos, fica difícil de desapegar desse período que acaba se tornando potencializadamente especial. 

Quando isso acontece, aconselho uma atenção à situação e que seja revisitado o propósito naquilo que está sendo feito. Ainda faz sentido continuar?

promovo o workshop Reset, sobre os primeiros sinais de insatisfação no trabalho e como iniciar uma mudança. Talvez seja uma oportunidade para entender melhor o seu próprio processo.

Se você gostou do texto, clique no ❤ aí embaixo. Fazendo isso, você ajuda essa história a ser encontrada por mais pessoas.

[Fiz a Travessia] Abandonei a publicidade e me encontrei na cerâmica

A entrevistada de hoje é a Sofia Oliveira, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

 

Nome: Sofia Oliveira

Idade: 28 anos

Antes fazia: formata em publicidade, trabalhava em agência

Agora faz: tenho minha marca de cerâmicas, a Olive

1. Por que você faz o que você faz hoje? 

Sinto que me encontrei na cerâmica, mesmo com todos os perrengues do empreendedorismo, noites mal dormidas, trabalhando mais ainda que em agência e mil preocupações, eu faço o que eu gosto e nada supera isso.

2. Por que você decidiu sair da onde estava? 

Eu trabalhava com publicidade e era mega infeliz. Tentei trabalhar em empresa, agência, mas sentia que não queria fazer aquilo pro resto da vida de jeito nenhum, não só por ser um mercado difícil mas também porque fiz a faculdade sem saber exatamente o que queria.

3. Como fez essa mudança?

Um dia simplesmente resolvi largar o trabalho, peguei uns freelas e comecei a pensar no que fazer a partir dali. Comecei a fazer um monte de cursos e, sem querer, me deparei com a cerâmica. Me apaixonei de cara. Não foi logo no primeiro momento que entendi que queria fazer isso pro resto da vida, mas aos poucos fui entendendo que era isso e curtindo muito o processo e a ideia de ter minha própria empresa fazendo o que gostava.

4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Acho que os maiores desafios eu ainda estou enfrentando. Ter sua própria empresa não é fácil, especialmente sendo a primeira vez, pra quem trabalhou pros outros a vida toda. Tudo é novo. Cada NF, cada burocracia, cada problema com o banco e fornecedores é um desafio. Já posso dizer que, depois de um ano e meio de empresa, muitas coisas já se tornaram mais fáceis pra mim, agora que lido com isso com certa frequência, mas não tenho dúvida que ainda vou me deparar com muitas outras situações complicadas no caminho. Tudo faz parte do processo de crescimento como pessoa e crescimento da empresa. 


5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

No início o apoio dos meus pais foi fundamental, mas as coisas aconteceram mais rápido do que eu imaginava. Com a ajuda do Bruno, que faz a parte financeira da Olive, eu consegui organizar as contas e atingir um equilíbrio financeiro.


6. Qual necessidade do mundo você, através do trabalho, está ajudando a sanar? 

Acho que o trabalho manual, especialmente dos pequenos produtores, vem na contra mão da fast fashion e do consumo excessivo. 


7. Qual futuro você está ajudando a criar? 

Espero que a gente consiga se tornar uma sociedade do consumo consciente. O apoio de produtores locais é um ato que faz muito mais diferença que as pessoas se dão conta.

8. Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado? 

Eu sei que a oportunidade que eu tive que fazer o que faço também aconteceu por eu ser uma pessoa privilegiada. Não é qualquer pessoa que consegue largar tudo pra descobrir o que quer fazer da vida, tenho muita noção disso, mas acredito que a gente tenha que se abrir mais pro mundo e pra nós mesmos pra descobrirmos o que a gente gosta de fazer, ao invés de simplesmente seguir o que sociedade espera de nós.

> Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

Essa história foi útil para você?

Se sim, leia outras histórias e clique no ❤ aí embaixo. Fazendo isso, você ajuda essa história a ser encontrada por mais pessoas.

Cansaço extremo: hora de repensar o trabalho!

Cansaço extremo: hora de repensar o trabalho!

Não é que viramos super-homens ou super-mulheres quando temos um trabalho com significado. Ou então que trabalhamos menos – na maioria dos casos fazemos o dobro ou mais. A questão é que o cansaço físico se transforma e ocupa um lugar menos importante em relação a sensação de realização e todo o resto que envolve aquela atividade a qual nos dedicamos.