transição

Para ter um trabalho com significado, não é preciso ter uma ideia genial; é preciso acreditar em si mesmo

Esqueça a ideia que para empreender é necessário ser criativo. Às vezes, presas nesta ideia, as pessoas deixam de investir em uma ideia ou partem para uma franquia, na vontade de tocar um negócio. Mais que criatividade, o importante mesmo é saber reconhecer os próprios talentos e entender como empregá-los na área desejada.

Para começar, é importante se perguntar qual é a necessidade do mundo que você quer sanar. E talvez isso seja mais fácil do que você imagina. Olhe pra sua própria necessidade, o que te faz falta neste mundo?

A Miri Stock, que participou de um do Programa Travessia, sentia a necessidade de trabalhar o seu feminino através do prazer. Percebeu que isso era uma questão para muitas outras mulheres e criou o Prazerelas, projeto que visa empoderar mulheres por meio de sua própria sexualidade.

Empreender não acontece de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. É necessário se identificar com a causa, até para conseguir enfrentar os momentos de dificuldade que irão surgir. Sem uma afinidade com o projeto, fica mais fácil desistir que tentar se reerguer. 

Por isso que digo que autoconhecimento é fundamental para criar um trabalho com significado, seja empreendendo ou não. Iniciar um negócio nem sempre é a melhor opção, e se você conhecer seus incômodos e prazeres, vai saber o que fazer, onde investir - pode ser dentro da própria empresa de atuação. 

Pergunte às pessoas pelo que elas te reconhecem, compartilhe sua ideia e peça feedback. Para isso não é preciso que o projeto esteja perfeito e "redondinho", isso vai acontecer com o tempo e conforme for amadurecendo. Acredite!

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Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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Por que separamos vida profissional de vida pessoal?

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Herdamos da revolução industrial a necessidade de ser quase uma máquina que produz incessantemente, ignorando necessidades pessoais. Assim se mantém o sistema a que estamos submetidos. Então, muitas vezes as pessoas encaram o trabalho como algo onde não é permitido mostrar sentimentos e emoções.  Muitas vezes é preciso agir de uma forma completamente diferente de quem se é.

Ao meu ver, é impossível um trabalho com significado se não houver a quebra dessa barreira que divide as duas coisas.

Recentemente fiz a pergunta: "O que significa a trabalho para você?". Algumas respostas foram:

Trabalho pra mim é um local/ação que eu aprendo coisas novas todos os dias, da maneira que esse conhecimento se apresentar e no final tenho um sentimento de satisfação/propósito. – Nathan Parada

‘Aquela parte chata da vida que proporciona aquelas coisas legais da vida” – Beatriz Izzo

“Vida, fluxo, complemento, meio para um fim/propósito.” – Mari Viana

TRABALHO = DIGNIDADE?

Acho estranho que passado tanto tempo e diante de tantas revoluções, aquele pensamento antigo se mantenha, onde a dignidade se faz do trabalho suado. Se já o nome, com raíz do latim, carrega as marcas de um objeto de tortura da antiguidade, tripalium, já deveria ter sido ressignificado.

Pelo contrário, temos a mania de valorizar o que é referente a trabalho e desmerecer o que é lazer ou cuidado pessoal. Quantas vezes as pessoas não justificam faltas em compromissos por causa de trabalho. E se é trabalho, está tudo bem! O mesmo se faz do contrário, quando só aceitam algo se for por esse motivo. Até quando?

Uma participante do workshop Reset que ministrei no mês passado, contou que numa mesma época perdeu o pai, o emprego e mudou de casa. Quando as pessoas se dirigiam a ela só perguntavam quando voltaria a trabalhar.

TRABALHO VIROU OBJETO DE STATUS E ESCUDO E DESCULPA PARA NÃO LIDARMOS COM OS SENTIMENTOS – OS NOSSOS E OS ALHEIOS.

Resta saber o quanto cada um de nós está realmente a mudar essas crenças. Cabe a nós começar a fazer essa mudança e introjetar dentro de nós. Responder diferente do que é dito e posto. 

Quando eu falo sobre trabalho com significado, é algo que gere remuneração sim, pois é necessário, mas que esteja intimamente ligado ao que se é individualmente – o propósito, a história de vida de cada um, os talentos, etc. Por isso está totalmente ligado ao pessoal e ao autoconhecimento. Falo sobre isso num próximo post.

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Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

9 perigos da autocrítica

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9 perigos da autocrítica

Avaliar a si mesmo é essencial. Parar para se observar, enxergar o que é preciso mudar, aprimorar ou permanecer. Mas quando o julgamento toma conta e começa a determinar ou impossibilitar ações, a autocrítica para de ser produtiva e passa a ser impeditiva. Durante um processo de transição, ela se torna uma armadilha quando:

#1 A busca pelo perfeccionismo

A pessoa nunca está pronta, quer ser perfeita para se apresentar ao mundo ou dar o próximo passo. Quando isso acontecer, é importante projetar, prototipar e agir.

#2 Paralisa porque a opinião alheia se torna o foco

A transição exige muitas renúncias e é difícil se desapegar dos indicadores de sucesso que a sociedade preza para dar espaço ao que é realmente importante pra cada um

#3 Medo da frustração

Se vê diante de uma possível frustração, que pode ser muito dolorosa já que terá investido muita energia em vão. Então acha melhor ficar onde está. Quando isso acontecer, se permita errar. Certamente você vai errar ao longo do caminho. Lembre-se: errar é aprender.

#4 Não vê um diferencial no que quer fazer

Não faz por não ter um projeto único. "Tem tanta gente fazendo e a concorrência é enorme, então por que o meu seria interessante?" - se pergunta. 

Já é único pelo simples fato de ser você quem está fazendo.

#5 Se colocar como especialista sobre determinado assinto, então não pode errar.

Saber tudo sobre algo enrijece e impossibilita aprimoramento. Estamos sempre aprendendo.

#6 Acha que tem uma ideia genial e não quer compartilhar.

Quanto mais você compartilha, mais se escuta e mais feedback tem. Ao colocar algo como perfeito, mesmo que cru, se não der certo, aí sim a frustração pode ser grande.

#7 Controlar 100% o caminho

Traça um caminho e se fixa nele, sem espaço para novas possibilidades que possam surgir. Valoriza o imediatismo, no lugar do processo.

É importante enxergar entre os tons das cores, possibilidades entre cada passo a ser seguido. Se abrir para o caos organizado e permitir que o imprevisto aconteça. Você pode se surpreender com os resultados.

#8 Naturaliza habilidades, sem enxergar o valor que elas têm.

Às vezes os talentos não são extraordinários, podem ser as coisas mais simples e mais fáceis para você, mas não para outra pessoa. 

#9 Não faz porque não tem todas as habilidades.

Executar bem uma coisa só já é o suficiente. Entender quais são as habilidades complementares pode fazer surgir ótimas parcerias ou até despertar novos interesses

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Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

[Fiz a Travessia] Abandonei a publicidade e me encontrei na cerâmica

A entrevistada de hoje é a Sofia Oliveira, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

 

Nome: Sofia Oliveira

Idade: 28 anos

Antes fazia: formata em publicidade, trabalhava em agência

Agora faz: tenho minha marca de cerâmicas, a Olive

1. Por que você faz o que você faz hoje? 

Sinto que me encontrei na cerâmica, mesmo com todos os perrengues do empreendedorismo, noites mal dormidas, trabalhando mais ainda que em agência e mil preocupações, eu faço o que eu gosto e nada supera isso.

2. Por que você decidiu sair da onde estava? 

Eu trabalhava com publicidade e era mega infeliz. Tentei trabalhar em empresa, agência, mas sentia que não queria fazer aquilo pro resto da vida de jeito nenhum, não só por ser um mercado difícil mas também porque fiz a faculdade sem saber exatamente o que queria.

3. Como fez essa mudança?

Um dia simplesmente resolvi largar o trabalho, peguei uns freelas e comecei a pensar no que fazer a partir dali. Comecei a fazer um monte de cursos e, sem querer, me deparei com a cerâmica. Me apaixonei de cara. Não foi logo no primeiro momento que entendi que queria fazer isso pro resto da vida, mas aos poucos fui entendendo que era isso e curtindo muito o processo e a ideia de ter minha própria empresa fazendo o que gostava.

4. Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Acho que os maiores desafios eu ainda estou enfrentando. Ter sua própria empresa não é fácil, especialmente sendo a primeira vez, pra quem trabalhou pros outros a vida toda. Tudo é novo. Cada NF, cada burocracia, cada problema com o banco e fornecedores é um desafio. Já posso dizer que, depois de um ano e meio de empresa, muitas coisas já se tornaram mais fáceis pra mim, agora que lido com isso com certa frequência, mas não tenho dúvida que ainda vou me deparar com muitas outras situações complicadas no caminho. Tudo faz parte do processo de crescimento como pessoa e crescimento da empresa. 


5. Como ficou a questão de grana em meio a incerteza? 

No início o apoio dos meus pais foi fundamental, mas as coisas aconteceram mais rápido do que eu imaginava. Com a ajuda do Bruno, que faz a parte financeira da Olive, eu consegui organizar as contas e atingir um equilíbrio financeiro.


6. Qual necessidade do mundo você, através do trabalho, está ajudando a sanar? 

Acho que o trabalho manual, especialmente dos pequenos produtores, vem na contra mão da fast fashion e do consumo excessivo. 


7. Qual futuro você está ajudando a criar? 

Espero que a gente consiga se tornar uma sociedade do consumo consciente. O apoio de produtores locais é um ato que faz muito mais diferença que as pessoas se dão conta.

8. Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado? 

Eu sei que a oportunidade que eu tive que fazer o que faço também aconteceu por eu ser uma pessoa privilegiada. Não é qualquer pessoa que consegue largar tudo pra descobrir o que quer fazer da vida, tenho muita noção disso, mas acredito que a gente tenha que se abrir mais pro mundo e pra nós mesmos pra descobrirmos o que a gente gosta de fazer, ao invés de simplesmente seguir o que sociedade espera de nós.

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Para quem você direciona seu trabalho? —  como e por que definir

Você já ouviu falar em persona? Muito usado no marketing, o termo se refere à pessoa para quem você direciona seu trabalho. Definir isso é fundamental antes de iniciar qualquer empreendimento.

Diferentemente do público-alvo, que é um perfil que contêm várias pessoas, a persona é um personagem que representa seu público alvo. Quando traçado a persona fica muito mais fácil pensar em como se comunicar e o que oferecer. Não há como circular de maneira fluida em um espaço que você não conhece.

Para te ajudar, algumas reflexões são importantes:

  • Qual é o perfil das pessoas com quem você gostaria de colocar seus talentos a serviço?
  • Quais são os problemas do público que você deseja atender? — Foque nos problemas.
  • Quais são as coisas que ela precisa fazer? — Entenda as necessidades, objetivos e desejos (usar verbos).
  • Quais são as coisas que a motivam? — Busque o que a faz movimentar, o significado pessoal.

A partir daí, crie a sua frase: um nome; adjetivos que representam a pessoa em mente e suas necessidades.

Exemplo:

Giovana, uma jovem que saiu do mercado corporativo há alguns anos. Engajada na economia colaborativa e nas “novas formas de viver”, precisa de uma maneira para suprir a sua necessidade de ser reconhecida pelo que faz e ser valorizada financeiramente — de forma que a faça sentir mais confiante e tranquila para continuar trabalhando alinhada ao que acredita.

Traçada a persona, hora de planejar e prototipar como sanar essas necessidades. Falo sobre isso em um próximo post.

Fazer a transição é gratificante mas exige coragem, enfrentar os medos, planejar os próximos passos e começar. Se você quiser um empurrãozinho para seguir seus objetivos, conte comigo!