Transição de vida

10 conselhos para uma pessoa insatisfeita com o trabalho

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Se a rotina não vai bem, segunda-feira é sempre um sofrimento, o cansaço não acaba nunca, algo precisa ser transformado. Abaixo, listo dez atitudes que podem ressignificar o dia a dia no trabalho e, assim, melhorar a qualidade de vida. 

1. Busque entender a sua insatisfação. Você se incomoda com o local, as pessoas, o propósito da organização ou com o que você faz? Busque observar o que é que tira a sua paz.

2. Mude algo em você! Isso certamente ajudará a mudar o todo. Entenda o que está no seu alcance para mudar. Veja o que pode fazer para conviver com pessoas de uma forma mais agradável, se for possível converse com seu chefe e peça para mudar aquilo que te incomoda.

3. Assuma algo que te dê prazer mesmo que não esteja no seu job description. Certamente você se sentirá mais energizado, para aguentar um pouco mais aquilo que não gosta.

4. Peça uma sessão de feedback. Assim entenderá mais sobre a sua performance e também poderá falar um pouco sobre aquilo que te deixa insatisfeito.

5. Seja protagonista e tome iniciativa. Nem sempre é possível ter espaço para mudar. Mas sempre há algo que você pode tomar as rédeas e fazer.

6. Se você realmente não se vê mais trabalhando nessa organização, se pergunte: por que eu ainda estou aqui? Lembre do motivo pelo qual vai trabalhar todos os dias. Esse é o significado que o seu trabalho tem para você.

7. Se deseja sair desse trabalho, e não sabe para onde ir. Não saia! Primeiro, saiba o que busca num trabalho. Depois, pense se vai querer empreender ou procurar um novo emprego.

8. Procure um emprego! Primeiro pense em que empresas compartilham da sua visão de mundo dos seus valores e seu propósito. Quando você cria uma ponte de identificação com a organização, fica muito mais fácil se motivar e por consequência se dedicar nas tarefas a serem executadas.

9. Empreenda! Mas lembre de fazer isso desde que faça sentido. Coloque seus talentos e paixões a serviço de uma causa com a qual você se identifique. Contribua para construir a realidade que você quiser viver.

10. Faça o Programa Travessia! Em 12 encontros semanais você vai poder planejar a sua transição para um trabalho com significado.

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Como se organizar no segundo semestre para manter as suas metas do ano

Lembra no começo do ano, quando eu disponibilizei um Exercício de planejamento para 2017? Quero saber se foi útil para você e se está conseguindo seguir as metas para o ano. Neste post falo sobre como não se perder do propósito e, para quem não iniciou uma transição, como usar esses próximos seis meses de forma a possibilitar uma grande mudança em 2018.  

Dê o primeiro passo!

- Pense nas vontades que você sempre teve e ainda não conseguiu realizar. Seja pintar um quadro ou fazer uma grande viagem.

Liste seus incômodos.

- Elenque o top 1 deles como objetivo de transformação. Em paralelo, liste aquilo que você gosta na sua rotina e busque formas de manter.

Se dedique na auto investigação

- Reserve um dia da semana para fazer atividades reflexivas com perguntas norteadores (exemplo: o que eu gostava de fazer quando era criança?).

Converse com quem pode te ajudar

- Reserve ao menos dois cafés por mês com pessoas que já fizeram a transição ou trabalham na sua área de interesse - pergunte a elas sobre as dificuldades, os desafios, as coisas boas e como funciona o dia a dia delas. 

Abra tempo na sua agenda para o novo entrar

- Abra tempo na agenda para o novo. É preciso estar disposto a se dedicar fora do expediente para descobrir o que você quer fazer. Se não mudar nada, não descobrirá novas respostas. 

Procure instituições para experimentar algo novo

- Faça trabalhos voluntários na área de interesse. Coloque suas habilidade a disposição.

Procure vivências que estimule o autoconhecimento

- Atividades como meditação, yoga, resgate biográfico são experiências que estimulam a conexão consigo mesmo.

Encontre outras pessoas

- Crie vínculos com pessoas alinhadas com aquilo que você acredita. Um habito demora 21 dias para se estabilizar e é muito mais fácil quando é feito em coletivo. Um exemplo é a corrida. Se você decide começar a praticar, é muito mais fácil se comprometer quando há um grupo, onde um motiva o outro. Cursos sempre são uma ótima oportunidade para encontrar pessoas com as mesmas afinidades. O Travessia começa em agosto! 

Respire novos ares

- Vá a lugares diferentes a cada semana. Experimente um café, um restaurante, um espaço de trabalho, um parque. Comece a frequentar grupos e lugares que compartilham dos seus valores e questionamentos.

Se prepare financeiramente.

- A gente passa a vida inteira se formando em algo especifico numa carreira. E aí de um dia pro outro a gente quer ser reconhecido em outra coisa e isso não vai acontecer da noite para o dia. É importante não depender financeiramente dessa nova atividade, no primeiro momento. Avalie se o dinheiro não está onerando demais a sua proposta - não apenas pelo propósito, mas pela saúde do negócio que precisa de reconhecimento, reputação, aprimoramento, etc.

Tenha paciência. Uso o que você já sabe fazer.

- Não negue as habilidades pelas quais você já é reconhecido. Use-as a seu favor. Muitas vezes as pessoas querem mudar totalmente e ignoram a curva de aprendizagem que demora. Querem ser reconhecidas em pouco tempo.

Reflita sobre seu estilo de vida

- Pense no estilo de vida que você quer levar (horas que quer acordar, onde mora, com quem, em que cidade, que amigos vc tem a sua volta). Descreva como seria um dia ideal daqui 10 anos, do começo até dormir – isso ajuda a entender a essência do que se quer viver.

Por fim, é importante levar em consideração que transição leva tempo e a medida é relativa. Sinto que, na verdade, é infinita, pois sendo progressiva, sempre podemos realizar cada vez mais. Cada pessoa está num processo e o que é fácil para um, pode ser difícil para outro.

Outra questão é que nem sempre a saída é o empreendedorismo. Uma mudança pode acontecer dentro da própria empresa ou de indústria ou setor. Recomendo saber do que você não abre mão num trabalho que te satisfaça, em termos de necessidades básicas e valores. Se for o caso de fazer uma transição, entenda o que realmente quer a partir dessa fase de experimentação e se aprofunde na escolha.

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Por que separamos vida profissional de vida pessoal?

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Formatura do programa Ser.Vir na Casa Cuore

Herdamos da revolução industrial a necessidade de ser quase uma máquina que produz incessantemente, ignorando necessidades pessoais. Assim se mantém o sistema a que estamos submetidos. Então, muitas vezes as pessoas encaram o trabalho como algo onde não é permitido mostrar sentimentos e emoções.  Muitas vezes é preciso agir de uma forma completamente diferente de quem se é.

Ao meu ver, é impossível um trabalho com significado se não houver a quebra dessa barreira que divide as duas coisas.

Recentemente fiz a pergunta: "O que significa a trabalho para você?". Algumas respostas foram:

Trabalho pra mim é um local/ação que eu aprendo coisas novas todos os dias, da maneira que esse conhecimento se apresentar e no final tenho um sentimento de satisfação/propósito. – Nathan Parada

‘Aquela parte chata da vida que proporciona aquelas coisas legais da vida” – Beatriz Izzo

“Vida, fluxo, complemento, meio para um fim/propósito.” – Mari Viana

TRABALHO = DIGNIDADE?

Acho estranho que passado tanto tempo e diante de tantas revoluções, aquele pensamento antigo se mantenha, onde a dignidade se faz do trabalho suado. Se já o nome, com raíz do latim, carrega as marcas de um objeto de tortura da antiguidade, tripalium, já deveria ter sido ressignificado.

Pelo contrário, temos a mania de valorizar o que é referente a trabalho e desmerecer o que é lazer ou cuidado pessoal. Quantas vezes as pessoas não justificam faltas em compromissos por causa de trabalho. E se é trabalho, está tudo bem! O mesmo se faz do contrário, quando só aceitam algo se for por esse motivo. Até quando?

Uma participante do workshop Reset que ministrei no mês passado, contou que numa mesma época perdeu o pai, o emprego e mudou de casa. Quando as pessoas se dirigiam a ela só perguntavam quando voltaria a trabalhar.

TRABALHO VIROU OBJETO DE STATUS E ESCUDO E DESCULPA PARA NÃO LIDARMOS COM OS SENTIMENTOS – OS NOSSOS E OS ALHEIOS.

Resta saber o quanto cada um de nós está realmente a mudar essas crenças. Cabe a nós começar a fazer essa mudança e introjetar dentro de nós. Responder diferente do que é dito e posto. 

Quando eu falo sobre trabalho com significado, é algo que gere remuneração sim, pois é necessário, mas que esteja intimamente ligado ao que se é individualmente – o propósito, a história de vida de cada um, os talentos, etc. Por isso está totalmente ligado ao pessoal e ao autoconhecimento. Falo sobre isso num próximo post.

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Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça o Programa Travessia.

9 perigos da autocrítica

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9 perigos da autocrítica

Avaliar a si mesmo é essencial. Parar para se observar, enxergar o que é preciso mudar, aprimorar ou permanecer. Mas quando o julgamento toma conta e começa a determinar ou impossibilitar ações, a autocrítica para de ser produtiva e passa a ser impeditiva. Durante um processo de transição, ela se torna uma armadilha quando:

#1 A busca pelo perfeccionismo

A pessoa nunca está pronta, quer ser perfeita para se apresentar ao mundo ou dar o próximo passo. Quando isso acontecer, é importante projetar, prototipar e agir.

#2 Paralisa porque a opinião alheia se torna o foco

A transição exige muitas renúncias e é difícil se desapegar dos indicadores de sucesso que a sociedade preza para dar espaço ao que é realmente importante pra cada um

#3 Medo da frustração

Se vê diante de uma possível frustração, que pode ser muito dolorosa já que terá investido muita energia em vão. Então acha melhor ficar onde está. Quando isso acontecer, se permita errar. Certamente você vai errar ao longo do caminho. Lembre-se: errar é aprender.

#4 Não vê um diferencial no que quer fazer

Não faz por não ter um projeto único. "Tem tanta gente fazendo e a concorrência é enorme, então por que o meu seria interessante?" - se pergunta. 

Já é único pelo simples fato de ser você quem está fazendo.

#5 Se colocar como especialista sobre determinado assinto, então não pode errar.

Saber tudo sobre algo enrijece e impossibilita aprimoramento. Estamos sempre aprendendo.

#6 Acha que tem uma ideia genial e não quer compartilhar.

Quanto mais você compartilha, mais se escuta e mais feedback tem. Ao colocar algo como perfeito, mesmo que cru, se não der certo, aí sim a frustração pode ser grande.

#7 Controlar 100% o caminho

Traça um caminho e se fixa nele, sem espaço para novas possibilidades que possam surgir. Valoriza o imediatismo, no lugar do processo.

É importante enxergar entre os tons das cores, possibilidades entre cada passo a ser seguido. Se abrir para o caos organizado e permitir que o imprevisto aconteça. Você pode se surpreender com os resultados.

#8 Naturaliza habilidades, sem enxergar o valor que elas têm.

Às vezes os talentos não são extraordinários, podem ser as coisas mais simples e mais fáceis para você, mas não para outra pessoa. 

#9 Não faz porque não tem todas as habilidades.

Executar bem uma coisa só já é o suficiente. Entender quais são as habilidades complementares pode fazer surgir ótimas parcerias ou até despertar novos interesses

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Quer fazer a transição para um trabalho com significado? Veja o Programa Travessia 

Quando a segunda-feira vira o pior dia da semana

Chega o domingo à noite e já começa uma agonia? Na segunda, fica difícil levantar da cama ao pensar que é necessário ir ao trabalho? Talvez seja a hora de repensar ao que você tem dedicado seu tempo e sua energia, pois a síndrome da segunda-feira é um dos indicativos que as coisas não vão lá muito bem.

Conheço gente que todas as vezes que ia abrir o e-mail de trabalho, tinha uma dor de barriga. Ela tinha medo dos emails de seu chefe e, se já era difícil encarar o virtual, chegar na agência e ter que conversar com ele era pior ainda. Os valores que aquela pessoa aplicava no dia a dia de trabalho e na dinâmica entre a equipe eram muito contrários ao que a funcionária acreditava. 

Outro problema se relaciona com o tempo dentro de um escritório, que leva muitas pessoas a terem uma sensação de estarem jogando a vida fora. Com a jornada de oito horas, que em vários casos se estende pra dez ou até catorze horas, instaura-se uma dinâmica obrigatória, entre trabalho e casa/casa e trabalho, que não é passível de desvio. 

A partir desses dois incômodos, o fim de semana fica intenso, como se fosse o único tempo do mundo para ser aproveitado. Isso quando ele existe enquanto momento de lazer ou quando não é usado integralmente para restaurar o sono. Em ambos os casos, fica difícil de desapegar desse período que acaba se tornando potencializadamente especial. 

Quando isso acontece, aconselho uma atenção à situação e que seja revisitado o propósito naquilo que está sendo feito. Ainda faz sentido continuar?

promovo o workshop Reset, sobre os primeiros sinais de insatisfação no trabalho e como iniciar uma mudança. Talvez seja uma oportunidade para entender melhor o seu próprio processo.

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[Fiz a Travessia] Saí de Agência Digital para encorajar empreendedores a criarem sua reputação no mundo online

Tenho percebido que as pessoas que trabalham na área de comunicação são as que mais me procuram para ajudar no processo de transição para criar um trabalho com mais significado.

Por isso que hoje, a entrevistada é a Mayara Castro, jornalista e grande parceira no Radar, um programa que cocriamos junto com o Diego Mouro. O Radar é um processo para empreender a própria vida com autenticidade e autonomia através do autoconhecimento, posicionamento e expressão. 

Ela  ressignificou o papel da comunicação na sua vida e também o papel da comunicação digital na vida das pessoas. Aprendi com ela como me posicionar para expor o que acredito e valorizo. Como está dando certo (e estou feliz da vida por isso), decidi compartilhar a história de como ela fez a sua transição. 

Nome: Mayara Castro

Antes fazia: Coordenava o núcleo de comunicação online de agência digital  

Hoje faz: Encoraja pequenos empreendedores a criar sua reputação no mundo online de forma independente, estuda locução e se dedica integralmente ao exercício de empreender a com autonomia e liberdade. 

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?

Mayara Castro: Autonomia nunca foi uma palavra estranha pra mim.

Em meus ambientes de trabalho, sempre tive espaço para ousar. Sorte a minha, meus chefes sempre me deram liberdade para criar e responder pelas minhas criações. Mas, o que sempre chamou atenção deles não era exatamente as minhas ideias, mas a facilidade que eu tinha de me expor a diferentes situações e a praticidade de tirar as ideias do papel e fazer o que precisava ser feito.

Meu pai, também autônomo, sempre me ensinou que liberdade se conquista com responsabilidade. Essa é, até hoje, a sua única e poderosa lição de moral.

Em janeiro de 2014, depois de dois anos representando uma empresa, resolvi abrir as asas para uma nova realidade: empreender com o objetivo de ser reconhecida por quem sou e não pelo o que faço e oferecer o que eu tenho de mais valioso a pessoas que não só precisam de mim, mas vice-versa.

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

 

Mayara Castro: Tinha clareza de que não queria ser um robô que produz conteúdos, como eu fazia antes. Queria mais.

Mais tempo livre que me permitisse estar conectada a mais pessoas.

Mais autonomia para fazer escolhas assertivas.

Mais liberdade para oferecer caminhos alternativos para quem precisa do meu trabalho e assim, ter mais tempo para cuidar do que é meu.  

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Mayara Castro: Sou uma pessoa curiosa e ativa, por isso, sempre estive ao lado de pessoas muito diferentes entre si. Gosto disso. Mas, "como estar envolvida verdadeiramente com vários projetos ao mesmo tempo?" era a pergunta que não queria calar.

Pouco a pouco, após algumas sessões de coaching com a Lella, entendi que podia oferecer meu trabalho da mesma forma que fazia antes, mas mudando o formato.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Mayara Castro:  Na estaca zero, tive que criar metodologias, plano de negócio, formas diferentes de oferecer meus serviços, estratégia de divulgação. Ou seja: colocar a mão na massa.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Mayara Castro: Tive que contar com ajuda da família e amigos, apoio moral e financeiro. Mas, dia após dia, fui sentindo o efeito do meu trabalho. E junto com ele, as regalias de ser autônoma.

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Mayara Castro: A trabalhar em casa ou, tão bom quanto, em cafés pela cidade.

 

A oferecer atendimentos com o sorriso sempre estampado no rosto.

A criar em horários improváveis, sem restrições.

A sentir prazer com o novo.

A criar relações melhores.

A pegar menos trânsito.

A cozinhar.

A praticar esportes.

A dormir melhor.

etc.

Hoje, não tenho dúvidas que essa foi a melhor escolha que fiz.

Meu objetivo é ajudar as pessoas a se comunicar melhor.

Quem quiser conhecer melhor o que eu faço, pode acessar o site www.arayam.com (mayara ao contrário) ou www.radar.wtf e também participar do workshop "Fortalecendo sua identidade digital" em São Paulo no dia 8/10. 

Já falei e repito: a melhor forma de te ajudar a expressar o que importa é oferecendo autonomia para que você arregace as mangas e se empenhe em buscar o seu lugar ao sol. Desenvolver autonomia significa: mergulhar fundo em sua identidade para resgatar tudo o que você precisa para se expressar com verdade. Resumindo: praticar o exercício de ser você mesmo te ajuda a chegar lá.

E vou dizer: no final, é muito gratificante ver gente que a gente admira sendo admirado por cada vez mais pessoas e recebendo todo o mérito por essa conquista!

Lella Sá: Que dica(s) você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Mayara Castro:

  • Clareza da sua necessidade atual

  • Coragem para sair do automático

  • Confiança em suas habilidades e talentos

  • Humildade para enxergar que os erros são oportunidades de crescimento

  • Relações transparentes com clientes, parceiros e amigos

  • Pessoas com quem você possa contar, seja para pedir apoio moral ou crítica construtiva

  • Clareza de que você não está fazendo bem só a si mesmo

  • Consciência de que a transformação é uma constante

[Fiz a Travessia] Preferi empreender do que trabalhar numa corporação

Nome: Laíssa Cortez Moura

Antes fazia: Coordenadora de Atendimento/ Trainee

Hoje faz: Empreende a Vekante Educação e Cultura

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje? 

Laíssa Cortez Moura: Sempre tive muita vontade, em fazer um trabalho que ajudasse as pessoas. Desde pequena participo de uma ONG (CISV), e ver a transformação nas pessoas sempre me fascinou. Acabei descobrindo que a educação é minha grande paixão. Foi então que no começo de 2015, conheci meu sócio. Apaixonado por educação, cultura, percebemos que tínhamos muitas vontades em comum. E foi então que decidimos abrir a Vekante Educação e Cultura, que em Esperanto significa, acordar, despertar. E é isso que queremos. Que as pessoas despertem pro mundo e que vejam possibilidades.

Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?

Laíssa Cortez Moura: Nos últimos três anos, minha vida mudou muito. Logo que saí da faculdade, resolvi que queria ser Trainee, pelo desenvolvimento oferecido, por poder conhecer uma empresa do "começo ao fim" e ter um salário interessante. Foi então que entrei no Trainee das Lojas Riachuelo. Foi uma experiência INCRÍVEL! Tive ótimos treinadores, minha gerente foi uma super professora. Os colaboradores me ensinaram muito. Mas percebi que ficar dentro de um "escritório" 6 dias da semana, na média de 12 horas por dia, não era para mim. Sentia que precisava aprender mais, viver mais, ter experiências reais com várias pessoas. E foi então que resolvi sair, sem ter nada em mente. Na época, estava fazendo um curso de Inovação, na então nova startup da Bel Pesce, FazINOVA. Foi um curso muito legal, conheci pessoas que me abriram os olhos, "validaram" a minha saída do trainee. E percebi que realmente o mundo tinha muito mais a me oferecer. Ao final do curso, eu e a Bel, tínhamos uma relação muito boa. E acabei sendo contratada, para ser a primeira funcionária. Fiquei muito energizada! Ter a oportunidade, de ajudar a criar uma empresa do zero, montar equipe, aprender com talentos de diversos lugares, desenhar produtos, experiências, planejar viagens. Aprendi demais! Amava meu trabalho. Mas tinha uma certa pulguinha atrás da orelha. O lado social, transformador, sempre me chamava. A cada oportunidade estava no CISV, ajudando em alguma ação. Foi então que percebi, que apesar de estar em um lugar incrível, ainda me faltava a transformação real. Com algumas mudanças e a empresa bem mais sólida, acabei saindo.

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Laíssa Cortez Moura: No começo foi bem difícil. Estava certa do que queria. Mas ouvi muitos questionamentos. Como alguém tem um trainee nas mãos e abandona? Como pode ter um super salário e ir trabalhar em uma startup? Como assim você saiu sem ter nada em mente? Muitas vezes me peguei pensando, se tudo que fiz valia a pena. Em meio a essa confusão! Percebi que a minha paixão era o que fazia na ONG. No começo foi difícil aceitar que era educação. Crescemos ouvindo que professor, não é valorizado, que ganha mal, e etc. Mesmo tendo excelentes exemplos de professores, não vou mentir que bateu o medo. Para onde é que vou parar na educação. Minha familia, me ajudou MUITO! Me apoiaram e sempre torceram para as minhas conquistas.

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Laíssa Cortez Moura: Acredito que a mais difícil foi o fator dinheiro. Consegui me sustentar por um bom tempo depois da faculdade. Mas me vi tendo que pedir ajuda e arrego novamente aos meus pais. E as vezes o orgulho bate nessas horas. E os questionamentos chegam, SERÁ? Será que fiz certo?

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Laíssa Cortez Moura: Como comentei acima, a questão da grana sempre pegou. Na verdade ainda pega. Não tem como ganhar o que eu ganhava, ainda, com a nova empresa! Mas a vontade de trabalhar é muito maior. Quando você faz um projeto e vê o poder de transformação que ele tem, é uma sensação indescritível. Estou no meu momento de plantar. Estou plantando muito! Cada escolha, tem suas consequências. Mas mesmo assim, não me arrependo de nada que fiz.

Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?

Laíssa Cortez Moura: Sei que dizer que o futuro vem com a educação é clichê. Mas hoje consigo ver, quantas pessoas estão realmente trabalhando para que tenhamos uma educação melhor. Que o sistema mude, que comecem a ver a criança e o adolescente como ele é. Estamos em alta com a "Pátria Educadora", com os olhares em cima de sistemas mundiais, como a Finlândia, entendendo e conhecendo estudos sobre competências sócio emocionais. E sei, que será um processo longo de mudanças, não chegamos onde estamos ontem. Foi um processo muito longo. E demanda um tempo para que as ideias de hoje, escalem. Mas quero uma escola, uma educação. Onde as crianças possam ser crianças, tenham tempo para brincar e entender o quão importante é, para o desenvolvimento. Ter adolescentes menos ansiosos e mais seguros, que a aquela grande decisão, não será a única na sua vida. Entender que o erro, faz parte do processo. E estamos nesse mundo, para cumprir nossa missão. Mas essa missão, não é só uma. São várias, que vamos descobrir ao longo do caminho.

Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Laíssa Cortez Moura: Se escute! O corpo e a mente, sempre dão sinais de que algo não vai bem. Se você não tem mais entusiasmo pelo seu trabalho, se começar a adoecer, se não tem mais aquele orgulho de dizer para os outros o que faz. Pare! Pense! Descubra dentro dos seus hobbies suas paixões. Entenda que se você faz aquilo como voluntário, aos finais de semana ou tem o maior prazer em ajudar alguém. Isso tudo pode virar um ofício.

Essa é uma entrevista do Projeto "Fiz a Travessia", uma série de entrevistas para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça parte do Programa Travessia.

Leia outras entrevistas nesse link.